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New Holland apresenta novo trator movido a biometano

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“A presença do novo trator conceito no Brasil é significativo por dois motivos: a importância do agronegócio no país, responsável por sustentar o Produto Interno Bruto e tirá-lo de uma recessão; e por carimbar o compromisso da New Holland com a produção sustentável, independente e tecnificada”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América Latina.

O novo trator conceito movido a metano cria um elo vital no ciclo virtuoso que fornece  uma produção neutra de CO2, em que a própria fazenda produz a energia que precisa para realizar suas operações, aquecer instalações agrícolas e fazer seus equipamentos funcionarem – conceito de Energy Independent Farm. O biometano como combustível sustentável é particularmente adequado a fazendas, pois elas têm as matérias-primas e o espaço para abrigar um biodigestor para produzir o gás.

“Em 2013, a marca apresentou o primeiro protótipo do trator T6 movido a metano, que vem sendo, desde então, testado com seus clientes. No Brasil, o modelo chegou em 2017 e desde então está em avaliações práticas no campo, como na Chácara Marujo, em Castro (PR)”, explica Nilson Righi, gerente de Marketing para Produto.

Mesma eficiência e menos emissões

O trator  movido a biometano usa motor com  tecnologia de combustão especificamente desenvolvida para aplicações agrícolas pela FPT Industrial, marca que, assim com ao New Holland, pertence à CNH Industrial. A motorização NEF, de 6 cilindros, desenvolve 180 hp de potência e 740 Nm de torque, com desempenho equivalente ao modelo movido à diesel.

O conceito possui também a mesma durabilidade e intervalos de serviços, mas vai além, gerando uma redução de custos de até 30%. O tanque de combustível tem design inovador e usa uma estrutura tubular em camadas composta, o que permite um dia inteiro de autonomia – em linha com um modelo equivalente a diesel.

Em condições reais de campo, o novo conceito movido a biometano produz, pelo menos, 10% menos de emissões de CO2 e reduz o total de emissões em 80% em comparação com um motor padrão a diesel. Seu desempenho ambiental melhora ainda mais quando alimentado por biometano produzido a partir de restos de colheitas e resíduos de culturas energéticas de origem agrícola, o que resulta em emissões de CO2 próximas a zero.

Estilo reinventado

A New Holland reinventou o estilo de trator, tomando como inspiração o design automotivo, para criar uma aparência totalmente integrada, ao mesmo tempo que acentua elementos de estilo icônicos da marca, como as luzes e as entradas de ar agressivas do capô. Ela também criou o  assento em formato de folha.

A máquina tem um estilo que lembra desenhos automotivos. A cabine envidraçada tem uma visibilidade de 360 graus, ou seja, aumento de 20% em comparação com um trator padrão. O teto arqueado de vidro conta com um receptor totalmente integrado de Precision Land Management (PLM), com um interior que oferece um ambiente operacional organizado, com todos os controles essenciais no apoio de braço integrado e parâmetros adicionais controlados por um display interativo. O conjunto do display, por sinal, é fixo e se move com o volante ajustável, garantindo visibilidade das informações em todas as posições.

Potencial energético brasileiro

O biodigestor é alimentado com culturas energéticas especificamente produzidas, resíduos animais alimentares ou de culturas. Ele pode usar o lixo coletado de fábricas de alimentos, supermercados e restaurantes, além dos materiais reunidos na fazenda. O biogás produzido no biodigestor é transferido para uma estação de refinamento, onde é transformado em metano de grau combustível para acionar os veículos e as máquinas da fazenda.

O metano também pode ser usado para alimentar um gerador para produzir eletricidade para a fazenda, além de ser uma fonte elétrica extra para abastecer comunidades locais. Os subprodutos da biodigestão servem ainda como fertilizantes naturais nos campos da fazenda.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial energético das biomassas (matéria orgânica usada como fonte de energia) no Brasil chega a cerca de 460 milhões de TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo) em 2050. Já a Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás) considera que o potencial nacional é de cerca de 20 bilhões de metros cúbicos ao ano nos setores sucroalcooleiro e na produção de alimentos. No setor de saneamento básico, resíduos sólidos e esgotos domésticos é de três bilhões de metros cúbicos ao ano.

 

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