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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

Plantio de trigo no RS atinge 92% da área projetada, afirma Emater/RS-Ascar

Por Redação 18/07/2025
Escrito por Redação

Plantio de trigo no RS atinge 92% da área projetada, afirma Emater/RS-Ascar

Com previsão de cultivo de 1.198.276 hectares de trigo nesta safra de inverno, a semeadura do cereal avançou de forma significativa no Rio Grande do Sul desde o início de julho. O predomínio do tempo seco contribuiu para o bom ritmo dos trabalhos, que já alcançam 92% da área projetada, superando os índices registrados em anos anteriores para o mesmo período, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, publicado nesta quinta-feira (17).

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/07), a expectativa é de que a conclusão da semeadura ocorra dentro do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As áreas implantadas em julho encontram-se nos estágios de germinação e emergência. No entanto, são necessárias precipitações regulares para garantir o bom estabelecimento das plântulas.

Recuperação das lavouras varia entre as regiões

Os cultivos de inverno estão na fase de desenvolvimento vegetativo. As plantas têm se recuperado de forma progressiva dos efeitos do excesso hídrico ocorrido até o final de junho. As lavouras semeadas em maio e junho apresentam boa densidade populacional, crescimento uniforme e coloração verde intensa — sinais de bom estado nutricional e atividade fotossintética adequada.

A recuperação, no entanto, é desigual entre as regiões. No Sul do Estado, a persistência da umidade relativa elevada e da nebulosidade tem limitado o desenvolvimento das plantas. Já no Noroeste, as temperaturas mais altas provocaram amarelecimento foliar e os primeiros sintomas de doenças fúngicas.

Fronteira Oeste ainda abaixo da média

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, o avanço da semeadura é mais tímido. A área implantada chega a cerca de 80%, ficando aquém do registrado em safras anteriores em municípios como São Borja, Itaqui e Maçambará — responsáveis pelas maiores produções da região.

O atraso está relacionado às intensas chuvas desde a abertura da janela de semeadura, que comprometeram as condições de campo e exigiram replantios e ações corretivas em áreas afetadas por processos erosivos, como erosão laminar e sulcos.

 

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18/07/2025 0 Comentários
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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Mercado

Exportação de café do Brasil tem receita recorde na safra 2024/25

Por Redação 17/07/2025
Escrito por Redação

Exportação de café do Brasil tem receita recorde de US$ 14,7 bilhões na safra 2024/25

Segundo relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país obteve o maior valor da história com os embarques do produto nos 12 meses do ano safra 2024/25. As remessas ao exterior renderam US$ 14,728 bilhões, o que implica substancial crescimento de 49,5% na comparação com os US$ 9,849 bilhões do recorde anterior, alcançado entre julho de 2023 e o final de junho de 2024.

“Os preços, principalmente no segundo semestre de 2024, foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais, fato que se observou ao longo de praticamente os últimos cinco anos, quando extremos climáticos afetaram cafezais de Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia. Isso proporcionou uma elevação significativa no valor do café e potencializou a receita cambial recorde de nossas exportações”, analisa o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

Em volume, o Brasil exportou 45,589 milhões de sacas de 60 kg – equivalentes a 152.938 contêineres – de todos os tipos de café, a 115 países, na temporada 2024/25, volume que implica queda de 3,9% em relação aos 47,455 milhões embarcados nos 12 meses do ciclo 2023/24. Esse foi o terceiro melhor desempenho na história, ficando atrás apenas da safra anterior e da 2020/21 (45,675 mi de sacas).

Processamento de soja cresce e Brasil mantém liderança nas exportações

O presidente do Cecafé destaca o desempenho alcançado com as exportações, principalmente em meio a um cenário geopolítico turbulento, a novas regulações do comércio global de café e a grandes desafios vivenciados na logística, principalmente nos portos do país.

“A terceira marca na história das exportações brasileiras de café é significativa, uma vez que foi alcançada diante de conflitos geopolíticos, que geram ainda mais desafios na logística comercial em todo o mundo, e de um cenário de infraestrutura defasada nos portos do Brasil, que geram sucessivos atrasos e alterações de escala, resultando em não consolidação de embarques e enormes prejuízos aos exportadores brasileiros devido a taxas imprevistas de sobre-estadia e armazenagem extra”, aponta.

“Além disso – completa Ferreira –, temos visto a chegada de regulamentos socioambientais no comércio global, principalmente na Europa, para onde mantivemos exportações superiores a 23 milhões de sacas, ou mais da metade do total, o que evidencia o caráter sustentável dos cafés do Brasil.”

