Drones impulsionam produtividade e sustentabilidade em fazenda de café capixaba

A tradição e a inovação caminham juntas na fazenda Kirmse, em Colatina, no interior do Espírito Santo. Fundada por Gervásio Kirmse, produtor de café conilon, a propriedade vive uma nova fase com a adoção de drones agrícolas, tecnologia que vem revolucionando o manejo das lavouras e a rotina no campo.

Durante décadas, o trabalho era todo manual. “A gente começou com a bomba de braço, depois passou para a motorizada, mas era pesado e demorado”, relembra Gervásio, que dedicou a vida ao cultivo do café. “Quando o drone chegou, mudou tudo. O rendimento aumentou e a lavoura ficou mais bonita.”

A transformação veio com o olhar do neto, João Vitor Kirmse, que assumiu a gestão da fazenda e trouxe a inovação para o dia a dia da família. “A aplicação manual levava muito tempo e exigia muita mão de obra. Com o drone, a gente faz o trabalho em uma fração do tempo, com mais precisão e menos desperdício”, explica João.

Além de otimizar o tempo, a tecnologia trouxe ganhos diretos para a lavoura. “A gente percebeu que reduziu o aborto dos grãos e a produção ficou mais uniforme”, afirma João. “O drone aplica de forma homogênea, o que melhora a nutrição das plantas e o resultado final do café.”

O serviço de pulverização é realizado pela Capixaba Drone, empresa especializada em aviação agrícola e subdistribuidora da Fotus Agro. Fundada e coordenada por Wellington Piske, a empresa opera drones em propriedades do Espírito Santo e da região leste de Minas Gerais. “O drone chegou para resolver dores antigas do produtor, principalmente em áreas de relevo acidentado, onde o trabalho manual é muito difícil”, explica Wellington.

Segundo o agrônomo, o uso do drone traz benefícios que vão além da produtividade. “Ganha-se em tempo, economia de água, redução de insumos e segurança. O operador não precisa ficar exposto aos produtos, e o resultado na lavoura é imediato”, afirma. “É uma ferramenta que se encaixa perfeitamente nas condições da cafeicultura capixaba.”

A relação entre a Capixaba Drone e a Fotus Agro é um exemplo de parceria bem-sucedida no agronegócio. “A Fotus sempre está presente quando a gente precisa. O suporte técnico e o pós-venda são diferenciais que trazem confiança”, diz Wellington. “Foi essa confiança que nos levou, inclusive, a começar a atuar também como revenda autorizada da marca.”

Para Gervásio, o impacto da tecnologia é visível. “O trabalho ficou mais fácil e o resultado é melhor. Antes era muito esforço e pouco retorno. Agora a gente vê a diferença na colheita”, comenta. Ele lembra que a economia de produto e de água se tornou parte da rotina: “O drone usa a quantidade certa, sem desperdício. Isso ajuda a lavoura e o meio ambiente.”

A sustentabilidade é um ponto que o neto João Vitor também faz questão de destacar. “A gente quer produzir bem, mas também preservar o que tem. O drone ajuda muito nisso, porque reduz o impacto ambiental e aumenta a eficiência do manejo.”

Segundo Victor Gomes Silva, engenheiro agrônomo da Fotus Agro, o café é uma das culturas que mais têm adotado o uso de drones no país. “A tecnologia está democratizando o acesso à agricultura de precisão, antes restrita a grandes propriedades. Hoje, pequenos e médios produtores estão colhendo resultados expressivos”, destaca o engenheiro agrônomo.

O sucesso da fazenda Kirmse inspira outros produtores da região, ainda reticentes em investir em inovação. “Tem gente que ainda tem medo, mas a gente sempre fala: testa. O drone ajuda de verdade e o retorno vem rápido”, afirma João. “Aqui a gente não volta mais para o jeito antigo.”

Wellington confirma que o interesse dos cafeicultores cresce a cada safra. “Hoje, a dúvida já não é se o drone funciona, e sim se o produtor vai ter o suporte e o treinamento adequados. É por isso que o papel do vendedor técnico é tão importante nessa nova fase da agricultura de precisão.”

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