Fenasucro: biocombustíveis são a rota mais simples para descarbonização

O futuro dos veículos sustentáveis passa pelos biocombustíveis. Esse foi o tema do painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável” na FenaBio, que reuniu representantes da Volkswagen, Stellantis e BYD para apresentar os esforços e inovações que as montadoras têm desenvolvido rumo à descarbonização. O encontro contou ainda com a presença do ex-piloto Christian Fittipaldi.

Há consenso entre os especialistas de que o uso de biocombustíveis é a rota mais simples para a redução de emissões a curto prazo. Isso porque um veículo rodando com 100% etanol tem emissão de carbono muito próxima à de um elétrico, considerando o ciclo de vida completo. “Unir o CO2 com alguma modalidade de eletrificação vai ser sempre competitivo”, afirmou João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis.

Mas o etanol é apenas uma das rotas possíveis. Eles destacaram a importância de oferecer ao consumidor uma variedade de opções sustentáveis, dada a extensão geográfica do Brasil e das diferentes realidades regionais e sociais.

A existência de políticas públicas de incentivo à sustentabilidade no setor automotivo coloca o Brasil em uma posição de privilégio no compromisso mundial de zerar as emissões até 2050. Um exemplo é o Programa Mover, que zera a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos fabricados no país com alta eficiência energético-ambiental.

Agora, os próximos passos para o avanço da descarbonização envolvem os esforços das empresas para educar o consumidor a preferir o etanol aos combustíveis fósseis, considerando que 80% da frota rodante no país já é flex. Paralelamente, tornam-se necessários projetos de rastreamento e reciclagem das baterias num futuro próximo, com a popularização dos EVs.

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