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Mercado

Agro brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre

Por Redação 14/07/2025
Escrito por Redação

Agro brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre

O agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,2%). Mesmo diante da queda nos preços internacionais, o setor sustentou sua relevância na balança comercial, respondendo por 49,5% de tudo o que o país exportou no período.

Em junho, as exportações somaram US$ 14,6 bilhões, influenciadas por um cenário de retração nos preços globais. O índice de alimentos do Banco Mundial, por exemplo, recuou 7,3% em relação a junho de 2024. Ainda assim, o Brasil manteve-se competitivo, com uma pauta diversificada e presença consolidada entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

Entre os destaques do mês estão produtos como celulose (com recorde de volume exportado), suco de laranja, farelo de soja, algodão, óleo de amendoim, ovos, gelatinas, pimenta-do-reino moída e chocolates com cacau). A variedade da pauta reflete um esforço estratégico de ampliação de mercados promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Outro marco do semestre foi o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação foi entregue em junho, durante cerimônia em Paris, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A conquista é resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, cooperação entre os estados e parceria com o setor produtivo. O novo status sanitário abre caminho para a ampliação do acesso a mercados de maior valor agregado e reforça a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos seguros e de qualidade no cenário internacional.

A China manteve-se como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras em junho, com US$ 5,88 bilhões em compras, o equivalente a 40,3% da pauta do mês. União Europeia (US$ 1,9 bilhão) e Estados Unidos (US$ 1,04 bilhão) vieram na sequência. Também houve crescimento nos embarques para Japão, Vietnã, Tailândia e Indonésia, sinalizando o avanço do Brasil em mercados menos tradicionais, mas com grande potencial.

 

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14/07/2025 0 Comentários
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Mercado

Governo vai trabalhar para reverter taxação dos EUA, diz Alckmin

Por Redação 14/07/2025
Escrito por Redação
Governo vai trabalhar para reverter taxação dos EUA, diz Alckmin

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom // Agência Brasil

O governo federal vai trabalhar para reverter a imposição de tarifas comerciais sobre as exportações do Brasil aos Estados Unidos, anunciada na quarta-feira (9) pelo presidente Donald Trump, segundo informações da Agência Brasil. 

“Nós vamos trabalhar para reverter isso, porque não tem sentido essa tarifa. Ela, inclusive, prejudica também o consumidor norte-americano. Nós entendemos que ela é inadequada, ela não se justifica. Vamos recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC)”, afirmou o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, após a inauguração do Novo Viaduto de Francisco Morato, em São Paulo, neste domingo (13).

Segundo Alckmin, o governo se reunirá nos próximos dias com o setor privado, e também está sendo analisada a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em abril, que estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Os Estados Unidos têm conosco superávit na balança comercial, tanto de serviços quanto de bens. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm déficit na sua balança. E o Brasil e os Estados Unidos têm uma integração produtiva. Nós temos 200 anos de amizade com os Estados Unidos. Então, não se justifica e o mundo econômico precisa de estabilidade e de previsibilidade”, disse Alckmin.

O líder norte-americano anunciou uma taxa de 50% sobre todos os produtos importados dos brasileiros. A informação foi feita por meio de uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As tarifas passam a valer a partir do dia 1º de agosto.

No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. O presidente norte-americano também destacou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos. Trump cita ainda supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e a violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

“A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar imediatamente!”, escreveu Trump.

IPI zero
Alckmin lembrou ainda do início da aplicação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) zero para o carro sustentável, medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última semana, que retira o imposto do valor dos carros de entrada, ou seja, torna-os mais baratos.

“Isso pode reduzir o preço do carro de entrada em R$ 10.000, R$ 12.000. É uma medida importante que ajuda a população a ter acesso àquele carro mais barato e sustentável, um carro que não polui. Privilegia a eficiência energética, a questão da sustentabilidade e também é social”, disse Alckmin.

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (10) abrange veículos compactos produzidos no Brasil e com alta eficiência ambiental e integra o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado no ano passado, visando a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do (IPI).

Para ter direito ao IPI zero, o carro sustentável deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem), se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas).

