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Mercado

Brasil pode liderar meta global de quadruplicar biocombustíveis até 2035

Por Redação 19/09/2025
Escrito por Redação

 Brasil pode liderar meta global de quadruplicar biocombustíveis até 2035

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) celebra o acordo firmado entre Brasil e Japão, que propuseram, durante a 1ª Reunião Ministerial sobre Combustíveis Sustentáveis em Osaka, a meta de quadruplicar até 2035 o uso global dos biocombustíveis e de outras rotas sustentáveis. O encontro reuniu ministros e delegados de 34 países e organizações internacionais e representou um passo relevante da cooperação internacional para acelerar a transição energética e a descarbonização da economia.

Com cinco décadas de experiência no uso do etanol como combustível, o Brasil já evitou a emissão de cerca de 730 milhões de toneladas de CO₂ desde o advento do carro flex, em 2003. Esse histórico posiciona o setor sucroenergético brasileiro de forma estratégica na construção de soluções energéticas de baixo carbono em escala global. “O acordo abre caminho para ampliar o impacto positivo de soluções já consolidadas, como etanol e biodiesel, e impulsionar novas rotas como biogás, biometano e SAF (combustível sustentável de aviação)”, afirma Evandro Gussi, presidente da Unica.

Segundo ele, o Brasil reúne condições únicas de contribuir para o cumprimento da meta, seja pela escala de sua produção, pela infraestrutura já instalada ou pelo modelo de política pública que combina segurança energética, inovação e sustentabilidade. “Esse compromisso ganha ainda mais relevância diante da COP30, em Belém, quando o Brasil terá a oportunidade de mostrar ao mundo sua contribuição decisiva para a transição energética global”, completa Gussi.

A Unica reforça que a iniciativa Brasil-Japão amplia o espaço para que a bioenergia se consolide como vetor central da descarbonização, e mostra que a cooperação internacional pode acelerar resultados em setores críticos, como transporte pesado, aviação e indústria.

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19/09/2025 0 Comentários
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Empresas

CNH lança assistente de IA para a rede de concessionárias das Case IH e New Holland

Por Redação 18/09/2025
Escrito por Redação

CNH lança assistente de IA para a rede de concessionárias das Case IH e New Holland

A CNH apresenta seu novo Assistente Técnico de Inteligência Artificial. Batizado de Tech Assist, o novo assistente (chat) é projetado para fornecer aos técnicos da rede de concessionárias Case IH e New Holland em toda a América Latina um acesso mais rápido e preciso a informações técnicas, 24 horas por dia, 7 dias por semana. O objetivo é otimizar o tempo de resposta e fortalecer o serviço prestado aos clientes em todo os países da região, garantindo que as consultas sejam resolvidas com maior agilidade e confiança.

Imagine que a colheitadeira de um agricultor precisa de um novo motor de acionamento no meio da temporada de colheita. Em meio à inúmeras opções de marcas e linhas de produtos, um técnico de suporte pode ter que vasculhar milhares de manuais, documentos e artigos para encontrar o que precisa — às vezes quando está no campo com o próprio cliente.

Nesse contexto, o assistente funciona como um mecanismo de busca especializado dentro do ecossistema CNH: ele coleta e organiza dados de manuais, boletins de produtos e informações técnicas oficiais, sem recorrer a fontes externas, como mecanismos de busca na web. Dessa forma, garante que as respostas estejam sempre alinhadas com o conhecimento validado pela empresa, além de garantir que o técnico de suporte humano possa se concentrar em resolver problemas mais complexos em tempo hábil.

O chat surge como uma solução que contribui para melhorar a experiência dos clientes, pois permite que os técnicos resolvam suas dúvidas de forma mais ágil e eficaz. Ao mesmo tempo, reforça o compromisso da CNH com a digitalização e a inovação aplicada ao suporte pós-venda.

A ferramenta está disponível para toda a rede de concessionárias da América Latina, com mais de 190 usuários ativos auxiliando nossos clientes de diversas maneiras. Os primeiros resultados mostram que, em aproximadamente 25% dos casos, há oportunidades de melhoria na precisão das respostas, o que permite continuar otimizando o assistente e reforçando a qualidade das informações fornecidas.

