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Manutenção

Causas frequentes de quebras

Por redação 20/08/2020
Escrito por redação
- Causas frequentes de quebras

Por Joel Sebastião Alves*

As máquinas agrícolas quebram ou deixam de funcionar corretamente sempre no momento que mais se necessitam de seu uso: verdade? Sim; “a mais pura verdade”, no dizer do homem do campo. Neste cenário, uma diferença fundamental é importante destacar: a utilização do maquinário agrícola, na maior parte dos casos é sazonal, havendo um período de parada. E, por mais paradoxal que pareça, esse tempo parado é que acelera a deterioração de alguns componentes, fazendo com que no uso subsequente haja a ruptura ou o mau funcionamento.

Claro que poderia ser aproveitado o período parado para fazer as revisões, que às vezes ocorrem, mas nem sempre. A ruptura de componentes ou o mau funcionamento de um conjunto mecânico está relacionado a vários fatores, mas podemos agrupar as causas em dois tópicos: manutenção e operação.

Quando manutenção e operação correm bem e lado a lado as quebras desaparecem ou são reduzidas a quase a zero. Portanto, operadores bem treinados e conscientes de suas responsabilidades, uma equipe de manutenção qualificada e local com ferramental adequado são as soluções para evitar quebras nos momentos de maior necessidade.

O que mais quebra por falta de manutenção? Eixos, buchas e mancais, rolamentos, engrenagens, cruzetas e acoplamentos, molas e hastes ou alavancas. O que deixa de funcionar por falta de manutenção? Motores, sistema hidráulico, sistema de combustível, lubrificação, componentes destinados a controle de temperatura, sistemas de frenagens.

Manutenção permanente e com planejamento adequado à realidade local é a solução. Planejar a manutenção nos momentos propícios e executá-la de forma correta, eis o que deve ser feito para evitar quebras e mau funcionamento. Parece simples, mas diante da nossa realidade atual é algo bastante complexo de ser implantado nas propriedades rurais. Enumeramos alguns fatores que dificultam tal aplicação:

Aspectos históricos e culturais – Com raras exceções, não há nesse imenso País um passado que mostre a realização de manutenção de máquinas agrícolas nas propriedades. Todos os que convivem no campo já ouviram essa frase: “aqui isso nunca foi feito.” E a situação vai passando de pai para filho e por gerações. Não é muito fácil romper com essa tendência de repetir o passado, portanto, é algo cultural.

Qualificação da mão de obra – O trabalhador rural ainda carece de formação profissional para exercer seu trabalho com eficácia – aliás, esse é um problema homérico que atinge todos os setores da produção. Tanto que pessoas, para trabalharem na manutenção de máquinas agrícolas, sempre são solicitadas nas propriedades rurais. Assim como há também muita queixa dos proprietários sobre a qualidade dos serviços de manutenção, mesmo quando terceirizados.

Essa é uma realidade que necessita urgentemente ser corrigida, pois, na formação técnica de nível médio, em algumas atividades já há saturação da mão de obra, mas o que há carência é na formação profissionalizante, ou seja, quem de fato executa os serviços de manutenção. Demonstrando claramente: aquele que entra embaixo do trator para sacar o tampão do óleo do carter, que vai retirar e instalar os filtros, que vai substituir o terminal esférico do braço da direção . . . É esse profissional que falta, e cada vez mais escasseia na realidade atual desse universo virtual que vive nossa juventude.

Aspectos financeiros – Manutenção tem custos! Então, deixamos como está até onde vai funcionando e quando aparecer o problema aí se vai ver o que é possível fazer. Eis um comportamento ainda bastante predominante.

Vejamos um exemplo prático que engloba os três fatores citados acima: no sistema de direção dos tratores há um componente identificado como “braço axial da direção” ou também “haste com terminal esférico”, ou simplesmente “pivô da direção”.