Os resultados do ano safra 2024/25 foram alcançados com o fechamento dos números de junho deste ano, quando o país exportou 2,606 milhões de sacas e obteve receita cambial de US$ 1,030 bilhão. Essa performance também elevou os embarques brasileiros de café para 19,411 milhões de sacas no primeiro semestre de 2025, gerando US$ 7,519 bilhões em divisas ao Brasil.

Principais destinos

Os Estados Unidos lideraram o ranking dos principais parceiros comerciais dos cafés do Brasil na safra 2024/25, adquirindo 7,468 milhões de sacas. Esse volume representa alta de 5,65% na comparação com os 12 meses da temporada anterior e corresponde a 16,4% das exportações totais de café do país.

A Alemanha, com 14,3% de representatividade, adquiriu 6,526 milhões de sacas (+0,25%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vieram Itália, com a importação de 3,554 milhões de sacas (-5,96%); Bélgica, com 3,088 milhões de sacas (-21,2%); e Japão, com 2,293 milhões de sacas (-7,38%).

Tipos de café

Nos 12 meses da safra 2024/25, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 34,808 milhões de sacas ao exterior. Esse montante equivale a 76,4% do total, mesmo implicando queda de 1,9% frente a idêntico intervalo antecedente.

Na sequência, com 6,572 milhões de sacas remetidas para fora do país, aparece a espécie canéfora (conilon + robusta), apesar de registrar declínio de 20,3% na comparação com a temporada 2023/24. Esse tipo de produto respondeu por 14,4% das exportações totais.

Os segmentos do café solúvel, com 4,152 milhões de sacas – alta de 12,6% e 9,1% do total –, e do produto torrado e torrado e moído, com 56.862 sacas (+21,3% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

Cafés diferenciados

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 19,5% das exportações totais brasileiras no ano safra 2024/25, com a remessa de 8,907 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 1,2% superior ao aferido no acumulado de julho de 2023 a junho do ano passado.

A um preço médio de US$ 369,56 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 3,292 bilhões, o que correspondeu a 22,4% do total obtido com todos os embarques no ciclo cafeeiro recém-encerrado. No comparativo com os 12 meses da temporada 2023/24, o valor é 63,2% maior.

Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 1,744 milhão de sacas, o equivalente a 19,6% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,477 milhão de sacas e representatividade de 16,6%; Bélgica, com 813.132 sacas (9,1%); Holanda (Países Baixos), com 593.389 sacas (6,7%); e Itália, com 509.991 sacas (5,7%).

 

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17/07/2025 0 Comentários
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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Processamento de soja cresce e Brasil mantém liderança nas exportações

Por Redação 17/07/2025
Escrito por Redação

Processamento de soja cresce e Brasil mantém liderança nas exportações

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou as projeções para o Complexo da Soja em 2025. Os dados mantêm a perspectiva de recorde para o setor e foram acompanhados de resultados positivos no desempenho mensal. Em maio, o volume de processamento alcançou 4,87 milhões de toneladas, um crescimento de 2,1% em relação a abril e de 13,6% frente ao mesmo mês de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral. No acumulado do ano, o processamento chegou a 21,33 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 5,9% na comparação com igual período do ano anterior.

“Estamos vivendo um ano positivo para o processamento de soja, com perspectiva de recorde. Esse desempenho está em linha com o cenário de aumento da mistura obrigatória de biodiesel, que passou a incorporar o B14 e o B15 em 2024”, destaca Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

Ele também avalia que o ambiente de maior demanda por óleo contribui para sustentar a atividade industrial em níveis elevados.

As projeções para o ano mantêm-se em patamares elevados. A produção de soja deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento está projetado em 57,8 milhões de toneladas, um crescimento leve de 0,5%. A produção de farelo e óleo de soja deve atingir 44,5 milhões de toneladas e 11,6 milhões de toneladas, o que aponta para um aumento de 0,9% e 1,3%, respectivamente.

No cenário externo, os números continuam positivos. A expectativa é que o Brasil exporte 109 milhões de toneladas de soja em grãos, um aumento de 0,9%.

As exportações de farelo devem se manter em 23,6 milhões de toneladas, mas as de óleo de soja devem sofrer um recuo de 3,6%, sendo reajustada para 1,35 milhão de toneladas. Já as importações de óleo de soja estão estimadas em 100 mil toneladas, enquanto as de soja devem alcançar 500 mil toneladas, como forma de complementar a oferta no mercado interno.