“O lançamento do Tech Assist representa um avanço significativo na forma como apoiamos os técnicos das nossas concessionárias em toda a América Latina. Com o uso de inteligência artificial, essa solução oferece acesso rápido e preciso às informações técnicas, operacionais e de manutenção dos nossos produtos. Isso garante mais agilidade e assertividade na execução de serviços, reparos e no esclarecimento de dúvidas sobre nossas tecnologias, elevando o padrão de atendimento e a satisfação dos nossos clientes no campo”, reforçou Gabriel Vieira, gerente de Treinamento da CNH para América Latina.

 

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18/09/2025 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Notícias

Conab projeta novo recorde na produção de grãos para a safra 2025/2026

Por Redação 18/09/2025
Escrito por Redação

Conab projeta novo recorde na produção de grãos para a safra 2025/2026

Em meio aos desafios climáticos e econômicos que se apresentam a cada nova safra, as primeiras projeções para a produção de grãos para a safra 2025/26 apontam para uma colheita de 353,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representa um leve aumento de 1% sobre o resultado da temporada 2024/25, estimado em 350,2 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o setor. Os dados estão na 13ª edição da “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, publicação divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB).

De acordo com a projeção, o resultado é influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26. Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25.

“Os dados apresentados mostram a confiança dos homens e das mulheres do campo para seguir com a produção. Há investimentos disponíveis, com volume recorde de recursos e condições diferenciadas de crédito, como juros reais negativos para a produção de alimentos, a partir do Plano Safra disponibilizado pelo governo federal. Além disso, a expertise dos produtores e a utilização crescente de tecnologia refletem no bom resultado que reafirma a posição do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A Conab projeta para a soja, principal produto cultivado no país, um novo aumento na produção em 3,6%, sendo estimada em 177,67 milhões de toneladas na safra 2025/26 frente a uma colheita de 171,47 milhões de toneladas no ciclo 2024/25, influenciada pelo aumento da área semeada para o grão e pela recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul. Caso não haja nenhum problema climático, a produção nacional deve alcançar mais um recorde produtivo, reforçando a posição do Brasil como maior produtor mundial de soja.

A demanda global pela oleaginosa continua em expansão, impulsionada pelo aumento do esmagamento para alimentação animal e pela maior produção de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior. Mesmo com preços internos pressionados e desafios de rentabilidade, a cultura mantém elevada liquidez e retorno atrativo aos produtores.

Para o algodão, a boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção têm levado os produtores a optarem pela cultura ou a ampliarem suas áreas. Neste cenário, a expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada, impulsionado por estados com grande potencial para o cultivo, como a Bahia, Piauí, Minas Gerais e Tocantins. Mesmo diante de uma projeção de uma produtividade da fibra em pluma de 1,89 toneladas por hectare, a produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

No caso do milho, as projeções para a safra 2025/26 indicam aumento de área cultivada tanto na primeira quanto na segunda safra do cereal em relação ao registrado no ciclo 2024/25. Esse movimento é sustentado pela expectativa de aumento no consumo interno, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia.

Mesmo com a expectativa de uma maior área semeada total para o grão, a produção do cereal somada as três safras, é prevista em 138,3 milhões de toneladas, leve redução de 1% à colheita registrada em 2024/25 diante de uma perspectiva de queda na produtividade média nacional nas lavouras. Essa queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis.

Já o cenário para a safra 2025/26 de arroz no Brasil se apresenta mais desafiador aos agricultores, resultado da ampliação da produção nacional e internacional em 2024/25, que gerou excedente de oferta e desvalorização do grão. Diante deste cenário, há uma tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores.

No entanto, programas de apoio ao grande e ao pequeno produtor implementados pelo Governo Federal, como as operações de Contrato de Opção de Venda (COV), linhas de crédito com juros subsidiados e o Programa Arroz da Gente (de apoio técnico, comercial e financeiro a agricultores familiares), deverão amenizar uma queda mais acentuada da área, que sai de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26.

Também é esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25. Apesar disso, o rendimento em campo esperado para 2025/26 ainda estará entre os maiores da série histórica. Combinando esses fatores, a produção nacional é estimada em 11,5 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.

No caso do feijão, em virtude de ser uma cultura de ciclo curto e muito responsiva a preços, a tendência é que a safra 2025/26 se estabeleça próxima da estabilidade. Somadas as 3 safras da leguminosa, a Conab prevê uma área semeada de 2,7 milhões de hectares e uma produtividade média nacional de 1.141 quilos por hectares. Com isso, a produção fica próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26 e assegura o consumo previsto no país.

