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Mercado

Prévia do PIB de julho indica recuo do agro em meio à lentidão da renegociação das dívidas

Por Redação 18/09/2026
Escrito por Redação

Prévia do PIB de julho indica recuo do agro em meio à lentidão da renegociação das dívidas

O Banco Central divulgou, na última quarta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho, que mostrou um recuo de 0,2% na economia brasileira. O indicador é considerado uma prévia do PIB e a queda foi puxada por uma variação para baixo do setor agropecuário (-1,2%).

Os dados também indicam uma diminuição na variação do trimestre (maio a julho). De acordo com o Banco Central, houve uma queda de 0,3% na comparação com o período anterior (fevereiro a abril). Nessa mesma janela de análise, a agropecuária teve um recuo de 0,6%, sendo o pior desempenho entre os setores da indústria e de serviços.

Diferentemente do indicador do PIB feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IBC-Br tem um conjunto menor de análises, mas traz um retrato mais rápido. Conforme o próprio Banco Central, ele “ajuda a entender o ‘agora’ da atividade econômica”, além de ajudar na tomada de decisões, como a taxa básica de juros.

Renegociação das dívidas

O quadro apresentado pelo indicador do Banco Central ocorre em meio à execução da Medida Provisória 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais. A iniciativa não tem cumprido o seu papel e entidades representativas têm apontado problemas.

Em uma carta aberta divulgada na última semana, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a implementação da MP. O documento lista uma série de obstáculos que os produtores têm vivenciado no momento de buscar as linhas de repactuação.

“Entre os principais entraves estão a exigência de laudos agronômicos para a comprovação de perdas passadas, custos adicionais, a revisão de garantias, a cobrança de entrada de produtores que já não possuem capacidade financeira e restrições que podem comprometer o acesso ao crédito para a próxima safra”, indicou a bancada.

Conforme o último levantamento divulgado pelo Banco Central, a carteira de crédito rural atingiu, em julho, R$ 881,7 bilhões. Desse montante, cerca de 23,5% (R$ 207,4 bilhões) correspondem a operações consideradas problemáticas — em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Somente a inadimplência alcançou R$ 45,8 bilhões, o maior nível das últimas safras.

A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), classifica o momento como uma crise e chama de “tempestade perfeita” a conjuntura de fatores que vêm pressionando o setor.

“Hoje o agro, apesar de toda a pujança, de puxar o PIB brasileiro, vive um momento muito difícil. As fábricas de máquinas agrícolas não estão vendendo, os produtores não estão conseguindo comprar os fertilizantes pelo preço. E nós temos aí um problema dos juros que são altíssimos. Então isso leva a um problema de crédito. Muitos produtores inadimplentes e muitos pedindo recuperação judicial. Além disso, nós plantamos a safra com o dólar a R$ 6 e hoje o dólar está a R$ 5,20. Então isso também traz um prejuízo, já que a nossa produção é vinculada, também, ao dólar”, disse.

Seguro Rural

A senadora também afirma que uma forma de evitar esse quadro grave no setor é um Seguro Rural mais robusto. “É o instrumento que pode trazer mais tranquilidade para o produtor”, pontuou.

Apesar disso, o indicativo para 2027 não traz alívio. Como mostrado pela Agência FPA, a proposta orçamentária do ano que vem encaminhada pelo governo federal prevê um montante de R$ 1,2 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Porém, mais de 70% dos recursos não estão garantidos, dependendo de aprovação complementar ou de uma arrecadação extra.

Caso esse arranjo orçamentário se confirme, será o terceiro ano seguido de incertezas sobre o PSR. Isso porque, em 2025, apenas R$ 581 milhões de R$ 1,06 bilhão foram executados. Neste ano, bloqueios e cortes deixaram disponíveis para o programa R$ 473,8 milhões de uma previsão inicial de R$ 1,01 bilhão.

O efeito mais sensível é uma baixa adesão à proteção, o que gera um ciclo vicioso, como produtores vêm relatando. O também vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), disse que uma cobertura maior poderia diminuir a verba para subvenção do crédito e lembrou do papel do seguro em outros países.

“No Brasil, no ano de 2025, menos de 3,5% de toda a área plantada tinha Seguro Rural. Nos Estados Unidos, são 90%, sem falar de um seguro garantidor de preço que eles têm. Então, quer dizer, eles estão anos-luz à nossa frente”, comentou.

