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Tecnologia

Novo trator leva eficiência a agricultores familiares do Norte do Brasil

Por Redação 22/05/2025
Escrito por Redação

Novo trator leva eficiência a agricultores familiares do Norte do Brasil

A cidade de Ji-Paraná finaliza os preparativos para mais uma edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada de 26 a 31 de maio. A feira, que é considerada a maior mostra agropecuária da Região Norte do País, já se transformou em uma importante vitrine de tecnologias e inovações para o agronegócio, a qual os produtores não deixam de participar para conferir as novas tendências e lançamentos do mercado. Entre as empresas com presença confirmada está a sul-coreana LS Tractor, que na oportunidade será representada pela concessionária Maquiparts.

“Esta é a nossa décima participação na feira, um evento muito estratégico para reforçar a presença da LS Tractor em um território onde o agro é pujante e diversificado. Rondônia tem um papel relevante na produção nacional de soja, café, milho, pecuária, piscicultura e cacau e o nosso portfólio atende muito bem o perfil da região com tratores versáteis e robustos para todas essas realidades”, destaca Ronaldo Machado Pereira, diretor comercial da Maquiparts.

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Para essa edição, a marca apresentará novidades que poderão ser vistas de perto pelos visitantes, com destaque para o novo trator MT2.27, solução ideal para a agricultura familiar. Com motor diesel de três cilindros, este é um trator de 25 cv de potência equipado com transmissão sincronizada 12×12 com reversor e TDP com acionamento eletro-hidráulico.

“Compacto e eficiente, uma grande solução para o pequeno produtor, este modelo foi projetado especialmente para produtores de café, hortaliças, frutas e agricultura familiar, com capacidade de levante de 820 kg, a maior da categoria”, destaca, Astor Kilpp, consultor de marketing do produto da LS Tractor.

Também estarão expostos na feira outros destaques da marca, como os modelos R65 e MT7.80. O R65 possui 65 cv, transmissão 16×16 sincronizada com super redutor-Creeper integrado gerando 32 opções de velocidade, é ideal para propriedades que demandam um trator para trafego em espaço reduzido, versatilidade, alto padrão de conforto operacional, baixo consumo de combustível e boa capacidade hidráulica de levante e no controle remoto de 02 válvulas.

Já o MT7.80 é um trator estreito de 80 cv e motor Perkins, o maior torque em sua categoria, 352Nm, 16% superior a concorrência, com mais força gera ergonomia no consumo de combustível e uma excelente performance na cafeicultura, fruticultura e cultivos adensados.

“Todos os modelos da LS Tractor contam com benefícios como a proteção eletrônica do motor, que garante a vida útil protegendo o motor em caso de elevação da temperatura e também de falhas na lubrificação como a queda da pressão do óleo, desligando o motor e opcional a telemetria para gestão da frota no campo, tecnologias que permitem mais controle e eficiência operacional da propriedade”, reforça o consultor.

Rondônia Rural Show 2025

Criada em 2012, a Rondônia Rural Show Internacional é realizada anualmente pelo Governo de Rondônia em Ji-Paraná e consolidou-se como a maior feira de agronegócio da Região Norte. Com foco em tecnologia, inovação e sustentabilidade, o evento reúne agricultores, empresários do setor, bancos, instituições de pesquisa e o público em geral para network, aprendizado e negócios. Em sua última edição, contou com mais de 650 expositores, recebeu 276 mil visitantes e movimentou R$ 4,4 bilhões em negócios.

A programação inclui vitrines tecnológicas, exposição de máquinas e animais, palestras, oficinas e demonstrações práticas. “Estamos atravessando um cenário desafiador no agro, mas seguimos acreditando na força da feira, que é uma vitrine para tecnologia, mas também um espaço de negócios efetivos, com forte presença de bancos e produtores prontos para investir”, finaliza Pereira.

 

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22/05/2025 0 Comentários
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AgroBrasília

AgroBrasília 2025 atrai mais de 18 mil visitantes no primeiro dia de feira

Por Redação 21/05/2025
Escrito por Redação

AgroBrasília 2025 atrai mais de 18 mil visitantes no primeiro dia de feira

A feira AgroBrasília 2025 recebeu 18.132 mil visitantes no primeiro dia do evento e 564 expositores no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (PAD-DF). A expectativa da organização é receber mais de 175 mil pessoas até o encerramento no sábado (24).

Promovida pela Coopa-DF, a AgroBrasília é uma das principais vitrines de tecnologia e inovação para o agronegócio brasileiro. A programação inclui estandes de empresas e instituições de pesquisa, painéis técnicos, test-drives de veículos, espaço gastronômico com produtos de agricultores locais, além de atividades voltadas à agricultura familiar, pecuária de precisão, sustentabilidade e inclusão de mulheres no campo.

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Um dos destaques do primeiro dia foi a visita de uma comitiva com 40 ministros da Agricultura de países africanos, liderada pela vice-primeira-ministra de Essuatíni, senadora Thulisile Dladla. Os representantes visitaram o Ambiente de Inovação e Tecnologia – AiTec e Embrapa.