 

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14/07/2025 0 Comentários
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Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro
Mercado

BNDES disponibilizará R$ 70 bilhões para o Plano Safra 2025/26

Por Redação 14/07/2025
Escrito por Redação

BNDES disponibilizará R$ 70 bilhões para o Plano Safra 2025/26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 70 bilhões no Plano Safra 2025/2026, para financiar investimentos da agricultura brasileira, no período entre o dia 01 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. O montante é o maior orçamento já disponibilizado pelo Banco ao setor agropecuário, 5% acima do valor do Plano Safra anterior e 180 % maior que o disponibilizado pelo BNDES no Plano Safra 22/23.

Serão R$ 39,7 bilhões em recursos equalizáveis que poderão ser acessados por meio de Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), um incremento de 19% em relação ao ano anterior. Tais programas contam com prazos, taxas e orçamentos determinados.

Deste montante, serão R$ 26,3 bilhões para médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8,5% e 14% ao ano, e R$ 13,4 bilhões para pequenos produtores da agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 8% ao ano.

Para a agricultura empresarial, os recursos serão oferecidos por meio de 9 programas, entre eles, Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA. Já para a agricultura familiar, o BNDES opera com diferentes linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf)

No Plano Safra 2025/2026 serão destinados R$ 13,4 bilhões para o Pronaf, aumento de 9% em relação ao montante operado pelo BNDES no Plano Safra anterior.

Para as regiões Norte e Nordeste, serão destinados R$ 532 milhões exclusivamente para os agricultores familiares dessas regiões, um valor 80% maior do montante aplicado nessas regiões no Plano Safra anterior. Essa medida está alinhada à estratégia do BNDES e do Governo Federal de ampliar os financiamentos que viabilizem a redução das desigualdades socioeconômicas e territoriais no país.

“A expressiva evolução desses números reafirma o forte compromisso do BNDES com o setor agropecuário brasileiro. Por meio do Plano Safra com um orçamento recorde de R$ 70 bilhões para o financiamento rural, estamos ao lado dos produtores, apoiando tecnologia, inovação e sustentabilidade, para que o agronegócio continue sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do país, com práticas que preservem o meio ambiente”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Crédito rural

O BNDES também oferece ao setor agropecuário linhas de crédito próprias, perenes e não equalizáveis junto ao Tesouro. Entre elas, o destaque é o BNDES Crédito Rural, voltado a projetos de investimento, aquisição isolada de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e emissão de Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio.

Desde o início da operacionalização em 2020, as aprovações do BNDES Crédito Rural já alcançaram mais de R$ 23,4 bilhões para cerca de 37 mil operações. Nos próximos 12 meses, a solução terá um orçamento de R$ 30,3 bilhões. Com isso, o Banco vai disponibilizar ao setor agropecuário brasileiro um total de R$ 70 bilhões no atual ano-safra.

Deste montante, estarão disponíveis R$ 14,4 bilhões da linha com custo financeiro em dólares americanos do produto BNDES Crédito Rural. Criada em abril de 2023, o objetivo da solução é ampliar e diversificar alternativas de crédito a custos mais competitivos para o setor do agronegócio, intensivamente exportador. Até junho/2025, o BNDES já aprovou cerca de R$ 9 bilhões para 5,3 mil operações, sendo mais de 95% destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos.

O apoio do BNDES no âmbito do Plano Safra ou por meio das linhas de financiamento próprias para o setor agropecuário ocorre de forma direta ou, principalmente, indireta. Na modalidade direta, os recursos são contratados com o próprio BNDES.

Já na modalidade indireta, a contratação e o repasse de recursos se dão por meio de uma das mais de 80 instituições financeiras parceiras credenciadas, o que contribui para a distribuição do crédito do Banco em todo o país.

 

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14/07/2025 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

FPA: cautela e diplomacia diante da tarifa de 50% imposta pelos EUA ao Brasil

Por Redação 10/07/2025
Escrito por Redação

FPA: cautela e diplomacia diante da tarifa de 50% imposta pelos EUA ao Brasil

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. “A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, diz o texto.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atingem o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, complementa.

Diante desse cenário, “a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”.

A FPA reitera a “importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas.”

 

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10/07/2025 0 Comentários
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Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas
Mercado

Produção de grãos pode alcançar 339,6 milhões de toneladas na safra 2024/25

Por Redação 10/07/2025
Escrito por Redação

Produção de grãos pode alcançar 339,6 milhões de toneladas na safra 2024/25

A produção de grãos para a safra 2024/25 é estimada em 339,6 milhões de toneladas, um volume recorde que representa aumento de 14,2% ou 42,2 milhões de toneladas frente à colheita do ciclo anterior. O resultado consta do décimo levantamento divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e reflete a combinação de fatores como clima favorável, ampliação da área plantada, maior investimento tecnológico e estímulo por políticas públicas.

