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Notícias

3º Prêmio Mulheres do Agro anuncia finalistas

Por redação 16/10/2020
Escrito por redação
- 3º Prêmio Mulheres do Agro anuncia finalistas

Produtoras rurais que se destacam por iniciativas sustentáveis serão reconhecidas pela excelência na gestão no dia 27 de outubro, durante a 5ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

 

Sustentabilidade e transformação digital: estas foram as principais diretrizes para as nove produtoras finalistas do 3º Prêmio Mulheres do Agro. Com destaques para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, as empreendedoras rurais que se classificaram nos três primeiros lugares da edição foram protagonistas por suas gestões inovadoras que vão desde pecuária, avicultura e suinocultura, a grãos de soja, milho, trigo, café e eucalipto.

Idealizada pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a iniciativa reconhece a atuação feminina em três categorias – pequena, média e grande propriedade – e valoriza as boas práticas agropecuárias e a gestão sustentável com foco nos pilares econômico, social e ambiental. “Entre os cases inscritos, os que mais chamam a atenção foram aqueles que se destacam por fazer uso racional de recursos naturais, aumento da eficiência da produção com gestão inovadora, projetos que permitam o desenvolvimento social da comunidade ou de colaboradores da propriedade, bem-estar animal e valorização do capital humano”, explica Gislaine Balbinot, gerente de Comunicação da Abag.

Neste contexto, os nomes escolhidos para a fase final da 3ª edição do Prêmio Mulheres do Agro foram: Tatiele Dalfior Ferreira (Governador Lindenberg, Espírito Santo); Simoni Tessaro Niehues (Serranópolis do Iguaçu, Paraná); Mara Motter (Três Arroios,Rio Grande do Sul); Clarisse Liana Weber Volski (Pitanga, Paraná); Kamila Laida Guimaraes Aguiar (Rio Verde, Goiás); Michelle Rabelo de Morais (Pato de Minas, Minas Gerais); Flávia Montans (Rio Verde, Goiás); Simone Felisbino (Rio Verde, Goiás); Luciana Dalmagro (Batatais, São Paulo).

A premiação será realizada no dia 27 de outubro, às 11h14, durante a 5ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio . Este ano, o evento terá formato digital.

3ª edição do Prêmio

Esta edição da premiação ultrapassou a marca de 200 inscrições e, desde que foi criada, em 2018, mais de 550 produtoras contaram sua história por meio da iniciativa. De lá para cá, o Prêmio Mulheres do Agro já reconheceu o trabalho de 18 agricultoras e pecuaristas de várias regiões do Brasil.

“Entre as inscrições válidas, nós tivemos um aumento de 61% em relação a 2019. Este número, sem dúvida, se deve a um trabalho realizado, não só pela Bayer e a Abag, mas por nossas Embaixadoras do Prêmio Mulheres do Agro. Nesta edição, ganhamos um reforço de um grupo de produtoras que se destacam por suas trajetórias e boas práticas agrícolas: Sônia Bonato (GO), Carla Rossato (PR), Dulce Ciochetta (MT), Cristiane Steinmetz (GO), Geni Schenkell (MT) e Luciane Rheinheimer (RS). Durante toda a fase de inscrições, estas mulheres incentivaram outras agropecuaristas a se inscreverem na premiação”, finaliza Francila Calica, gerente de Comunicação Corporativa da Bayer.

Fonte: Bayer/Abag
16/10/2020 0 Comentários
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Coluna

Inteligência em campo

Por redação 15/10/2020
Escrito por redação

- Inteligência em campo

A transformação digital já está em andamento no Brasil e o setor de máquinas agrícolas tem sido um dos líderes nesse processo

 

* Por Fabrício Lira Figueiredo, Norberto Alves Ferreira, João Eduardo Ferreira Neto,  Catarina Gonçalves, Gustavo Correa Lima, Vitor Arioli e Aghatta Cioquetta Moreira

 

O foco em inovação e no desenvolvimento de tecnologias para a agropecuária tropical tem sido um fator relevante para o desempenho excepcional do agronegócio brasileiro nas últimas décadas. Nos próximos anos, novos desafios deverão acelerar ainda mais a transformação digital no campo, começando por setores como o de máquinas agrícolas – que representam parte importante dos investimentos e custos operacionais em culturas com elevado grau de mecanização. Nesse contexto, será necessário investir em tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Conectividade, Blockchain e Mobilidade Elétrica, entre outras.

A conectividade é um fator essencial para a utilização de várias dessas tecnologias. O Brasil possui um desafio substancial para viabilizar o acesso à internet em áreas rurais e remotas. A imensa extensão territorial, a diversidade de cenários, bem como o balanceamento entre oferta e demanda nos atuais modelos de negócios dos provedores de acesso, dificultam a viabilidade técnica e econômica de implantar e operar uma infraestrutura de conectividade com a abrangência e qualidade necessárias.

Um primeiro fator relevante diz respeito à infraestrutura para escoamento de tráfego de dados em alto volume no interior do País, via enlaces denominados “backhaul”. Cerca de 60% dos municípios brasileiros atualmente são atendidos por fibra óptica; os demais, por enlaces de rádio e satélite – vários deles em áreas rurais relevantes para o agronegócio.

No caso da infraestrutura de comunicações sem fio, esse cenário desafiador fica evidente quando se observa o mapa de cobertura das redes celulares: cerca de 70% das propriedades rurais do País não têm acesso à internet. Isso se deve a diversos aspectos, como barreiras econômicas e diversidade de domínios morfoclimáticos ao longo do território nacional.

A demanda por tecnologias de informação e comunicação no campo deverá crescer fortemente no cenário global – e no Brasil em especial. Mas, para viabilizar o aumento da oferta de soluções tecnológicas para o setor, será necessário ampliar a conectividade nas áreas rurais do País.

- Inteligência em campo

Algumas iniciativas nesse sentido têm surgido nos últimos anos, utilizando principalmente acesso via redes 4G. O licenciamento das bandas 450 e 700 MHz para todas as principais operadoras é um exemplo de política pública que contribui para a conectividade nas áreas rurais. Contudo, a disponibilidade de banda larga nessas áreas ainda é insuficiente.

