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CNA destaca importância das informações estratégicas no agro

Evento “Inteligência de Mercado e Competitividade do Agro” ocorreu terça (17)

CNA destaca importância das informações estratégicas no agroNa abertura do evento “Inteligência de Mercado e Competitividade do Agro”, o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Mário Borba, falou sobre a importância dos dados e das informações de fontes confiáveis e acessíveis para a tomada de decisões estratégias que beneficiem todo o setor.

Borba representou o presidente da CNA, João Martins, na abertura do evento realizado na terça (17), na sede da Confederação. O encontro é uma parceria do Sistema CNA/Senar com o Sebrae, por meio do acordo “Juntos pelo Agro”, e tem o apoio da FAO, do Cepea e da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober).

Participam do evento parlamentares, lideranças do setor, representantes do governo, especialistas e presidentes de federações de agricultura e pecuária. O objetivo é debater a competitividade do setor frente ao cenário mundial, a influência das tendências de consumo e da geopolítica na produção de alimentos e as inovações e gestão de dados que auxiliam nas tomadas de decisão.

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Em seu discurso, Mário Borba afirmou que, para responder os desafios diários e tomar decisões estratégicas acertadas, são necessárias informações adequadas, confiáveis e corretas. “Precisamos de dados cada vez mais com qualidade e com periodicidade menor”.

Borba destacou o crescente interesse, nos últimos anos, de organizações para investir na criação e no aperfeiçoamento de equipes de inteligência, seja de mercado comercial e competitivo, ou em profissões especialistas em inteligência de mercado, “que se tornaram altamente demandadas, a ponto de faltar profissionais qualificados”.

Borba citou áreas do Sistema CNA/Senar que dão suporte para a tomada de decisões estratégicas de políticas públicas para o agronegócio, como o Instituto CNA, o Núcleo de Inteligência de Mercado e a Coordenação de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses.

Também na abertura do evento, o gerente de Competitividade do Sebrae, Ivan Hussni, destacou a importância de unir esforços entre as instituições. “Como que nós podemos e devemos usar esse conhecimento de forma integrada? Levarmos esse conhecimento é mais do que só buscar os dados. É como esse dado chega até esse produtor e é traduzido na melhor forma para que ele possa entender isso e fazer um bom uso disso”.

Painéis

O encontro teve três painéis, que discutiram os temas “Oportunidades e o potencial da agricultura e da pecuária brasileiras”; “Consumo, geopolítica e sustentabilidade no Agro”; e “Inovações tecnológicas e gestão de dados nas tomadas de decisão”.

No primeiro bloco, que teve a moderação do diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, o pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki, apresentou dados comparativos entre a produção agrícola no Brasil, Estados Unidos, Argentina e Ucrânia.

Osaki falou ainda de oportunidades e potencial do setor e mostrou como o custo de produção por tonelada de soja e milho é mais alto do que em outros países.

“No Brasil, não temos subsídios do governo, precisamos investir em insumos para o solo, sofremos com variações climáticas e, ainda assim, somos competitivos no mercado global, graças à produtividade e sustentabilidade. Mas precisamos investir em melhorias do escoamento e no armazenamento”, disse Osaki.

O também pesquisador do Cepea/Esalq Thiago Bernardino abordou questões relacionadas à pecuária brasileira e afirmou que o investimento dos produtores em tecnologias traz competitividade “muito interessante” no mercado internacional.

Thiago afirmou que o país possui muitas vantagens em termos de área e solo, mas precisa ser mais competitivo fora da porteira. “O Brasil tem que continuar produzindo, ganhando economia de escala. Precisamos estar preparados para as exigências do mercado externo”.

No painel seguinte, conduzido pela diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, o embaixador e ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, debateu as tendências de consumo e modelos de negócios dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Em sua fala, ele destacou a agenda ambiental e novas legislações sobre o tema, como a Lei Antidesmatamento da União Europeia. “A Europa é um dos players que mais tem falado sobre mudanças climáticas, o que impacta no equilíbrio da competitividade dos principais países fornecedores de alimentos”.

De acordo com Azevedo, a agenda ambiental não tem mais volta. “Cada um vai determinar as medidas que achar melhor para combater as mudanças climáticas, depois vamos todos sentar e organizar”. Segundo ele, “o Brasil não pode ficar de fora, tem que ficar antenado para estar em condições de opinar e minimizar os impactos ao produtor”.

A sócia líder de Mercados para o Agronegócio da KPMG Brasil, Giovana Araújo, falou sobre ESG e as exigências que geram custos e responsabilidades para o Brasil. Ela lembrou a importância do agro para a segurança alimentar global e mais recentemente para a segurança energética e socioambiental. “Temos o maior ativo agroambiental do mundo e maior participação em commodities globalizadas”.

Giovana falou das megatendências setoriais e de temas como a natureza e o clima pautando negócios, mão de obra qualificada escassa, digitalização e nova governança na cadeia de valor.

Ela também abordou a legislação da União Europeia. “Novas regulamentações aumentam a complexidade das cadeias globais de suprimento e envolvem questões de rastreabilidade granular, conformidade no nível de lote, avaliação de risco de dados, revisão anual de due diligence”.

A diretora executiva do Instituto CNA, Mônika Bergamaschi, foi a moderadora do terceiro painel. Nele, o estatístico do Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Michael Rajhid, falou sobre as tecnologias para a geração de indicadores do agro e confiabilidade dos dados agrícolas, importantes para promover a sustentabilidade e a adaptação às alterações climáticas e redução da pobreza e desenvolvimento rural.

“Os dados agrícolas são cruciais para ajudar o governo a compreender como incentivar práticas de conservação, conceber programas de seguros agrícolas, identificar áreas que possam ser vulneráveis ​​às alterações climáticas e aos desastres naturais. Em muitas famílias rurais, a agricultura é uma importante fonte de rendimento, e são necessários dados detalhados sobre pequenas explorações agrícolas para conceber projetos de geração de rendimento e aumentar a segurança alimentar”, disse Rajhid.

Já o diretor executivo do C4IR Brasil, Marcos Vinícius Souza, debateu a governança e monetização de dados e destacou o processo de rastreabilidade dentro das cadeias produtivas. “A rastreabilidade digital é definida pela coleta e consolidação de dados, seja por softwares, aplicativos, ou meios automatizados como sensores e RFIDs (identificação por radiofrequência)”.

Para Souza, a rastreabilidade traz maior confiabilidade e precisão dos dados, redução de erros e omissões no registro, mais agilidade na coleta, compartilhamento e análise dos dados e rastreamento de produtos em tempo real ao longo da cadeia. “Os produtores precisam saber para que serve a rastreabilidade e os benefícios que ela traz em termos de transparência e visibilidade, segurança alimentar e recall de alimentos”.

 

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