Uma solução encaminhada pela FPA foi o Projeto de Lei 2.951/2024. A proposta moderniza e dá novas bases para o Seguro Rural no Brasil, por exemplo, com a operacionalização do Fundo de Catástrofes. A matéria foi aprovada no Senado no último esforço concentrado e aguarda sanção presidencial para virar lei.

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Empresas

Coopercitrus e Jacto inauguram loja em Marília para ampliar atendimento ao produtor

Por Redação 18/09/2026
Escrito por Redação

Coopercitrus e Jacto inauguram loja em Marília para ampliar atendimento ao produtor

A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, em parceria com a revenda Master Jacto, inaugura próxima na terça-feira, 22, a nova Loja Coopercitrus Jacto em Marília (SP). 

A loja, projetada para oferecer mais proximidade no atendimento, reúne em seus 543 m² showroom, oficina, departamento de peças e suporte técnico, ampliando o atendimento da linha Master Jacto para mais de 20 municípios e o alcance das soluções em implementos agrícolas para cerca de 50 municípios da região.

“A inauguração desta unidade representa muito mais do que a abertura de um novo espaço. Ela simboliza o nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos produtores, compreendendo suas realidades e contribuindo de forma efetiva para seus desafios e oportunidades no dia a dia”, destaca o gerente da filial, Everton Augusto Correa.

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Tecnologia

John Deere apresenta JD, inteligência artificial que ajuda o produtor na sua gestão de dados

Por Redação 17/09/2026
Escrito por Redação

John Deere apresenta JD™, inteligência artificial que ajuda o produtor na sua gestão de dados

A John Deere apresenta o JD, inteligência artificial própria integrada ao John Deere Operations Center, plataforma digital que reúne, em um único sistema, dados agronômicos, de máquinas e de atividades realizadas no campo. Por meio de perguntas feitas diretamente para a IA, em linguagem natural, a solução permite aos clientes receber em segundos as informações de suas operações, reduzindo a necessidade de navegar por diferentes telas, filtros e relatórios. Em fase de testes e aperfeiçoamento para atender às necessidades dos clientes da América Latina, a ferramenta será lançada até o fim de 2026 nas versões web e móvel.

“Há mais de uma década, o John Deere Operations Center transforma a maneira como o produtor gerencia os dados de sua própria operação em um único ambiente digital, mantendo o controle total sobre essas informações. Agora, com o JD, ampliamos ainda mais o potencial da plataforma. À medida que nos aproximamos do marco de 100 mil máquinas conectadas no Brasil, iremos apoiar os clientes com um agente de inteligência artificial personalizado, capaz de facilitar o acesso e a interpretação dos dados de sua operação, com agilidade e disponibilidade contínua para ajudar a transformar dados em conhecimento prático e tomada de decisão rápida”, afirma Cristiano Correia, vice-presidente global de Cana-de-Açúcar e vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina da John Deere.

Com a JD IA, os produtores poderão consultar esses dados no John Deere Operations Center usando perguntas em linguagem natural, sem precisar navegar por diferentes ferramentas para encontrar as informações, como: De que forma o consumo de combustível no preparo do solo desta safra se compara ao dos últimos três anos? Como foi a singulação entre as minhas áreas e qual foi o impacto na produtividade? Qual pulverizador está cobrindo a maior área por hora? Como as condições atuais se comparam às safras anteriores em períodos de colheita?

A solução segue os padrões de conduta e segurança da John Deere e utiliza as informações disponíveis no John Deere Operations Center, de acordo com as autorizações definidas pelo cliente, para oferecer respostas relevantes ao contexto de cada operação.

Após o lançamento, começar a usar a ferramenta é fácil: o cliente precisará ter uma conta vinculada ao John Deere Operations Center e selecionar a organização desejada. A partir disso, poderá realizar pesquisas e obter respostas da inteligência artificial com base nos dados disponíveis em sua operação. Link de acesso: OperationsCenter.

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17/09/2026 0 Comentários
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Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%
Mercado

Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%

Por Redação 17/09/2026
Escrito por Redação


Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%

O valor da produção de trigo e arroz recuou em 2025, apesar do aumento do volume produzido pelas duas culturas. Segundo a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira, 17, os preços foram determinantes para o resultado.