Uma iniciativa relevante para enfrentar o desafio da conectividade no campo é a recente implantação de infraestrutura de rede 4G privada, baseada na tecnologia LTE 250 MHz, desenvolvida pelo CPQD em parceria com a São Martinho S.A., Trópico Telecomunicações e BNDES. Utilizando a faixa de frequência de 250 MHz, destinada ao Serviço Limitado Privado (SLP) pela ANATEL, a solução permite implantar células com raio de cobertura de dezenas de quilômetros, provendo mobilidade com qualidade de serviço e taxas de transmissão elevadas.

A Usina São Martinho, localizada em Pradópolis (SP), possui uma área de 135 mil hectares, que foi coberta com qualidade para transmissão de vídeo em tempo real, utilizando 10 Estações Rádio-Base LTE 250 MHz instaladas em 6 torres, com raios de cobertura acima de 40 km. Essa infraestrutura está sendo utilizada para coleta de dados em tempo real na operação agrícola da Usina São Martinho, por meio de terminais veiculares inteligentes instalados em colhedoras, tratores e caminhões que fazem o transporte da cana-de-açúcar. O sistema fornecido pela Trópico está sendo implantado em várias propriedades agrícolas (e em outros setores, como transporte e utilities).

Vale ainda destacar iniciativas como o Conectar Agro, associação liderada pela TIM com foco na tecnologia LTE 700 MHz para produtores rurais, e o SGDC (Sistema Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), satélite nacional que suportará serviços de telemetria em todo o território nacional.

No futuro, as redes 5G poderão ajudar a expandir a oferta das redes banda larga no campo, atendendo aplicações que necessitem de mais banda, menor latência, maior confiabilidade e maior densidade de conexões IoT. A disponibilidade de maiores taxas de transmissão aumentará a capacidade de transferência de imagens de alta resolução, por exemplo, permitindo que, por meio de tecnologias de visão computacional e analytics em nuvem, defensivos e fertilizantes sejam aplicados com maior precisão, reduzindo custos e impacto ambiental. A baixa latência e alta confiabilidade tornarão viáveis aplicações envolvendo drones e máquinas agrícolas autônomas, com suporte de algoritmos de IA. Já a conexão massiva IoT do 5G permitirá monitorar uma quantidade muito maior de sensores de microclima, solo, lavoura e animais, com a mesma infraestrutura.

Embora os potenciais de uso da tecnologia 5G no agronegócio sejam promissores, levar essa conectividade para o campo é um desafio global, em termos de viabilidade técnica, econômica e regulatória, especialmente no que tange à disponibilidade de espectro em frequências abaixo de 1 GHz, que proporcionam cobertura mais ampla.

Mobilidade elétrica

A necessidade de aumento da produção agrícola de uma forma ambientalmente sustentável deverá fomentar a adoção de tecnologias e soluções que contribuam para o uso racional de combustíveis, agrotóxicos e o incentivo à inovação. A introdução de maquinário elétrico, por exemplo, é uma forma de adotar práticas sustentáveis durante a produção agrícola, ao eliminar a emissão significativa de gases de efeito estufa gerada pela queima do diesel utilizado em caminhões, tratores e máquinas agrícolas.

- Inteligência em campo

A geração atual de veículos elétricos (VEs) agrícolas baseia-se no uso de baterias para alimentação de energia – o que promete redução de custos de operação e manutenção, maior segurança, redução de ruídos e consequente melhora na produção. Alguns fabricantes estão desenvolvendo tratores elétricos, com alguns modelos ou protótipos disponíveis em sua linha de produtos.

O princípio dos VEs considera que a energia elétrica armazenada em baterias seja utilizada de forma eficiente para alimentar todo o sistema de funcionamento do veículo. Dentre as químicas de baterias consideradas adequadas a essa aplicação, a mais promissora tem sido a de lítio-íon, bastante versátil devido à sua elevada densidade de energia. Em maquinário pesado utilizado em instalações agrícolas, o peso extra da bateria não deverá ser um fator impeditivo, podendo até ser benéfico por propiciar maior estabilidade e tração. Assim, é possível utilizar variações de químicas na bateria de lítio-íon mais seguras e de menor custo do que as utilizadas em VEs leves.

Entretanto, é importante ressaltar que existem barreiras para o uso massivo de veículos elétricos na agricultura. Uma delas é que as baterias não têm a densidade de energia de um modelo a diesel para realizar trabalhos no campo por longos períodos. As máquinas pesadas consomem quantidade maior de energia em relação aos veículos leves, logo a energia da bateria se esgotará mais rapidamente e o agricultor não pode esperar horas para a recarga. Espera-se, contudo, uma evolução tecnológica nas baterias – que já está acontecendo. Outra barreira é o custo atual das baterias de lítio-íon, que apresenta uma tendência de queda, além de contar com alguns incentivos governamentais para o uso de tecnologias sustentáveis.

Os maquinários movidos a eletricidade são mais eficientes em termos energéticos e mais econômicos, se comparados aos movidos a diesel, ao considerar sua vida útil e o preço da eletricidade, que é inferior ao do diesel. Considerando ainda fatores como geração de energia própria em fazendas e a menor dependência de estações de recarga públicas na operação agrícola, o cenário para a adoção de veículos elétricos no setor agropecuário é promissor.

A inteligência artificial

A busca constante por tecnologias e soluções que permitam aprimorar os diversos processos da operação agrícola é um fator importante para a transformação digital do setor. No caso de máquinas agrícolas, os processos de manutenção representam custos relevantes para os produtores e são campo fértil para a aplicação da Inteligência Artificial combinada com tecnologias como IoT e computação de borda, abrindo caminho para a era da “manutenção conectada”.