 

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17/07/2025 0 Comentários
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Experimento mostra que adoção de ILPF melhora a qualidade do solo do Cerrado
Tecnologia

Brasil tem 159 milhões de hectares de pastagens que podem ser convertidos em ILPF

Por Redação 16/07/2025
Escrito por Redação

Brasil tem 159 milhões de hectares de pastagens que podem ser convertidos em ILPF

O Brasil tem 159 milhões de hectares de pastagens que podem ser convertidos em áreas de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), ampliando ainda mais a área de produção agropecuária no País sem qualquer necessidade de novas aberturas, assinala o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro. Hoje, a ILPF chega a aproximadamente 17,4 milhões de hectares, indicam números da Rede ILPF.

“A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta significa a emancipação do produtor. De que forma? Porque tem uma renda de curto prazo, que são as lavouras de grãos e cereais. Tem o gado no médio prazo e o componente florestal no longo prazo”, ressalta Matturro.

ILPF, benefícios socioeconômicos e ambientais

A ILPF é uma estratégia de produção que combina diferentes sistemas produtivos: agrícolas, pecuários e florestais em uma mesma área, seja em consórcio, sucessão ou em rotação de culturas, gerando benefícios para todas as atividades. A prática intensifica de modo sustentável o uso da terra, protege e fertiliza o solo, promove a economia de insumos e consequente redução de custos, e simultaneamente eleva a produtividade em uma mesma área, diversificando produção e fontes de receita. Ao mesmo tempo, o Sistema é ambientalmente correto, com baixa emissão de gases de efeito estufa e permite o sequestro de carbono, tornando a atividade mais resiliente às mudanças climáticas.

Culturas agrícolas como grãos [soja e milho] e produção de fibras [algodão] podem ser utilizadas na ILPF. A modalidade pecuária contempla, sobretudo a bovinocultura de corte ou leite e a parte florestal envolve a silvicultura, com destaque, por exemplo, para o plantio de eucaliptos. Diferentemente do senso comum, a ILPF pode ser adaptada para pequenas, médias e grandes propriedades, em todos os biomas brasileiros.

Matturro destaca a transformação que a ILPF proporcionou, sobretudo no tocante à redução de custos, ganhos de produtividade e diversificação de renda em duas propriedades rurais emblemáticas que adotaram o Sistema.

Exemplos de sucesso

Na fazenda Santa Brígida, no município de Ipameri (GO), a produtividade média das lavouras de soja com cultivo integrado à bovinocultura saltou de 2,7 toneladas por hectare para 4,4 t/ha em cerca de 20 anos. “No caso do milho, o rendimento subiu de cinco toneladas por hectare para 11 t/ha no mesmo período.”

Já na fazenda Campina, do grupo Nelore Mocho CV, situada em Caiuá (SP), após onze anos de ILPF, a propriedade passou a ter cinco safras por ano: soja, milho, forrageiras, a de bezerro e a quinta marcada pela palhada que fica no solo para o ciclo seguinte. “Isso, sem contar o componente florestal.”

Programas de expansão

A partir da trajetória de sucesso em curso já há três anos em São Paulo, a Rede ILPF ampliou neste primeiro semestre para mais quatro estados – Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – o programa Integra destinado a estimular a expansão do Sistema ILPF.

Ancorado em acordos assinados com as secretarias estaduais de Agricultura, bem como com entidades, como, por exemplo, a ABCZ, a iniciativa contempla uma extensa agenda de atividades de difusão de conhecimento e de transferência de tecnologias, entre técnicos, produtores e instituições parceiras, por meio de dias de campo, palestras, treinamentos, encontros técnicos, mentorias etc. pautada nas oportunidades socioeconômicas e ambientais da adoção do Sistema ILPF.

O programa prevê também a articulação junto a instituições financeiras e parceiros estratégicos, com o intuito de viabilizar o acesso a linhas de financiamento, com condições mais atrativas de crédito e alinhadas a práticas sustentáveis, para o produtor rural que implantar o Sistema ILPF, assim como irá fomentar o acesso a mercados diferenciados, como, por exemplo, de carne de baixo carbono.

 

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Mercado

Agronegócio teme perda de safras e apoia negociação do governo com EUA

Por Redação 16/07/2025
Escrito por Redação
Agro teme perda de safras e apoia negociação do governo com EUA

Representantes do setor agropecuário manifestaram apoio e confiança nos esforços do governo em reverter a decisão // Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Representantes do setor agropecuário reuniram-se nesta terça-feira (15) com ministros e secretários do governo federal para debater a decisão do Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em 50%. Durante o encontro, segundo informações da “Agência Brasil”, eles manifestaram apoio e confiança nos esforços do governo em reverter a decisão, mas apresentaram um panorama preocupante de perdas caso o tarifaço se consolide a partir do dia 1º de agosto.