É um dispositivo de acoplamento junto ao terminal da barra da direção com uma junta esférica alojada numa cavidade correspondente, que tem como função possibilitar a mobilidade do comando da direção junto ao suporte da ponta do eixo. Pois bem, essa junta esférica metálica (pivô) possui lubrificação com graxa que vem blindada de fábrica e com uma coifa de borracha para proteger das impurezas.

Esse material de borracha com o tempo resseca e apresenta trincas, por onde penetra poeira e material abrasivo, que adere à graxa, formando assim um verdadeiro esmeril no material metálico da articulação. O que fazer? Assim que observar pequenas trincas na coifa solicitar sua substituição. Qual valor dessa coifa? Aproximadamente R$ 20 (o quê? Isso mesmo!). E para fazer o serviço? Agora é o problema, pois é necessário parar a máquina e dispor de ferramentas e pessoal treinado.

Necessita um sacador especial para não danificar o braço axial, pois o “velho estilo da marreta” não vai funcionar ou vai deixar algum dano, e também precisa que se faça a correção adequada da convergência da geometria ao reinstalar o braço axial com a nova coifa. “Tudo isso? Então vai tocando que depois se vai ver. Está funcionando? Mete bronca e não para.” E o esmeril continua atuando e a folga começa a aparecer.

Quando operador é competente observa e deve relatar na inspeção diária. Aí o serviço não é mais só a coifa de borracha, agora já é necessária trocar o braço axial completo, ao custo bem mais elevado. Como o trator não pode parar, continua-se por mais um tempo. Quanto? Até que nem se lembre mais. Parou na entressafra, entrou umidade, e depois volta a trabalhar. A folga agora já é maior: “chega a ser umas férias”, na linguagem de oficina.

O que vem na sequência: folga nas buchas e mancais do suporte da ponta de eixo, e daí para os rolamentos de rodas é um passo. E se for com tração no eixo dianteiro até as cruzetas entram em jogo. Folgas, desgastes, até que, no dia de maior demanda, quebra tudo: cruzeta, rolamentos, pinos e braço axial. Máquina parada, serviço por fazer, atropelo na oficina e esvaziando o bolso do proprietário. Voltamos lá no início; qual era o valor da coifa de borracha?

Apenas um exemplo, mas existem tantos outros. Manutenção! Quem faz manutenção? Talvez alguns façam, talvez algum dia todos façam. Assim esperamos e almejamos esse futuro o mais rápido possível, pois todos ganham.

- Causas frequentes de quebras

E a operação? Pode ser causa de quebra ou mau funcionamento? No linguajar operacional: “a pecinha atrás da direção” pode ser sim um dos fatores que contribui. O operador é o principal agente para os cuidados da máquina, e ao mesmo tempo também pode ser o principal destruidor do equipamento. O comportamento e o manuseio dos comandos por parte do operador são determinantes para manter a máquina em pleno funcionamento. Será?

Um operador despreparado ou mal intencionado pode quebrar uma ponta de eixo ou uma engrenagem da caixa ou diferencial no arrancar o deslocamento de um trator, por mais mecanismos de segurança e proteção que haja. Assim, como na utilização dos diversos implementos durante a execução dos serviços, ao tracionar implementos, se o operador não manter atenção constante, poderá sofrer trancos violentos que podem levar a rupturas e quebras de componentes.

Repetimos (essa é a vocação de Instrutor), o que em outras oportunidades já destacamos: todo o operador deve possuir conhecimento de como funciona a máquina e seus diversos conjuntos mecânicos, bem como do implemento que está acoplado ao trator, pois é a partir desse conhecimento que é possível racionalizar o uso adequado da máquina. Caso contrário, o operador apenas irá decorar alguns procedimentos e não saberá agir e decidir diante de situações diferenciadas. Treinar e qualificar constantemente as equipes de operação e reforçar diariamente a importância de um comportamento ético correto e seguro na operação.

Algumas atitudes operacionais que podem serem adotadas pelos operadores e que certamente irão acarretar danos, estão relacionadas aos comandos que podem ser executados de forma brusca ou aos solavancos. Quando se opera uma máquina de grande capacidade de força, também os comandos possibilitam mudanças na distribuição e aplicação dessas forças, e se não forem tomados alguns cuidados, as quebras e mau funcionamento logo aparecerão.