Principal cereal de inverno e com produção concentrada na Região Sul, o trigo teve redução de 13,9% na área cultivada em 2025. A produtividade, porém, aumentou 21,9%, levando a produção nacional a crescer 4,9%, para 7,88 milhões de toneladas.

Mesmo com o aumento do volume produzido, o valor da produção caiu 2%. De acordo com o IBGE, o resultado está relacionado aos preços baixos, em um cenário de estoque internacional elevado, oferta interna elevada e desvalorização do dólar, que dificultou as exportações do produto.

Arroz aumenta produção, mas perde valor

O arroz, quarta cultura em importância no grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, apresentou aumento de produção em 2025. A safra chegou a 12,6 milhões de toneladas, alta de 18,6% em relação a 2024. A produtividade média nacional cresceu 7%, enquanto a área plantada aumentou 8%.

No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, o cenário de chuvas registrado em 2024 elevou o volume de água armazenado em barragens e açudes. Isso, segundo o IBGE, permitiu a expansão das áreas irrigadas e contribuiu para a produtividade das lavouras.

O aumento da produção, no entanto, não se refletiu no valor gerado pela cultura. O valor de produção do arroz caiu 12% em 2025, pressionado pelos preços baixos.

 

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IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024
Mercado

Soja mantém liderança, e milho registra produção recorde em 2025, aponta IBGE

Por Redação 17/09/2026
Escrito por Redação

Soja mantém liderança, e milho registra produção recorde em 2025, aponta IBGE

Clarisse Sousa – A soja manteve a liderança no valor da produção agrícola brasileira em 2025, enquanto o milho registrou recorde de produção. Juntas, as duas culturas responderam por 88,7% da produção nacional de grãos, segundo a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira, 17.

A produção de soja alcançou 165,3 milhões de toneladas, um aumento de 14,4% em relação a 2024, com incremento de 20,8 milhões de toneladas.

O avanço foi resultado do crescimento de 10,3% na produtividade e de 3,7% na área colhida, além de uma leve recuperação dos preços em relação ao ano anterior. A commodity respondeu por 34% do valor total da produção agrícola entre os produtos pesquisados pela PAM.

O Brasil manteve, em 2025, a posição de maior produtor e exportador global da oleaginosa. Mesmo com os preços abaixo do nível considerado desejado pelos produtores, a área de cultivo apresentou expansão, principalmente sobre áreas anteriormente destinadas ao milho.

Milho

A produção brasileira de milho cresceu 23,1% em 2025 e atingiu 141,2 milhões de toneladas, recorde da série histórica. Apesar de uma redução de 5,4% na área colhida, a produção aumentou com a melhora da produtividade, que avançou 16,6%.

O Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram os maiores produtores de milho de primeira safra. Segundo o IBGE, a área destinada a essa modalidade vem diminuindo no país nos últimos anos, à medida que os produtores ampliam o cultivo da soja no período devido à maior rentabilidade e liquidez da oleaginosa.

Com isso, a segunda safra passou a representar uma parcela maior da produção nacional. Em 2025, a área, a produção e o rendimento cresceram, com volume recorde de 115,4 milhões de toneladas.

A recuperação dos preços do milho em 2024 também contribuiu para o aumento do valor de produção da cultura em 2025. O indicador cresceu 38,9%, levando o milho à segunda posição no ranking nacional.

Café e algodão

Café e algodão também apresentaram aumento de produção e valor em 2025. A safra de algodão em caroço alcançou 9,92 milhões de toneladas, um crescimento de 16,4%, resultado impulsionado pelo aumento da área colhida, do rendimento e dos preços da commodity. O valor de produção avançou 29,5%.

No café, a produção nacional chegou a 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%. Já o valor de produção aumentou 44,7%, atingindo R$ 100 bilhões, impulsionado pela valorização do preço da saca no mercado internacional.

O café arábica respondeu por 2,2 milhões de toneladas, queda de 6,8%, com valor de produção de R$ 71,4 bilhões, alta de 39,9%; e o café canephora somou 1,2 milhão de toneladas, um aumento de 26,8%, e valor de produção de R$ 28,6 bilhões, avanço de 57,9%.