 

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Opinião

Inovação na indústria de máquinas agrícolas para enfrentar mudanças climáticas

Por Redação 17/09/2025
Escrito por Redação

Por Breno Cavalcanti* – As mudanças climáticas e seus impactos na agricultura trazem novos desafios aos produtores rurais, que precisam adaptar seus sistemas de cultivo em um cenário cada vez mais imprevisível. Para responder a essa necessidade, a indústria de máquinas agrícolas tem investido em tecnologias avançadas que melhoram a eficiência e a produtividade no campo, em janelas de operações cada vez menores, e asseguram a resistência dos equipamentos em condições extremas.

Entre os principais avanços, destaca-se o esforço para garantir a simplicidade operacional das máquinas, o que facilita a regulagem, o diagnóstico e a manutenção, especialmente em momentos críticos, como intempéries climáticas. A simplicidade e o baixo custo de manutenção são fundamentais, visto que permitem uma rápida retomada das operações, minimizando os impactos causados por eventos climáticos extremos, como chuvas intensas ou secas prolongadas.

Além disso, as máquinas vêm sendo projetadas para resistir a ambientes cada vez mais desafiadores. A incorporação de sistemas eletrônicos protegidos, com cabos e conectores blindados, garante maior durabilidade dos equipamentos, mesmo em condições extremas. A tecnologia embarcada também oferece um diagnóstico mais eficiente, permitindo a detecção precoce de falhas elétricas, mecânicas ou hidráulicas. Com o uso de telemetria, é possível verificar e resolver problemas antes mesmo de iniciar as operações, evitando danos maiores e aumentando a vida útil dos equipamentos.

Outro aspecto importante é o suporte técnico oferecido aos produtores, que, além das orientações em campo sobre as melhores práticas de manutenção, têm à disposição materiais informativos que auxiliam no uso adequado das máquinas. Esse acompanhamento contribui para a prevenção de riscos e melhora a durabilidade dos equipamentos, assegurando que o produtor consiga extrair o melhor desempenho de suas máquinas, independentemente das condições climáticas.

Essas inovações refletem uma adaptação necessária para enfrentar os desafios impostos pelo clima, garantindo uma produção agrícola mais eficiente e sustentável. Com máquinas mais robustas e tecnologia de ponta, a agricultura se torna mais preparada para lidar com os imprevistos climáticos, permitindo que o produtor mantenha sua produtividade e sustentabilidade no longo prazo.

*Breno Cavalcanti é diretor de marketing da Massey Ferguson

 

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Mercado

Mesmo com tarifaço, Abiec projeta alta nas exportações de carne bovina em 2025

Por Redação 17/09/2025
Escrito por Redação

Mesmo com tarifaço, Abiec projeta alta nas exportações de carne bovina em 2025

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, disse, nesta quarta-feira (17), na 5ª edição do Fórum Pecuária Brasil, realizado pela Datagro, na capital paulista, que, apesar do “tarifaço Trump”, as exportações de carne bovina devem registrar alta de 12% em volume e de 16% em receita este ano.

“O mercado norte-americano, de fato, é rentável, demandante e impacta no resultado das empresas exportadoras. Todavia, o setor vem buscando a realocação do que era destinado aos EUA para outros destinos. Temos capacidade e capilaridade para isso.” Perosa adiantou, ainda, que a entidade se mantém firme nas negociações para abertura dos mercados do Japão, Turquia e Coreia do Sul.

Fonte: Datagro

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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Mercado

Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto, aponta CTC

Por Redação 16/09/2025
Escrito por Redação

Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto, aponta CTC

O desempenho dos canaviais do Centro-Sul manteve tendência de retração em agosto, segundo dados da Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

A produtividade média alcançou 77,5 toneladas por hectare, ligeiramente abaixo das 78,8 t/ha registradas no mesmo mês de 2024. Já a qualidade da cana (ATR) passou de 148,4 kg/t para 144,2 kg/t, queda de 2,9%.

No acumulado da safra 2025/26, os indicadores também apontam retração. A produtividade média recuou 8,2%, com 79,2 t/ha, frente às 86,3 t/ha no ciclo anterior. O ATR acumulado ficou em 129,7 kg/t, contra 133,2 kg/t no mesmo período da safra passada.