O presidente da Coopa-DF e da AgroBrasília, José Guilherme Brenner explica que visitas como essa trazem troca e aprendizado. “Essa visita dos ministros da agricultura da África na AgroBrasília é muito importante por podermos apresentar uma série de tecnologias disponíveis para ambientes tropicais”, afirmou o presidente da AgroBrasília, José Guilherme Brenner.

O ministro da Agricultura de Essuatíni, Mandla Tshawuka, destacou a qualidade da produção brasileira. “A visita à Embrapa nos mostrou o potencial da agricultura familiar e da inovação aplicada à produção em larga escala. Queremos adaptar essas soluções à realidade de nosso país”, disse.

O ministro da agricultura de Essuatíni, Mandla Tshawuka, falou à Feira AgroBrasília sobre a participação da delegação africana, sendo ele a segunda figura de maior autoridade da comitiva, que é chefiada pela vice-primeira-ministra, a senadora Thulisile Dladla. Tshawuka destacou a conexão e proximidade entre o clima e a agricultura do Brasil e de Essuatíni, bem como a troca de conhecimento entre intercontinental.

“Tivemos o privilégio de visitar a Embrapa, onde estava sendo realizada uma Feira Agrícola. Durante o trajeto, ficamos encantados com as vastas extensões de terras cultivadas – um testemunho da produção agrícola de larga escala e bem coordenada do Brasil. As conquistas da instituição são verdadeiramente notáveis, e estamos ansiosos para explorar como inovações semelhantes podem ser adaptadas à realidade de Eswatini – em especial iniciativas como a agricultura familiar”, ressaltou Tshawuka.

 

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21/05/2025 0 Comentários
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Curiosidade

Própolis de abelha nativa da Amazônia cicatriza feridas e reduz inflamação

Por Redação 21/05/2025
Escrito por Redação
Própolis de abelha nativa da Amazônia cicatriza feridas e reduz inflamação

O creme à base de própolis se destacou por apresentar menor resposta inflamatória e uma regeneração dos tecidos com melhor qualidade em comparação a uma pomada comercial// Fotos: Vinícius Braga

Um novo estudo conduzido por cientistas da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) identificou propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias em um creme formulado com própolis produzida por abelhas sem ferrão nativas da Amazônia. A substância foi extraída da espécie Scaptotrigona aff. postica, conhecida como abelha-canudo, e testada em cobaias de laboratório com resultados comparáveis aos de pomada cicatrizante disponível no mercado.

Além da eficácia na recuperação dos ferimentos, o creme à base de própolis se destacou por apresentar menor resposta inflamatória e uma regeneração dos tecidos com melhor qualidade em comparação a uma pomada comercial. A pesquisa sugere um novo potencial farmacêutico para um bioproduto tradicionalmente usado por populações humanas desde a Antiguidade.

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Os resultados foram divulgados no artigo Healing Activity of Propolis of Stingless Bee (Scaptotrigona aff. postica), Reared in Monoculture of Açaí (Euterpe oleracea) publicado na revista científica Molecules. A pesquisa é fruto de um esforço conjunto de instituições científicas da Região Norte para valorizar produtos naturais da biodiversidade amazônica.

Participação do açaí na cicatrização

A abelha-canudo vem sendo estudada pela sua eficiência na polinização do açaizeiro. O artigo foi um desdobramento de uma pesquisa que avaliava a frequência desse inseto nativo nas flores de açaí. “Como ela produz bastante própolis, foi levantada a questão da possível influência do ambiente de açaizeiros na qualidade desse produto”, conta o professor da UFPA Nilton Muto, um dos autores da publicação.

A própolis é resultado da combinação de substâncias derivadas de resinas vegetais e pólens, coletadas pelas abelhas no ambiente, combinada cera que elas próprias produzem. Embora não tenha sido determinado pelas análises a origem das substâncias da própolis pesquisada, os autores acreditam que o ambiente de cultivo de açaí onde as colmeias foram instaladas contribuiu para dar uniformidade à sua composição química. “A palmeira do açaí (Euterpe oleracea) é altamente valorizada por suas elevadas concentrações de compostos fenólicos e antocianinas, que possuem significativa capacidade antioxidante”, afirmam os autores.

As análises químicas realizadas na própolis da abelha-canudo coletada em ambiente de cultivo de açaí apresentaram uma boa concentração de compostos bioativos. Essas substâncias são reconhecidas por ter um papel importante na promoção e manutenção da saúde humana. A presença de compostos fenólicos, por exemplo, excederam em mais de 20 vezes a quantidade mínima estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para determinar a qualidade da própolis. Já a classe dos flavonoides superou em quase quatro vezes o índice mínimo estabelecido pela mesma regulamentação.

“Não basta dizer o milagre. É preciso também dar o nome do santo”, brinca o professor ao referir as relações entre a composição da própolis estudada e os resultados que o creme dessa substância obteve na cicatrização dos ferimentos. Na análise macroscópica, a olho nu, tanto o creme à base de própolis da abelha-canudo quanto a pomada de uso comercial tiveram desempenho semelhante, diminuindo o tamanho do ferimento. Ao analisar com microscópio os tecidos, no entanto, os pesquisadores encontraram diferenças significativas.

