IBGE reduz estimativa da safra de grãos em junho, mas produção segue recorde em 2026

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para baixo a estimativa da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em junho. A produção está estimada em 347,4 milhões de toneladas, queda de 0,8% em relação à projeção de maio. Ainda assim, o volume permanece 0,4% acima da safra de 2025, confirmando um novo recorde para o País.

A redução mensal foi influenciada principalmente pelos ajustes nas estimativas do milho de segunda safra e do trigo, que tiveram revisões negativas. Em contrapartida, culturas como soja, canola, aveia, gergelim e uva apresentaram revisões positivas.

A soja segue como principal destaque da safra. A produção foi novamente revisada para cima e deve atingir 174,8 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com crescimento de 5,3% em relação a 2025. O avanço é resultado da combinação entre expansão da área cultivada e maior produtividade.

Já o milho teve sua estimativa reduzida para 136,5 milhões de toneladas, refletindo principalmente o desempenho da segunda safra. O trigo também sofreu revisão para baixo, diante de perspectivas menos favoráveis para a produção.

Entre as culturas que ganharam espaço nas estatísticas do IBGE, a canola e o gergelim, acompanhados pela primeira vez pelo levantamento, registraram crescimento nas estimativas de produção, acompanhando a expansão dessas culturas no Brasil.

O levantamento também mostra que o Centro-Oeste permanece como principal região produtora de grãos do País, respondendo por cerca de metade da produção nacional. Mato Grosso continua na liderança entre os estados produtores, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Além dos grãos, o IBGE revisou as projeções para outras culturas. A produção de café deve crescer em relação ao ano passado, impulsionada principalmente pelo café arábica, enquanto o cacau mantém expectativa de avanço anual, apesar de um pequeno ajuste negativo em relação à estimativa de maio. A produção de uvas também foi revisada para cima na comparação mensal, com destaque para o Rio Grande do Sul.

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