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Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%
Mercado

PIB da Agropecuária cresce 6,8% no segundo trimestre de 2026

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

PIB da Agropecuária cresce 6,8% no segundo trimestre de 2026

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º/9). A Agropecuária foi o setor que mais contribuiu para o resultado, com crescimento de 3,6%, seguida pela Indústria, com alta de 1,6%, e pelos Serviços, que avançaram 1,8%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o PIB nacional cresceu 0,5%. A Agropecuária novamente se destacou, com alta de 2,8%. Segundo Ricardo Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, o resultado foi puxado pela produção de soja e café e pela pecuária, com destaque para aves e bovinos.

O desempenho positivo da Agropecuária foi influenciado principalmente pela produção agrícola. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado em agosto, culturas como soja e café apresentam estimativas de produção superiores às do ano passado, com avanços de 5,3% e 15,1%, respectivamente. O resultado também foi favorecido pela pecuária, enquanto culturas como arroz (-11,3%) e algodão (-6,7%) registraram queda na produção. A estimativa para o milho permanece estável em relação à safra anterior.

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Expointer

São José leva à Expointer tecnologias para aumentar eficiência e reduzir custos

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

São José leva à Expointer tecnologias para aumentar eficiência e reduzir custos no campo

A São José participa da Expointer com um portfólio voltado a um dos principais desafios do produtor rural: produzir mais, com maior eficiência e controle dos custos. Durante a feira, a empresa apresentará suas soluções para diferentes operações agrícolas e estará próxima de produtores, distribuidores e profissionais do setor.

Para a São José, a participação ocorre em um momento em que a mecanização e a adoção de tecnologias capazes de melhorar o desempenho das operações ganham cada vez mais importância diante dos desafios enfrentados pelo produtor, como a compactação do solo.

Nesse cenário, o uso de equipamentos específicos para a descompactação do solo, por exemplo, busca recuperar as condições físicas do solo sem perder de vista a eficiência da operação. Entre as soluções apresentadas pela empresa está o descompactador de cinco hastes e a linha de escarificadores, equipamentos utilizados para atuar sobre áreas que apresentam restrições ao desenvolvimento das raízes. A descompactação pode favorecer o aprofundamento das raízes e melhorar o aproveitamento da água disponível no perfil do solo, fatores importantes para a estabilidade da lavoura diante de diferentes condições climáticas.

“O solo é o maior patrimônio do produtor. Quando está compactado, perde capacidade de armazenar água, limita o desenvolvimento das raízes e reduz o retorno dos investimentos feitos na lavoura. A tecnologia de descompactação permite atuar sobre esse problema e recuperar condições importantes para o desenvolvimento da cultura”, destaca a direção da São José.

Manejo antecipado de plantas daninhas

Além da tecnologia para descompactação, a São José apresenta na Expointer soluções voltadas ao manejo de plantas daninhas antes do plantio. Ferramentas mecânicas de baixa mobilização têm avançado como alternativa complementar para atuar superficialmente sobre as invasoras e organizar a palhada, preservando os princípios do plantio direto.

A linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nessa etapa promovendo a desestruturação inicial das plantas daninhas e estimulando a germinação do banco de sementes.

A estratégia da São José acompanha uma transformação pela qual passa a mecanização agrícola: equipamentos deixam de ser vistos apenas como ferramentas de trabalho e passam a exercer papel cada vez mais relevante na gestão da operação, permitindo maior controle sobre o uso de insumos, o preparo do solo e o desempenho das atividades.

Durante a feira, a empresa vai lançar o São José Consórcios, uma nova modalidade de financiamento para que o produtor possa fazer sua aquisição das máquinas no estande da empresa, com taxas a partir de 0,38% ao mês, com pagamento em até 45 meses.

“O consórcio passa a ser uma opção atrativa de aquisição como meio de pagamento, ou seja, o produtor escolhe o produto, define a urgência em tê-lo, além da condição apresentada, nós buscamos inúmeras outras oportunidades de consórcio disponíveis no mercado para atender a sua necessidade de forma personalizada”, destaca Daniel Ribeiro – Gerente de Marketing da São José.

