Produção de soja na safra 2026/27 está estimada em 183,36 milhões de toneladas, diz Stonex

A StoneX revisão sua estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2026/27, agora projetada em 183,36 milhões de toneladas. A nova projeção foi motivada principalmente por um ajuste na área cultivada no Tocantins e representa uma mudança marginal em relação à previsão divulgada no mês anterior.

O plantio da oleaginosa avança com relativa normalidade na maior parte das regiões produtoras, reduzindo, até o momento, as preocupações relacionadas à janela da segunda safra. No entanto, o comportamento das chuvas e das temperaturas deverá permanecer como principal ponto de atenção durante o último trimestre do ano.

“O desenvolvimento inicial da safra ocorre de maneira relativamente adequada, mas ainda há um longo caminho pela frente. As condições de precipitação e temperatura serão determinantes para a consolidação do potencial produtivo, especialmente diante das preocupações relacionadas ao El Niño nas regiões mais ao norte do país”, afirma Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.

Para o milho de primeira safra, a StoneX manteve sua projeção para o ciclo 2026/27. A expectativa continua favorável, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde é esperada expansão da área plantada em relação à temporada anterior, além de bons níveis de produtividade diante da perspectiva climática para o estado.

Rio Grande do Sul lidera crescimento

A produção brasileira da primeira safra está estimada em 29,3 milhões de toneladas, crescimento de 2,4% na comparação com 2025/26. O plantio evolui de maneira adequada, mas as condições climáticas em novembro serão decisivas, período em que as lavouras devem entrar em uma etapa mais crítica de desenvolvimento vegetativo.

“No milho, o cenário permanece positivo, sobretudo no Rio Grande do Sul. Ainda assim, o comportamento do clima em novembro precisará ser acompanhado de perto, já que a cultura estará em uma fase importante para a definição da produtividade”, explica Raphael Bulascoschi.

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve suas projeções para a soja em 2026/27. Com a expectativa de produção recorde, a avaliação é de que haverá oferta suficiente para atender tanto o consumo doméstico quanto as exportações no próximo ano.

A ausência de novidades nas relações entre Estados Unidos e China no mercado da oleaginosa, após a cúpula de Washington realizada no final de setembro, mantém o Brasil economicamente atrativo para o maior importador mundial. A relação política entre os países, porém, continuará sendo um fator relevante de monitoramento nos próximos meses.

“A perspectiva de uma produção recorde fortalece a capacidade brasileira de atender simultaneamente à demanda interna e ao mercado internacional. Além dos fundamentos da safra, a evolução das relações entre Estados Unidos e China seguirá influenciando a competitividade da soja brasileira”, destaca Raphael Bulascoschi.

Exportações de milho são revisadas para baixo

Diante do ritmo mais lento dos embarques observado nos últimos meses, a StoneX reduziu sua estimativa para as exportações brasileiras de milho no ano-safra 2025/26 para 40 milhões de toneladas.

A revisão da demanda exportadora deve resultar em estoques finais mais elevados, levando a relação estoque/uso para 20,85%. O movimento também deverá ampliar os estoques iniciais de 2026/27 e contribuir para o abastecimento do mercado doméstico durante o primeiro semestre do próximo ano.

Para a soja, a produção prevista cresce de 168,75 para 183,36 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais aumentam de 2,99 para 8,55 milhões de toneladas. Para o milho, a produção avança de 139,79 para 142,07 milhões de toneladas e os estoques finais sobem de 22,87 para 28,94 milhões de toneladas. A tabela apresenta estoques iniciais, produção, importações, oferta total, demanda doméstica, exportações, uso total, estoques finais e relação estoques/uso.

A estimativa para a produção brasileira de milho segunda safra em 2025/26 recebeu uma nova revisão positiva. O ajuste na produtividade de Mato Grosso do Sul acrescentou aproximadamente 150 mil toneladas à produção estadual, elevando a projeção nacional para 111 milhões de toneladas.

Primeiras projeções para a safrinha 2026/27

Com a colheita encerrada, as atenções do mercado se concentram no ritmo dos embarques e nas perspectivas para o ciclo 2026/27. A primeira estimativa da StoneX para a próxima safrinha está prevista para novembro.

“O encerramento da colheita desloca o foco para o escoamento da produção e para os fundamentos da nova temporada. A primeira projeção para a safrinha 2026/27 permitirá uma avaliação mais precisa do balanço de oferta e demanda do próximo ano”, diz Raphael Bulascoschi.

Para a terceira safra de milho nos estados do Norte e Nordeste, a StoneX manteve sua projeção em 1,78 milhão de toneladas. A estimativa considera a expectativa de baixos rendimentos nas regiões produtoras.

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