A reunião em Brasília foi liderada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e também contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Entre os setores produtivos presentes estavam a pesca, pecuária, frutas e café. Mais cedo, Alckmin esteve à frente da reunião com empresários do setor industrial.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, garantiu que a taxa imposta pelos EUA tornaria inviável a exportação de carne bovina para o país. De acordo com ele, diversos frigoríficos já suspenderam a produção, mas cerca de 30 mil toneladas estão neste momento em portos ou embarcadas com destino ao território norte-americano.

“Nossa sugestão de imediato é a prorrogação do início da taxação. Existem contratos em andamento. Precisamos de prorrogação ou retorno à situação anterior. O setor já é taxado em cerca de 36%. Esse 50% seriam inviáveis para a exportação”, destacou Perosa.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, relatou o clima de pânico entre os produtores de manga.

Segundo ele, a safra foi planejada há seis meses e já foram contratados 2,5 mil contêineres para o transporte das exportações encomendadas pelos Estados Unidos. Coelho defendeu que os alimentos sejam deixados de fora do tarifaço.

“Quero aqui parabenizar a iniciativa rápida do vice-presidente Geraldo Alckmin, do governo brasileiro, do ministro Fávaro. Uma hora dessa não podemos pegar essa manga e jogar na Europa. Não tem logística para isso”, explicou o presidente da Abrafrutas.

“Não podemos colocar essa manga no Brasil porque vai colapsar o mercado. Urge uma definição, urge o consenso, a flexibilidade, um pensamento global, para não ter que deixar a fruta no pé, o desemprego em massa.”

Laranja e café

Os produtores de laranja também apresentaram ao governo as preocupações do setor, que tem 40% das suas exportações com os EUA como destino. Pelos cálculos do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, 70% do suco de laranja importado pelos norte-americanos são de origem brasileira.

“Ainda tem tempo para negociação. Temos confiança de que o governo vai alcançar um bom resultado. Precisamos de diálogo, negociação e pragmatismo”, ressaltou Netto.

As associações do setor de café também participaram da reunião com o governo federal. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Marcio Ferreira, disse que 33% de todo o café consumido nos EUA é produzido no Brasil.

“O café brasileiro é o mais competitivo. Traz o corpo e a doçura que o café de outras origens não tem. O consumidor está satisfeito e feliz com o café do Brasil”, descreveu Ferreira. “Agradecemos ao governo por tudo que tem feito no Brasil e no exterior, inclusive para abertura de mercados. Vamos achar uma solução e ela será benéfica para todos.”

 

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Mercado

Café deve ficar mais barato para o consumidor, aponta Itaú BBA

Por Redação 15/07/2025
Escrito por Redação

Café deve ficar mais barato para o consumidor, aponta Itaú BBA

O preço do café pode começar a recuar para o consumidor nos próximos meses, impulsionado pelo avanço da colheita e pelo aumento gradual da oferta, especialmente de café robusta. A avaliação é do Itaú BBA, em sua mais recente edição do relatório Visão Agro.

Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira na safra 2025/26 deve alcançar 40,9 milhões de sacas de café arábica e 24 milhões de sacas de robusta. Na comparação com o ciclo anterior, a produção de arábica tende a recuar 6,4%, enquanto a de robusta deve crescer 14,8%.

Após um ciclo marcado por forte alta nos custos da matéria-prima, que exigiu repasses significativos ao varejo, a indústria começa a vislumbrar um cenário mais favorável. A boa safra de robusta tende a favorecer a recomposição dos blends, com maior participação desse tipo de grão — movimento limitado nos últimos dois anos, quando houve quebras de safra no Brasil e no Vietnã.

Com a expectativa de maior disponibilidade global em 2025/26, a disputa pela matéria-prima entre exportadores, torrefações e a indústria de solúvel tende a se reduzir. Ainda assim, o Itaú BBA chama atenção para possíveis efeitos da entrada em vigor da legislação europeia antidesmatamento (EUDR), que pode gerar antecipação de compras por parte dos importadores, como observado no ano anterior.

A recuperação da demanda interna, por sua vez, deve ocorrer de forma gradual. A alta acumulada nos preços nos últimos anos forçou parte dos consumidores a migrar para cafés de menor valor agregado, um comportamento que tende a persistir mesmo com a recente correção de preços.

Segundo o relatório, a volatilidade cambial segue como fator de alerta. Mesmo com recuo dos preços internacionais, uma eventual desvalorização do real pode reduzir ou anular os efeitos dessa queda para empresas com custos dolarizados, exposição ao mercado externo ou dívidas em moeda estrangeira.