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Expointer

Agricultura Familiar registra vendas de R$ 2,3 milhões nos dois primeiros dias da Expointer

Por Redação 31/08/2026
Escrito por Redação

Agricultura Familiar registra vendas de R$ 2,3 milhões nos dois primeiros dias da Expointer

O movimento de vendas no 28º Pavilhão da Agricultura Familiar alcançou R$ 2.317.583,12 nos dois primeiros dias da 49ª Expointer. Os dados são do Boletim Diário elaborado pela Emater/RS-Ascar e incluem as vendas das agroindústrias familiares, do artesanato, de flores e plantas e das cozinhas.

No primeiro dia de feira, sábado (29/8), marcado pela chuva intensa, foram comercializados R$ 1.000.735,14 em produtos. Já no domingo (30/8), com o tempo mais firme e maior circulação de público, as vendas chegaram a R$ 1.316.847,98.

A movimentação do fim de semana foi registrada mesmo com as condições climáticas adversas, e o domingo apresentou crescimento nas vendas em relação ao primeiro dia de feira. A expectativa é de que o fluxo de visitantes se intensifique ao longo da semana, ampliando também as oportunidades de comercialização para os empreendimentos.

“O Pavilhão da Agricultura Familiar é o local em que cada visitante pode levar um pedacinho dessa feira”, destaca o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim.

Entre os recursos disponíveis nesta edição está um mapa interativo do Pavilhão da Agricultura Familiar, que facilita a localização dos empreendimentos pelos visitantes. A busca pode ser feita por meio de filtros como tipo de produto, município ou nome da agroindústria. O espaço também conta com estrutura de camping destinada aos expositores, com pontos de água potável e energia elétrica, além de chuveiros com água quente.

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Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões
Mercado

Preço do arroz sobe 22% no RS e mercado acompanha efeitos do El Niño

Por Redação 31/08/2026
Escrito por Redação

Preço do arroz sobe 22% no RS e mercado acompanha efeitos do El Niño

Os preços do arroz avançaram 22% no Rio Grande do Sul entre 1º de julho e 13 de agosto, passando de R$ 60,33 para R$ 73,60 por saca de 50 quilos. A valorização ocorre em um cenário de redução gradual da oferta disponível, com estoques mais enxutos, maior retenção de volumes pelos produtores e necessidade de reposição por parte da indústria beneficiadora.

Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o mercado também começa a incorporar as perspectivas para a safra 2026/27, que apontam para uma nova redução da produção brasileira e menor disponibilidade regional no Mercosul. Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais ativa, contribuindo para a recuperação das cotações.

As exportações também têm ajudado a reduzir os excedentes no mercado doméstico. Embora os embarques tenham recuado em julho, o volume acumulado desde janeiro chegou a 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do dólar, por sua vez, aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e deu suporte adicional aos preços internos.

Outro fator que passou a influenciar as expectativas do mercado é o El Niño, que elevou a percepção de risco sobre a oferta futura e contribuiu para sustentar as cotações. Em resposta aos possíveis impactos do fenômeno sobre a produção nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a aquisição de 310 mil toneladas de arroz por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (AGF).

A medida busca reforçar os estoques públicos e criar um mecanismo de mitigação diante de eventuais impactos climáticos. A retirada desse volume do mercado tende a reduzir parte do excedente disponível e contribuir para o equilíbrio entre oferta e demanda. Por outro lado, a iniciativa também pode estimular uma maior retenção dos estoques pelos produtores em um momento de reequilíbrio do mercado.

“A continuidade da alta dependerá principalmente da velocidade de absorção desses excedentes ao longo da entressafra, do desempenho das exportações e da manutenção de uma postura mais restritiva dos produtores na comercialização. O mercado passa a direcionar cada vez mais sua atenção para a próxima safra, marcada pela expectativa de redução da produção e queda significativa dos estoques de passagem, fatores que podem tornar os fundamentos mais favoráveis ao longo de 2026/27”, afirma Marina Marangon, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

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Mercado

Colheita de café arábica chega a 93% no Cerrado Mineiro

Por Redação 31/08/2026
Escrito por Redação

Colheita de café arábica chega a 93% no Cerrado Mineiro

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro evoluiu para 93% do total previsto até 28 de agosto, com 77% dos frutos já beneficiados, apresentando um rendimento médio de 490 litros por saca de 60 kg beneficiada. No mesmo período da safra passada, quando a produção foi menor, os trabalhos se encontravam em 95%. Os dados fazem parte do relatório semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer).