- Inteligência em campo

Para muitas empresas, a manutenção é realizada da mesma maneira há décadas. Quase todo ativo valioso possui um conjunto de recomendações sobre como manter o equipamento, com base em dados da área de engenharia do fabricante. Com a adoção de tecnologias de IoT, aliadas às abordagens e técnicas de IA, o gestor responsável pelo maquinário poderá minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. A descoberta antecipada de uma falha, por meio de algoritmos preditivos baseados em aprendizado de máquina, por exemplo, permite realizar ações visando evitá-la e garantir a confiabilidade e disponibilidade do equipamento.

No Agro 4.0, a manutenção prescritiva leva a preditiva um passo adiante. Modelos analíticos avançados apoiam a identificação de riscos de confiabilidade dos ativos que podem impactar a operação e, a partir do reconhecimento de padrões e regras predefinidas, identificam as ações e momentos para a atuação em um ativo – como, por exemplo, a troca de um componente eletrônico ou a limpeza imediata de um filtro de ar. Esse modelo pode se beneficiar da análise dos dados e IA para criar uma nova dimensão para o processo de melhoria contínua, correlacionando a base de dados de operação das máquinas agrícolas com dados meteorológicos e corporativos, por exemplo.

Face às dificuldades de conectividade no campo, cada vez mais se faz necessário poder detectar e tomar decisões locais, sem depender de uma inteligência centralizada. O avanço aí vem da distribuição de elementos computacionais de baixo consumo de energia e com alto grau de processamento, capazes de executar os modelos de decisão obtidos pelas técnicas de aprendizado de máquina. Esse conceito, chamado Computação de Borda (Edge Computing), abre as portas para a chamada Inteligência na Borda ou Edge AI. Acoplado às máquinas agrícolas, permite alto grau de automação nas decisões em campo.

O avanço da Inteligência Artificial integrada com IoT no campo tende a ser acelerado nos próximos anos, com algoritmos cada vez mais robustos e precisos, trazendo benefícios diretos para o negócio dos produtores em termos de redução de custos, ganhos de produtividade e sustentabilidade ambiental.

Tecnologia blockchain

Todos os produtos agropecuários passam pelo mesmo caminho até chegar ao consumidor: produção, processamento, empacotamento, distribuição e venda no varejo. Contudo, ainda é um grande desafio seguir o trajeto contrário, identificando como as propriedades do produto foram mudando em cada estágio da cadeia produtiva.

Para fazer a rastreabilidade ao longo dessa cadeia, é necessário coletar dados e informações dos diversos participantes, desde o produtor, fornecedores de insumos agrícolas, indústria, transporte até sua comercialização. Com o objetivo de integrar os atores dessa cadeia de produção, estabelecendo uma camada de confiança no papel de cada um, uma estratégia que vem sendo explorada pelas empresas mais inovadoras do setor é a criação de uma aplicação baseada em blockchain. Dessa forma, é possível rastrear todo o histórico de um ativo produzido no campo sem expor segredos de indústria, compartilhando as informações com consentimento e somente com quem for necessário.

Com a tecnologia blockchain, a rastreabilidade no campo para garantir a procedência e a qualidade do produto que chega às mesas brasileiras torna-se muito mais transparente – e facilmente verificável. É possível confirmar, por exemplo, se um produto oferecido no varejo como orgânico foi, de fato, produzido em uma fazenda com esse tipo de manufatura e sem a utilização de defensivos agrícolas. Além disso, ao conhecer a origem e o caminho que o produto percorreu, os envolvidos em sua cadeia produtiva ganham agilidade e precisão em caso de recalls, de modo a recolher e trocar apenas o necessário.

Um caso de sucesso é a rastreabilidade dos produtos da linha Suíno Sabor & Qualidade Carrefour Brasil, utilizando uma solução desenvolvida pela SafeTrace em parceria com o CPQD. Por meio de um QR Code, os consumidores podem ter acesso a informações detalhadas sobre as etapas de produção e distribuição dos alimentos, da fazenda até a chegada na loja.

Conclusão

A transformação digital está em andamento no Brasil e o setor de máquinas agrícolas tem sido um dos líderes nesse processo. Por outro lado, diante da necessidade de aumentar a produtividade com sustentabilidade, diversos desafios para a difusão em larga escala das tecnologias digitais no campo precisam ser enfrentados em ritmo mais acelerado. Fatores como a conectividade incipiente nas áreas rurais e remotas, aspectos regulatórios relacionados ao uso do espectro e à segurança de dados, disponibilidade de mão-de-obra qualificada no campo e políticas mais ousadas de investimento e fomento à inovação, dentre outros, representam ainda gargalos importantes a serem equacionados.

No entanto, as oportunidades são bastante promissoras para o agronegócio, com a introdução de novas tecnologias de conectividade, os avanços nas áreas de inteligência artificial, veículos autônomos, sensores inteligentes, identidade digital descentralizada, rastreabilidade segura de ativos, entre outras inovações esperadas para a próxima década. Esse movimento está avançando no País, apesar dos impactos da pandemia, como indica o crescimento das startups de base tecnológica do agronegócio – agtechs -, trazendo novas tecnologias a cada dia para o campo.

Nesse contexto, é fundamental ampliar as boas práticas de incentivo à inovação no setor, como as iniciativas do BNDES, EMBRAPII e FINEP, que oferecem linhas diversificadas de fomento e incentivos em modelos cada vez mais acessíveis. Aliando todo o potencial de criação e empreendedorismo já existentes com políticas adequadas de investimentos públicos e privados, a transformação digital do agronegócio poderá ser acelerada, contribuindo para ampliar ainda mais o protagonismo do Brasil no agronegócio mundial.

