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Notícias

Expointer Digital espera repetir modelo híbrido em 2021

Por redação 05/10/2020
Escrito por redação

- Expointer Digital espera repetir modelo híbrido em 2021
Em uma edição especial, feita praticamente em formato digital, a Expointer 2020 registrou 187 mil visualizações em seu site oficial. A plataforma de negócios Expointer Digital Máquinas Agrícolas, organizada pelo o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), contabiliza, desde 29 de agosto, mais 70 mil acessos, de 38 países, além do Brasil.

“É uma certeza que vamos manter este formato híbrido para o ano que vem. As entidades promotoras da Expointer tiveram um momento de superação para que esta edição acontecesse. Tenho certeza de que esta Expointer inovadora e histórica renderá muitos frutos para a agropecuária gaúcha”, frisa o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho. O titular da pasta afirma que “teremos uma Expointer em dobro” no próximo ano, com a volta do público ao parque e a consolidação do formato digital.

O secretário destaca, também, o sucesso do Drive Thru da Agricultura Familiar. “Essa foi uma ideia nossa e que surpreendeu, deu muito resultado”, avalia. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), cerca de 2 mil carros passaram pelo drive thru durante os nove dias.

De Esteio para o mundo

O site da Expointer se tornou a plataforma de transmissão dos eventos realizados na feira, saindo dos limites de Esteio. Os quatro canais exibiram mais de 300 horas de conteúdo audiovisual, com transmissão ao vivo de 47 eventos, entre julgamentos, provas, seminários e lançamentos. As provas e julgamentos tiveram 35 transmissões, que cobriram todas as suas etapas. Na agenda cultural, uma tradição da Expointer, foram 60 apresentações de artistas gaúchos.

O conteúdo de toda a transmissão ficará disponível em www.expointer.rs.gov.br para que o público possa rever quando quiser. Além disso, o secretário Covatti Filho iniciará tratativas para que os contatos das agroindústrias familiares fiquem permanentemente no site, facilitando a interação entre o público e produtores, estimulando mais vendas ao longo do ano.

Público aprovou formato

O Parque de Exposições Assis Brasil não observou, em 2020, o grande movimento de pessoas pelas suas ruas, como costuma ser em cada edição da Expointer: as restrições impostas pela pandemia da Covid-19 não permitiram a entrada do público para as atividades dentro do parque. Ainda assim, um público fiel à feira conseguiu vivenciar, mesmo que remotamente, o clima da Expointer.

A empresária Cíntia Voges, de Novo Hamburgo, diz que não perde nenhuma edição da Expointer “desde os nove meses de idade”. “Costumamos ir em vários dias, pouquíssimas vezes não consegui ir”, conta. Neste ano diferente, Cíntia arranjou um jeito de poder participar, visitando o Drive Thru da Agricultura Familiar de carro com sua família.

“Ficamos felizes que encontraram uma forma de a gente ter a experiência “Expointer” no ano, pois tudo mudou. Achamos ótimo que as famílias que vivem desse trabalho tiveram essa oportunidade”, pondera. A empresária aproveitou para renovar estoques de produtos da agricultura familiar em sua casa: “Compramos vários produtos: cuca, iogurte, iogurte de cabra, suco de uva, salame…”, enumera.

Como Cíntia, a estudante de Agronomia Jenifer Ramos, de Viamão, também sempre frequentou a Expointer desde pequena, com a família ou os amigos da faculdade. Este ano, se voltou para a plataforma digital da feira para poder acompanhar palestras, rodeios, julgamentos dos animais, a abertura e desfile dos grandes campeões. “Achei ótimo, foi uma boa forma de manter o evento, mesmo na situação que nos encontramos”, avalia.

A Expointer é realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Federação da Agricultura do Estado (Farsul), prefeitura de Esteio, Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs) e Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers).

Fonte: Expointer Digital 2020
05/10/2020 0 Comentários
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Notícias

Diesel Motors é escolhido distribuidor da Perkins no Uruguai

Por redação 05/10/2020
Escrito por redação
- Diesel Motors é escolhido distribuidor da Perkins no Uruguai

Claudio Sapio, diretor da Diesel Motors

A Perkins Engines Company Limited assinou acordo que nomeia a Diesel Motors como distribuidor autorizado da empresa para o Uruguai. Com mais de 25 anos de experiência de trabalho com motores, a Diesel Motors está sediada em Montevidéu, com uma estrutura de escritório administrativo, oficina e armazém de peças. Sua equipe é formada por técnicos de vendas, manutenção e serviços.