Entre os fatores que vêm pressionando o cenário global está a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, anunciadas pelo presidente Donald Trump em 9 de julho. No entanto, segundo avaliação do Itaú BBA, substituir o Brasil no fornecimento de café não é uma tarefa simples, dada a baixa capacidade dos demais países produtores. Mesmo que parte da demanda americana possa ser atendida por outras origens no curto prazo, o impacto seria inflacionário, o que tende a reduzir o consumo.

Os Estados Unidos são o maior consumidor mundial do grão, com cerca de 25 milhões de sacas ao ano, sendo a maior parte de café arábica. O Brasil lidera a produção global dessa variedade, com 42% de participação, seguido por Colômbia (13%) e Etiópia (12%). Os demais fornecedores têm presença significativamente menor no mercado.

 

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15/07/2025 0 Comentários
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Tecnologia

Drones ganham espaço nas lavouras brasileiras e viram opção para agricultores

Por Redação 15/07/2025
Escrito por Redação
Drones ganham espaço nas lavouras brasileiras e viram opção para agricultores

Drones já permitem pulverização de mais de 100 hectares por dia com um único equipamento // Foto: Rafael Soares

Comprar o próprio drone para pulverização agrícola ou contratar um prestador de serviço? Existe legislação para esta prática no Brasil? Quais as culturas agrícolas que já estão utilizando a tecnologia? Os resultados são promissores? Para responder a essas e outras perguntas, especialistas reuniram as principais informações a respeito da pulverização agrícola feita com essa tecnologia. Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática, Documento 474, é de autoria de Rafael Moreira Soares, pesquisador da Embrapa Soja, (PR), e do empresário Eugênio Passos Schröder. O documento apresenta os aspectos regulatórios, o uso da tecnologia por prestadores de serviço e agricultores, analisa resultados de pesquisas nacionais e internacionais, e descreve exemplos práticos de sua aplicação em diversas culturas relevantes.

O uso dos drones na agricultura está cada vez mais presente, tanto em quantidade como em diversidade de aplicações. “Os modelos mais comuns são os multirrotores e os de asa fixa, com motorização elétrica por baterias”, explica Soares. “Eles são classificados de acordo com o seu peso e altura máxima de voo permitida, possuindo inúmeros tipos de hardware, software, câmeras e sensores, que permitem a execução de diversos processos, como, por exemplo, mapeamento georreferenciado, monitoramento, produção de imagens e, no caso dos drones agrícolas, a aplicação de produtos líquidos e sólidos de forma automatizada”, detalha o cientista.

O pesquisador conta que os drones agrícolas possuem características próprias no seu processo de pulverização, diferenciando-se tanto dos pulverizadores terrestres quanto dos aviões agrícolas, representando uma tecnologia intermediária entre esses sistemas. “Por isso, é essencial uma análise criteriosa antes de sua adoção, garantindo que a tecnologia agregue benefícios à atividade agrícola”, defende Soares.

Ele explica que ainda faltam dados e pesquisas para determinar, por exemplo, a taxa de aplicação de calda, a velocidade e a altura de trabalho, a faixa de pulverização, a deposição e uniformidade de gotas, a deriva, a mistura de produtos e o controle do alvo biológico. “Algumas vantagens inerentes da pulverização com drone dispensam comprovação por pesquisas, embora a mensuração de algumas dessas vantagens possa trazer informações valiosas sobre o uso da tecnologia”, declara.

O cientista frisa ainda que a área ainda precisa de muitos uma vez que os equipamentos se encontram em franca evolução e se modernizam a cada ano. “É um trabalho incessante, pois, além da atualização das máquinas, aumenta cada vez mais a diversidade de culturas, de produtos e de alvos envolvidos”, avalia Soares.

Para o pesquisador, um exemplo de mudança na tecnologia é a tendência da adoção de bicos rotativos nos principais modelos de drones utilizados no mercado, em substituição às tradicionais pontas hidráulicas.

“O bico rotativo consiste numa ponta com disco giratório de alta velocidade que divide o líquido em gotas e oferece a opção de controlar o tamanho de gotas geradas, o que pode aumentar a uniformidade do espectro das gotas em comparação a pontas hidráulicas, pois elimina as gotas muito finas que causam deriva”, explica ao enfatizar que a maioria dos bicos rotativos consegue operar desde gotas finas até ultra grossas.

Regulamentação no uso de drones agrícolas

Veículo aéreo não tripulado (Vant), ou aeronave remotamente pilotada (ARP ou RPA, do inglês remotely piloted aircraft), é o termo mais adotado nos regulamentos oficiais brasileiros para os populares drones. De acordo com Soares, os produtores rurais ou empresas prestadoras de serviços de pulverização aérea que têm dúvidas sobre situação de conformidade com a legislação podem consultar diferentes fontes.