A área cultivada no país totaliza 81,8 milhões de hectares, crescimento de 2,3% na comparação anual. O aumento é puxado principalmente pela soja, cuja área cresceu 3,2% (1,5 milhão de hectares), seguida pelo milho com 2,4% (507,8 mil hectares) e pelo arroz, que apresentou incremento de 140,8 mil hectares. Embora o plantio das culturas de inverno tenha sido prejudicado por excesso de chuvas na Região Sul, os demais cultivos avançam satisfatoriamente nas diversas etapas do ciclo.

A soja deve alcançar produção de 169,5 milhões de toneladas, avanço de 14,7% em relação à safra passada. A produtividade média também é recorde, estimada em 3.560 kg/ha, com destaque para Goiás, onde atingiu 4.122 kg/ha. Já o milho, somando as três safras, tem produção prevista de 132 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 14,3%. A primeira safra já está quase toda colhida, enquanto a segunda safra segue em processo de amadurecimento. Atualmente, cerca de 27,7% das plantações já foram colhidas, enquanto 65% ainda estão na fase de maturação.

O arroz, com colheita encerrada, apresenta recuperação e deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, alta de 16,5%. O aumento na área semeada e o bom desempenho climático, sobretudo no Rio Grande do Sul, explicam o resultado. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3,15 milhões de toneladas, 1,3% inferior ao ciclo anterior, mas com bom desempenho na primeira safra, que cresceu 12,8%. As lavouras da segunda safra seguem em maturação e colheita, e a terceira está em desenvolvimento.

O algodão tem produção prevista em 3,9 milhões de toneladas de pluma, com 7,3% da área já colhida e 78,9% em maturação. O crescimento de 6,4% na produção reflete o aumento de 7,2% na área cultivada. Mato Grosso lidera com quase 70% do total nacional, seguido pela Bahia com pouco mais de 20%. Já o trigo, ainda em plantio em boa parte dos estados do Sul, registra redução de 16,5% na área e expectativa de produção de 7,8 milhões de toneladas. A maior parte das lavouras está entre emergência e desenvolvimento vegetativo, mas já há áreas colhidas no Centro-Oeste e Sudeste.

A evolução da safra é monitorada mensalmente pela Conab, com base em mais de 540 combinações de dados de área e produtividade, por cultura e por estado. As estimativas utilizam modelos estatísticos e informações de campo coletadas por mais de 4.000 agentes em todo o país, incluindo análises objetivas com imagens de satélite e observações climáticas. O levantamento atual ainda pode ser ajustado conforme o comportamento do clima nos próximos meses, especialmente nas culturas em final de plantio ou em fases iniciais de desenvolvimento.

Mercado

A recente elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, aprovada pelo CNPE, impulsiona o mercado de soja ao aumentar a demanda por esmagamento. A expectativa é de processamento adicional de cerca de 935 mil toneladas do grão, o que eleva a produção de óleo para 11,37 milhões de toneladas e a de farelo para 43,78 milhões de toneladas, com consequente alta no consumo interno e nos estoques desses derivados. Apesar da leve redução na estimativa de produção da soja em grão, as exportações seguem praticamente inalteradas, com previsão de 106,22 milhões de toneladas.

No milho, o forte crescimento da demanda doméstica, principalmente para a produção de etanol, deve absorver parte do aumento na oferta, estimada em 132 milhões de toneladas. A previsão é de que 90 milhões sejam consumidas internamente, enquanto as exportações podem cair levemente, em meio à maior competitividade internacional. Com isso, os estoques finais devem crescer de forma expressiva. Para o arroz, a recomposição da produção nacional, aliada à perspectiva de queda nos preços internos, deve estimular a retomada das exportações. As importações permanecem estáveis e os estoques finais tendem a aumentar.

No caso do feijão, o mercado apresenta tendência de queda nos preços, mesmo com oferta ajustada, refletindo consumo lento e resistência do varejo na reposição de estoques. O algodão, por sua vez, mantém boas perspectivas externas, especialmente na Ásia, embora a menor demanda da China e o alto volume estocado pressionem os preços. Nas culturas de inverno, como trigo, aveia e canola, o avanço da semeadura ocorre sob influência do clima, com expectativa de produtividade ainda baseada em históricos. A cevada apresenta redução de área em alguns estados, enquanto o sorgo ganha espaço com boa aceitação na indústria de ração e etanol.