Referências

E mobility in agriculture: differences in perception between experienced and non experienced electric vehicle users. link: https://link.springer.com/content/pdf/10.1007/s10098-018-1615-2.pdf
Electrification of agricultural machinery: a feasibility evaluation
doi: 10.1109/EVER.2019.8813518
link: https://ieeexplore.ieee.org/abstract/document/8813518
Are Farmers Going Electric?
link: https://www.allelectricvehicles.com.au/blog/are-farmers-going-electric/
Electric powered farm vehicles set to revolutionise agriculture sector
link:http://www.impactlab.net/2019/08/03/electric-powered-farm-vehicles-set-to-revolutionise-agriculture-sector/,
Link: https://www.fendt.com/int/fendt-e100-vario
Link: https://www.nature.org/media/brasil/agricultura-sustentavel.pdf
Link:https://www.solectrac.com/
Link:http://www.anatel.gov.br/Portal/verificaDocumentos/documento.asp?numeroPublicacao=346858&pub=original&filtro=1&documentoPath=346858.pdf
Link:http://www.telesintese.com.br/3-225-municipios-brasileiros-tem-backhaul-de-fibra/
Link: https://conectaragro.com.br/index.html
Link: https://www.canalrural.com.br/noticias/agricultura/john-deere-apresenta-trator-autonomo-e-drone-gigante-em-feira-europeia/

 

*Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente do CPQD
*Norberto Alves Ferreira, gestor de Soluções Sistêmicas de IoT e IA do CPQD
*João Eduardo Ferreira Neto, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Inteligência Artificial do CPQD
*Catarina Gonçalves, líder técnico de Blockchain do CPQD
*Gustavo Correa Lima, líder da plataforma de Comunicações Sem Fio do CPQD
*Vitor Arioli, engenheiro do CPQD
*Aghatta Cioquetta Moreira, analista de desenvolvimento tecnológico do CPQD
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Coluna

Tecnologia e mecanização agrícola: a combinação perfeita

Por redação 15/10/2020
Escrito por redação

- Tecnologia e mecanização agrícola: a combinação perfeita

* Por Bernardo Arnaud

 

A tecnologia impactou os mais diferentes setores nos últimos anos. Entre eles, podemos destacar o agronegócio, mercado que experimentou mudanças drásticas neste sentido. Um bom exemplo é o monitoramento de lavoura. Se antes, era necessário fazer rondas presenciais periodicamente para avaliar o campo, agora, isso pode ser feito em grande parte por satélite.

O mais interessante é que esse acompanhamento não anda sozinho. Com projetos simples de Internet of Things (Internet das Coisas, em tradução livre), você consegue conectar as informações deste monitoramento ao maquinário, e, a partir daí, enriquecer sua base de informações para a tomada de melhores decisões.

Mecanização no campo

A produção agrícola foi fortemente impactada pela mecanização. Os processos de plantio e colheita, bem como o manejo e manutenção das lavouras, ficaram muito mais rápidos. E o agronegócio segue impulsionando os números do setor de máquinas agrícolas e de construção. De acordo com a Anfavea, em setembro de 2020, as vendas cresceram 1,8% no acumulado de janeiro a agosto deste ano – em comparação com o mesmo período no ano passado.

Sem essa mecanização, seria impossível suprir a demanda atual de alimentos e outros produtos do agro. Por isso, sua importância. Acontece que, agora, estamos em outra etapa nesse setor. É preciso tirar proveito da aliança entre máquinas e a conexão com outras tecnologias.

Dados por todos os lados

Tratores, plantadoras, colhedoras… Pense em um maquinário e é possível monitorá-lo mais de perto, bem como seu entorno – captando todos os dados que podem ser importantes analisar junto às informações do monitoramento via satélite. Ao cruzar essas informações do terreno com outras, como mapas de produtividade e de aplicação de taxa variável, é possível ajustar o manejo do solo e da lavoura com custos irrisórios frente ao retorno de investimento que essas iniciativas proporcionam.

E projetos de IoT não param por aí: já existem plataformas hoje integradas ao maquinário e ao monitoramento de lavoura para prever a possibilidade de pragas em fazendas. Pense nos prejuízos que essa informação pode evitar para o agronegócio, quando feita de maneira mais automatizada.

É preciso pensar em tecnologia no agro para evoluir os negócios para outro patamar. Hoje em dia, para se diferenciar, não basta ter o melhor e mais recente equipamento. É preciso integrar essas máquinas com instrumentos para obter dados valiosos.

Mais produtividade e outros benefícios

Com a tecnologia certa, além de ganho de produtividade, você pode experimentar economias significativas na aplicação de insumos biológicos e químicos nas lavouras, além de prever eventos anormais localizáveis por diferenças em índices de vegetação e climáticos.

Especialmente no cenário que vivemos hoje, de pandemia, o monitoramento remoto é ainda mais importante. Com recomendações de distanciamento, muitas visitas e rondas às lavouras foram pausadas. Muitos produtores deixaram de receber auditores e vendedores em suas propriedades e, por isso, vimos um aumento expressivo da demanda por auditoria remota, tanto para a lavoura em geral, quanto para crédito e seguro rural.

Essa possibilidade de auditoria remota só é possível com tecnologia, mas, claro, sem nunca deixar a questão da mecanização de lado.

Planejamento e metas de produtividade

O fundamental, para poder aproveitar ao máximo o que os novos equipamentos e softwares oferecem, é traçar muito claramente uma meta de produtividade. Esse objetivo não passa somente pela mecanização da lavoura, mas também pelo uso de insumos biológicos, rastreabilidade, manejo sustentável do solo e utilização de mapas de produtividade para poder aumentar sua produção em até 100% em 5 anos.

Esse ecossistema – de mecanização, aprendizado de máquina, manejo biológico e sustentável da lavoura, e constante monitoramento para prevenir perdas e aplicar correções durante a safra – é a melhor aposta que o produtor rural pode fazer para poder efetivamente reduzir custos. Isso, além de aumentar a lucratividade e permitir que as equipes fiquem em processos menos repetitivos e de maior valor agregado. De preferência quando a máquina disparar alarmes baseados nos índices mensurados no campo.

*Bernardo Arnaud é CEO da StarkSat
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Notícias

Embrapa: primeira cultivar de uva de mesa do Nordeste

Por redação 14/10/2020
Escrito por redação

- Embrapa: primeira cultivar de uva de mesa do Nordeste

A Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) apresenta a cultivar de uva de mesa BRS Tainá, a primeira totalmente desenvolvida no Nordeste Brasileiro. Voltada para a produção no polo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, a uva exibe coloração branca, sabor neutro e agradável, além de ser uma variedade sem semente, uma das mais importantes características exigidas pelo mercado.