“Observamos uma recuperação mais rápida de fibras colágenas tipo 1 e tipo 3 e na redução da inflamação no tratamento envolvendo a própolis”, afirma Muto. Ele explica que essas fibras são importantes porque fornecem suporte ao tecido que está regenerando, enquanto um menor processo inflamatório também facilita a cicatrização. Essas vantagens são atribuídas pelos pesquisadores à presença dos compostos bioativos encontrados na própolis da abelha-canudo.

Até o momento nenhum creme à base de própolis com origem em cultivo de açaí havia sido descrito. Um biofármaco assim também oferece como benefício menor possibilidade de efeitos colaterais, nível reduzido de resíduos químicos e quantidade mínima de conservantes.

Atividades integradas

As propriedades medicinais da própolis são conhecidas pelas populações humanas desde a Antiguidade. Ela é um bioproduto versátil, com aplicações na farmacologia, medicina, cosmetologia e indústria alimentícia. Para as abelhas, a própolis tem função de proteção da colmeia, cobrindo frestas e isolando o ambiente. Por ter propriedades antimicrobianas, a própolis também protege a colmeia contra doenças. Quando há invasão de algum inseto, e não pode ser retirado depois de morto, elas o cobrem com própolis, para evitar a proliferação de microrganismos.

Diferentemente de outras abelhas nativas da Amazônia, como a uruçu-amarela e a uruçu-cinzenta, a abelha-canudo não inclui barro na formulação de sua própolis. “Isso confere um produto livre de contaminantes que podem ser trazidos pelo solo”, explica o pesquisador da Embrapa Daniel Santiago, um dos autores do artigo.

Pesquisas anteriores verificaram que a abelha-canudo é uma eficiente polinizadora do açaí, devido ao seu pequeno porte e ao fato de visitar tanto as flores masculinas quanto as femininas. Com a expansão dos cultivos de açaí, os produtores têm buscado instalar caixas de abelhas sem ferrão em suas áreas para a polinização dirigida e aumento da produtividade.

Dessa forma, segundo Santiago, a cadeia produtiva do açaí tem incentivado a meliponicultura, como é chamada a criação de abelhas sem ferrão. “Nesse contexto surge a questão de identificar novos produtos relacionados a essa atividade. E a abelha-canudo tem como característica de seu comportamento uma maior produção de própolis, quando comparada às demais abelhas nativas da região”, explica o pesquisador sobre a motivação do estudo.

No experimento realizado, foram instaladas caixas com abelhas-canudo em meio a um raio de cerca de 450 metros de plantios de açaí. “Observamos que o voo das abelhas para buscar alimentos era de até 300 metros. Por isso, podemos deduzir que houve uma influência desse ambiente na produção da própolis”, afirma Santiago.

À medida que as pesquisas sobre o sistema de manejo para polinização do açaizeiro como serviço avançam, de acordo com Santiago, as potencialidades de novos produtos são identificadas e isso demanda novos estudos. “No caso do própolis da abelha-canudo, para dar escala a esse produto teríamos de identificar os indivíduos mais aptos para essa atividade e as formas de manejo mais adequadas”, exemplifica o pesquisador. E como a produção de própolis em cada colmeia é pequena, seriam necessários muitos produtores para alcançar as quantidades suficientes para dar viabilidade comercial ao produto.

Outro produto da abelha-canudo que vem sendo estudado é o pólen, que elas coletam, processam e transformam num alimento rico em aminoácidos. O mel, no entanto, ainda não é produzido pela abelha-canudo em quantidade atrativa para a comercialização, mas apresenta diferenciais frente aos méis disponíveis no mercado.

Biodiversidade da Amazônia no foco da pesquisa

Os estudos sobre as potencialidades da própolis compõem as linhas de pesquisa com abelhas nativas da Embrapa Amazônia Oriental em parceria com a academia. No Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia, ligado ao Parque de Ciência e Tecnologia Guamá e à Universidade Federal do Pará (UFPA), alunos e professores investigam as possibilidades de novos produtos a partir da biodiversidade da região, enquanto em propriedades de agricultores e na Embrapa é estudado o manejo de abelhas, nativas e africanizadas, sua relação com a polinização de cultivos e fornecimento de bioprodutos. A investigação sobre a própolis foi um dos temas trabalhados pelo projeto Agrobio, financiado pelo Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025
Mercado

Valor bruto da produção da agropecuária é estimado em R$ 1,53 trilhão, diz CNA

Por Redação 21/05/2025
Escrito por Redação

Valor bruto da agropecuária é estimado em R$ 1,53 trilhão, segundo a CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou a estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária em 2025, que deve atingir R$ 1,53 trilhão.

O valor representa um crescimento de 13,1% em relação ao registrado em 2024. O VBP previsto para a agricultura é de R$ 1,0 trilhão, com destaque para a soja (+10,1%), milho (+35,4%), café arábica e o robusta, com altas estimadas no VBP de 63,7% e 93,4%, respectivamente.

Já o faturamento da pecuária será de R$ 520,4 bilhões. Dentro do subgrupo, os destaques de alta são os ovos (+22,9%) e a carne bovina (19,5%).

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país.