 

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10/07/2025 0 Comentários
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Redução de áreas de trigo no Sudeste e Sul pode impactar a produção nacional
Mercado

Safra 2025/26 de trigo brasileira deve atingir 6,9 milhões de toneladas

Por Redação 08/07/2025
Escrito por Redação

Safra 2025/26 de trigo brasileira deve atingir 6,9 milhões de toneladas

A safra 2025/26 de trigo no Brasil ganhou revisões mais significativas, segundo as projeções da StoneX, empresa global de serviços financeiros. De acordo com os dados recentes, a produção agora é estimada em 6,9 milhões de toneladas, redução de 10,5% no comparativo mensal, devido a cortes da área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

No recorte dos estados, os principais motivos para a redução de área no Paraná estão relacionados a frustrações ao longo das últimas safras, dificuldade de acesso ao crédito agrícola e, ainda, à perda de área para o milho safrinha.

“Apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, pontua o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

No Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os agricultores ainda lidam com agravantes climáticos. Segundo Pinheiro, houve perdas na safra de verão, o que reduziu sua capacidade de investimentos. Além disso, grandes volumes de chuva voltaram a atingir o estado, provocando novos alagamentos. “Até o momento, não há grandes prejuízos, mas a elevada umidade no solo segue atrasando o plantio, cada vez mais perto do fim da janela ideal”, destaca.

Aumento de 4,2% nas importações

Sob a ótica da relação entre oferta e demanda, a expectativa de uma produção menor para a safra 2025/26 levou à necessidade de ajustes nas importações. Conforme explica Pinheiro, com uma queda da produção de 10,5%, projeta-se um aumento de 4,2% nas importações, em comparação à previsão divulgada em junho, como forma de suprir a demanda interna.

“Ainda nesse contexto, a expectativa é de que o ano seja favorável para compras no mercado externo, devido aos grandes volumes de estoques de passagem na Argentina, o que deve contribuir para elevada oferta no país sul-americano e, consequentemente, cotações mais pressionadas nos portos argentinos”, realça.

Somado a isso, espera-se que o volume exportado sofra uma redução considerável em relação ao ciclo comercial anterior, com um corte previsto de 26,3%. “Diante dessa conjuntura, o balanço deve ficar mais apertado na safra 2024/25, com queda estimada em 41,3% para os estoques finais, no comparativo anual”, finaliza o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX.

 

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08/07/2025 0 Comentários
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Mercado

SP suspende queima da palha da cana em dias secos e restringe horários durante a estiagem

Por Redação 07/07/2025
Escrito por Redação

SP suspende queima da palha da cana em dias secos e restringe horários durante a estiagem

A partir desta semana, a queima da palha da cana-de-açúcar no estado de São Paulo ficará proibida, entre 6h e 20h, até 30 de novembro. Além disso, sempre que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%, a queima será suspensa pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em qualquer horário do dia. As medidas foram adotadas para reduzir os impactos da atividade durante o período de estiagem.

Publicada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a resolução vale para todo o setor sucroenergético, inclusive para empresas que já tenham autorização vigente.

“Esse tipo de controle é fundamental para proteger a qualidade do ar, especialmente em momentos mais críticos do clima. A queima em condições de baixa umidade contribui diretamente para o aumento da poluição e de focos de incêndio”, explica Adriano Queiroz, diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da Cetesb.

A suspensão entra em vigor no dia seguinte à constatação do nível crítico de umidade. A retomada da queima só será permitida quando os índices voltarem a ficar iguais ou superiores a 20%, conforme monitoramento da Cetesb.

Mesmo após o fim da estiagem, entre dezembro e junho, a queima também poderá ser temporariamente restrita. Segundo a resolução, se a umidade permanecer entre 20% e 30% por dois dias seguidos, a prática será vetada durante o dia, sendo liberada apenas no período noturno, entre 20h e 6h.

Queima da palha já caiu mais de 99% no estado

A queima da palha da cana já foi amplamente utilizada no estado de São Paulo, alcançando áreas que, juntas, somavam o equivalente a 1,5 milhão de campos de futebol por safra. Hoje, essa prática está em declínio acelerado: na safra 2023/2024, menos de mil hectares, ou seja, cerca de mil campos de futebol, foram autorizados para queima, segundo dados da própria Cetesb. A redução passa de 99,9% em relação ao pico registrado em 2010.

