O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária está estimado em R$ 1,45 trilhão em 2026, o que representa uma queda de 4,0% em relação ao valor registrado em 2025, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse resultado, segundo a entidade, reflete a combinação da redução dos preços reais na comparação com 2025, embora se observe uma lenta recuperação das cotações de algumas commodities agrícolas, com variações positivas na produção agropecuária.
Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 942,6 bilhões, o que representa uma retração de 4,2% em relação a 2025. Destaca-se a queda nos VBPs de produtos com participação relevante no total, como a cana-de açúcar (-7,5%), seguida pelo milho (-6,1%), pelo algodão em pluma (-3,8%) e pelo café robusta (-31,5%).
A entidade explica que a retração esperada no VBP desses produtos decorre exclusivamente da queda dos preços reais na comparação anual, enquanto a produção apresenta projeção de alta, insuficiente, contudo, para compensar a redução dos preços.
Entre as culturas com crescimento do VBP, destacam-se a soja, com alta de 3,5%, e o café arábica, com avanço de 0,12%, impulsionados particularmente pelo aumento esperado da produção, uma vez que os preços reais permanecem abaixo dos níveis de 2025.
Para a pecuária, o faturamento projetado é de R$ 506,2 bilhões, o que representa uma queda de 3,5% em relação a 2025. A exceção é a carne bovina, para a qual se espera crescimento de 7,7% no VBP.
Para os demais produtos do segmento, projeta-se redução do VBP, refletindo os menores preços reais recebidos pelos produtores, apesar do aumento esperado da produção. Nesse sentido, esperam-se reduções de 27,0% no VBP da carne suína, de 21,1% no da carne de frango, de 7,6% no de ovos e de 5,2% no do leite.