 

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Mercado

Produção de soja deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, aponta Abiove

Por Redação 20/05/2025
Escrito por Redação

Produção de soja deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, aponta Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou suas projeções sobre o desempenho do Complexo da Soja para 2025. Os dados demonstram variações pequenas em alguns números, mas mantém a previsão de um novo recorde para o setor. A produção de soja cresceu 0,1% em comparação com as últimas estimativas, devendo alcançar 169,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá se manter, chegando a 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permanecerá estável, atingindo 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

No cenário das exportações, os números também seguem otimistas. A expectativa é que o Brasil exporte 108,2 milhões de toneladas de soja em grãos, um recuo de 0,3% em comparação com as últimas projeções.

O farelo e o óleo de soja devem se manter em 23,6 milhões de toneladas e 1,4 milhão de toneladas, respectivamente.. Além disso, as importações de óleo de soja devem se manter estáveis em 100 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para complementar a oferta no mercado interno.

Mês a mês

Em contraste com o mês de fevereiro, o processamento do mês de março foi de 4,67 milhões de toneladas, representando um aumento expressivo de 29,7% e uma queda de 6,8% em relação a março de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral. No acumulado do ano, o processamento foi de 11,65 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% quando comparado ao mesmo período de 2024.

Evolução de preços

O óleo de soja refinado registrou, em abril, o quarto mês consecutivo de queda nos preços, acumulando uma variação de -5,70% desde o início do ano. Em janeiro, essa redução já havia começado com recuo de -0,87%, segundo dados oficiais.

Esse movimento ocorre em um momento em que a discussão sobre os impactos da política de biodiesel no mercado de alimentos voltou à tona. No início do ano, a decisão de não avançar do B14 para o B15 foi atribuída à preocupação com uma possível pressão sobre os preços do óleo de soja. Mas os dados de mercado contam outra história.

Mesmo com a produção de biodiesel crescendo, alta de 8,2% no primeiro trimestre e de 10,1% em março de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o preço do óleo refinado seguiu em trajetória de queda. Ressaltamos que, inclusive, houve queda sistemática desde dez/2024 e que os preços do biodiesel saíram de R$ 6,50/litro para cerca de R$ 5,00/litro (com PIS e Cofins e sem ICMS), de acordo com a ANP. Isso reforça que o biodiesel não teve papel relevante em qualquer movimento inflacionário no setor.

O avanço gradual da mistura segue sendo uma medida alinhada aos compromissos de descarbonização e reforça a importância de decisões baseadas em dados concretos e na previsibilidade regulatória.

 

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Mercado

Exportação de carne de frango é suspensa para 20 países, informa Mapa

Por Redação 20/05/2025
Escrito por Redação

Exportação de carne de frango é suspensa para 20 países, informa Mapa

Clarisse Sousa – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19), a suspensão da exportação de carne de frango por 20 países. Países como México, Coreia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malásia e Argentina manifestaram pela suspensão da importação da carne de aves de todo o Brasil.

Já para China, União Europeia, África do Sul, Rússia, Peru, República Dominicana, Bolívia, Marrocos, Paquistão e Sri Lanka a suspensão para todo o território nacional foi aplicada em atendimento aos requisitos sanitários em protocolos assinados com esses países parceiros.

De forma regionalizada, Reino Unido, Cuba e Bahrein suspenderam o estado do Rio Grande do Sul. Diversos outros países aplicam a restrição apenas à área afetada, o que, neste caso, não gera impactos comerciais, já que não há estabelecimentos exportadores localizados no raio do foco.

O Mapa ressalta que essa lista é dinâmica e é revisada diariamente, tendo em vista as tratativas em curso com os países parceiros, nas quais são apresentadas todas as ações que estão sendo executadas para erradicar o foco.

“Transparência no enfrentamento da gripe aviária”

Na ocasião, Fávaro reafirmou o compromisso do Brasil com a transparência e a robustez de seu sistema sanitário diante da identificação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em matrizeiro de aves comerciais. O ministro destacou o empenho do governo federal na contenção dos casos e na preservação da credibilidade das exportações brasileiras de produtos avícolas.

“A força do sistema e a transparência nos procedimentos nos credenciam a buscar a regionalização dos casos junto aos nossos parceiros comerciais. Quando conseguimos demonstrar que o foco foi contido na região onde se originou, temos um ativo de convencimento para propor protocolos que evitem o fechamento total das exportações”, afirmou Fávaro.

O ministro explicou que conter o foco é um passo essencial para que os países importadores considerem a adoção de protocolos regionalizados, evitando embargos nacionais. “Foi assim na França, foi assim nos Estados Unidos. Se conseguirmos mostrar que o sistema brasileiro é robusto e capaz de conter o vírus onde ele surgiu, é possível que os parceiros adotem o protocolo regionalizado”, completou.

Saiba mais: 

Mapa confirma 1º caso de gripe aviária em granja comercial no país

 

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Feiras & Eventos

Agritech apresenta tecnologias para a cafeicultura na Expocafé 2025

Por Redação 19/05/2025
Escrito por Redação

Agritech apresenta tecnologias para a cafeicultura na Expocafé 2025

A Agritech marcará presença na Expocafé 2025, principal feira do agronegócio voltada à cafeicultura no Brasil, que será realizada de 27 a 29 de maio, em Três Pontas (MG). A empresa apresentará seus mais recentes destaques para o setor cafeeiro, incluindo o trator 1155 Super Estreito e os modelos da linha Cafeeiro: 1160, 1185, AGT 25 e AGT 75. Desenvolvidos para atender às demandas específicas das lavouras de café, os equipamentos prometem alto desempenho em diferentes condições de trabalho, desde operações em espaços reduzidos até atividades mais robustas no campo.