Uma delas é o portal do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que reúne em seu portal os principais requisitos de legislação. “É importante estar ciente de toda a legislação vigente e atender aos requisitos para que não haja problemas com órgãos de fiscalização e que se mantenha a segurança das aplicações aéreas”, afirma Soares.

Segundo Soares, como os drones são equipamentos que transmitem radiofrequência, precisam ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão do Governo Federal responsável por regulamentar toda a infraestrutura de telecomunicações no Brasil. Soares diz ainda que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), vinculada ao Governo Federal, é responsável por regular e fiscalizar as atividades da aviação civil e a infraestrutura aeronáutica e aeroportuária no País.

Por outro lado, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) gerencia as atividades relacionadas ao controle do espaço aéreo brasileiro, à proteção ao voo, ao serviço de busca e salvamento e às telecomunicações do Comando da Aeronáutica, portanto, quem autoriza voos em áreas restritas, por exemplo.

Em complementaridade às regulamentações das agências descritas, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece regras específicas para operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Drone como negócio

O pesquisador conta que com o lançamento de modelos de drone com tanques de 40 litros ou mais, a partir de 2022, tornou possível a pulverização de mais de 100 hectares por dia com um único drone, o que ampliou sua atratividade no campo.

Segundo ele, o investimento na estrutura de apoio para o uso do drone por parte do agricultor tende a ser menor que a de um prestador de serviço. “Isso porque o agricultor provavelmente já terá um veículo para transportar o drone, um funcionário ou familiar para auxiliar, um misturador de calda do pulverizador terrestre para adaptar no uso com o drone, entre outras coisas”, explica Soares.

De acordo com o empresário Eugênio Passos Schröder, o investimento necessário para montar um negócio de drones para pulverização demanda investimento não apenas no drone, mas também na aquisição de acessórios, veículos para atendimento da operação; estrutura administrativa e o capital de giro.

“Isso significa que, em um cálculo aproximado, o investimento total equivale a cerca de três vezes o valor do equipamento de drone que se pretende comprar”, calcula. “É preciso fazer um planejamento detalhado de suas necessidades e uma análise financeira cuidadosa para determinar o investimento necessário para iniciar a prestação de serviços de pulverização”, recomenda Schröder.

Segundo o autor da publicação, o custo para contratar uma aplicação de agrotóxicos com drones agrícolas varia, de acordo com o relevo, vegetação da área, complexidade da operação, tecnologia e os equipamentos utilizados, distância do local de operação e tipo de produto a ser aplicado. Em geral, os preços oscilam entre R$ 100,00 a R$ 400,00 por hectare.

“Essa amplitude reflete fatores como dificuldade de acesso ou exigências técnicas específicas. Alguns prestadores cobram por hora de voo; outros, por serviço completo, incluindo o preparo da solução”, ressalta.

Dicas e informações importantes sobre drones agrícolas

Vantagens dos drones agrícolas:

• Remoção do operador humano da área a ser pulverizada, diminuindo riscos à saúde deste.
• Independência das condições de tráfego do solo.
• Ausência de compactação do solo, provocada por máquinas terrestres de pulverização. Pelo mesmo motivo, não causa amassamento da cultura.
• Baixo consumo de água.
• Rastreabilidade (registro de dados e do mapa de aplicação).

Principais fatores a serem considerados na utilização de drones agrícolas, para iniciar um negócio de prestação de serviço com pulverização e para o agricultor que pretende adquirir o equipamento:

• Legislação: conhecer as regulamentações nacionais, estaduais e municipais para operação de drones, incluindo obrigações específicas relacionadas a pulverização de agrotóxicos.
• Equipamentos: selecionar o tipo de drone, tecnologia embarcada, capacidade de carga e demais especificações técnicas importantes às necessidades da pulverização, de acordo com as pretensões de uso.
• Capacitação técnica: realizar treinamento específico para operação dos drones e aplicação correta de agrotóxicos.
• Investimento financeiro: realizar um planejamento financeiro detalhado, considerando os custos de aquisição dos equipamentos, softwares de gerenciamento, seguros, manutenção (regulares e emergenciais), mão-de-obra entre outros. Para o agricultor, avaliar se o drone complementará ou substituirá as tecnologias de pulverização já utilizadas.
• Identificação do mercado: analisar o mercado potencial, incluindo características predominantes das áreas a serem atendidas, a demanda por cultura, a concorrência e as tendências em geral da tecnologia.
• Parcerias estratégicas: estabelecer colaborações com empresas ou organizações relacionadas ao setor agrícola, como produtores rurais, cooperativas, associações de agricultores, fabricantes de drones, entre outros.

