Setor do agronegócio segue com superávit no comércio exterior

O setor do agronegócio registrou um superavit de US$ 13,1 bilhões //
Foto: Gilson Abreu

O Brasil exportou US$ 29,1 bilhões e importou US$ 23,3 bilhões em junho de 2025, resultando em uma balança comercial superavitária de US$ 5,9 bilhões, o que representa uma redução de 6,9% frente ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do ComexStat. O setor do agronegócio registrou um superavit de US$ 13,1 bilhões, apesar da queda internual de 3,9%. Já os demais setores apresentaram déficit de US$ 7,2 bilhões.

As exportações do setor agropecuário totalizaram US$ 14,6 bilhões em junho, com retração de 3,6% em comparação a junho de 2024. A soja em grãos, embora tenha se mantido como o principal item da pauta exportadora, registrou queda de 12,5%. Seu principal derivado, o farelo de soja, também apresentou forte recuo, de 23,3%.

Outro destaque foi o frango in natura, cujas exportações caíram 25,1%, impacto direto das restrições impostas por alguns países devido ao surto de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul, em maio. Contudo, em 18 de junho, o Brasil foi declarado livre da doença, o que permitiu a retomada parcial dos embarques.

Em São Paulo, as exportações totalizaram US$ 5,8 bilhões e as importações somaram US$ 7 bilhões em junho, resultando em um déficit comercial de US$ 1,2 bilhão. Desse total, o agronegócio contribuiu com um superávit de US$ 1,8 bilhão, enquanto os demais setores apresentaram um déficit de US$ 3 bilhões.

Agro paulista

No que diz respeito ao agronegócio paulista, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões em junho, representando uma queda de 7,6% frente ao mesmo mês de 2024.

Entre os principais produtos exportados pelo estado, destacam-se os recuos nas exportações do complexo sucroalcooleiro: o açúcar de cana em bruto caiu 25,1%, o açúcar refinado 38,8% e o álcool etílico 3,2%. Também chama atenção as quedas nas exportações de soja em grãos (-21,1%) e farelo de soja (-54,5%).

Por outro lado, houve aumento expressivo nas exportações de produtos bovinos: carne bovina in natura (+60,9%), carne bovina industrializada (+47,7%) e sebo bovino (+651,7%).

 

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