Por exemplo: ao levantar o giro do motor excessivamente no momento de soltar a embreagem, irá causar um impacto violento em toda a transmissão, podendo até quebrar uma engrenagem ou um eixo; ao realizar um comando do hidráulico, executar de forma repetitiva e bruscamente, jogando o comando num vai-e-vem proposital para sacudir todo o equipamento, assim pinos, mancais e hastes do pistão hidráulico estarão expostos a rupturas; nas máquinas com transmissão automática forçar paradas bruscas com uso abusivo dos dispositivos de segurança, e manter o giro do motor acima do recomendado. Eis alguns procedimentos operacionais ainda possíveis de constatar-se por parte de alguns operadores e que levam a quebras e mau funcionamento.

Investir na manutenção e na operação é o caminho para uma vida longa do maquinário e sem surpresas de quebras e atropelos na hora de executar os serviços tão necessários que a máquina possibilita, e assim usufruir dos lucros indispensáveis ao agronegócio.

*Joel Sebastião Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários

20/08/2020 0 Comentários
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Manutenção

Ação Preditiva: novo rumo para o agro?

Por redação 20/08/2020
Escrito por redação

- Ação Preditiva: novo rumo para o agro?

 

Por Joel Sebastião Alves*

A prática do dia a dia na manutenção de máquinas e as novas tecnologias, bem como as definições e planejamentos dos serviços, sempre envolvem diversas opções que devem ser muito bem analisadas pelos administradores. Agora, a assistência diária deve estar presente, pois do contrário os custos disparam, e não há administração que consiga sobreviver. Mas que manutenção?

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Lembro-me do engenheiro aeronáutico norte-americano Joe Sutter que sintetiza muito bem as escolhas para manutenção: “Manutenção quando vai bem, ninguém lembra que existe. Quando algo vai mal, dizem que não existe. Quando é para gastar, acham que não é preciso que exista. Porém quando realmente não existe, todos concordam que deveria existir.”

Três são os tipos possíveis de planejar a manutenção: corretiva, preventiva e preditiva; nos processos industriais, com controle de qualidade balizado por normas mais rigorosas, há ainda a Manutenção Produtiva Total.

Na realidade rural atual, a manutenção preventiva começa a se fazer presente em substituição à tradicional corretiva, que ainda marca presença com muita ênfase. Apenas para lembrar: a corretiva é manutenção feita somente quando o equipamento apresenta problema.

A preventiva é planejada através de controle periódico de uso – no caso do maquinário agrícola é por tempo (horas) de funcionamento –, evitando serviços sem planejamento e substituição de peças, portanto, mais econômica. Na corretiva evidentemente os custos são bem maiores, além dos custos do equipamento parado no momento em que dele mais se necessita.

E a preditiva? Essa é a manutenção ideal, pois é planejado conforme cada realidade do serviço que o equipamento executa. Ela, no entanto, requer equipe qualificada, ferramental e equipamentos de diagnósticos diversificados. Diante disso, poderia afirmar que para o Técnico de Manutenção é o seu objetivo profissional: planejar e executar a manutenção preditiva.

É a manutenção que ele, como profissional, elabora de acordo com suas experiências e conhecimentos e considerando a realidade do maquinário que deve ser mantido. Nós, como agentes de manutenção, estudamos para isso – é o nosso “sonho de consumo”. O profissional de manutenção visa manter o pleno funcionamento, com mínimas intervenções possíveis, mas dentro do necessário, e estendendo a vida útil do maquinário.

