Implementos que reduzem etapas no campo abrem caminho para ganhos ambientais e créditos de carbono

Enquanto garante a segurança alimentar e movimenta a economia brasileira, a produção agrícola também acende um alerta sobre seus impactos ambientais, reforçando a necessidade de adotar práticas mais sustentáveis. Diante desse desafio, a U.C.A. Implementos Agrícolas, de Ribeirão Preto (SP), propõe uma nova abordagem a partir do desenvolvimento de implementos que unem eficiência operacional e redução da emissão de carbono na atmosfera.

“Num mercado em que os equipamentos agrícolas são todos muito parecidos, apostamos na tecnologia, inovação, customização dos processos, disponibilidade e rendimento nas operações, por meio da fabricação de máquinas mais robustas, 100% hidráulicas e mais seguras, com certificado NR-12 e foco no meio ambiente”, explica o especialista em Automação Industrial, Lucas Capacle.

Segundo Capacle, hoje, todos os equipamentos do portfólio da marca proporcionam alguma redução de emissão de carbono para o meio ambiente. Entre os destaques está o Canterizador, implemento desenvolvido, inicialmente, para o preparo do solo nos canaviais, por meio do qual é possível substituir quatro etapas (subsolagem, gradagem pesada, intermediária e niveladora) por apenas uma operação, reduzindo o uso intensivo de tratores, o que gera economia de combustível, manutenção e mão de obra.

“Essa inovação alcançou, inclusive, mercados que antes eram inimagináveis, como a fruticultura, por exemplo. Recentemente, dez unidades do nosso Canterizador foram adquiridas pela Agrícola Famosa, que atua no Rio Grande do Norte e no Ceará, para o cultivo de melão e melancia. Nesse caso, o equipamento possibilitou a redução de 12 operações, gerando a diminuição de combustível e de emissão de carbono. Outros exemplos que desenvolvemos na U.C.A. são o Quebra-Lombo, voltado ao nivelamento de solo, que substitui até duas operações convencionais, otimizando tempo e recursos, e o Eliminador de Soqueiras, que demanda menos potência e combustível, reduzindo de 3,5 a 4 litros em relação à concorrência”, explica.

Preocupada em validar seus resultados de forma técnica e confiável, a U.C..A. busca agora certificações ambientais com o apoio de instituições como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), por intermédio da Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul (Biosul). A intenção é comprovar, por meio de estudos e métricas padronizadas, os ganhos ambientais de seus implementos.

Créditos de descarbonização

Além de proporcionar ganho operacional nas lavouras de cana, redução da emissão de gases e do consumo de combustível, os implementos da U.C.A. têm o potencial de gerar créditos de descarbonização (CBios) – antes destinados exclusivamente às usinas produtoras de etanol –, remunerando produtores independentes de cana-de-açúcar designada ao biocombustível.

Com essa mudança na lei, ocorrida em 31 dezembro de 2024, o produtor rural Eugênio do Val, de Boa Esperança do Sul (SP), ingressou no programa de descarbonização e passou a receber os créditos, já que utiliza bioinsumos em sua propriedade desde 2020. Ele conta que, a partir desse momento, começou a buscar novas tecnologias que tornassem sua produção de cana ainda mais eficiente e sustentável.

“Em abril deste ano, confiante sobre os ganhos ambientais e econômicos que teria, adquiri, durante a Agrishow, o Quebra-Lombo da U.C.A., empregado nos tratos culturais da cana, com o objetivo de impactar positivamente na aplicação de fertilizantes, defensivos pré-emergentes e na melhoria da qualidade da colheita, contribuindo para mais um fator ambiental: o aumento da vida útil dos meus canaviais”, finaliza Eugênio.

 

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