Segundo os técnicos da entidade, com a safra entrando em sua fase final, as atenções nas propriedades dos cooperados estão cada vez mais direcionadas à conclusão das operações de campo.

Com o trabalho in loco, eles identificaram que cerca de 30% do café desta safra tenha caído ao chão em decorrência das chuvas e, desse percentual, aproximadamente 54% já tenha sido levantado. “Dessa forma, a colheita de chão se apresenta como uma das principais atividades a serem intensificadas neste momento”, pontuam.

Os técnicos da Expocacer informam, ainda, que, nos últimos dias, o cenário de tempo seco observado anteriormente deu lugar à ocorrência de chuvas, com volumes significativos em diferentes regiões do Cerrado Mineiro, variando entre as localidades.

O aumento da umidade tem interferido no ritmo das operações, especialmente no recolhimento do café de chão, já que algumas atividades mecanizadas precisam ser interrompidas ou adiadas.

Em determinadas situações, o café já “enleirado” – grãos agrupados no chão para a colheita – precisa ser novamente esparramado para secagem antes de ser recolhido. Contudo, a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias pode dificultar ainda mais esse processo.

Diante dessas condições, os técnicos da Expocacer citam como fundamental aproveitar as janelas de tempo favorável para retomar e intensificar o recolhimento do café de chão, evitando que os frutos permaneçam úmidos por períodos prolongados e reduzindo os riscos de perda de qualidade.

Em relação à qualidade, o percentual médio de catação dos cafés recebidos permanece acima de 20%, comportamento associado principalmente ao aumento da participação dos cafés provenientes do chão.

Outro ponto de atenção após a ocorrência das chuvas, conforme eles, é a florada em algumas lavouras, com o produtor devendo acompanhar de perto a evolução dos botões florais e das floradas que possam ocorrer neste período.

Nas áreas irrigadas, os técnicos da Expocacer apontam que é importante manter o manejo da irrigação, realizando os ajustes necessários de acordo com a umidade do solo, a evapotranspiração e as condições de cada área, buscando manter uma disponibilidade hídrica adequada e reduzir possíveis perdas na florada e no pegamento dos frutos.

Neste momento, a prioridade é concluir a colheita e avançar principalmente no recolhimento do café de chão sempre que as condições permitirem, acompanhando atentamente as previsões meteorológicas.

Paralelamente, os cuidados com a irrigação, a florada e a sanidade das lavouras devem ser mantidos, buscando reduzir os impactos das condições climáticas e proporcionar melhores condições para o desenvolvimento do próximo ciclo produtivo.

Clima

O período mais recente foi marcado por uma mudança nas condições meteorológicas no Cerrado Mineiro. Após um período prolongado de tempo predominantemente seco, foram registrados volumes de chuva mais expressivos, com médias acumuladas que foram de 5 milímetros a 29 milímetros, dependendo da localidade.

A ocorrência dessas chuvas, segundo os técnicos da Expocacer, representa uma mudança importante no padrão meteorológico observado nas últimas semanas, contribuindo para uma elevação pontual da disponibilidade hídrica na região após um período de baixa precipitação.

Para os próximos dias, eles recomendam atenção total à possibilidade de ocorrência de novas chuvas, com maior probabilidade a partir do dia 2 de setembro. As temperaturas máximas devem variar entre 29°C e 32°C, ao passo que as mínimas devem oscilar entre 11°C e 17°C, mantendo a tendência de noites e manhãs mais amenas.