A nova cultivar será apresentada no dia 21 de outubro, em Dia de Campo on-line transmitido pelo canal da Embrapa no Youtube. O evento é aberto ao público e contará com a palestra da pesquisadora Patrícia Coelho de Souza Leão, responsável pela condução dos trabalhos de melhoramento de uva na região. Também contará com o depoimento de produtores que têm áreas experimentais da uva em suas propriedades.

Proveniente do cruzamento realizado em 2004 entre as cultivares internacionais Sugraone e Marroo Seedless, que fazem parte do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Semiárido, a BRS Tainá é o resultado de um intenso esforço para disponibilizar aos produtores de uva do Vale uma cultivar branca sem os altos custos de licenciamento de plantio, os chamados royalties, comum nas variedades estrangeiras, explica Patrícia.

A cultivar faz parte do programa de melhoramento genético da Embrapa, denominado ‘Uvas do Brasil’, sendo a primeira variedade de uva com todas as etapas de melhoramento genético, desde o cruzamento até a validação, realizadas pela Embrapa nas condições ambientais tropicais semiáridas. O plano de lançamento da BRS Tainá encontra-se em fase de seu licenciamento para viveiristas e em breve estará disponível para os produtores.

Características

As características da nova variedade fazem jus ao nome de batismo. ‘Tainá’, de raiz indígena Tupi-Guarani, é uma homenagem ao Brasil, um nome feminino, forte e que remete às origens do nosso país, comenta Patrícia. Trata-se de uma planta vigorosa, com produtividade média estimada no Submédio do Vale do São Francisco 25 toneladas por hectare por ciclo de produção.

O período desde a poda até a colheita está em torno de 110 dias, com pequenas variações ao longo do ano, em função das condições climáticas. Os cachos da BRS Tainá apresentam tamanho médio, com peso de 270 gramas e medindo cerca de 15 x 10 centímetros.

A nova cultivar se destaca ainda por apresentar características desejáveis em uvas para o consumo in natura, como crocância, bagas firmes, com boa aderência ao pedicelo e traços minúsculos e imperceptíveis de sementes. O sabor é neutro e agradável, com uma relação equilibrada entre açúcares e acidez. É uma opção promissora e com grande potencial para se destacar no mercado de uvas de mesa brancas sem sementes.

Serviço

Apresentação da cultivar de uva de mesa BRS Tainá
Data: 21/10/2020
Horário: 19h30
Link aqui 

Fonte: Embrapa
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Notícias

Tomra Food lança campanha com dicas para enfrentar a pandemia

Por redação 09/10/2020
Escrito por redação

- Tomra Food lança campanha com dicas para enfrentar a pandemia

A Tomra Food lançou uma campanha de informações online voltada para gerentes de fábrica, de produção e qualidade e engenheiros de processo. A ideia é explicar como as tecnologias de classificação mais recentes e de última geração podem ajudar a resolver os problemas operacionais que foram causados ou agravados pelos efeitos econômicos da pandemia.

O fechamento forçado de lojas e restaurantes de fast food e as restrições de bloqueio impostas em muitas nações afetaram os hábitos de compra de alimentos dos consumidores. Como as pessoas cozinham com mais frequência em casa, a demanda no varejo por vegetais de todos os tipos – frescos, congelados e enlatados – aumentou significativamente.

Para uma indústria que geralmente mede o crescimento das vendas em um dígito, essa é uma grande diferença. Consequentemente, muitos processadores se encontram sob uma pressão sem precedentes para melhorar a produtividade e aumentar o rendimento. Ao mesmo tempo, no entanto, eles devem resistir a apressar os produtos na linha tão rápido que a qualidade do produto possa ser comprometida. Mas nem todos os processadores possuem as tecnologias ou recursos humanos para gerenciar isso.

Em outro desafio, as dificuldades de longa data de recrutamento e retenção de mão de obra pioraram à medida que as cargas de trabalho dos processadores aumentaram. Proibições de viagens internacionais bloquearam o acesso de trabalhadores sazonais, e relatos de surtos de COVID-19 em fábricas de processamento de alimentos desencorajaram as pessoas locais de aceitar esse tipo de trabalho. Isso é particularmente desafiador para empresas de estilo antigo que dependem de pessoas que olham para as correias transportadoras da linha para remover materiais estranhos e produtos imperfeitos.

O terceiro desafio, para proteger os trabalhadores de surtos futuros, é que os processadores estão tendo que introduzir medidas de distanciamento social e fornecer aos trabalhadores equipamentos de proteção individual. Isso aumenta a inconveniência e o custo de realizar manualmente as tarefas de linha que podem ser mecanizadas e automatizadas. E mesmo quando as restrições de viagem forem suspensas e os temores sobre o COVID-19 passarem, a mão-de-obra continuará escassa. A maioria dos trabalhadores não qualificados nas nações desenvolvidas prefere a segurança do emprego permanente a contratos sazonais, enquanto os trabalhadores manuais nas nações em desenvolvimento podem cada vez mais escolher entre os tipos de trabalho mais desejáveis.

- Tomra Food lança campanha com dicas para enfrentar a pandemia

E é para ajudar em todos esses desafios que a Tomra Food lançou uma campanha de comunicação, destacando as capacidades de classificação óptica e máquinas de descascamento a vapor, combinadas com “startup” e suporte técnico remoto, quando os processadores de vegetais precisam deles mais do que nunca.

Campanha

Ashley Hunter, vice-presidente sênior e chefe da Tomra Food Sorting, comentou: “Nossas tecnologias podem abordar os desafios causados ou intensificados pela pandemia COVID-19. As sofisticadas máquinas de classificação de hoje podem reduzir a dependência do trabalho manual, maximizar a capacidade da linha e processar grandes volumes de vegetais, 24 horas por dia, se necessário, garantindo a segurança e qualidade dos alimentos. Nestes tempos de provação, agora é mais importante do que nunca que os processadores de vegetais estejam cientes dessas capacidades”.