A previsão é de eliminação total do uso do fogo até 2030, inclusive nas chamadas áreas de exceção. Atualmente, a queima só é permitida em locais com declividade acima de 12% ou em pequenas propriedades, com menos de 150 hectares, onde a mecanização ainda não é viável. Mesmo nesses casos, é necessário solicitar autorização com pelo menos 96 horas de antecedência.

Operação SP Sem Fogo

A Operação SP Sem Fogo é uma parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Segurança Pública e Defesa Civil do Estado. Além disso, conta com iniciativas e investimentos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), além da própria Semil e de suas vinculadas: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Fundação Florestal (FF).

Para cumprir seus objetivos, a Operação São Paulo Sem Fogo desenvolve uma série de atividades de forma permanente ao longo do ano, divididas em fases (verde, amarela e vermelha), conforme as necessidades e priorizações de cada período.

 

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07/07/2025 0 Comentários
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Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro
Opinião

Juros altos, descaso e contrasenso no Plano Safra 2025/26

Por Redação 07/07/2025
Escrito por Redação

Juros altos, descaso e contrasenso no Plano Safra 2025/26

Leandro Weber Viegas* – O anúncio do Plano Safra 2025/26, feito com grandiosidade no Palácio do Planalto, mais uma vez escancara uma realidade que o campo conhece bem: o Brasil cresce sobre os ombros do agronegócio, mas insiste em penalizar quem o carrega. O novo plano prevê R$ 475,5 bilhões em crédito rural, com um crescimento nominal de apenas 1,5% em relação ao ciclo anterior. Esse aumento está bem abaixo da inflação acumulada de 4% nos últimos 12 meses (IPCA), o que, na prática, representa uma retração real dos recursos disponíveis.

Com juros que variam entre 8% e 14% ao ano, o financiamento agrícola no Brasil continua distante da realidade de países concorrentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, os produtores têm acesso a linhas subsidiadas com taxas abaixo de 5%. Na União Europeia, as políticas de apoio ao agricultor são estruturadas com foco em previsibilidade, subsídios diretos e seguros extremamente acessíveis.

Aqui, a situação é inversa: além dos juros elevados, o atraso na liberação dos recursos compromete a eficiência do ciclo agrícola. No Plano Safra 2024/25, apenas 70% dos recursos foram efetivamente desembolsados até maio deste ano, segundo dados do Banco Central. Isso trava decisões de compra de insumos, contratação de serviços e compromete o planejamento de safra.

Os dados mais recentes do BNDES e do Mapa mostram uma queda de 5% nas contratações de crédito para investimentos agropecuários. Isso significa menos aquisição de maquinário, menos infraestrutura de armazenamento, menor adoção de tecnologias sustentáveis — pilares fundamentais para aumentar a produtividade e mitigar riscos climáticos.

A redução nos investimentos revela um ambiente de insegurança. E essa insegurança é alimentada não apenas pelo crédito escasso e caro, mas também pela alta carga tributária, pela ausência de políticas estruturantes de longo prazo e pelo excesso de burocracia para acesso aos programas oficiais.

O agro responde hoje por cerca de 24,8% do PIB brasileiro, movimentando mais de R$ 2,8 trilhões por ano, segundo dados do Cepea/USP. Mais de 20 milhões de investimentos diretos e indiretos estão ligados à cadeia agroindustrial, além de 52% das exportações brasileiras sendo oriundas do setor. Em 2024, o Brasil deverá atingir US$ 165 bilhões em exportações agrícolas, com destaque para soja, milho, carnes e café.

Mesmo com essa relevância, o setor produtivo segue sendo tratado como solução temporária, não como protagonista de uma política econômica consistente. O plano de safra, que deveria ser o motor do desenvolvimento rural, foi entregue com mais foco em retórica do que em resultados.

Selic alta, risco cambial e fragilidade fiscal

A expansão descontrolada dos gastos públicos e a restrição fiscal aumentam o risco do país, pressionam o câmbio e sabotam os esforços do Banco Central. O resultado é uma taxa Selic em 15% ao ano, refletindo diretamente no custo dos financiamentos e na expectativa de inflação, que permanece resiliente.