Prolongar o uso adequado do equipamento? Numa sociedade em busca permanente de consumo, será ainda um objetivo? Entendo que sim, mas sou obrigado a reconhecer que tal situação entra em confronto com outros segmentos da nossa sociedade atual. Não posso furtar-me de fazer essa ressalva pois já convivi com tal situação! Eis alguns princípios básicos para implementar a manutenção preditiva:

  • determinar, antecipadamente, as necessidades de manutenção;
  • eliminar desmontagens desnecessárias;
  • aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos;
  • reduzir o trabalho de emergência não planejado;
  • impedir o aumento de danos;
  • aproveitar a vida útil total dos componentes e do equipamento;
  • aumentar o grau de confiança no desempenho do maquinário;
  • determinar previamente as interrupções de operação para executar a manutenção.

- Ação Preditiva: novo rumo para o agro?

A manutenção preditiva, geralmente, adota vários métodos de investigação para intervir nas máquinas e equipamentos. Entre eles destacam-se: estudo das vibrações; análise dos óleos; análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. Por meio da medição e análise das vibrações de uma máquina em serviço normal de produção detectam-se, precocemente, a presença de falhas que devem ser corrigidas, tais como:

  • rolamentos deteriorados;
  • engrenagens defeituosas;
  • acoplamentos desalinhados;
  • rotores desbalanceados;
  • vínculos desajustados;
  • eixos deformados;
  • lubrificação deficiente;
  • folga excessiva em buchas;
  • falta de rigidez;
  • problemas aerodinâmicos;
  • problemas hidráulicos;
  • cavitação.

O aparelho empregado para análise de vibrações é conhecido como analisador de vibrações. No mercado há vários modelos, dos mais simples aos mais complexos; dos portáteis até os instalados definitivamente nas máquinas para monitoração constante.

Análise dos óleos:

Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação, tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos.

A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Essa regulagem otimiza os intervalos das trocas. A análise dos óleos permite também identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A identificação é feita pelo estudo das partículas sólidas misturadas aos óleos.

Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças. A análise dos óleos é feita por técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias, reagentes, instrumentos e equipamentos. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros, centrífugas, fotômetros de chama, peagâmetros, espectrômetros, microscópios etc. O laboratorista, usando técnicas adequadas, determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes.

As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são:

  • índice de viscosidade;
  • índice de acidez;
  • índice de alcalinidade;
  • ponto de fulgor;
  • ponto de congelamento.

Em termos de contaminação dos óleos, interessa saber quanto existe de:

  • resíduos de carbono;
  • partículas metálicas;
  • água ou outros fluídos.

Assim como no estudo das vibrações, a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito.

- Ação Preditiva: novo rumo para o agro?

Análise do estado das superfícies:

A análise das superfícies das peças, sujeitas aos desgastes provocados pelo atrito, também é importante para controlar o grau de deteriorização das máquinas e equipamentos. A análise superficial abrange, além do simples exame visual – com ou sem lupa –, várias técnicas analíticas, tais como:

  • endoscopia;
  • holografia;
  • estroboscopia;
  • molde e impressão.

Análise estrutural:

A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Por meio dela se detectam, por exemplo, fissuras, trincas e bolhas nas peças. Em uniões soldadas, a análise estrutural é de extrema importância. As técnicas utilizadas são:

  • interferometria holográfica;
  • ultra-sonografia;
  • termografia;
  • radiografia (raio X);
  • gamagrafia (raios gama);
  • magnetoscopia;
  • correntes de Foucault;
  • infiltração com líquidos penetrantes.

Periodicidade dos controles:

A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. As informações são registradas numa ficha, possibilitando ao responsável pela manutenção tê-las em mãos para as providências cabíveis. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores:

  • número de máquinas;
  • pontos de medição;
  • tempo de utilização;
  • caráter “estratégico”;
  • meios materiais para a execução dos serviços.

O aperfeiçoamento da manutenção preditiva, consiste em um conjunto de procedimentos para determinar o momento ótimo da manutenção em vez de intervenções periódicas. É feita através da análise estatística e sintomática. Vantagens da manutenção preditiva:

  • ganho de vida útil;
  • controle dos materiais (peças, componentes, partes etc.) e melhor gerenciamento;
  • diminuição dos custos;
  • maior produtividade;
  • diminuição dos estoques de produção;
  • menos peças de reposição;
  • melhoria da segurança;
  • credibilidade do serviço oferecido;
  • motivação do pessoal e boa imagem da oficina.