O trator 1155, por exemplo, é ideal para diversos tipos de plantio e oferece versões com larguras externas de 1,18; 1,35; e 1,43 metros. Já os modelos 1160, AGT-75 e 1185 são os mais completos do mercado: “possuem câmbio com reversor, com 24 velocidades a frente e 24 à ré, tomada de força econômica, tomada de força proporcional, redutor de velocidade, comando duplo e válvula de fluxo contínuo ideal para todas as operações exigidas na lavoura de café. E não podemos deixar de falar do AGT-25, um trator 4×4 de 25 cv ideal para pequenas lavouras, atendendo todos os tipos de operações”, explica o gerente de Vendas/Marketing da Agritech, César Roberto Guimarães de Oliveira.

A tecnologia embarcada nos modelos da Agritech tem se mostrado um diferencial estratégico para impulsionar a produtividade na cafeicultura. Segundo Oliveira, um dos principais benefícios desse investimento é a redução nos custos da colheita, etapa que representa uma das maiores despesas para o produtor rural.

“Ao apostar na mecanização e em soluções tecnológicas, o cafeicultor não apenas ganha em agilidade, como também consegue diminuir o custo de produção por saca, tornando a atividade mais competitiva e sustentável”, destaca o gerente de Vendas/Marketing da Agritech.

Cenário positivo para o mercado de café

A produção de café no Brasil deve crescer 2,7% na safra de 2025, em comparação com o volume registrado no ano anterior. Com isso, a estimativa é de uma colheita de 55,7 milhões de sacas, de acordo com o 2º Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este cenário, na avaliação de Oliveira, é de otimismo.

“Ainda aguardamos definições sobre o Plano Safra 2025/26 e seguimos atentos às preocupações com os juros elevados e à necessidade de mais proteção para os produtores rurais, especialmente os de pequeno e médio porte. Mesmo assim, com a expectativa positiva apontada pela Conab, entendemos que nossa presença nesta edição da Expocafé será bastante estratégica”, conclui o gerente de Vendas/Marketing da Agritech.

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Reportagem especialTecnologia

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Por Redação 19/05/2025
Escrito por Redação

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Ana Machado (fotos: divulgação) – A Agricultura de Precisão (AP), especialmente a automação, vem transformando profundamente a operação de máquinas agrícolas no Brasil e no mundo. Se antigamente o agricultor dependia apenas da sua experiência para tomar decisões, já faz algum tempo, ele pode contar com uma série de tecnologias de ponta, tais como GPS, mapeamento de solo, drones, sensores, robótica, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (IA). A revolução digital alçou as máquinas agrícolas a uma nova fase. A modernidade trouxe o gerenciamento em tempo real das variabilidades espaciais e temporais das lavouras, proporcionando impactos positivos do plantio à colheita.

De acordo com a GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação, “assim como a revolução industrial mecanizou a produção em larga escala, a automação está modernizando o campo, tornando-o mais produtivo, sustentável e conectado”. A GS1 Brasil tem acompanhado essa transformação desde 2019, por meio de uma pesquisa detalhada sobre as inovações no mercado agrícola, criando um importante mapeamento do avanço tecnológico em diversas etapas da produção, como análise e preparo do solo, plantio, manejo, irrigação, colheita, criação e alimentação animal.

Segundo os dados mais recentes do Índice Agrotech, criado pela entidade, quatro em cada dez fazendas planejam investir em automação nos próximos anos, com foco principalmente na integração de sistemas, softwares de gestão e aquisição de equipamentos mais modernos.

“Um grande desafio é pensar não apenas na quantidade de máquinas no campo, mas em como elas estão sendo utilizadas. Temos extraído muitos dados por meio de tecnologias embarcadas, mas o que estamos fazendo com eles? Vários grupos de pesquisa estão dedicados a estudar maneiras de usar esses dados da melhor forma para transformá-los em informações relevantes”, explica Rafael Sobroza Becker, professor adjunto dos cursos de Agronomia e Engenharia Agrícola da Universidade de Santa Cruz do Sul.

A fala de Becker é legítima no universo do big data: com tantos dados disponíveis, como organizar tudo para que as informações sejam compreendidas de forma ágil e eficiente? A partir desse questionamento, um grupo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) elaborou um verdadeiro dossiê sobre o uso de “Inteligência artificial na pesquisa agrícola”, publicado na metade do ano passado na Revista USP.

“As características dos processos agrícolas, sua abrangência, a complexidade natural dos aspectos biológicos, climáticos e de solo, ambientais e de sustentabilidade, a diversidade de perfis de produtores, as instabilidades de mercado – do local ao global –, entre outros fatores, requerem ferramentas adequadas para permitir seu entendimento e a tomada de decisões bem-informada, muito mais do que ocorre hoje”, destacam os pesquisadores.