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Mercado

Valor da produção agrícola bate recorde e chega a R$ 927,2 bilhões em 2025

Por Redação 17/09/2026
Escrito por Redação

PIB - Valor da produção agrícola bate recorde e chega a R$ 927,2 bilhões em 2025

Clarisse Sousa – O valor de produção das principais culturas agrícolas do Brasil atingiu R$ 927,2 bilhões em 2025, alta nominal de 18,4% em relação ao ano anterior e recorde da série histórica. Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (17).

A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas também registrou recorde, com 345,4 milhões de toneladas, 53,4 milhões de toneladas a mais que em 2024, o equivalente a um crescimento de 18,2%.

O resultado ocorreu em um ano marcado pelo aumento da produção de soja e milho, que, juntos, responderam por 88,7% da produção brasileira de grãos. Segundo o IBGE, houve aumento da produtividade média das lavouras e ampliação das áreas plantadas da maior parte das culturas.

As exceções foram o feijão e o trigo, que apresentaram quedas significativas nos preços, reduzindo a atratividade dessas culturas para os produtores, que direcionaram investimentos para produtos com melhor rentabilidade e menor risco.

Em 2024, as condições climáticas também afetaram a produção agrícola. O El Niño provocou baixa incidência de chuvas em áreas produtivas das regiões Sul e Centro-Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul registrou perdas em parte da produção devido ao excesso de chuvas.

Área agrícola aumenta

A área plantada no país, considerando todas as culturas pesquisadas pela PAM, chegou a 101,3 milhões de hectares, aumento de 4,1 milhões de hectares, ou 4,2%, em relação a 2024.

A soja foi a cultura que mais ampliou a área colhida, com acréscimo de 1,7 milhão de hectares, seguida pelo milho, com 995,2 mil hectares, e pelo sorgo, com 203,4 mil hectares.

Já a área colhida totalizou 100,6 milhões de hectares, crescimento de 4,4%. A soja ocupou 47,6 milhões de hectares, o equivalente a 47,3% da área agrícola colhida no país.

Por outro lado, as áreas colhidas de feijão e trigo recuaram 7,2% e 13,9%, respectivamente, em razão dos preços considerados pouco atrativos aos produtores no período de plantio.

Ranking do valor de produção

No ranking de valor de produção, os cinco principais produtos em 2025 foram soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão herbáceo (em caroço).

Na comparação com 2024, milho e cana-de-açúcar inverteram suas posições. Entre os cinco produtos, o valor de produção cresceu 21,1% para a soja, 38,9% para o milho, 3,6% para a cana-de-açúcar, 44,7% para o café e 29,5% para o algodão.

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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Mercado

Safra de algodão deve alcançar 4,1 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 16/09/2026
Escrito por Redação

Safra de algodão deve alcançar 4,1 milhões de toneladas na safra 2025/26

Clarisse Sousa – A safra de algodão deve alcançar aproximadamente 4,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026, com uma área plantada de 2 milhões de hectares, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgados nesta terça-feira, 15, durante Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

“O Brasil ampliou sua produção, conquistou espaço no mercado internacional e hoje ocupa uma posição estratégica no fornecimento mundial de algodão. Nosso desafio é continuar conquistando mercados, mas também criar condições para ampliar o consumo e a transformação dessa matéria-prima dentro do Brasil”, afirma o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.

A situação da indústria têxtil brasileira também esteve no centro das discussões. Entre janeiro e agosto de 2026, as importações de vestuário cresceram 50,3% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a produção têxtil apresentou retração de 1,9%, enquanto a produção de vestuário caiu 4,2%.

Já para o mercado externo, há perspectiva de novo recorde das exportações na próxima temporada. A estimativa aponta para uma produção de aproximadamente 4,2 milhões de toneladas, segundo informações da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), divulgadas durante a reunião.

Valorização das fibras naturais

A Abrapa apresentou uma proposta de construção de um Projeto de Lei voltado à valorização das fibras naturais e ao enfrentamento da poluição por microplásticos.

A iniciativa prevê a criação de uma contribuição incidente sobre a importação de produtos têxteis acabados produzidos com fibras sintéticas. A proposta busca estimular o uso de fibras naturais, como o algodão, e destinar os recursos arrecadados a ações de inovação, sustentabilidade, mitigação da poluição por microplásticos, rastreabilidade ambiental e modernização industrial.