Impactos regionais

O levantamento mostra que, embora alguns polos apresentem resultados positivos pontuais, a maior parte das regiões do Centro-Sul sofreu retração em produtividade. Estados como Goiás e Mato Grosso registraram quedas tanto em toneladas por hectare quanto em ATR.

As condições climáticas ajudam a explicar esse cenário. Dados de precipitação indicam acumulados abaixo da média histórica, especialmente entre maio e agosto, o que comprometeu o armazenamento de água no solo.

 

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Agritechnica

Brasil amplia presença na Agritechnica, maior feira agrícola do mundo

Por Redação 15/09/2025
Escrito por Redação

Brasil amplia presença na Agritechnica, maior feira agrícola do mundo

A Agritechnica é considerada a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícola. O evento será realizado de 9 a 15 de novembro, em Hannover, na Alemanha, e deve reunir mais de 2.700 expositores de mais de 50 países. Sob o tema “Touch Smart Efficiency”, a feira oferece aos visitantes acesso a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade.

Mais uma vez, o Brasil terá presença expressiva, com nove empresas expondo individualmente, além dos dois pavilhões nacionais, o do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), e o da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), que reunirão cerca de 22 empresas expositoras, ambos com apoio da Apex-Brasil.

“Em termos de área e de número de empresas, tivemos um aumento de cerca de 20% em relação à última edição da Agritechnica, em 2023”, afirma Brena Baumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil.

Brasileiras esperam ampliar presença no mercado europeu

Uma das empresas brasileiras que marcam presença no evento há mais de 20 anos é a Metisa. “A Agritechnica é uma das feiras mais importantes das quais participamos e estamos presentes a cada edição desde 2003. O evento nos permite encontrar clientes, identificar novas oportunidades de negócios e acompanhar de perto as tendências mundiais. Graças à nossa participação constante, conseguimos ampliar nossa presença no competitivo mercado europeu”, afirma Ademar Willrich, Export Manager da Metisa, tradicional fabricante de peças agrícolas presente no mercado há mais de 80 anos, com produtos presentes em mais de 50 países.

Entre os expositores brasileiros confirmados também está a Tuzzi, que leva à feira um lançamento da empresa. “Neste ano, apresentaremos um sistema de acoplamento para tratores mais robusto e até 30% mais leve. Desde 2017, temos orgulho de representar o Brasil na Agritechnica e de contribuir para o avanço do agronegócio global”, explica César Bonacini, Diretor de Vendas e Engenharia da Tuzzi.

“Participar da Agritechnica como expositor tem sido uma experiência estratégica e transformadora. O evento é uma vitrine global que nos permite apresentar nossas soluções a um público altamente qualificado e tomar parte das principais discussões sobre o futuro da agricultura. Além disso, é uma oportunidade única de acompanhar de perto as tecnologias de ponta e as tendências que estão moldando o setor”, complementa Bonacini.

Estreante no evento, a Medal Bombas Hidráulicas conta que a participação na Agritechnica visa ampliar sua presença global. “Estar na Agritechnica é estratégico para ampliar nossa presença global e fortalecer relações com parceiros internacionais. Apresentaremos o novo modelo de bomba hidráulica MD360H, mais leve e com maior pressão, além de linhas de produtos lançadas nos últimos três anos”, destaca a direção do grupo.

Oportunidade de negócios e conexões

A edição deste ano da Agritechnica espera reunir uma ampla gama de visitantes, interessados em ver as principais novidades do segmento e aproveitar as oportunidades de conexão. Na última edição, em 2023, o evento recebeu um número recorde de 470 mil visitantes de 149 países. Eles eram compostos por aproximadamente dois terços de alemães, e uma forte presença internacional, especialmente da Europa e da América Central e do Sul.

Para 2025, o Brasil já confirmou uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais brasileiros, reforçando o papel do país como potência agrícola e desenvolvedor de tecnologia.

Eduardo Marckmann, CEO da Save Farm, empresa brasileira especializada em pulverização seletiva, foi um dos visitantes da Agritechnica em 2019 e, em 2025, vai pela segunda vez como expositor. “Visitamos a Agritechnica em 2019 e vimos a importância do evento. Realizar esse sonho, de ter um espaço na feira, é muito emocionante. Vemos a aderência, o contato com pessoas dos mais variados países. É uma experiência muito interessante”, comenta.

