Moagem de cana soma 592,3 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) indicam que, desde o início da safra 2025/2026 até 1º de dezembro, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul somou 592,3 milhões de toneladas, volume 1,9% inferior às 603,9 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. No mesmo intervalo, 173 usinas já haviam encerrado a moagem, evidenciando o avanço do período de entressafra na principal região produtora do país.

Na segunda quinzena de novembro, as usinas do Centro-Sul processaram 16 milhões de toneladas de cana, queda em relação às 20,8 milhões de toneladas moídas no mesmo período da safra 2024/2025. Naquele momento, 144 usinas estavam em operação na região, sendo 124 com processamento de cana, dez produtoras de etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período do ciclo anterior, 196 usinas permaneciam em atividade.

Nos últimos quinze dias de novembro, 52 usinas encerraram a moagem. Com isso, desde o início da safra, o total de usinas que já paralisaram as operações chegou a 173, ante 141 usinas no mesmo período do ciclo anterior. Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “até o início de dezembro, cerca de dois terços das usinas já haviam encerrado as operações”.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de novembro foi de 133,8 kg por tonelada de cana-de-açúcar, frente a 125,3 kg por tonelada na safra 2024/2025, alta de 6,8%. No acumulado da safra, entretanto, o indicador alcançou 138,3 kg de ATR por tonelada, com recuo de 2,5% na comparação com o ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

No acumulado da safra 2025/2026, até 1º de dezembro, a produção de açúcar totalizou 39,9 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 39,5 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. Já na segunda metade de novembro, a fabricação do adoçante somou 724,1 mil toneladas, queda de 32,9% em relação às 1,1 milhão de toneladas produzidas na mesma quinzena da safra 2024/2025.

O mix de produção segue se deslocando em favor do etanol. Na segunda quinzena de novembro, a participação da cana destinada à fabricação de açúcar recuou 3,1 pontos percentuais, passando de 38,6% para 35,5%.

“Essa tendência de retração no mix de açúcar vem sendo observada pela sétima quinzena consecutiva, e o mix de etanol chegou a 64,5% nos últimos quinze dias de novembro”, destacou Rodrigues.

Na segunda metade de novembro, a produção de etanol pelas usinas do Centro-Sul atingiu 1,2 bilhão de litros, sendo 727,4 milhões de litros de etanol hidratado, com queda de 7,4%, e 457,1 milhões de litros de etanol anidro, alta de 10,2%. No acumulado da safra, a produção totalizou 29,5 bilhões de litros, retração de 5,4%, sendo 18,3 bilhões de litros de etanol hidratado (-7,9%) e 11,2 bilhões de litros de anidro (-1,2%).

Do total de etanol produzido na segunda quinzena de novembro, 31,6% tiveram origem no milho, com produção de 374,8 milhões de litros, praticamente estável frente aos 375,3 milhões de litros registrados no mesmo período da safra 2024/2025. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho alcançou 6,0 bilhões de litros, avanço de 15,1% na comparação anual.

Vendas de etanol

Em novembro, as vendas totais de etanol somaram 2,7 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro foi de 1,1 bilhão de litros, crescimento de 2,4%, enquanto as vendas de etanol hidratado totalizaram 1,6 bilhão de litros, queda de 13,8%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado pelas usinas do Centro-Sul atingiram 1,6 bilhão de litros, retração de 11,1% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já a comercialização de etanol anidro alcançou 1,1 bilhão de litros, alta de 7,6%.

No acumulado desde o início da safra até 1º de dezembro, as vendas totais de etanol somaram 23,3 bilhões de litros, recuo de 2,4%. O volume acumulado de etanol hidratado foi de 14,5 bilhões de litros (-6,1%), enquanto o de anidro atingiu 8,8 bilhões de litros, crescimento de 4,4%.

 

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