“A intenção é aperfeiçoar a iniciativa e construir apoio para uma agenda que concilie competitividade da indústria brasileira, inovação e valorização das fibras naturais”, afirmou o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.

Mais espaço para o algodão

Apesar das boas perspectivas, o cenário exige atenção. Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, o Brasil permanece competitivo no mercado internacional, mas enfrenta desafios para o escoamento de uma safra elevada, em um cenário de compradores mais cautelosos e maior disputa pelos mercados.

A diversificação dos portos utilizados para os embarques, com destaque para o crescimento de Salvador como alternativa a Santos, também foi apontada como estratégica.

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Tecnologia

Timber Forest apresenta plantadeira e cabeçote da Ponsse na Lignum 2026

Por Redação 16/09/2026
Escrito por Redação

Timber Forest apresenta plantadeira e cabeçote da Ponsse na Lignum 2026

A Timber Forest, divisão florestal do Grupo Timber e representante oficial da Ponsse no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, participa da Lignum Latin America 2026, de 15 a 17 de setembro, em Pinhais (PR), com duas soluções da fabricante finlandesa: a Ponsse Buffalo Planter, voltada ao plantio florestal mecanizado, e o cabeçote Ponsse DH7, desenvolvido para operações de colheita de eucalipto.

Com a Buffalo Planter, a Ponsse passa a atuar também no plantio florestal mecanizado. Desenvolvida sobre a plataforma do forwarder Ponsse Buffalo, a máquina reúne preparo localizado do solo, plantio, irrigação e compactação das mudas em um único processo. Segundo a empresa, a solução busca aumentar a produtividade e a padronização do plantio, além de reduzir a necessidade de replantio.

Já o Ponsse DH7 foi desenvolvido para operações de colheita de eucalipto. O cabeçote combina capacidade de descascamento e estrutura voltada a operações florestais, além de recursos como os sistemas Opti 5G e OptiFeedControl, que, de acordo com a fabricante, contribuem para o processamento da madeira e a produtividade da operação.

A participação na feira também marca a ampliação da atuação da Timber Forest para diferentes etapas da operação florestal. O portfólio passa a contemplar soluções para implantação da floresta, colheita e transporte de madeira.

“A Lignum reúne os principais profissionais e empresas da cadeia florestal e representa uma excelente oportunidade para apresentarmos ao mercado essa nova fase da Timber Forest. Os lançamentos ampliam significativamente nosso portfólio e demonstram nosso compromisso de oferecer soluções cada vez mais completas para os clientes da região”, afirma Patrick Chiabotto, gerente comercial da Timber Forest.

Além dos lançamentos, a empresa apresenta equipamentos destinados ao corte, processamento e transporte de madeira, além da estrutura regional de atendimento, pós-venda e suporte técnico.

Lignum Latin America

A Lignum Latin America 2026 acontece de 15 a 17 de setembro, em Pinhais (PR), e integra a SIM – Semana Internacional da Madeira. A edição deste ano marca os 10 anos da feira, que reúne empresas e profissionais dos segmentos de manejo florestal, processamento da madeira, biomassa, energia, preservação e transformação da madeira.

Na edição de 2024, o evento recebeu mais de 12 mil visitantes de 21 estados brasileiros e 22 países, além de 165 expositores.

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ManutençãoTecnologia

IA e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo

Por Redação 15/09/2026
Escrito por Redação

IA e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo

O agro brasileiro vive uma transformação impulsionada pela digitalização das operações e pela evolução das máquinas agrícolas. A incorporação de recursos de agricultura de precisão, soluções de telemetria, conectividade, automação e inteligência artificial (IA) está criando novas oportunidades de carreira e exigindo um perfil profissional cada vez mais multidisciplinar, que reúne conhecimentos do campo e competências em tecnologia, análise de dados e eletrônica.

Esse movimento acontece em um momento de expansão do mercado de trabalho no setor. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o equivalente a 26,3% dos empregos do país. Em comparação com o ano anterior, foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, enquanto o número de profissionais com ensino superior cresceu 8,3% e o de trabalhadores com ensino médio, 4,2%.