Programação da feira

Sob o tema central deste ano, “Touch Smart Efficiency”, a principal feira mundial de máquinas agrícolas será, mais uma vez, o fórum para discutir o futuro da agricultura. O evento oferecerá aos visitantes acesso direto a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a produtividade. Este ano, estreia o novo conceito de “dias temáticos”. Com o slogan “7 dias – 7 temas”, a Agritechnica atenderá às necessidades de diferentes grupos de visitantes a cada um dos sete dias da feira.

Como hub global da mecanização agrícola, a Agritechnica funciona como uma plataforma estratégica de informações e negócios para profissionais do setor agrícola, do comércio de máquinas agrícolas e de pesquisa e desenvolvimento.

Confira a programação:

Innovation and Press Day – Domingo, 9 de novembro: Neste dia, produtores de grãos, prestadores de serviços agrícolas, futuros tomadores de decisão, além da imprensa especializada e de negócios, terão a oportunidade de conhecer inovações técnicas, estratégias e tendências na agricultura moderna.

Agribusiness Days – Segunda e Terça, 10 e 11 de novembro (ingressos limitados): Destinados a revendedores de máquinas, prestadores de serviços e grandes propriedades rurais, estes dois dias oferecem oportunidades exclusivas para conhecer as últimas tendências e tecnologias, além de cultivar relacionamentos comerciais estratégicos com expositores. O número de ingressos é limitado.

International Farmers Day – Quarta, 12 de novembro: Focado em tomadores de decisão e investidores das principais regiões agrícolas do mundo, que irão explorar tendências e tecnologias adaptadas às necessidades de seus países, fortalecer parcerias e planejar investimentos. Neste ano, o destaque será para França, Canadá e República Tcheca.

Digital Farm Day – Quinta, 13 de novembro: Voltado para revendedores de máquinas, prestadores de serviços e fazendas que buscam informações sobre tendências, estratégias e produtos nas áreas de robótica, automação, inteligência artificial e agricultura de precisão. Em sintonia com o tema “Touch Smart Efficiency”, o foco será aumentar a eficiência por meio da digitalização.

Young Professionals Day – Sexta, 14 de novembro: Voltado para jovens profissionais e estudantes do setor agrícola de todo o mundo, com oportunidades de networking, informações sobre carreira, demonstrações ao vivo e debates. Neste ano, a tradicional Young Farmers Party acontecerá na sexta-feira como parte da programação.

Celebrate Farming – Sábado, 15 de novembro: Um dia para celebrar as conquistas do setor de tecnologia agrícola, reconhecendo o trabalho de prestadores de serviços e produtores rurais. A programação inclui homenagens, destaque para inovações e debates sobre o futuro da agricultura.

 

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Mercado

Governo de São Paulo amplia em R$ 36 milhões linhas de crédito rural

Por Redação 15/09/2025
Escrito por Redação
Governo de São Paulo amplia em R$ 36 milhões linhas de crédito rural

Andréia dos Santos, produtora beneficiada pelo FEAP Mulher – Gália/SP

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou um aporte suplementar em três linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). Com essa deliberação, o montante destinado à linha de crédito Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista passou de R$ 20 milhões para R$ 50 milhões. A linha é destinada ao apoio de projetos de energias renováveis, agricultura irrigada e produção em ambiente protegido, modernização e regularização de pequenas agroindústrias.

O FEAP Mulher, voltado ao incentivo da participação feminina no campo, recebeu um incremento de R$ 5 milhões, totalizando R$ 15 milhões em recursos disponíveis. Já o FEAP Orgânicos Agro SP, que apoia a transição agroecológica e a produção de alimentos mais saudáveis, teve seu orçamento elevado de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões.

O FEAP é um dos principais instrumentos de financiamento do setor agropecuário paulista, oferecendo linhas de crédito que contemplam desde a modernização tecnológica até práticas sustentáveis e inclusivas. Ao direcionar recursos para projetos específicos como o Mulher Agro SP e os Orgânicos Agro SP, a Secretaria valoriza tanto a diversidade social no campo quanto a crescente demanda por alimentos de qualidade e produzidos de forma ambientalmente responsável. Com esse novo aporte, a expectativa é ampliar o recurso para até 600 produtores.