Alguns classificadores, como o Sentinel II da Tomra, estão localizados no recebimento da linha de processamento. Esses pré-classificadores evitam que grandes materiais estranhos cheguem à linha, como roedores, cobras e sapos, além de pedras, plástico e vidro. Outros classificadores, como o Tomra 5B, estão posicionados mais adiante na linha de produção, onde podem realizar uma variedade de tarefas: detectar ervas daninhas, incluindo datura tóxica e plantas de beladona; remove até mesmo os menores fragmentos de materiais estranhos; e identifica hematomas ou descoloração na casca do vegetal – o tipo de imperfeição que, se passasse para a bandeja do produto, desestimularia os compradores a fazer a compra e que poderia se tornar viral rapidamente na mídia social e causar danos comerciais.

Outra vantagem importante dessas máquinas, conforme desta a empresa, é seu papel emergente na digitalização de linhas de produção, que estão se tornando conectadas e controláveis remotamente, com coleta e análise automatizada de dados. A capacidade de adquirir, analisar e agir rapidamente sobre os dados está permitindo que os parâmetros da máquina sejam definidos e personalizados com níveis de precisão.

Os usuários dessas máquinas também se beneficiam do suporte remoto online através dos Serviços Tomra, para minimizar o número de pessoas que acessam as plantas de produção: demonstração remota de novas tecnologias, suporte remoto durante a instalação e inicialização das linhas de produção e suporte remoto em caso de problemas técnicos.

Os processadores de vegetais são convidados a saber mais sobre as maneiras como a Tomra Food pode ajudá-los, durante a crise do COVID-19 e muito mais, entrando em contato com a empresa e visitando o site da empresa para ver os conselhos compartilhados no blog na sessão de notícias.

Fonte: Tomra Food
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Notícias

Texaco traz para o Brasil a linha Delo

Por redação 09/10/2020
Escrito por redação

- Texaco traz para o Brasil a linha Delo

O motores estão cada vez mais avançados em tecnologia e demandam lubrificantes mais eficientes e que ofereçam aos equipamentos segurança para que trabalhem nas condições mais severas. Além disso, para atingir os níveis atuais de baixas emissões de gases, os veículos diesel passaram por vários ciclos evolutivos. Esse processo é viável graças ao desenvolvimento de lubrificantes de qualidade, compatíveis com toda essa evolução tecnológica e que ainda estenda o período de troca, ofereça maior proteção ao equipamento e garanta maior eficiência do motor.

Pensando nisso, a Texaco trouxe para o Brasil a Delo, para óleos de motor diesel, desenvolvida com a tecnologia global ISOSYN Advanced, com a promessa de atender às severas especificações das montadoras. “Os produtos Delo superaram as exigências de performance dos fabricantes e montadoras, promovendo a durabilidade, confiabilidade e eficiência”, destaca o Murilo Coimbra, do time de especialistas da Texaco, em óleo lubrificante URSA.

Pioneirismo

Com mais de 85 anos de atuação no mercado, presença mundial e cerca de 2 bilhões de litros vendidos no mundo nos últimos 5 anos, a Linha Delo chega para completar os produtos da empresa para motores diesel, combinando a experiência em formulação da Texaco, tecnologia de aditivos de alto desempenho e óleos básicos premium, que proporcionam aumento na durabilidade, confiabilidade e eficiência do motor.- Texaco traz para o Brasil a linha Delo

A Linha Delo possui produtos de alta performance, conforme a empresa, permitindo até 35% melhor controle de oxidação, 68% de proteção contra desgaste e 64% de controle de depósitos (quando comparado com os requerimentos da categoria API CJ4). “Os produtos garantirão performance e durabilidade aos veículos e equipamentos, promovendo aumento no tempo de disponibilidade dos equipamentos e redução no custo total de operação”, destaca Coimbra.

A Texaco Delo 400 SDE pode oferecer intervalos de troca de até 90.000 km (desde que observadas as condições de uso, manutenção e recomendações contidas no manual do fabricante do motor. Quando comparado com os requerimentos da categoria API CJ-04).

“Todos esses benefícios dos produtos Delo garantem a máxima utilização do veículo ou equipamento, diminuindo os riscos de paradas imprevistas. Resumindo: oferece extensão do período de troca, maior proteção e eficiência do equipamento, além de maior vida útil do motor, promovendo maior tempo de disponibilidade do equipamento e redução do custo total de operação”, afirma.

Pioneira no segmento Diesel mundial, Delo se consolidou como marca Premium, sendo precursora de diversos avanços tecnológicos:

• 1936: lançamento do primeiro óleo lubrificante para motores Diesel de alta rotação, viabilizando essa nova tecnologia de motores.
• 1941: primeiro no mundo a desenvolver um óleo lubrificante com aplicação em qualquer motor diesel – adotado pela Marinha dos EUA.
• 1953: primeiro no mundo a desenvolver um óleo de motor Diesel multiviscoso SAE 15W-40.
• 1989: primeiro a documentar 1,6 milhões de km rodados sem retífica em um motor Caterpillar 3406B.
• 1998: primeiro óleo de motor Diesel a atender às especificações API CH-4, Cummins CES 20076 e Mack E0-M Plus para períodos de troca estendidos.
• 2003: primeiro óleo de motor Diesel a atender à norma API CI-4 Plus.
• 2014: primeiro óleo de motor Diesel a atender à norma API CJ-4 de baixa emissão de CO2.
• 2016: desenvolve, junto às montadoras, as novas categorias API CK-4 e API FA-4.

Lançamentos

A linha de produtos Delo que a Texaco Lubrificantes traz para o mercado brasileiro é composta por:
– Delo 400 SDE SAE 15W-40: com tecnologia ISOSYN Advanced é um óleo de motor premium recomendado para motores diesel de quatro tempos naturalmente aspirados e turboalimentados e rodando com diesel S10, quando requeridas pelo fabricante as especificações API CK-4, CJ-4, API CI-4 Plus e anteriores e grau de viscosidade SAE 15W-40.