“Tradicionalmente, o Uruguai é muito forte nos setores de agricultura e pecuária e, também, estamos vendo um aumento no investimento em grandes projetos de construção”, disse Jaz Gill, vice-presidente de vendas globais, marketing, serviços e peças da Perkins.

Ele continuou: “Como resultado, máquinas novas e usadas, movidas por motores Perkins, estão chegando ao país e todas precisam de atendimento e suporte. A Diesel Motors está bem posicionada para garantir aos clientes que recebam um serviço adequado, dada sua experiência e alcance em todas as regiões do Uruguai”.

Claudio Sapio, diretor da Diesel Motors, disse que “a Perkins é uma grande marca e estamos muito orgulhosos de nos tornarmos o distribuidor no Uruguai. Essa colaboração é muito benéfica para os clientes da Perkins, que não só têm à disposição um excelente motor, mas também o nosso compromisso em fornecer suporte de serviço para ajudá-los a ter sucesso em seus negócios”.

Fonte: Perkins
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Notícias

Perkins nomeia Mainter como distribuidor na Bolívia

Por redação 05/10/2020
Escrito por redação

- Perkins nomeia Mainter como distribuidor na Bolívia

A Mainter foi escolhida pela Perkins como distribuidor autorizado na Bolívia. Sediada em Santa Cruz de la Sierra, capital financeira e comercial do país, a companhia conta com sete filiais distribuídas por todo o território boliviano, o que deve garantir atendimento ágil e eficiente, conforme a empresa, às necessidades dos proprietários de equipamentos com motores Perkins. Parte da Landicorp Corporation, a Mainter foi fundada em 1983 como empresa comercial e de serviços para atender o desenvolvimento agrícola contínuo da Bolívia.

“A Mainter tem experiência tanto no mercado boliviano quanto no setor agrícola”, disse Jaz Gill, vice-presidente de vendas globais, marketing, serviços e peças da Perkins. “Sua reputação comprovada em fornecer serviços de qualidade aos clientes alinha-se com o objetivo principal da Perkins de prover excelência de distribuição aos clientes.”

Hugo Landivar Cuellar, presidente da Landicorp. S.A., disse que “como grupo empresarial, enxergamos o invisível, sentimos o intangível e colhemos o melhor. Vemos a Perkins da mesma forma, atuando forte em todo o mundo e agora ainda mais forte na América Latina. Queremos que a Mainter faça parte desse sucesso, fornecendo ao mercado boliviano um dos melhores motores do mundo, juntamente com a oferta de serviço e suporte ao produto de classe mundial”.

Fonte: Perkins
05/10/2020 0 Comentários
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Notícias

Evento debate engenharia da conservação

Por redação 05/10/2020
Escrito por redação

 

- Evento debate engenharia da conservação

O SACA UEL (Simpósio de Atualização em Ciências Agronômicas – SACA, promovido pelo Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina – UEL), realiza em seu canal do YouTube bate-papo sobre Engenharia de Conservação, com a presença de Dr. Alfonso Peche Filho, do Instituto Agronômico (IAC), além dos professores Dr. Ricardo Ralisch e Dra. Mária de Fátima Guimarães. O evento acontece em 8 de outubro, das 9 às 12 horas.

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Notícias

Falta de peças e componentes impacta venda de máquinas

Por redação 02/10/2020
Escrito por redação

- Falta de peças e componentes impacta venda de máquinas

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou os resultados dos emplacamentos de veículos no mês de setembro e no acumulado de 2020. Considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, as vendas ao varejo cresceram 9,55% sobre o mês de agosto. O volume total foi de 328.233 veículos, em setembro, ante 299.628, no mês anterior.

Por não serem emplacados, os tratores e as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamento junto aos fabricantes.

Apesar de estar com forte demanda, em função da safra recorde, o segmento enfrenta problemas com relação à produção. A indústria continua sofrendo com a falta de peças e componentes e, como resultado, não consegue suprir a demanda.

Em agosto, as vendas (3.983 unidades) registraram queda de 9,83%, na comparação com o mês de julho (4.417). Ante agosto de 2019, a queda foi de 6,96% – quando o segmento registrou 4.281 unidades comercializadas.

Fonte: Fenabrave
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Notícias

CSMIA traça cenários para o agro

Por redação 02/10/2020
Escrito por redação

- CSMIA traça cenários para o agro

Por Adriana Gavaça

Para trocar experiências sobre o mercado atual, macroeconomia, tendências tecnológicas e os cenários da agropecuária no Brasil e no Mundo, a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), promoveu a 20° edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial para 2021 com o tema “O Agro brasileiro e a recuperação econômica”.