“A transformação tecnológica está mudando o perfil das profissões no campo. O operador de máquinas deixou de ser apenas alguém que conduz o equipamento para se tornar um gestor das informações geradas durante a operação. Da mesma forma, o mecânico passou a trabalhar com softwares, sensores, módulos eletrônicos e sistemas conectados, além dos componentes mecânicos tradicionais. São profissionais que precisam unir conhecimento técnico e competências digitais”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.

Máquinas inteligentes exigem novas competências

As máquinas agrícolas evoluíram significativamente nos últimos anos e passaram a reunir recursos que auxiliam o produtor na tomada de decisões. Tecnologias como piloto automático, controle de seções, aplicação em taxa variável, telemetria e plataformas digitais de gestão permitem acompanhar, em tempo real, indicadores relacionados ao desempenho operacional, consumo de combustível, qualidade das operações e utilização dos equipamentos.

Mais recentemente, a IA passou a apoiar a análise de grandes volumes de dados para gerar recomendações que contribuem para aumentar a eficiência operacional e otimizar o uso dos recursos disponíveis na propriedade.

“Hoje, as máquinas são plataformas tecnológicas. Elas geram dados, se comunicam com outros sistemas e oferecem informações que ajudam o produtor a tomar decisões mais rápidas e assertivas. Para aproveitar todo esse potencial, é fundamental contar com profissionais preparados para interpretar essas informações, configurar os equipamentos e realizar a manutenção no menor tempo possível, garantindo alta disponibilidade das máquinas no campo”, destaca Kaminski.

Novas carreiras para um agro mais tecnológico

A digitalização do campo impulsiona o surgimento de profissões que, há poucos anos, praticamente não existiam no setor agropecuário. Segundo o estudo Profissões Emergentes na Era Digital, publicado pelo SENAI em parceria com a GIZ, entre os exemplos estão o cientista de dados agrícolas, responsável por analisar informações que apoiam a tomada de decisões; o engenheiro agrônomo digital, que alia conhecimentos agronômicos às tecnologias aplicadas ao campo; e o engenheiro de automação agrícola, que atua na integração de sistemas inteligentes ao longo das diferentes etapas da produção.

Também ganham espaço profissionais como o técnico em agricultura digital, que aplica ferramentas tecnológicas para otimizar as operações agrícolas e o técnico em agronegócio digital, voltado à utilização de soluções digitais na gestão da produção.

É o caso de Marlon Ferreira, engenheiro mecânico e especialista em máquinas agrícolas e agricultura de precisão da Massey Ferguson. Sua atuação integra tecnologia, operação e engenharia aplicada ao campo para transformar os dados gerados pelas máquinas em informações estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da eficiência das operações agrícolas. Seu trabalho envolve a calibração e otimização de equipamentos, análise do desempenho operacional, interpretação de dados de telemetria e treinamento de operadores e equipes técnicas.

Além da agricultura de precisão, Marlon desenvolve projetos de eficiência energética baseados em engenharia, diagnóstico técnico e análise de dados para reduzir o consumo de combustível e otimizar o aproveitamento energético dos equipamentos. A partir da avaliação das condições reais de operação das máquinas, são definidas estratégias que permitem utilizar melhor a energia disponível, mantendo a produtividade, a segurança mecânica e a confiabilidade dos equipamentos.

“Vejo que o futuro do agronegócio está na integração entre conhecimento técnico, tecnologia embarcada e tomada de decisão baseada em dados. Quando esses pilares trabalham em conjunto, é possível alcançar resultados expressivos em eficiência, sustentabilidade, produtividade e rentabilidade para o produtor”, afirma Marlon Ferreira.

A crescente demanda por profissionais especializados também tem aproximado fabricantes, instituições de ensino e entidades de capacitação para desenvolver programas voltados às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.

“O futuro do agronegócio será orientado por dados. As tecnologias continuarão evoluindo, mas o fator humano seguirá sendo decisivo. São as pessoas que transformam dados em decisões e fazem com que todo o potencial das máquinas seja convertido em produtividade, eficiência e sustentabilidade”, conclui Vitor Kaminski.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas

Por Redação 15/09/2026
Escrito por Redação

Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas

A produção de grãos na safra 2026/27 pode chegar a 366,6 milhões de toneladas. O resultado positivo projetado reflete uma maior área semeada, prevista em 85,3 milhões de hectares, o que compensa a ligeira perda esperada na produtividade média nacional das lavouras, que deve sair de 4.335 quilos por hectares em 2025/26 para 4.296 kg/ha no ciclo 2026/27.

