Baixa oferta de fertilizantes e preços mais altos de combustíveis elevam custos de produção

Um relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a partir de dados da CNA/ESALQ-USP (Campo Futuro), mostra que o preço da maioria dos fertilizantes pesquisados sofreu alta no mês de março. As restrições de exportação da China, um dos principais fornecedores do Brasil, estão entre as causas. A redução da oferta desses insumos ocorre em escala global e se soma às tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam rotas de transporte, pressionando os preços.

A guerra e as tensões no Oriente Médio influenciaram também na alta das cotações do petróleo no mercado internacional, refletindo no aumento de 13,6% no diesel e de 3,9% na gasolina em março. O etanol também sofreu alta, mas foi mais moderada, de cerca de 0,5%, devido à maior oferta. Entre março de 2025 e março de 2026 esse produto acumulou alta de 7,8%.

Outros insumos que tiveram alta foram o nitrato de amônio granulado (+30,6% em março e 56,7% em 12 meses), e formulados – com destaque para o 20-00-10+b, que teve elevação de 24,3%. Como muitos produtores adquiriram esses fertilizantes com antecedência, o efeito dessas altas de preços pode não ser imediato.

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