 
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Mercado

Câmara Setorial do Trigo debate andamento da safra 2025 em São Paulo

Por Redação 15/07/2025
Escrito por Redação

Câmara Setorial do Trigo debate andamento da safra 2025 em São Paulo

A Câmara Setorial do Trigo de São Paulo realiza no próximo dia 31 de julho, às 10h, mais um encontro que reunirá representantes da cadeia produtiva do grão para discutir o atual cenário da cultura no estado. O encontro será realizado de forma presencial nas dependências da Ouro Safra, em Pilar do Sul (SP), e contará também com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

Para esse segundo encontro, a expectativa é de que as principais cooperativas apresentem o avanço da cultura no estado, mesmo diante dos recentes episódios de frio intenso registrados em algumas regiões. Segundo o presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Nelson Montagna, o reporte das cooperativas será essencial para traçar um panorama mais preciso da produção paulista neste ciclo, mas ele afirma que as perspectivas atuais são mais positivas do que as previstas inicialmente.

“Nós esperamos que os dados que serão apresentados apontem uma produção total mais próxima de 400 mil toneladas, um cenário um pouco melhor do que estimamos na reunião do começo do ano. O trigo, pelo que temos notícias, está evoluindo bem, sem registrar nenhum sinal grave de quebra”, afirma.

Montagna acrescenta que, apesar de algumas incertezas em relação à qualidade final do grão e eventuais perdas localizadas, a avaliação é de que a safra segue em boa evolução, com potencial produtivo acima do inicialmente projetado. “Sabemos que a geada é sempre um ponto de atenção, mas ela foi muito pontual e dispersa, o que pode não ter afetado a produção. Esse cenário só será mais certo a partir do reporte das cooperativas na reunião”.

Além das discussões sobre a produção no campo, a programação ainda contará com a apresentação do analista da StoneX, Jonathan Pinheiro, que abordará a conjuntura nacional e internacional do mercado de trigo, destacando tendências e projeções de preço e demanda. Em seguida, Viviane Morales, da consultoria Lastro, trará esclarecimentos sobre o benefício fiscal de ICMS ao produtor rural, tema que tem gerado dúvidas e interesse entre os participantes do setor.

O encontro, promovido pela Secretaria de Agricultura de São Paulo e pelo Sindustrigo, integra o calendário oficial da Câmara Setorial do Trigo, contribuindo para o alinhamento das informações técnicas e institucionais do setor.

 

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Produção de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26
Mercado

Moagem de cana no Centro-Sul atinge 43 milhões/t na 2ª quinzena de junho

Por Redação 14/07/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana no Centro-Sul atinge 43 milhões/t na 2ª quinzena de junho

Na segunda quinzena de junho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 42,71 milhões de toneladas de cana ante os 49,01 milhões da safra 2024/2025 – o que representa queda de 12,86%. No acumulado da safra 2025/2026 até 1° de julho, a unidade atingiu 206,2 milhões de toneladas, ante 239,95 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 14,06%.

Na segunda quinzena de junho, uma unidade deu início à safra 2025/2026. Ao final da quinzena, 257 unidades produtoras na região Centro-Sul estiveram em operação, sendo 237 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/2025, operaram 259 unidades produtoras, sendo 240 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrou na segunda quinzena de junho atingiu 131,53 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 140,18 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 6,17%. No acumulado da safra, o indicador marcou 122,19 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,79% na comparação com o valor fornecido em igual posição no ciclo anterior.

A respeito da produtividade agrícola, dados do Centro de Tecnologia Canavieira indicam que o índice acumulado do ciclo 2025/2026, de abril a junho, registra queda de quase 11% no comparativo com o mesmo período da última safra. “Essa retração no rendimento agrícola somada a quebra de 5% na qualidade da matéria-prima resulta em uma queda na quantidade total de ATR por hectare superior a 15% na área colhida no Centro-Sul até o momento”, pontua o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de junho totalizou 2,84 milhões de toneladas, registrando queda de 12,98% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (3,27 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1° de julho, a fabricação do adoçante totalizou 12,25 milhões de toneladas, contra 14,29 milhões de toneladas do ciclo anterior (-14,25%).

Na segunda metade de junho, a produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 1,92 bilhão de litros, sendo 1,17 bilhão de litros de etanol hidratado (-17,70%) e 742,96 milhões de litros de etanol anidro (-17,00%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a produção do biocombustível totalizou 9,43 bilhões de litros (-14,81%), sendo 6,12 bilhões de etanol hidratado (-13,84%) e 3,31 bilhões de anidro (-16,55%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de junho, 19,49% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 373,62 milhões de litros neste ano, contra 304,82 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 22,57%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,18 bilhões de litros – avanço de 22,12% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de junho, as vendas de etanol totalizaram 2,8 bilhões de litros, o que representa uma variação negativa de 3,58% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,02 bilhão de litros – retração de 1,68% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,78 bilhões de litros – retração de 4,63%.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado comercializado pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,71 bilhão de litros – variação negativa de 6,23% em relação ao mesmo período da safra anterior.