Esse cenário cria um ambiente de incerteza para o setor produtivo, que já lida com adversidades como o El Niño, aumento nos custos de produção (fertilizantes e defensivos) e uma pressão crescente pela sustentabilidade nos mercados internacionais.

Não se pode esperar que o Brasil siga alimentando o mundo sem apoio real a quem produz. O Plano Safra precisa ser reembolsado. O produtor exige previsibilidade, segurança jurídica, crédito acessível e políticas de gestão de risco robustas — como seguro rural com maior cobertura, subvenção consistente e instrumentos de proteção de renda.

Hoje, menos de 18% da área plantada no país está coberta por algum tipo de seguro agrícola, o que expõe o produtor a perdas catastróficas em caso de eventos climáticos extremos. Sem um sistema de proteção eficiente, o risco de atividade aumenta e o crédito se torna ainda mais caro.

O Plano Safra 2025/26 deveria ser um motor de desenvolvimento, mas soa cada vez mais como um freio. Nosso País precisa de uma política agrícola séria, alinhada com a realidade do produtor e do mercado internacional. Chega de medidas paliativas e anúncios performáticos.

O agro brasileiro exige respeito, o produtor exige respeito. É hora de trocar o palanque pelo planejamento, e o discurso pela ação. O país precisa caminhar junto com o setor que, ano após ano, carrega a economia nas costas — mesmo quando o governo vira as costas para ele.

*Administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro.

 

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07/07/2025 0 Comentários
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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Mercado

Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil t de algodão

Por Redação 07/07/2025
Escrito por Redação

Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão

A colheita do algodão na safra 2024/25 começa a engrenar no Oeste da Bahia. Dos cerca de 413.121 hectares plantados com a cultura na região, 25% já foram colhidos, e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) aguarda o avançar dos trabalhos das máquinas para cravar um número estimado de produtividade.

A expectativa da entidade é de uma produção de, aproximadamente, 787.616 toneladas de algodão beneficiado, projeção de março, que, por hora, os produtores estão mantendo. Os primeiros resultados da colheita, contudo, já sinalizam que deve haver uma leve redução na estimativa anterior de produtividade, que era de 1.907 e passou para 1.783 quilos por hectare (- 6,5%).

De acordo com a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, a ocorrência de veranicos em março – quando algumas regiões chegaram a registrar até 30 dias consecutivos sem chuvas –, provavelmente, vai impactar a produtividade. “Ainda tem muita colheita pela frente até chegarmos a um número mais exato.

A eventual queda, entretanto, não deve afetar o volume esperado, por conta do incremento na área irrigada, do cerrado baiano, que foi de 19,6%, em comparação à safra 2023/2024.

Na última segunda-feira (30), a presidente da Abapa apresentou o levantamento da safra até o momento, na 79ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, em São Paulo, como parte da programação do XXII Anea Cotton Dinner Golf & Tournament, tradicional evento da Associação Nacional dos

Exportadores de algodão

Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, destacou o crescimento da produção de algodão no país, puxado por uma expansão de 10,2% na área plantada, em relação ao ciclo 2023/2024, atingindo 2,14 mil hectares. A produção nacional deve chegar a 3,96 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,1%.

Ação coordenada

Durante a programação da Anea Cotton Dinner, uma das principais reflexões veio do diretor sênior global da trading LDC, Joe Nicosia, que destacou a urgência de uma ação coordenada entre os países produtores de algodão diante da ameaça crescente representada pelas fibras sintéticas, especialmente o poliéster.

Segundo ele, “é melhor dividir uma pizza que está crescendo do que brigar por fatias que encolhem”, ao defender que a concorrência entre os produtores de algodão deve dar lugar à cooperação em defesa da fibra natural.

Atualmente, o poliéster domina cerca de 70% do mercado global de fibras, impulsionado por preços mais baixos, eficiência industrial e ampla produção na China. Enquanto isso, o algodão — mesmo sustentável, rastreável e biodegradável — perde espaço.

Para reverter esse cenário, Nicosia propôs um alinhamento global entre Brasil, EUA, Austrália e outros exportadores em torno de uma agenda comum de valorização do algodão, com foco em qualidade, padronização, rastreabilidade e, sobretudo, comunicação estratégica.

A mensagem-chave, segundo ele, deve destacar as credenciais ambientais do algodão, como a ausência de microplásticos e sua capacidade de biodegradação — diferenciais que ganham força frente à crescente conscientização dos consumidores e às novas regulamentações de rotulagem ecológica na Europa e nos Estados Unidos.