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ExpointerMercado

Sicoob projeta R$ 1 bilhão em negócios prospectados na 49ª Expointer

Por Redação 28/08/2026
Escrito por Redação

Sicoob projeta R$ 1 bilhão em negócios prospectados na 49ª Expointer

O Sicoob SC/RS projeta prospectar R$ 1 bilhão em negócios durante a 49ª Expointer, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS). A expectativa é baseada no desempenho da instituição na fase de pré-feira: somente até esta quinta-feira (28), já foram ultrapassados R$ 550 milhões em negócios prospectados, volume 150% superior aos R$ 220 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O resultado segue sendo atualizado diariamente.

Na atual safra, o Sicoob projeta crescimento de 15% no volume de crédito rural destinado a produtores do Rio Grande do Sul, em relação aos R$ 2,2 bilhões liberados no estado no Plano Safra 2025/26. Com a projeção, a instituição deve superar R$ 2,5 bilhões em recursos destinados ao crédito rural gaúcho no atual ciclo.

Em todo o país, o Sicoob deve disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural no Plano Safra 2026/27, ampliando a oferta de recursos para custeio, investimentos e outras necessidades da atividade agropecuária. No Plano Safra anterior, o Sicoob nacional liberou R$ 59,5 bilhões em crédito rural, crescimento de 6,8% sobre o ciclo anterior. Desse total, o Sicoob SC/RS destinou R$ 12,6 bilhões a Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

“O produtor precisa de acesso a recursos para organizar a produção, investir e atravessar os diferentes ciclos da atividade. Nossa atuação no estado gaúcho é baseada nessa proximidade e na oferta de soluções de acordo com a realidade de cada produtor”, afirma Rodinei Munaretto, diretor de Negócios do Sicoob Central SC/RS.

Dentro da estratégia de agro, a agricultura familiar também terá espaço na atuação do Sicoob durante a Expointer. O segmento representa uma parcela importante da produção agropecuária e está entre os públicos atendidos pelo Sicoob com soluções voltadas ao custeio, investimento e estruturação das atividades no campo. No Plano Safra 2025/26, o Sicoob SC/RS destinou R$ 4,1 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) aos pequenos produtores, o equivalente a 32% do total destinado ao crédito rural pela instituição.

No Rio Grande do Sul, foram R$ 631,8 milhões em recursos para apoiar produtores da agricultura familiar.
Durante a Expointer, a instituição pretende reforçar a proximidade com esse público e apresentar alternativas financeiras que contribuam para o planejamento e a continuidade das atividades.

Paulo Vitor Sangaletti, gerente de Agronegócio do Sicoob SC/RS, diz que a presença na Expointer ocorre em um momento em que o acesso a crédito tem papel relevante para a atividade rural. “O produtor gaúcho vem enfrentando os efeitos de eventos climáticos e precisa tomar decisões em um cenário que exige planejamento. O nosso papel é estar próximo, entender as necessidades de cada região e manter o crédito disponível para apoiar a produção e os investimentos”, afirma.

 

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Expointer

Kuhn apresenta tecnologias para otimizar o plantio e a proteção de culturas na Expointer

Por Redação 28/08/2026
Escrito por Redação

Kuhn apresenta tecnologias para otimizar o plantio e a proteção de culturas na Expointer

A Kuhn do Brasil apresenta na Expointer soluções tecnológicas direcionadas para dois dos momentos mais críticos do ciclo produtivo na região Sul: o plantio e a proteção fitossanitária. O evento, de 29 de agosto a 06 de setembro, também receberá uma série de máquinas no estande da Kuhn com foco em nutrição de alta performance, conservação de forragem, construção de solo e pecuária de precisão.

A agricultura no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enfrenta desafios estruturais que demandam cada vez mais eficiência das máquinas. A necessidade de cumprir janelas operacionais curtas, tanto no estabelecimento das culturas de inverno quanto na implantação da safra de verão, aliada à exigência de aplicações fitossanitárias precisas em áreas com relevos variados, coloca a precisão e a robustez no centro da gestão agrícola.

Atenta a esse cenário, a Kuhn destaca a Semeadora Pneumática Quadra 10.000, projetada para reduzir o tempo de parada para reabastecimento e elevar a capacidade diária de hectares plantados. Ao assegurar a deposição precisa de sementes e adubo mesmo em alta velocidade, o equipamento garante a emergência uniforme da lavoura, considerado o primeiro passo para alcançar o teto produtivo e maximizar o retorno sobre o investimento do produtor.