O presidente da CSMIA, Pedro Estevão, abriu o evento com a notícia de crescimento de 9%, nas vendas reais de máquinas agrícolas, no Brasil, já descontada a inflação, o melhor patamar desde 2013.

O resultado, conforme o executivo, já impactou sobre as linhas de crédito para o setor. “O volume do Pronaf Mais Alimentos e do Moderfrota deve se esgotar até dezembro”, apontou. Ele disse não acreditar em aportes adicionais do governo, até por conta do cenário econômico atual.

O Pronaf Mais Alimentos pode ser contratado de forma individual e coletiva e é voltado exclusivamente para o financiamento de construção, reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações permanentes; máquinas; equipamentos, inclusive de irrigação; e implementos agropecuários e estruturas de armazenagem, de uso comum. Já o Moderfrota é um financiamento para a aquisição de tratores, colhedoras, plataformas de corte, pulverizadores, plantadoras, semeadoras e equipamentos.

No início da semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia publicado circulares informando que a linha Inovagro e parte da linha do Pronaf Investimento foram suspensas “em razão do nível de comprometimento de recursos disponíveis para o Ano Agrícola 2020/21”. No caso do Pronaf Investimentos, o banco disse que a suspensão ocorreu exclusivamente nas linhas de crédito com taxa de juros prefixada de até 4% ao ano e que, portanto, “não se aplica aos financiamentos destinados à aquisição de caminhonetes de carga e de motocicletas adaptadas à atividade rural, bem como à aquisição de tratores e implementos associados, colheitadeiras e suas plataformas de corte, assim como máquinas agrícolas autopropelidas para pulverização e adubação”. Em relação ao Inovagro, linha destinada à inovação tecnológica na produção agropecuária, houve comprometimento total dos recursos, mesmo eles sendo 33% maiores este ano-safra em relação ao anterior, somando R$ 2 bilhões. Já as linhas totais do Pronaf (custeio, comercialização e investimento) somam, no atual ciclo, R$ 33 bilhões, volume 5,7% maior ante 2019/20.

Recuperação

O seminário contou ainda com a participação de João Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que falou sobre “O Impacto da Proteína Animal na Nova Economia Mundial”; Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco e vice-presidente do comitê de macroeconomia da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), com o tema “Macroeconomia e Seus Efeitos no Setor Agropecuário Brasileiro”. Além de Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, acerca dos “Cenários da Agropecuária no Brasil e no Mundo”.

Em sua palestra, Santin destacou o avanço da pecuária brasileira, com aumento nas exportações, cujo principal mercado ainda é a China, que participa com 31%. Ele destacou o fato de as proteínas animais terem rastreabilidade em todo o processo, status sanitário de nunca ter tido gripe aviária e estar livre da zona de peste suína africana. “Temos ainda flexibilidade de mercado. Exportamos hoje para mais de 160 países”, destacou.

O executivo disse que o setor também foi impactado pela crise econômica, mas que a alta do dólar ajudou a diminuir as perdas. Sobre como enxerga o futuro, Santin se mostra otimista para o setor.

“A proteína animal ainda será uma forte opção na escolha do consumidor no cenário pós-Covid”, assinala. Por outro lado, o executivo reconhece que os preços seguirão a tendência de alta, principalmente na carne vermelha. “Em uma conjuntura econômica sensível, mesmo os consumidores mais ávidos podem estar dispostos a migrar de proteína, optando pelas carnes de aves e suínas”, aponta.

Dívida preocupa

- CSMIA traça cenários para o agro

Economista destacou estímulo dado à economia global

O economista-chefe do Bradesco e vice-presidente do comitê de macroeconomia da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Fernando Honorato, falou sobre o tema “Macroeconomia e Seus Efeitos no Setor Agropecuário Brasileiro”.

Honorato ressaltou a ajuda que a economia mundial recebeu de seus governos, durante a pandemia, como um dos fatores principais para uma retomada agora. “Foi um caminhão de estímulos só visto no pós-guerra”, afirmou. No Brasil, ele lembrou que esse socorro se aproximou de 9% do PIB.

Para ele, o País foi beneficiado pela contribuição do mercado externo. Enquanto a expectativa para o comércio global é de queda de 4,5%, este ano, no Brasil as exportações seguem em alta. “É um dos poucos países que tem aumento de exportação e 80% desse volume se deve ao mercado agrícola”, destacou. A explicação para esse resultado, o economista diz que está na combinação de câmbio favorável, safra agrícola recorde e demanda global.