Os dados fazem parte da 14ª edição das Perspectivas para a Agropecuária, publicada nesta terça-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB). O documento também traz a contribuição da agricultura e da pecuária brasileira para a regularidade do abastecimento interno e para a oferta de alimentos em quantidade, qualidade e diversidade adequadas.

A área de milho apresenta tendência de crescimento, enquanto que o potencial produtivo dependerá do calendário das condições climáticas a serem registradas durante o desenvolvimento da cultura. De acordo com a projeção da Conab, agricultores brasileiros deverão elevar pela segunda vez consecutiva a área semeada no primeiro ciclo do cereal, sendo destinados 4,54 milhões de hectares para a semeadura em 2026/27, incremento de 10,7% em relação à temporada 2025/26.

Com essa alta, a produção pode chegar a 32,1 milhões de toneladas, maior volume registrado nos últimos 13 anos. A área da segunda safra destinada ao grão também deve crescer em 3,7%, podendo chegar a 18,48 milhões de hectares, resultando em uma estimativa de produção de 113,2 milhões de toneladas. Já na terceira safra do cereal, a projeção de colheita é de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas, o que resulta em uma projeção da produção total de milho no ciclo 2026/27 em torno de 148 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em comparação ao ciclo 2025/26.

O maior interesse pelo grão é verificado em todas as regiões e acompanha o aumento na demanda interna pelo cereal, que se mantém aquecida impulsionada pela produção de rações, diante da expectativa de aumento da produção de aves e suínos, tanto neste ano como em 2027, e, principalmente, pelo crescimento da demanda da indústria de etanol de cereais. Além da alta no consumo doméstico, também é esperado uma maior procura do mercado internacional pelo grão brasileiro, com as exportações podendo chegar a 46 milhões de toneladas no ciclo 2026/27.

Soja

No caso da soja, a perspectiva para a safra de 2026/27 é de crescimento moderado da produção, combinado com um balanço de oferta e demanda mais ajustado. A área cultivada é estimada em 49,3 milhões de hectares, com ligeira expansão de 1,4% em relação à safra anterior, configurando o menor crescimento percentual dos últimos 20 anos.

A produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa deverá apresentar ligeira redução, em função da elevada base de comparação da safra 2025/26, além dos riscos climáticos associados ao próximo ciclo. Neste cenário, a projeção é que sejam colhidas 181,64 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

Já para o arroz, a definição da área do grão para o ciclo 2026/27 ocorre após um ciclo de forte redução da rentabilidade. O excedente formado na safra 2024/25 elevou a disponibilidade interna, pressionou as cotações ao longo da safra 2025/26 e reduziu o retorno econômico da cultura, criando um viés relevante de retração do plantio.

Houve recuperação dos preços a partir do fim de julho de 2026, contudo, a melhora não recompõe integralmente as margens, mas traz um novo ânimo para o plantio do grão, principalmente para algumas áreas de cultivo de arroz de segunda safra no centro do país.

Diante deste cenário, a área semeada para a cultura é projetada em 1,53 milhão de hectares em 2026/27, ligeiro aumento de 0,9% em relação à safra passada. Já a perspectiva de produção é de 10,76 milhões de toneladas, redução de 2,9% em relação à safra 2025/26, explicada sobretudo pela produtividade média nacional de 7.032 kg/ha, desempenho 3,7% menor que a safra anterior.

Outro importante grão para o consumo dos brasileiros, o feijão deve manter a produção em torno de 2,9 milhões de toneladas. De acordo com as análises da Conab, para a temporada projeta-se um leve aumento na área cultivada que tende a ser contrabalanceado pela expectativa de uma menor produtividade, decorrente principalmente do risco climático associado ao El Niño.

Para o algodão, a projeção da Conab é que a área semeada da fibra retome os patamares registrados no ano safra 2024/25, podendo chegar a 2,09 milhões de hectares, refletindo em uma produção de 4,2 milhões de toneladas apenas da pluma. A demanda externa seguirá como principal sustentação, enquanto o câmbio, a evolução do consumo mundial e as condições climáticas determinarão o comportamento dos preços e da rentabilidade.

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15/09/2026 0 Comentários
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