Segundo eles, “a inteligência artificial desempenhará um papel cada vez mais importante na agricultura, integrada com outras tecnologias como IoT, e poderá proporcionar insights mais profundos, possibilitando decisões mais precisas e informadas no campo e ao longo das cadeias produtivas, tornando a agricultura mais inteligente e sustentável”

8 importantes avanços tecnológicos aplicados às máquinas agrícolas:

1. Operações autônomas com IA

Há diversos modelos de tratores, colheitadeiras e pulverizadores autônomos, com sistemas GPS, sensores e inteligência artificial, que permitem uma navegação precisa e sem necessidade de uma pessoa para a operação. Seus grandes benefícios são a possibilidade de executar rotas otimizadas para economizar tempo e combustível, além de funcionarem de forma ininterrupta, inclusive à noite ou em condições adversas.

2. Monitoramento e controle remoto

Por meio de telemetria e conectividade (como IoT), é possível monitorar em tempo real o desempenho das máquinas, diagnosticar falhas à distância e ajustar operações remotamente, como a velocidade e a profundidade de plantio. Trata-se de um importante ganho na manutenção preditiva e, consequentemente, na redução de paradas inesperadas.

3. Tomada de decisão baseada em dados

Sensores e softwares embarcados analisam variáveis como umidade do solo, tipo de cultura e níveis de nutrientes para que as máquinas possam aplicar insumos com precisão e evitar desperdícios, reduzindo tanto os custos quanto o impacto ambiental.

4. Integração com plataformas digitais

As máquinas agrícolas estão conectadas a plataformas de gestão que integram dados de toda a fazenda, facilitam o planejamento e a análise de safras e automatizam o agendamento das operações.

5. Pulverização seletiva com visão computacional

Câmeras e IA identificam exatamente onde há plantas daninhas e aplicam herbicidas somente onde é necessário, o que reduz em até 90% o uso de defensivos agrícolas.

6. Conectividade e IoT no campo

Já existe uma integração total entre máquinas, sensores e plataformas em nuvem. Essas máquinas trocam informações entre si por meio de redes privadas de internet e permitem o controle em tempo real das operações.

7. Plantio de alta precisão com mapas de prescrição

Máquinas agrícolas passaram a usar mapas georreferenciados para aplicar sementes em densidade ideal por zona de manejo. Dessa forma, sensores monitoram o plantio linha a linha e permitem o melhor uso do potencial produtivo do solo.

8. Inteligência Artificial para previsão e decisão

Algoritmos processam dados de clima, solo e produtividade e as máquinas são orientadas a executar tarefas no melhor momento e local. A partir disso, a IA aprende com dados operacionais e otimiza rotas, velocidade e uso de insumos.

Máquinas conectadas: mais ganhos em produtividade e rentabilidade

Pulverização por meio de drones

Os drones da XAG, do grupo Timber, possuem vários diferenciais que os destacam no mercado de automação e agricultura de precisão. Eles são equipados com câmeras multiespectrais e sensores avançados que permitem o monitoramento detalhado das lavouras, ajudando na detecção de pragas, doenças e deficiências nutricionais.

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Além disso, eles oferecem sistemas de pulverização precisos, com controle de vazão e alcance, garantindo uma aplicação uniforme de defensivos e fertilizantes, o que reduz desperdícios e impactos ambientais.

Outros pontos de destaque são a alta autonomia de voo, com sistemas de navegação inteligentes que facilitam o mapeamento e a cobertura de grandes áreas de forma rápida e segura, mesmo em terrenos complexos.

Sistemas de acionamento e controle hidráulico

Tecnologias de ponta também estão sendo aplicadas aos sistemas de controle das máquinas agrícolas. A Bucher Hydraulics, por exemplo, fornece uma gama de soluções hidráulicas para tratores, colheitadeiras, misturadores e demais equipamentos de grande porte voltados ao campo.

As soluções incluem componentes hidráulicos de alta performance, como bombas, motores, válvulas e atuadores, projetados para melhorar a precisão e a confiabilidade das operações agrícolas, além de proporcionarem maior eficiência energética.

O motor de engrenagem QXM-Móbil, que oferece alto desempenho e durabilidade para aplicações agrícolas, está entre os produtos de destaque da marca.

Automação da lavoura em tempo real

Em seu portfólio de soluções em automação e serviços de agricultura de precisão, um dos destaques da Jacto é o pulverizador autônomo Arbus 4000 JAV, que utiliza uma série de tecnologias para navegação autônoma e monitoramento do ambiente. A marca conta ainda com outros produtos, como piloto automático, controle automático de seções, controle de dose de aplicação, repetidor de operações e telemetria, além da plantadeira com controle de taxa de sementes.

A plataforma EKOS, desenvolvida pela área de serviços digitais da empresa, integra essas soluções e permite o gerenciamento das operações da fazenda com transmissão online de dados, promovendo ganhos em eficiência, economia de insumos e produtividade.

Outra solução que merece destaque são as armadilhas eletrônicas do sistema MIIP (Monitoramento Integrado Inteligente de Pragas), que também utilizam IA e IoT para monitorar pragas remotamente, o que reduz o uso de defensivos e consequentemente os custos, bem como aumenta a sustentabilidade das operações.

Dispositivos inteligentes do plantio até a colheita

Outra marca que tem despontado na automação e agricultura de precisão é a Kuhn, que oferece uma gama de máquinas e implementos agrícolas com esse objetivo, como as semeadoras e plantadeiras equipadas com sistemas de dosagem de alta precisão, que garantem uma distribuição uniforme e reduz desperdícios.