 

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Mercado

Exportações do agro somam US$ 14,3 bilhões em agosto e mantêm trajetória positiva

Por Redação 15/09/2025
Escrito por Redação
Exportações do agro somam US$ 14,3 bilhões em agosto e mantêm trajetória positiva

Movimentação Porto de Paranaguá – Paranaguá, 10/06/2019 – Foto: Cláudio Neves/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, alta de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi garantido pelo aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja registrou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, gerando US$ 3,88 bilhões em receitas (+11%). A carne bovina alcançou 268 mil toneladas, alta de 23,5% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,5 bilhão (+56%). Já o milho totalizou 6,8 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Valor da produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, mostra IBGE

Além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens alcançaram em agosto o melhor desempenho da série histórica, resultado da estratégia de diversificação de mercados. O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas, alta de 17,2% em relação a agosto de 2024, que totalizaram US$ 74,1 milhões (+36,4%), maior valor e volume já embarcados para o mês. As sementes de oleaginosas (excluindo soja) atingiram 68,5 mil toneladas, crescimento de 10%, com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%), ambos em patamar recorde.

Os feijões somaram 58,4 mil toneladas, crescimento de 29%, movimentando US$ 49,5 milhões (+27,5%). Já as rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões, crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, também recorde para o mês. Outro destaque foi o óleo de amendoim, que cresceu de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em agosto de 2025, crescimento de 358%, com receita de US$ 20 milhões (+573,4%).

Expansão de destinos

A China segue como a maior compradora de produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões, (alta de 32,9% em relação a agosto de 2024), o que representou 35,8% de toda a pauta exportadora do setor. Seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Já entre os mercados em expansão, destacam-se o México, com US$339 milhões, segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, que em relação a agosto de 2024, quase dobrou as importações (+91,9%), liderado principalmente pelas carnes, e o Egito, com US$342 milhões, alta de 14% nas compras, impulsionadas pelo milho. Vale mencionar ainda o crescimento das vendas para países da Ásia, como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5).

Os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Somente em agosto de 2025 foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto do ano passado, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72. Esse avanço é resultado direto das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, que têm ampliado o acesso para diferentes cadeias produtivas.

 

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Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas
Mercado

Valor da produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, mostra IBGE

Por Redação 12/09/2025
Escrito por Redação

Valor da produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, mostra IBGE

Em um ano marcado por condições climáticas desfavoráveis e queda nos preços internacionais, o valor da produção agrícola no país ficou em R$ 783,2 bilhões. Esse resultado representa recuo de 3,9% em 2024, na comparação com o ano anterior, e foi divulgado nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Produção Agrícola Municipal, segundo informações da Agência Brasil.

O ano de 2024 foi o segundo seguido de queda no valor da produção do campo. Em 2023, a retração foi de 2,3% ante 2022.

O valor de produção menor é explicado tanto pelas condições climáticas desfavoráveis à agricultura quanto pelos menores preços no mercado internacional, uma vez que grande parte da colheita brasileira é destinada à exportação.

Os produtos que mais contribuíram para a queda no valor de produção agrícola nacional foram a soja e o milho, que apresentaram queda de 5% e 12,9% na produção, respectivamente, além de terem sofrido com a retração dos preços no mercado internacional.

Apesar do recuo na soja, o país segue como maior produtor e maior exportador global da oleaginosa. A produção em 2024 ficou em 144,5 milhões de toneladas, com valor de R$ 260 bilhões.

Produção recua

A pesquisa Produção Agrícola Municipal traz informações como área plantada, colhida, produção e valor de venda de 64 produtos agrícolas, com detalhamento por municípios, estados e regiões.

A produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2024 foi de 292,5 milhões de toneladas, volume 7,5% menor que em 2023.

Já a área plantada no país somou 97,3 milhões de hectares, com expansão de 1,2% ante o ano anterior. Para se ter noção, essa área de plantio supera a dimensão do estado de Mato Grosso, que tem 90,3 milhões de hectares.

O IBGE lembra que 2024 foi comprometido pelo El Niño ─ aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico.

“O ano foi marcado mais uma vez pela influência climática do fenômeno El Niño que, ao contrário dos anos anteriores, provocou estiagem prolongada mais severa no Centro-Norte do país, no Sudeste e parte do Paraná, com efeitos negativos na produtividade das culturas de verão”, descreve o instituto.

No Rio Grande do Sul, aponta o IBGE, o problema foram chuvas e alagamentos.

 

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12/09/2025 0 Comentários
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