A eficácia da manutenção preditiva depende da confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Há custos relativamente altos para a implantação, que tendem a se diluir, a longo prazo, o que exige estudo realista da sua viabilidade. Realizar manutenção preditiva parcial dificilmente terá os resultados esperados, e até o contrário, pois os custos de equipamentos de diagnósticos se transformam em verdadeiros franksteins dentro das oficinas.

Cito exemplo que presenciei: o administrador adquiriu equipamentos para análise de vibração e temperatura, terceirizou a análise dos óleos e ficou nisso. E o restante? Faltou muito. Então, não funcionou. Na manutenção preditiva a “meia-boca” não serve, ou se implanta de forma correta ou mantém-se a preventiva.

Como dever ético profissional de Técnico de Manutenção, e com algumas décadas de vivência, sinto-me confortável para dizer: o agro brasileiro ainda está se equilibrando na manutenção preventiva e deveria tirar mais proveito desse modelo. A ressalva é para fazendas com equipes de manutenção qualificadas, cujo passo seguinte é mesmo adotar a preditiva.

Tudo tem o seu tempo, e mais do que qualquer outro, o homem do campo sabe muito bem disso; há tempo de plantar e o tempo de colher, mas também o tempo de espera. Não adianta se precipitar ou pular etapas, pois os estragos serão homéricos. A carreta na frente dos bois não anda.

*Joel Sebastião Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários

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20/08/2020 0 Comentários
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Notícias

Jacto investe em novos segmentos do mercado de máquinas agrícolas

Por redação 19/08/2020
Escrito por redação
- Jacto investe em novos segmentos do mercado de máquinas agrícolas

A entrada em novos segmentos de mercado faz parte das estratégias da companhia para crescer

Empresa anuncia lançamento de uma linha de produtos de plantio, de colheita de cana, e da terceira geração de pulverizador autônomo, o Arbus 4000 JAV

A Jacto anunciou hoje a entrada em dois novos segmentos de mercado, o de plantio e o de colheita de cana de açúcar, por meio do lançamento de uma série de produtos, além da apresentação do Arbus 4000 JAV, pulverizador autônomo, reforçando sua atuação dentro do setor agrícola. Além disso, investiu esforços na área de serviços, através do Ecossistema Digital da Jacto, a plataforma Jacto Connect.

“Este é um marco de novos tempos para nós, como uma empresa que há 72 anos tem contribuído para a agricultura e com o olhar voltado para o futuro e de onde queremos estar nos nossos 100 anos. Essa amostra de produtos e serviços, alguns com entrada no mercado já em 2020 e outros nos anos subsequentes, reforçam o DNA inovador da empresa, em busca de novidades que façam sentido para o campo e que sejam instrumento de competitividade para o agricultor do Brasil e do mundo diante de um cenário mais exigente e desafiador”, comenta Fernando Gonçalves, diretor presidente da Jacto.

A entrada em novos segmentos de mercado faz parte das estratégias da companhia para crescer nos próximos anos. “Significa criar novas linhas de produtos, entrar em novos mercados e avançar no exterior”. É exatamente isso que estamos fazendo”, explica Gonçalves, que complementa: “as inovações devem estar baseadas em novas premissas, como a digitalização, a eficiência e a produtividade no campo, a rastreabilidade da produção e a atenção a um consumidor cada vez mais ativo e engajado em práticas e ações sustentáveis. Por isso, a inovação constante é um fator decisivo para que o agricultor, centro da cadeia produtiva, produza mais e melhor”, afirma.

A todo vapor

Dentro da linha de plantio, a empresa lançou o Uniport Planter 500, a Lumina 400 e a Meridia 200, sendo que essa última já estará disponível no mercado até o final desse ano.