As colheitadeiras da empresa também possuem tecnologia avançada, com ajustes automáticos e monitoramento para maximizar a eficiência na hora da colheita, com sistemas de GPS e sensores que auxiliam na gestão dos equipamentos e na tomada de decisões em tempo real.

Automação impulsiona os avanços da agricultura de precisão no campo

Vale lembrar que a Kuhn possui experiência em máquinas robóticas, como comprova o misturador totalmente autônomo e autopropelido Aura, destinado a operações na pecuária. Por enquanto, o modelo está disponível apenas na França e funciona com motor de 65 CV e uma gama completa de funções para alimentar rebanhos, desde o carregamento dos insumos, pesagem, mistura e distribuição até o retrocesso da forragem e a elaboração de relatórios sobre as tarefas concluídas.

Nos testes feitos em uma fazenda local, os resultados apontaram que o robô Aura possibilitou menos sobras de silagem de milho e menos competição no cocho entre os diferentes animais do rebanho, além de uma redução de 80% nos custos veterinários devido a menos corpos estranhos na ração.

Tendência: fazendas superconectadas

Um dos maiores players do agronegócio brasileiro, o grupo SLC Agrícola, criou há cinco anos o seu Centro de Inteligência Agrícola (CIA), no qual eles investiram mais de R$ 12 milhões ao longo de 2024 para impulsionar a inovação em suas 23 fazendas.

Trata-se de um ambiente digital que integra sistemas de gestão, automação e ferramentas de agricultura de precisão, com o objetivo de otimizar a produção agrícola, tornando-a mais eficiente, econômica e sustentável.

Com o apoio de 15 técnicos especializados, o CIA realiza um trabalho diário de monitoramento e análise de dados, para tomar decisões mais assertivas e garantir maior controle sobre variáveis como práticas agronômicas, condições climáticas e otimização de insumos.

“Ao aplicar tecnologias como sensores em máquinas pulverizadoras, sensores remotos via satélite e apontamentos digitais para a gestão de pragas, conseguimos, por exemplo, realizar a aplicação de fertilizantes e defensivos com maior precisão, evitando desperdícios e reduzindo impactos ambientais. Além disso, na safra 2023/24, essas inovações nos ajudaram a deixar de utilizar 28.948 m³ de água e 48 toneladas de embalagens de defensivos”, aponta o trecho do mais recente Relatório de Sustentabilidade divulgado pelo grupo.

Protagonismo brasileiro na Agricultura de Precisão

O apetite dos produtores brasileiros por tecnologias agrícolas inovadoras permitiu um marco histórico: pela primeira vez, o país sediará a Conferência Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA, na sigla em inglês), nunca realizado fora da América do Norte.

O evento está programado para julho do ano que vem, em Porto Alegre (RS), e será realizado de forma conjunta ao Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP), promovido pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP).

Segundo Marcio Albuquerque, novo presidente AsBraAP, a realização simultânea dos eventos oferece uma oportunidade ímpar para a troca de conhecimentos entre pesquisadores, acadêmicos, consultores e empresas de diversas partes do mundo. “Essa confluência de expertise internacional e local tem o potencial de disseminar ainda mais o uso práticas de agricultura de precisão e digital no Brasil e América Latina, alinhando o país às tendências globais e fortalecendo sua posição como líder na produção agrícola sustentável”, enfatiza.

 

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19/05/2025 0 Comentários
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Mercado

Mapa confirma 1º caso de gripe aviária em granja comercial no país

Por Redação 16/05/2025
Escrito por Redação
Ministério da Agricultura confirma 1º caso de gripe aviária em granja no país

Produção de frango para corte. Toledo 06-2021. Foto: Ari Dias/AEN

Clarisse Sousa – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (15) que foi identificado um caso de gripe aviária em um criadouro de aves comerciais no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Esse é o primeiro caso de gripe aviária detectado em uma criação comercial de aves no Brasil. Desde 2006, o vírus tem circulado principalmente na Ásia, na África e no norte da Europa.

O Mapa reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango nem de ovos. Ou seja, os produtos inspecionados continuam sendo seguros para a população, sem nenhuma restrição para o consumo. O risco de contaminação em humanos é baixo e, geralmente, está ligado a pessoas que têm contato direto e frequente com aves doentes, vivas ou mortas.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

Em entrevista à Globonews nesta sexta-feira (16), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que “é fundamental que a gente esclareça que não há risco de contaminação para as pessoas ao consumirem carne de frango ou ovos. Podem consumir com total segurança”, explicou.

“Vale lembrar que ninguém consome carne de frango crua, nem ovos crus com frequência, até porque isso já pode trazer risco de outras doenças, como a salmonela. E o processo de cozimento elimina completamente o vírus da gripe aviária. Portanto, as donas de casa, os consumidores em geral, podem continuar consumindo esses produtos com tranquilidade. Eles passam por fiscalização rigorosa e têm o selo de qualidade do Ministério da Agricultura”, completou o ministro à Globonews. 

Fávaro afirmou também que “o risco de contaminação em humanos existe apenas em casos específicos: para quem lida diretamente com as aves, como tratadores que estão em contato diário com os animais, ou profissionais responsáveis por recolher carcaças de aves que morreram infectadas. Para essas situações, já existe um protocolo de segurança bem definido.”