Como desafio, Honorato aponta uma preocupação no mercado financeiro sobre se o teto da dívida será mantido pelo governo e de que forma essa manutenção será feita, se por cortes nos gastos ou por aumento da arrecadação, através de impostos.

“Se não for corte de gastos e aumento de arrecadação, o caminho é a inflação. Podemos aí ter uma desorganização do ambiente de negócios e preços de ativos”, assinala.

Para o executivo, a taxa de câmbio está atingindo um ponto de alerta. Ele ressalta que, embora o nível atual seja bom para setores exportadores, como a agricultura, por outro lado poderá representar “apenas risco, inflação e descontrole”. “Estamos atingindo um risco limiar”, alerta.

Agropecuária em foco

Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, apresentou em seu painel “Cenários da Agropecuária no Brasil e no Mundo”. O executivo destacou o potencial do País em alguns setores, como milho, em que hoje as exportações somam cerca de 14,3%, nas últimas duas décadas, com potencial para passar os Estados Unidos em breve.

 

 

 

 

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Notícias

63ª Semana Luiz de Queiroz terá programação on-line

Por redação 01/10/2020
Escrito por redação

- 63ª Semana Luiz de Queiroz terá programação on-line
De 5 a 10 de outubro, acontece a 63ª Semana Luiz de Queiroz. O evento tem organização da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e da Associação dos Ex-Alunos da Esalq (Adealq).

Este ano, o tema central será “Bioinsumos na Agricultura, Pecuária e Floresta” e, em virtude do atual momento de pandemia, a iniciativa será realizada exclusivamente em formato virtual. Na programação, estão contemplados painéis de discussão, webinars técnicos-científicos de âmbito internacional e bate papos apresentando o panorama atual da Esalq. O público poderá conferir a programação, gratuitamente, no YouTube.

A solenidade de abertura contará com a participação de autoridades acadêmicas e representações políticas das esferas estadual e federal. Na sequência, o Painel “Bioinsumos: política pública, mercado e inovação”, com moderação de Fernando Dini Andreote (Esalq), trará como painelistas Alessandro Cruvinel Fidelis (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); André Malzoni Dias (Spark Inteligência Estratégica), José Eduardo Portela Santos (Universidade da Flórida), José Roberto Postali Parra (Esalq) e Wagner Bettiol (Embrapa Meio Ambiente).

Fonte: Esalq/USP

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Notícias

Núcleo Feminino da Cooabriel participa de evento digital

Por redação 30/09/2020
Escrito por redação

- Núcleo Feminino da Cooabriel participa de evento digital

Sucessão familiar, gestão financeira da propriedade e as perspectivas para o agronegócio no cenário político e econômico. Esses são alguns dos temas que cerca de 31 mil mulheres que atuam em mais de 200 cooperativas de todo o Brasil tiveram acesso durante o Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas, realizado pelo Grupo Conecta que, este ano, foi realizado de forma virtual, em 29 e 30 de setembro.

Quatorze mulheres do Núcleo Feminino da Cooabriel participaram do encontro. “O mundo virtual ainda é um obstáculo para algumas, mas não é impossível. O debate é muito rico em experiências de mulheres que se superaram no agro. Já tivemos um aprendizado muito grande”, afirmou a coordenadora do Núcleo Feminino pela Cooabriel, Nadya Bronelle.

Com o tema “Mulher sábia edifica sua família, sua propriedade e seus negócios”, o encontro apresentou uma palestra com o Padre Fábio de Melo. O objetivo do programa foi proporcionar às participantes um conteúdo  que abrange o dia a dia profissional, mas também se preocupa com as emoções, o equilíbrio e o bem-estar.

A secretária do Núcleo, Cleida Aguiar Massucatti, falou de sua impressão sobre o evento. “É admirável constatar como as mulheres evoluíram no ramo do agronegócio. Uma lição de esforço, formação educacional e superação de dificuldades. De acordo com o que estamos vivenciando neste encontro, a presença das mulheres nesta jornada está se alicerçando a cada dia. Seja por sucessão, por herança ou desejo pessoal. Todas dizem não ser fácil, mas possível. Isso gera um grande prazer, realização profissional e financeira”, compartilhou.