Para a proteção das culturas contra pragas e doenças, a Kuhn destaca o pulverizador autopropelido Boxer 2000 H. O modelo alia economia de combustível e leveza para transpor terrenos acidentados sem amassar a cultura ou compactar o solo.

A combinação de tração hidro robusta, suspensão ativa e vão livre regulável se traduz em mais horas trabalhadas por dia com total conforto para o operador, garantindo a proteção da lavoura no momento exato e sem desperdício de defensivos em áreas íngremes.

“O produtor do Sul busca tecnologias que se traduzam em resultados concretos. Na Expointer, reforçamos nosso compromisso em entregar equipamentos que assegurem um plantio impecável e um manejo sanitário eficiente, protegendo cada etapa do potencial produtivo da lavoura”, destaca José Carlos Bassetti, Gerente de Divisão de Produtos, Pós-vendas e Marketing da Kuhn do Brasil.

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Renegociação de dívidas do agro: entenda as regras da MP 1.376
Mercado

Renegociação de dívidas do agro: entenda as regras da MP 1.376

Por Redação 28/08/2026
Escrito por Redação

Pronaf supera 1 milhão de contratos de crédito rural em seis meses

A publicação da Medida Provisória nº 1.376/2026 e da Resolução CMN nº 5.330/2026 trouxe uma alternativa decisiva para aliviar o endividamento do campo, permitindo renegociação de dívidas de produtores afetados por adversidades climáticas ou queda de preços de comercialização entre 2019 e 2025. Para auxiliar as lideranças sindicais e os agricultores paulistas a compreenderem as novas regras, o Departamento Econômico da Faesp sistematizou os principais pontos operacionais e as exigências para o enquadramento das operações.

São elegíveis para a renegociação as operações de custeio, comercialização e industrialização que tenham sido renegociadas ou prorrogadas até 31/05/2026 e que estejam adimplentes; as operações de custeio, comercialização e industrialização que tenham sido contratadas até 31/12/2025 e estejam inadimplentes a partir de 01/01/2024, assim permanecendo em 31/05/2026; e as de investimento, vencidas ou vincendas entre 01/01/2024 e 31/12/2026, desde que contratadas até 31/12/2025 e que tenham entrado em inadimplência a partir de 01/01/2024 e que permaneceram inadimplentes em 31/05/2026. Dívidas com revendas, tradings, agroindústrias ou débitos inscritos na Dívida Ativa da União ficaram de fora da medida.

As condições de pagamento variam conforme o nível de perda: perdas moderadas (em 2 ou mais safras, com queda mínima de 30% na renda bruta) garantem prazo de até 8 anos de pagamento, enquanto perdas severas (em 3 ou mais safras, com queda mínima de 40% na renda bruta) oferecem até 10 anos de prazo. Ambas as modalidades contam com 2 anos de carência para o principal (com pagamento anual dos juros) e taxas equalizadas que variam de 5% a 6% ao ano para o Pronaf, 8% a 9% para o Pronamp e 11% a 12% para os demais produtores, conforme o enquadramento.

Um dos pontos mais vantajosos da norma de renegociação de dívidas é a dispensa de decreto municipal de calamidade ou emergência. Em contrapartida, o acesso aos recursos exige obrigatoriamente a comprovação das perdas por laudo técnico emitido por profissional habilitado (Engenheiro Agrônomo ou Técnico Agrícola), que comprove os prejuízos causados por eventos climáticos extremos ou a redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários financiados.

Na prática, a Faesp orienta que o produtor não espere a iniciativa dos bancos: é fundamental protocolar formalmente a manifestação de interesse junto à agência financeira com antecedência. Durante o processo, o produtor tem o direito de solicitar a revisão e liberação de garantias em excesso. Além disso, a contratação da linha não poderá gerar impedimentos para novos financiamentos e nem motivar inclusão em cadastros restritivos.

