Como fica o clima no Brasil de janeiro a março, segundo previsões do Inmet

Entre janeiro e março de 2026, o país deve apresentar um cenário climático marcado por contrastes: chuvas acima da média e boa disponibilidade hídrica no Norte, Centro-Oeste e Sul; irregularidade e déficit de precipitação em grande parte do Nordeste; e volumes abaixo da média no Sudeste, com impactos pontuais sobre lavouras e pastagens. As temperaturas tendem a ficar levemente acima da média na maior parte do território. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Região Norte

A previsão indica chuvas próximas ou acima da média na maior parte da região, com exceção do Tocantins e sudoeste do Pará, onde os volumes tendem a ficar abaixo do normal. As temperaturas devem permanecer dentro ou ligeiramente acima da média.

O solo apresenta, em geral, boa disponibilidade de água, favorecendo culturas anuais e perenes. Contudo, Roraima, norte do Amazonas e áreas do Baixo Amazonas podem registrar restrição hídrica no início do trimestre, com risco para lavouras em fase inicial. A partir de fevereiro, a umidade do solo tende a se recuperar, com possibilidade de excedentes em março, o que também exige atenção a encharcamento e doenças.

Região Nordeste

Predominam chuvas abaixo da média no interior e no litoral leste, com exceção do norte do Maranhão, do Piauí e do litoral norte do Ceará, onde os volumes podem ser normais ou acima. As temperaturas ficam acima da média em quase toda a região.

O armazenamento de água no solo deve permanecer baixo (abaixo de 30%) em grande parte do território, intensificando o déficit hídrico, sobretudo em fevereiro, o que pode comprometer culturas de sequeiro e pastagens. Condições um pouco mais favoráveis são esperadas no Maranhão e em áreas pontuais do sul do Piauí e oeste da Bahia.

Região Centro-Oeste

As chuvas devem ficar próximas ou acima da média em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás pode registrar volumes inferiores. As temperaturas tendem a ficar até 1 °C acima da média.

A umidade do solo será elevada na maior parte da região, favorecendo lavouras de verão e pastagens, mas com risco de excesso hídrico e encharcamento em áreas do centro-norte de Mato Grosso e oeste e norte de Goiás, especialmente em fevereiro e março.

Região Sudeste

São previstos volumes de chuva abaixo da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de São Paulo, com temperaturas levemente acima do normal. O norte de Minas, Espírito Santo e litoral norte fluminense podem apresentar baixa umidade do solo, afetando culturas de sequeiro, café e pastagens. No restante da região, os estoques hídricos tendem a ser elevados, com excedentes no sul de Minas e centro-leste paulista, favorecendo soja, milho, cana-de-açúcar e pastagens.

Região Sul

A previsão aponta chuvas próximas ou acima da média em toda a região, com temperaturas até 1 °C acima do normal. O solo deve manter altos níveis de umidade, beneficiando lavouras de verão, fruticultura e pecuária. Apenas o extremo sul do Rio Grande do Sul pode registrar déficit hídrico em janeiro, exigindo atenção ao manejo e, eventualmente, à irrigação.

 

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