Principais características:

• Controle de depósitos – minimiza a formação de depósitos nos pistões e turbocompressores devido à capacidade de resistir à oxidação. Sua aditivação detergente/dispersante protege os componentes do motor.
• Custos operacionais minimizados – dispersão da fuligem e aditivação antidesgaste protege cilindros, pistões, anéis e componentes do trem de válvulas contra o desgaste e corrosão, proporcionando maior vida útil e mínima manutenção. Contribui para a máxima utilização do veículo e mínimo tempo parado.
• Compatibilidade com os sistemas de controle de emissões – otimiza a vida útil do Filtro de Particulados Diesel (DPF), minimizando os custos de paradas para manutenção e/ou limpeza.
• Otimização de custos com inventário – pode ser aplicado em motores de 4 tempos a diesel naturalmente aspirados e turboalimentados, e também em motores a gasolina que requerem grau de viscosidade SAE 15W-40 e classificação de desempenho API SN. Permite a simplificação do estoque por atender uma ampla variedade de motores, reduzindo custos, mão de obra e tempo de manuseio.

– Delo Syn ATF HD: especialmente desenvolvido para transmissões automáticas de veículos pesados, como caminhões e ônibus, operando com período de troca estendido. Ele é oficialmente aprovado pela Voith e ZF para intervalos de troca estendidos. Proporciona:
• Intervalo de troca estendido em até seis vezes em comparação com um fluido de transmissão automática convencional.
• Proteção contra a formação borra ou outros depósitos.
• Estabilidade fornecida pelo óleo básico e inibidores de corrosão extra.
• Rápida circulação em climas frios e propriedades lubrificantes em climas quentes.
• Características de fricção otimizadas para trocas de marcha mais suaves e transferência de potência.

Fonte: Texaco
09/10/2020 0 Comentários
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Webinar discutiu evolução e futuro do sistema hidráulico

Por redação 08/10/2020
Escrito por redação

- Webinar discutiu evolução e futuro do sistema hidráulico

A Revista Máquinas & Inovações Agrícolas promoveu webinar “Sistemas hidráulicos – Evolução tecnológica e perspectivas”, com a participação de André Dall Oglio (engenheiro de Aplicação e Produto da Bucher Hidráulica), Diego Farias Estrozi (engenheiro de Aplicações da HydraForce Brasil) e Arno Dallmeyer (engenheiro agrônomo, consultor em mecanização agrícola e professor aposentado pela UFSM), com moderação de Marcelo Couto.

O emprego de força hidráulica é cada vez mais frequente no maquinário agrícola, principalmente no trator. Esse mecanismo teve início com um sistema de três pontos, para suspender implementos. Com o tempo, os comandos foram aperfeiçoados, permitindo controles de profundidade, sensibilidade e vazão, com grande rapidez de resposta. Em alguns tipos de máquinas a transmissão mecânica foi substituída pelo conjunto hidráulico e, mais recentemente, pelo elétrico.

O evento apontou o impacto dessas mudanças sobre a produtividade e eficiência no campo,  como as máquinas já intercalam os sistemas e trabalham de forma híbrida e o que a indústria prepara de novidades para o segmento. Assista aqui!

 

 

 

 

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Venda de máquinas avança 8,9% em setembro

Por redação 07/10/2020
Escrito por redação

- Venda de máquinas avança 8,9% em setembro

As vendas de máquinas agrícolas avançaram 8,9% em setembro, em relação a agosto de 2020, totalizando 4,8 mil unidades comercializadas. Em contrapartida, no acumulado de janeiro a setembro, as vendas amargam queda de 4,2%, quando comparadas a igual período de 2019. Os números fazem parte do levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa a indústria nacional de veículos automotores.- Venda de máquinas avança 8,9% em setembro

“Estamos em fase de recuperação aos anos anteriores. Setembro já é o melhor resultado em 12 meses”, afirmou Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea para o segmento.

As exportações seguiram em baixa, com redução de 12,9% em setembro de 2020, quando comparado a setembro de 2019. Já em relação a agosto, houve aumento de 26,2%.

Produção

A produção de máquinas repetiu a tendência de recuperação das vendas, fechando setembro com aumento de 4,7%, em relação a agosto. Quando comparado a igual período do ano passado, ainda apresenta queda de 4,8%. De janeiro a setembro, a produção desse setor acumula resultado 19,6% menor em relação aos nove primeiros meses de 2019.

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Fabricantes discutem perspectivas para o mercado

Por redação 07/10/2020
Escrito por redação

- Fabricantes discutem perspectivas para o mercado

 

As “Perspectivas de mercado de máquinas agrícolas – A visão do fabricante”, foi tema de debate no , realizado em formato digital, que contou com a participação de Marcelo Borges Lopes, diretor de Vendas da John Deere Brasil; Rodrigo Paez Junqueira, vice-presidente de Vendas na América Latina da AGCO; Eduardo Kerbauy de Freitas Luis, diretor Mercado Brasil da New Holland; e Eduardo Penha, diretor de Marketing Comercial da Case IH.

O diretor da John Deere lembrou que, em 30 anos de carreira, nunca tinha vivido uma situação de volatilidade como foi em 2020. Ele comenta que, no final de 2019 havia uma perspectiva muito grande para o próximo ano, que foi derrubada em março, com o início da pandemia.

Lopes diz que a empresa chegou a fechar as fábricas, por duas, três semanas, dependendo da localização. E que, a partir de agosto, registrou uma nova reversão de expectativas. “Estamos todos envolvidos para manter não só o volume de produção, mas os investimentos das fábricas e concessionárias para fazer frente ao mercado brasileiro”, aponta.

O ponto positivo da pandemia, conforme o executivo, foi a aceleração que ela promoveu no campo digital. “Essa é uma realidade que veio para ficar. As próprias feiras são exemplo disso”, afirma.