O prazo para contratação do crédito termina em 12 de novembro de 2026. Os Sindicatos Rurais desempenham papel estratégico no esclarecimento dessas exigências e no suporte aos produtores locais, assegurando que o agro paulista utilize esse mecanismo de fôlego financeiro em sua totalidade.

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Mercado

Produção de milho 1ª safra dispara 41% no estado de SP no ciclo 2025/26

Por Redação 28/08/2026
Escrito por Redação

Produção de milho 1ª safra dispara 41% no estado de SP no ciclo 2025/26

A cultura do milho primeira safra registrou um salto expressivo na produção paulista de 41%. É o que aponta o terceiro levantamento de previsão e estimativa da safra 2025/26, realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, em parceria com a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI). O estudo confirma o otimismo das previsões parciais do milho 1ª safra e também aponta as estimativas finais para outras culturas relevantes no cenário paulista, como soja, amendoim e seringueira.

A produção do milho 1ª safra atingiu 2,06 milhões de toneladas, com o aumento de 26,5% na área plantada (277,8 mil hectares) e ganho de 11,5% na produtividade. A região de Itapeva liderou o estado, concentrando 26% desse volume. Além dela, destacam-se as regionais de São João da Boa Vista (11,5%), Itapetininga (7,7%) e Avaré (7,5%), totalizando 52,7% da produção estadual.

A soja, um dos principais pilares da agricultura paulista, fechou o ciclo 25/26 em 4,12 milhões de toneladas, mantendo estabilidade frente ao período anterior. Embora a área total tenha encolhido 5,1%, a produtividade cresceu 5,4% (média de 3.603 kg/ha). Esse cenário reflete uma forte otimização técnica nas principais regiões produtoras do estado: Itapeva (19,3%), Ourinhos (10,5%), Assis (10,3%), Itapetininga (7,0%), Orlândia (6,6%) e Avaré (5,0%), que totalizam 58,7%.

São Paulo mantém a liderança nacional na produção de amendoim, respondendo por 80%. Contudo, a retração nos preços internos da casca e as cotações externas desfavoráveis encolheram a área plantada em 8,7% e a produção em 2,8%. O impacto só não foi maior devido à alta de 6,4% na produtividade média. Jaboticabal e Presidente Prudente lideram o ranking estadual. Já a seringueira operou em estabilidade.

A safra encerra com 263,6 mil toneladas de coágulo de látex, leve recuo de 1,0%. A regional de São José do Rio Preto detém 31,7% do mercado do estado. O próximo levantamento trará os resultados finais das culturas anuais do milho segunda safra, trigo e triticale e das culturas perenes banana e café. O relatório é fruto do trabalho de campo conjunto de técnicos das Casas da Agricultura e analistas do IEA.

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Tecnologia

Famato esclarece regras para aplicação de defensivos agrícolas após decisão do TJMT

Por Redação 27/08/2026
Escrito por Redação
Famato esclarece regras para aplicação de defensivos agrícolas após decisão do TJMT

o Tribunal manteve a distância de 90 metros para grandes propriedades, reconheceu a distância de 25 metros para pequenas e médias propriedades e estabeleceu, para as pequenas propriedades, tratamento específico conforme a modalidade de aplicação / Foto: CNA

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) atuou como amicus curiae no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que discutiu a constitucionalidade da Lei Estadual nº 12.859/2025, que estabelece critérios para a aplicação terrestre de defensivos agrícolas em Mato Grosso. Durante o processo, a entidade apresentou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) argumentos jurídicos e informações técnicas sobre a atividade agropecuária, as tecnologias de aplicação e as medidas de redução da deriva.

A decisão do TJMT representa um avanço importante para o setor produtivo ao reconhecer a constitucionalidade da legislação estadual e, consequentemente, admitir critérios diferenciados para as distâncias mínimas na aplicação de defensivos agrícolas. Antes da edição da lei, prevalecia a regulamentação do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que estabelecia, de forma geral, o distanciamento mínimo de 90 metros, sem a diferenciação posteriormente introduzida pelo legislador. Com o julgamento desta terça-feira (25), o Tribunal manteve a distância de 90 metros para grandes propriedades, reconheceu a distância de 25 metros para pequenas e médias propriedades e estabeleceu, para as pequenas propriedades, tratamento específico conforme a modalidade de aplicação.