“Vivemos o nosso novo normal, mas ainda temos que aprender muito. Teve experiências incríveis de mulheres que se superam e são hoje exemplo de vida e sucesso. Uma fala que foi dita que chamou muito a minha atenção é admitir que precisamos perguntar, aprender e viver sem arrogância”, finalizou a sócia e coordenadora do Núcleo Feminino da Cooabriel, Jocelina Araújo Cuquetto.

 

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Notícias

Encontro debate o papel da mulher na revolução das máquinas agrícolas

Por redação 30/09/2020
Escrito por redação
- Encontro debate o papel da mulher na revolução das máquinas agrícolas

Lançamentos da Jacto tinha uma mulher entre os principais engenheiros da área de automotrizes

A Revolução das máquinas – Tecnologia e inovação foi tema de debate no Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas, promovido pelo Grupo Conecta, em formato digital, cuja principal discussão se concentrou no papel da mulher sobre essas mudanças. O evento contou com a participação de Fernando Gonçalves Neto, diretor presidente da Jacto; Fernando Degobbi, presidente da Coopercitrus; e Aquiles de Oliveira Dias, diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo.

O presidente da Jacto abriu o debate com a apresentação de números que comprovam o aumento da participação das mulheres no agronegócio brasileiro. “Estudos mostram que o percentual de mulheres no setor subiu de 24%, em 2004, para 28%, em 2015”, explicou. O executivo apontou ainda que, segundo dados do IBGE, em 2017, já havia mais de um milhão de mulheres dirigindo propriedades rurais.

Diante desses resultados, Gonçalves Neto, questionou aos participantes se a tecnologia está ajudando na maior inserção do público feminino no setor agrícola. Ele usou o exemplo de um cliente da empresa que está mudando todos operadores de costais à bateria para mulheres. “Ficamos intrigados com aquela mudança. E o que recebemos de resposta é que elas cuidam melhor das máquinas, são mais detalhistas, o que reduzia os custos para a companhia”, explicou.

O executivo aponta também a vocação das mulheres para atuarem com tecnologia e agricultura de precisão. Ele conta que os lançamentos da Jacto esse ano, que levaram ao mercado inovações tecnológicas, tinha entre os principais engenheiros na área de automotrizes, uma mulher. “Tipicamente temos uma dificuldade com os homens que normalmente não se preocupam com detalhes e ergonomia, no projeto de máquinas. Na fábrica, também percebemos que, na solda, as mulheres têm um acabamento melhor”, aponta.

Para Dias, da Coamo, a questão da tecnologia, independentemente do operador, ainda passa pelo problema de falta de conectividade no campo. “Temos muitas ferramentas hoje para usar na agro, basta ver o que já vem embarcado em colhedoras e tratores, mas poucas estão agregando valor para o produto. O produtor ainda não utiliza essa tecnologia da maneira adequada. Falta fazer a conexão de vários itens para que se torne um dado capaz de ajudar o produtor a tomar decisões”, aponta.

Operadoras

Uma das questões levantadas pela plateia virtual que acompanhava o evento foi se eles achavam que as mulheres operando máquinas no campo ainda assustavam o público masculino.

O presidente da Coopercitrus acredita que no passado isso pode ter acontecido, mas que hoje não mais e usou uma experiência recente, em que durante o voo descobriu que o comandante era mulher. “Me senti mais seguro com ela. Então penso que uma mulher operando máquinas na agricultura deva passar mais segurança ainda”, afirma.

Degobbi diz que esteve em Israel onde um estudo com mais de 400 empresas, que pretendia medir o sucesso financeiro e inovação, mostrou que aquelas que investiam mais em diversidade e alinhamento de valores e propósitos tiveram melhores resultados. “As empresas que conseguem combinar essas coisas tem mais sucesso no mercado”, acredita. O executivo afirma que na cooperativa a direção da área financeira, TI, recursos humanos e marketing já estão nas mãos de mulheres.

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Notícias

Evento discute empreendedorismo feminino na cafeicultura

Por redação 30/09/2020
Escrito por redação
- Evento discute empreendedorismo feminino na cafeicultura

O empreendedorismo feminino foi tema do Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas

O empreendedorismo feminino foi o tema do painel que discutiu o papel da mulher na cafeicultura, durante Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas, promovido pelo Grupo Conecta, em formato digital. O evento contou com a participação de Patrícia Carvalho, gerente de Projetos Especiais do Grupo 3 Corações; Vanúsia Nogueira, diretora executiva na Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA); Isabel Vilela, gestora executiva na Aliança Internacional das Mulheres do Café – IWCA Brasil; e a produtora Luciene Mota.