 

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SP oferece crédito rural para máquinas e irrigação a partir de 4,8% ao ano

Por Redação 07/07/2025
Escrito por Redação

SP oferece crédito rural para máquinas e irrigação a partir de 4,8% ao ano

Mesmo com a previsão de um cenário resiliente para os próximos anos no agronegócio, o setor demonstra preocupação com o crédito mais caro e seus possíveis reflexos na aquisição de máquinas agrícolas. Diante disso, o governo de São Paulo está oferecendo alternativas de financiamento com condições mais atrativas que as opções tradicionais.

A parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP, agência de Fomento do Estado, tem sido essencial para o êxito de programas que beneficiam diretamente o campo, inovando com linhas de crédito exclusivas e competitivas que proporcionam uma solução robusta e acessível para os produtores rurais paulistas, sobretudo para investimentos em irrigação e na modernização do parque de máquinas agrícolas.

Incentivo à modernização e à irrigação

Exemplo dessa parceria é a linha Irriga+, lançada no fim de 2024 para fomentar investimentos em sistemas de irrigação, com condições que permitem taxas finais a de 4,81% a 9,87% ao ano para o produtor, viabilizadas pela equalização de 6% a 8% garantida pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Essa estrutura possibilita um financiamento de até R$ 5 milhões, com prazos de até 60 meses e carência de até 18 meses, favorecendo a sustentabilidade hídrica e o aumento da produtividade.

O estado de São Paulo se destaca na agricultura irrigada, com aproximadamente 4.703 pivôs centrais em 2023, um crescimento de 7% desde 2019, segundo levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Além disso, mantém a liderança nacional em vendas de tratores, com mais de 7 mil unidades comercializadas em 2024, representando 21% do comércio do país, conforme balanço da Anfavea.

Paraná e Rio Grande do Sul seguem com 4,9 mil e 4,3 mil veículos, respectivamente.Em 2024, o estado de São Paulo enfrentou sua pior seca desde 1982, avalia o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

“Os efeitos das mudanças climáticas estão cada vez mais fortes e São Paulo passou por uma seca muito forte. Mas quem tem sua lavoura irrigada, tem sua produção garantida. Irrigação é prosperidade, é segurança de produção. A linha Irriga+ possibilita que o produtor paulista faça os investimentos necessários para garantir e aumentar sua produtividade”, destacou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

A modernização do campo continua sendo uma prioridade. Novas tecnologias, atualização e inovação em maquinários mais sustentáveis estão no centro das transformações em curso. Mesmo com a expectativa de safra recorde em grãos, a retração nas vendas de máquinas reforça a sensibilidade do mercado às condições econômicas, especialmente às taxas de financiamento.

Neste cenário, a Desenvolve SP lançou em abril deste ano, a Linha Agro Máquinas, uma solução robusta e competitiva para a aquisição e modernização de equipamentos agrícolas. Com taxas a partir de 12,81% ao ano, para micro e pequenos produtores, e valor máximo de R$ 5 milhões, a Linha Agro Máquinas da Desenvolve SP oferece um prazo de até 60 meses, sem carência.

“Nosso objetivo é garantir que o produtor rural paulista tenha acesso a condições de financiamento que realmente façam a diferença em seu dia a dia, permitindo investimentos em tecnologia, inovação e aquisição de maquinário”, afirma Ricardo Brito, diretor-presidente da Desenvolve SP

Expansão do acesso ao crédito rural

Para ampliar o financiamento, o Governo do Estado de São Paulo modificou as regras do FEAP (Fundo de Expansão da Agropecuária Paulista). Agora, o limite específico de renda agropecuária foi removido, permitindo que até 100% da renda bruta anual (teto de R$3 milhões) venha exclusivamente da atividade rural.

Anteriormente, havia restrições que excluíam produtores rurais dedicados integralmente. Formalizada pela Deliberação CO-17 no DOE, a medida alinha o FEAP às condições federais de crédito rural, mas com juros mais atrativos.

“Nosso objetivo é oferecer ao produtor paulista cada vez mais acesso a condições que realmente melhorem a produtividade no campo. As linhas de crédito que estamos viabilizando são um instrumento poderoso para que nossos produtores possam investir e expandir seus negócios. Cada vez mais estamos garantindo as melhores condições de crédito para o agro paulista”, ressalta o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

 

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