Segundo o Mapa, as medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente debelar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população.

Nos últimos anos, para prevenir a entrada dessa doença no sistema de avicultura comercial brasileiro, várias ações vêm sendo adotadas, como o monitoramento de aves silvestres, a vigilância epidemiológica na avicultura comercial e de subsistência, o treinamento constante de técnicos dos serviços veterinários oficiais e privados, ações de educação sanitária e a implementação de atividades de vigilância nos pontos de entrada de animais e seus produtos no Brasil.

China interrompe importação de frango do Brasil

Diante da confirmação do primeiro caso de gripe aviária no país, a China suspendeu a compra carne de frango e outros produtos avícolas de todo o Brasil por 60 dias. Durante a entrevista à Globonews, o ministro Fávaro confirmou que alguns países estão adotando algum tipo de restrição – “o que é natural em casos como esse”, afirmou. 

Ele lembrou que o Brasil conseguiu evitar que vírus da gripe aviária chegasse à avicultura comercial, mesmo depois do primeiro caso registrado em aves silvestres, no Espírito Santo, há cerca de dois anos. “Desde então, intensificamos as negociações e ajustes de protocolos sanitários com nossos principais parceiros comerciais”, disse.

O Reino Unido, Japão, os Emirados Árabes, a Argentina e Arábia Saudita limitaram a suspensão à região afetada, no Rio Grande do Sul. Já com a China, segundo o ministro, como ainda não terminou o processo de ajuste no protocolo sanitário, “a suspensão acabou sendo nacional”.

“O protocolo prevê que, com a declaração de status sanitário de emergência, a suspensão dure 60 dias. Mas é importante destacar que o ciclo do foco da gripe aviária costuma durar, no máximo, 28 dias. Se conseguirmos conter bem a região afetada — no caso, Montenegro, no Rio Grande do Sul — e se mantivermos total transparência nas ações, a expectativa é de que tudo se normalize rapidamente.”

Fávaro destacou que é possível, inclusive, que o fluxo comercial com a China e outros países seja restabelecido antes mesmo desses 60 dias.

 

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16/05/2025 0 Comentários
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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Brasil deve colher safra recorde de 332,9 milhões de toneladas de grãos

Por Redação 15/05/2025
Escrito por Redação

safra recorde de grãos está estimada em 332,9 milhões de toneladas

A produção de grãos no país na safra 2024/25 tende a registrar um aumento de 35,4 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, e deve chegar a 332,9 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, configura um novo recorde para a série histórica da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A área cultivada também deve crescer em torno de 2,2%, estimada em 81,7 milhões de hectares, assim como a produtividade média das lavouras, que tende a apresentar uma recuperação de 9,5% projetada em 4.074 quilos por hectare. Os dados estão no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 publicado nesta quinta-feira (15) pela Companhia.

Dentre os produtos cultivados, a soja se destaca com a estimativa de um volume a ser colhido de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do país. A colheita da oleaginosa já chega a 98,5% da área semeada, sendo que nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins os trabalhos já foram concluídos.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, as produtividades alcançadas foram recordes da série histórica da Conab. Esses ótimos rendimentos foram reflexo de condições climáticas favoráveis e do alto grau de profissionalismo dos produtores.

Outra cultura importante na safra brasileira, o milho tem produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023/24. A 1ª safra do grão tem a colheita finalizada em 77,6% da área semeada, com estimativa de produção em 24,7 milhões de toneladas. Já a 2ª safra do cereal apresenta a semeadura concluída.

A Conab espera uma produção em torno de 99,8 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras vêm favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e enchimento de grãos.

No caso do arroz, importante produto na alimentação dos brasileiros, a expectativa é de uma produção de 12,1 milhões de toneladas, incremento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O bom resultado é reflexo de uma maior área semeada, atingindo 1,7 milhão de hectares, combinado com uma melhora de 7,4% na produtividade média das lavouras, chegando a 7.071 quilos por hectare. Para o feijão, a expectativa da Conab é que ao final das três safras da leguminosa sejam colhidas 3,2 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.

Outro produto de destaque na segunda safra, o algodão também registra a semeadura finalizada, com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 7,2% sobre a safra de 2023/24. Para a produção, é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas da pluma, 5,5% acima do volume produzido na safra anterior. O comportamento climático nos principais estados produtores vem favorecendo as lavouras, que se encontram desde o estágio de floração até o de início da colheita.

Dentre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná. Os trabalhos de plantio já atingem 26% da área prevista para o cultivo do grão no estado paranaense. No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. A estimativa de produção da Conab para o cereal indica um volume de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025, crescimento de 4,6% sobre o ciclo passado.

Mercado

Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de milho. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 89,3 milhões de toneladas na safra 2024/25. Essa revisão foi realizada com base na perspectiva de crescimento da produção de etanol milho, em meio à maior disponibilidade interna do grão no segundo semestre de 2025. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas e o estoque final da safra foi ajustado para 7,1 milhões de toneladas.

No caso da soja, a perspectiva de uma produção recorde na safra da oleaginosa possibilita um ligeiro aumento nas exportações, se aproximando de 106 milhões de toneladas.

 

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