Lição

O vice-presidente de Vendas na América Latina da AGCO, afirmou que lição que fica pós-pandemia é o fortalecimento das relações com clientes, fornecedores e concessionários. “A digitalização nos surpreendeu. Ela trouxe um aprendizado na forma de interagir com o cliente, entendendo mais suas necessidades. Esse é o principal legado: a conexão”, acredita.

Ele ressalta que foi o momento de fabricante e concessionários deixar de lado diferenças e se unir para manter as operações dos clientes, com máquinas rodando no campo com segurança e garantindo a comida na mesa de brasileiros.

“Foi um momento único na história. Agora nos preparamos para o que vem daqui para frente. O aprendizado não para. Vamos ter que estar muito flexível a tudo de novo que vem pela frente. Temos uma nova realidade e temos que nos ajustar, com uma visão muito moderna do que vai ser daqui para frente”, avalia.

Lançamentos

O diretor de Marketing Comercial da Case IH, destacou que, apesar da pandemia, a empresa teve o maior ano de sua história em lançamentos. Ele conta que essa programação já havia sido definida em setembro de 2019 e que, quando os primeiros casos de coronavírus surgiram, apesar de serem pegos de surpresa, a decisão foi por manter o cronograma.

“Em primeiro lugar pensamos na saúde de clientes, colaboradores, fornecedores e concessionários. Paramos as fábricas para poder se preparar para essa contenção. O segundo ponto foi garantir a produtividade no campo”, conta. Penha diz que a empresa se preparou em relação à produção, para que os lançamentos não fossem impactados, além de traçar um plano para apresentar esses produtos aos clientes de forma digital.

Ele citou os números divulgados pelo Anfavea, de um avanço de quase 9% nas vendas de máquinas em setembro, como um reflexo da atuação dos fabricantes para não deixar faltar produtos. “As vendas dos fabricantes para concessionários se mantiveram estáveis, porque eles tinham estoque para atender a essa demanda do produtor. O produtor não foi afetado pela paralização na produção”, afirma.

O diretor Mercado Brasil da New Holland também conta que a empresa teve que se reinventar em 2020. “Aproveitamos muito o digital, aprendemos muita coisa”, aponta.

Luis diz que o ano teve altos e baixos, com março e abril lançando uma cortina de fumaça sobre como o agronegócio iria reagir. “Sempre soubemos que o agro não para”, afirma. O executivo diz que 2020 foi um ano de manter a produção e de atender aos desafios impostos. Ele também destacou o estoque de fabricantes e concessionários como um grande colchão que ajudou a vencer toda essa volatilidade.

Digitalização e novas tecnologias

Os avanços e os desafios em agricultura digital também fizeram parte dos debates do 12 Simpósio SAE Brasil de Máquinas Agrícolas. O painel contou com a presença Gregory Riordan, diretor de Tecnologias Digitais da CNH América do Sul; Felipe Santos, gerente de Marketing da John Deere; Alfredo Jobke, diretor de Marketing América do Sul da AGCO, com mediação de Lucas Rios do Amaral, professor da Faculdade de Engenharia Agrícola na Universidade Estadual de Campinas. No final, houve um debate abordando a aplicação de máquinas e implementos agrícolas no cultivo de cana-de-açúcar, grãos, fruticultura e pecuária. O Simpósio contou ainda com uma mostra virtual tecnológica, com possibilidades digitais de interação com os expositores.

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Simpósio de máquinas agrícolas traça cenários pós-pandemia

Por redação 07/10/2020
Escrito por redação

 

- Simpósio de máquinas agrícolas traça cenários pós-pandemia

 

Tradicional evento do calendário de mecanização do País, o 12 Simpósio SAE Brasil de Máquinas Agrícolas foi realizado em formato digital esse ano. Na abertura, Vilmar Fistarol, presidente da CNH Industrial para a América do Sul, destacou a previsão de safra e volume de grãos recordes e falou das expectativas para o futuro das máquinas no pós-pandemia.

O executivo lembrou que, em março, quando os primeiros casos de coronavírus surgiram no Brasil, as previsões para o agronegócio eram muito pessimistas. “Graças a Deus erramos”, afirmou. Ele diz que a realidade se mostrou muito melhor do que qualquer cenário imaginado e que, grande parte desse resultado se deveu à adaptação do setor e da indústria ao novo momento.- Simpósio de máquinas agrícolas traça cenários pós-pandemia

“Tivemos muitas dificuldade no início, mas o momento atual não poderia ser melhor. Claro que não existe momento ideal para crise. Todo mundo sabe disso. Mas estamos mais preparados do que há alguns anos atrás”, aponta.

Carlos Cogo, sócio-diretor de consultoria na Gogo Inteligência em Agronegócio, debateu as “Perspectivas agronômicas para o próximo ciclo agrícola”. Com uma apresentação sobre o desempenho de diversos produtos, favorecidos pelo apetite internacional e pela variação cambial interna, ele mostrou que 2020, contrariando todas as previsões do início da pandemia, acabou sendo um ano extremamente lucrativo para o produtor rural.

O executivo apontou que, no caso das exportações de soja, por exemplo, houve crescimento de 31% de janeiro a setembro deste ano, em relação a igual período de 2019, atingindo uma participação de 43,5% sobre as exportações totais do agronegócio brasileiro. Além disso, o preço da saca de 60kgs saiu de um patamar de US$ 18, em março, para US$ 29, em outubro. Com o impacto do câmbio, internamente, a saca de 60kgs, negociada a R$ 90, em março, conforme o especialista, atingiu R$ 160 em outubro. Cogo diz que essa foi a maior margem líquida já registrada. “Os preços internos registraram preços espetaculares”, assinala.

Os resultados recordes do agronegócio brasileiro esse ano já impactaram, conforme o executivo, as linhas de crédito voltadas ao setor. Ele comenta que, logo após o anúncio do Plano Safra, entre os meses de julho, agosto e setembro, já foram desembolsados 45% do total de recursos do Moderfrota. Para ele, esse deve ser um dos desafios para o próximo ano.

“Não teremos recursos para chegar até dezembro desse ano. Isso vai ser um bom tema para discussão. O que fazer a partir de janeiro?”, indagou.

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