O levantamento de preços mais recente (29/06 a 07/05/25), divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostrou que em mais da metade dos municípios apurados, o etanol hidratado se apresenta economicamente mais vantajoso em relação ao seu concorrente fóssil, com destaque para os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, em que todas as cidades próximas um diferencial abaixo da paridade técnica. “Na mesma semana, a paridade média no País foi de 66,8%, oferecendo uma alternativa viável para o consumidor brasileiro economizar e descarbonizar”, explica Rodrigues.

As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 981,64 milhões de litros – retração de 0,72%. “As saídas de etanol anidro para o mercado interno devem apresentar um reforço na demanda pelo produto nas próximas quinzenas com início de vigência do E30, além de posicionar o anidro como um instrumento importante para ampliar os efeitos positivos para o meio ambiente e saúde pública pelo uso de um combustível com menor pegada de carbono”, complementa Rodrigues.

No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 8,56 bilhões de litros, registrando queda de 2,59%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 5,49 bilhões de litros (5,10%), enquanto o de etanol alcançou 3,07 bilhões de litros (2,24%).

 

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Tecnologia

Tecnologia de precisão transforma a pulverização em aliada da rentabilidade no campo

Por Redação 14/07/2025
Escrito por Redação

Tecnologia de precisão transforma a pulverização em aliada da rentabilidade no campo

A Massey Ferguson apresenta um novo pacote tecnológico no pulverizador MF 500R, reunindo soluções voltadas à eficiência operacional, à precisão da aplicação e à sustentabilidade no campo. Uma das principais inovações é a barra de pulverização com 42 metros, desenvolvida com uma estrutura que combina aço, alumínio e fibra de carbono, proporcionando maior leveza e alta resistência. O design da estrutura reduz o desgaste mecânico e aumenta a durabilidade, além de facilitar a manutenção, permitindo a substituição apenas das placas de fibra de carbono danificadas.

Segundo João Dombroski, coordenador de marketing de produto Massey Ferguson, a nova barra híbrida tricomposta representa um avanço significativo em durabilidade e eficiência.

“Ao combinar os três materiais conseguimos reduzir o peso da barra sem comprometer a resistência, proporcionando maior estabilidade e menor desgaste. Essa inovação permite reduzir o número de passadas na lavoura em até 29%, trazendo mais produtividade e menor compactação do solo”, detalha.

Outro destaque é o novo sistema automático de nivelamento da barra, que ajusta automaticamente a altura da barra, mesmo em superfícies irregulares. A tecnologia proporciona aplicações mais uniformes e eficazes, reduzindo falhas e sobreposições que podem comprometer o desempenho dos defensivos. A tecnologia também permite que o operador tenha maior foco na condução do equipamento e na qualidade da aplicação, reduzindo a fadiga durante as longas jornadas de trabalho, com potencial de aumento da produtividade em até cinco sacas por hectare ao final da safra.

O pulverizador também conta com o OptiPulse®, sistema de pulverização pulsada com controle individual bico a bico. Por meio de válvulas PWM, cada bico responde de forma independente, evitando as sobreposições e proporcionando mais economia e sustentabilidade ao reduzir a deriva. A tecnologia mantém o controle preciso do tamanho das gotas, além de compensar a dosagem em curvas, assegurando uma aplicação uniforme dos defensivos, independentemente da variação de velocidade do equipamento, podendo trazer um ganho de até R$ 38,50 por hectare.

O MF 500R traz ainda o sistema de injeção direta que realiza a mistura dos defensivos diretamente na linha de aplicação, eliminando a necessidade de pré-mistura no tanque principal e evitando incompatibilidades entre produtos. O sistema promete reduzir o desperdício, melhorar a flexibilidade e segurança nas operações, permitindo mudanças rápidas de produtos, sem a necessidade de esvaziamento do tanque.

O MF 500R soma todas essas novas tecnologias a outras já existentes desde seu lançamento, como transmissão inteligente Smart Drive, sistema de pulverização LiquidLogic®, MF Guide e MF Connect, entre outras.

“Nosso objetivo é fornecer soluções que tornem as operações agrícolas mais produtivas, rentáveis e sustentáveis. Com as inovações do MF 500R, o produtor reduz custos com insumos e melhora a qualidade da aplicação, potencializando os resultados da lavoura”, explica Dombroski.

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