Uma das primeiras mulheres a atuarem no setor, Vanúsia relatou as dificuldades que enfrentou até chegar à diretoria executiva da BSCA. “Faço parte de uma geração de mulheres que começaram a buscar seu lugar no mercado de trabalho”, afirma. A executiva lembra que durante muito tempo em sua carreira participou de reuniões em que ela era sempre a única mulher a fazer parte.

“Até a virada do século, a mulher primeiro precisava mostrar competência para só então ser aceita. Hoje a gente vê essa mudança. Ainda somos minoria, mas já somos muito respeitadas dentro do processo”, assinala. Para a executiva, as mulheres se destacam no mercado de trabalho por serem mais perspicazes, detalhistas e caprichosas. “Não somos mais nem menos que os homens. Somos diferentes. Aos poucos, vamos conquistando nosso lugar. Já temos uma ministra da Agricultura e Pecuária, uma presidente da Sociedade Rural Brasileira e, na BSCA, já tivemos uma mulher na presidência”, aponta.

Superação

Quarta geração da família de cafeicultores, Vanúsia nasceu em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, cidade reconhecida pela produção de café. “Ouço falar de café desde antes de nascer”, comenta. Mesmo assim, ela não pensou de trabalhar de imediato com o produto. Estudou tecnologia da informação, fez administração e marketing. Trilhou por empresas brasileiras, consultorias, até se tornar sócia, em 1998, na PricewaterhouseCoopers (PwC), nos Estados Unidos, onde viveu por nove anos.

Em 2002, a executiva decidiu se dar um ano sabático. Foi quando retornou à sua cidade natal. “Voltei para Minas em uma época terrível para os preços do café”, comenta. Sua experiência profissional e vivência internacional a aproximou de exportadores que buscavam por novos nichos de mercado para a cafeicultura.

“Foi então que organizei o Centro de Excelência do Café, no sul de Minas, que foi o primeiro centro de excelência a entrar no ar”, explica. O projeto lhe rendeu um convite para ser a principal gestora da BSCA.

Isabel é outra que faz parte da quarta geração da família a trabalhar com café. Assim como Vanúsia, também não teve interesse em atuar nesse segmento desde cedo. “Via meu pai plantando, mas não pensava em fazer o mesmo. Faltava representação feminina para eu me identificar na época”, acredita.

Ela deixou o interior de Minas Gerais para estudar em Belo Horizonte. E, a partir de um intercâmbio, na China, organizado pela universidade em que estudava, o café voltou à sua vida. “Cheguei na China em um momento que o café estava no auge, com várias Starbucks sendo inauguradas”, comenta. De volta ao Brasil, Isabel foi convidada para participar de um projeto como intérprete, na semana internacional do café. “Foi ali que vi esse mundo do café. Soube que lá existia um encontro de mulheres do café e pensei: quero fazer parte disso!” A executiva foi voluntária na IWCA, antes de se tornar executiva na Aliança Internacional das Mulheres do Café.

Projeto Florada

- Evento discute empreendedorismo feminino na cafeicultura

Projeto Florada tem por objetivo estimular ações de empreendedorismo entre mulheres que cultivam café

Patrícia, que nasceu em Santa Rita do Sapucaí, se aproximou do café após estudar e morar por nove anos em São Paulo. Ela conta que já pensava em retornar para sua cidade, quando se candidatou à uma vaga no Grupo 3 Corações. De lá pra cá, Patrícia ocupou diversos cargos no marketing da empresa, antes de chegar à gerência de Projetos Especiais, do qual o Florada faz parte. O projeto tem por objetivo estimular ações de empreendedorismo entre mulheres que cultivam café, incentivando melhores práticas na produção de cafés especiais. Realizado em parceria com a BSCA, o projeto está em sua terceira edição, com 100% do lucro revertido para as mulheres cafeicultoras.

A executivo diz que agora está pronta para mais um passo dentro do segmento. “Estou em uma transição, dividindo meu tempo para começar a vida de produtora. Esse ano, minha família completa 100 anos na cafeicultura”, afirma.

Já a produtora rural Luciene Mota contou sua trajetória iniciada como apanhadora de café, ainda aos nove anos de idade, quando ajudava seus pais nas lavouras. Ela conta que percorreu um longo caminho trabalhando quase a vida toda colhendo café até ter a oportunidade de produzir seu próprio café, em 2013. Nos dois últimos anos, viu seu trabalho reconhecido, com a participação no Projeto Florada,  no qual conquistou o terceiro lugar.

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