Adoção de práticas sustentáveis proporciona a otimização dos custos de produção

Soja em sistema plantio direto // Foto: Antonio Neto

“Clima, carbono e sustentabilidade: da pressão à oportunidade” será o tema de um dos paineis da 7ª edição do Fórum do Agronegócio, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) amanhã, 3 de setembro, às 14h15, no Parque Ney Braga, em Londrina (PR). A temática será debatida por Roberta Carnevalli, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima e Roberto Strumpf, gerente do Carbon Bank, do Rabobank.

Diante do cenário de mudanças climáticas globais, Roberta Carnevalli diz que se vivencia um período atípico com a ocorrência de fenômenos intensos por conta do El Niño, cujos impactos resultam em eventos extremos, como precipitações excessivas, secas prolongadas e ondas de calor. “A mitigação desses impactos exige uma adaptação de conduta tanto do setor produtivo quanto da sociedade civil”, defende a chefe de Pesquisa da Embrapa Soja.

Neste sentido, Roberta entende que o produtor rural desempenha um papel fundamental nesse processo, atuando na redução de emissões de gases de efeito estufa e na implementação de práticas agrícolas que promovem a recuperação e a resiliência do clima.

“A adoção de boas práticas agrícolas sustentáveis proporciona a otimização dos custos de produção, o incremento da produtividade, a maior conservação do solo e a longevidade da área cultivada”, aponta. “A ampliação do acesso à informação e a conscientização técnica continuam sendo fatores determinantes para acelerar a transição para sistemas produtivos de menor impacto climático”, afirma Roberta.

Em relação às ações que o produtor pode adotar, Roberta enfatiza, por exemplo, a necessidade de adoção do Sistema Plantio Direto bem consolidado, respeitando todos os seus pilares: o não revolvimento do solo, a diversificação e a rotação de culturas.

“O Brasil já adota o Sistema Plantio Direto, embora ainda haja espaço para expansão em sua plenitude. É necessário que o produtor aprofunde seu conhecimento sobre a prática, evitando o revolvimento do solo a cada três anos, visto que um manejo adequado elimina essa necessidade”, explica Roberta.

Além disso, o uso de inoculantes possibilita a eliminação da adubação nitrogenada mineral na cultura da soja, o que resulta em ganhos econômicos para o produtor e benefícios para o meio ambiente. “Existem diversas práticas já consolidadas que oferecem retorno financeiro ao agricultor e mitigação climática imediata”, conta.

“Nesse contexto, iniciativas como o Programa Soja Baixo Carbono permitirão ao produtor obter o reconhecimento formal dessas práticas sustentáveis, disponibilizando ao mercado grãos acompanhados de relatórios de emissões auditáveis”, ressalta.

  • Serviço
    7º Fórum do Agronegócio
    Data: 3 de setembro
    Local: Parque Ney Braga (Pavilhão Internacional) – Londrina (PR)
    Realização: Sociedade Rural do Paraná

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