Na prática, o novo cenário traz uma regulamentação mais adequada às diferentes realidades produtivas. Nas pequenas propriedades, de até quatro módulos fiscais (unidade de medida expressa em hectares, estabelecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para cada município), a aplicação manual ou costal poderá ser realizada sem distância mínima, desde que observadas as demais exigências legais e técnicas. Para a aplicação mecanizada ou tratorizada nessas propriedades, o TJMT fixou a distância mínima de 25 metros.

Assim, embora o julgamento tenha estabelecido essa limitação específica para a aplicação mecanizada nas pequenas propriedades, o resultado geral é positivo, pois supera a antiga lógica de aplicação indistinta dos 90 metros e consolida, em lei reconhecida como constitucional pelo Tribunal, critérios proporcionais ao porte da propriedade e à forma de aplicação.

Por isso, antes de realizar uma aplicação, o produtor deve verificar o porte da propriedade e qual método será utilizado. Nas grandes propriedades, permanece a exigência de 90 metros; nas médias, de 25 metros; e, nas pequenas, a distância dependerá do método de aplicação. Se a operação for manual ou costal, não há distância mínima estabelecida pela decisão. Se for realizada com máquina ou trator, deverão ser observados 25 metros.

O produtor também precisa observar as exigências previstas nas bulas e rótulos dos produtos, registros, licenças e demais normas federais, estaduais e municipais aplicáveis. Caso exista uma exigência mais restritiva, ela deverá ser respeitada.

Outro ponto importante é que a segurança da aplicação não depende apenas da distância física. Durante sua atuação no processo, a entidade apresentou argumentos técnicos demonstrando que fatores como tamanho das gotas, tipo de ponta de pulverização, pressão do equipamento, condições meteorológicas, calibração do maquinário, tecnologia empregada e capacitação dos operadores influenciam diretamente o potencial de deriva.

A deriva ocorre quando gotas ou partículas do produto se deslocam para fora da área que está sendo tratada. Por isso, mesmo quando a distância mínima prevista na decisão estiver sendo cumprida, o produtor deve planejar a operação considerando condições como velocidade e direção do vento, temperatura, umidade, tamanho das gotas, pressão e altura da barra de pulverização, além das condições de manutenção e regulagem do equipamento.

Segundo o gestor jurídico da Famato, Rodrigo Bressane, a entidade defende que a regulamentação da aplicação de defensivos agrícolas deve considerar a evolução tecnológica e as boas práticas adotadas no campo. Equipamentos modernos, pontas de pulverização com indução de ar, sistemas de controle de deriva, sensores meteorológicos e tecnologias de agricultura de precisão são ferramentas que podem contribuir para maior controle da aplicação e redução da dispersão para áreas não alvo.

“A atuação da Famato no processo buscou contribuir para que a discussão considerasse, além da proteção ambiental, a realidade da produção agropecuária e os avanços tecnológicos disponíveis. Sustentando também que a legislação deve compatibilizar a tutela ambiental, as novas tecnologias e a função social da propriedade com o desenvolvimento econômico sustentável, garantindo segurança operacional e jurídica para o uso dos defensivos agrícolas”, explica Bressane.

A decisão do TJMT reforça a importância de estabelecer critérios que conciliem a proteção ambiental e a segurança com a realidade da produção agropecuária. A entidade defende que a regulamentação sobre o uso de defensivos agrícolas seja baseada em evidências científicas, critérios técnicos e no avanço das tecnologias de aplicação, considerando que a redução dos riscos não depende apenas de distâncias, mas também de equipamentos adequados, condições meteorológicas, capacitação dos operadores e boas práticas agrícolas.

“A Federação continuará acompanhando os desdobramentos da decisão e atuando para que as normas aplicáveis ao setor promovam segurança jurídica aos produtores, proteção ambiental e condições para a continuidade de uma produção responsável em Mato Grosso”, reforça o gestor.

 

27/08/2026 0 Comentários
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