- Jacto investe em novos segmentos do mercado de máquinas agrícolas

Uniport Planter 500 é a primeira plantadeira automotriz e híbrida do Brasil

O Uniport Planter 500 é a primeira plantadeira automotriz e híbrida do Brasil. O equipamento terá opções de configurações com 49 ou 61 linhas. O reservatório central de 8.700 litros, com ponto único de abastecimento que fica montado sobre o veículo na parte traseira do Uniport, agiliza as operações de abastecimentos ao permitir o tráfego do veículo sem o implemento. Com sistema de transmissão híbrido, ganha rendimento energético e colabora para a produção agrícola mais sustentável.

Já a Lumina 400 é uma plantadeira tratorizada e autotransportável com reservatório central de 8.700 litros com ponto único de abastecimento, diminuindo consideravelmente o tempo de paradas para reabastecimento e elevando a autonomia de trabalho. A máquina pode ser configurada para 29, 33 ou 37 linhas de plantio. É uma plantadeira versátil e ágil, especialmente desenvolvida para ser transportada em estradas de auto rodagem, dobrando as linhas na largura máxima de 3,20 metros. O reservatório de adubo pode ser abastecido também com sementes, permitindo um turno completo de trabalho sem paradas.

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A Meridia 200 estará disponível no mercado já este ano

A Meridia 200, também tratorizada, estará disponível no mercado já este ano com 11 e 13 linhas. É uma plantadeira de grãos com excelente plantabilidade, envolvendo uniformidade no acabamento, distribuição e profundidades uniformes. Conta ainda com fluxo de palha para reduzir paradas e maior tempo disponível para o trabalho com agilidade nas operações.

Com esses três lançamentos, a Jacto espera oferecer maior plantabilidade através do sistema down force da linha de sementes, que em conjunto com o chassi multicorpos articulados (com liberdade de articulação de 25 graus para Meridia e 22 graus para Lumina e Uniport Planter), permitirá que a plantadeira se adapte às ondulações do relevo, contribuindo com a uniformidade de plantio. A plantabilidade também é ampliada com o uso do sistema de distribuição pneumático e o dosador de sementes Precision Planting.

Os produtos permitem ainda maior disponibilidade de plantio, através da manutenção de elementos de desgaste natural de forma simples e fácil; do sistema de ajuste rápido das rodas de profundidade de sementes e da alta capacidade dos tanques de sementes, sendo a Meridia com mais de 300 litros de insumos por linha e Lumina e Planter com reservatório central com capacidade de 8.700 litros com ponto único de abastecimento.

- Jacto investe em novos segmentos do mercado de máquinas agrícolas

A Lumina 400 é uma plantadeira tratorizada e autotransportável

Ainda para Lumina e Planter, o fechamento completo das linhas alcança a largura máxima de 3,20m, o que facilita e agiliza o transporte e a logística.

Os produtos podem gerar ainda um fluxo de palha mais eficiente através do desenvolvimento de maior vão livre em relação ao solo; de estruturas mais estreitas e da possibilidade do uso de discos de corte de maior diâmetro.

Para Lumina e Planter soma-se a otimização do plantio, através do uso de ferramentas de Agricultura de Precisão, com o controlador de abertura e fechamento de sementes linha a linha.

A Planter tem ainda o benefício de maior rendimento energético por conta do sistema de transmissão híbrido, com um motor a diesel com gerador acoplado que aciona motores elétricos montados nas quatro rodas de forma independente e do uso de um controle de tração e escorregamento independente nas 4 rodas, gerando uma velocidade de plantio mais uniforme.

No segmento de colheita, a empresa investiu no lançamento da Colhedora de Cana Hover 500. O produto tem por objetivo proporcionar mais produtividade e economia, uma vez que tem o diferencial de colher simultaneamente duas linhas, com potencial redução de até 35% no consumo de litros de combustível por tonelada de cana colhida. O design diferenciado da plataforma de colheita flutuante na parte frontal da máquina permite ainda que a colhedora se adapte às irregularidades do solo, proporcionando um corte de maior qualidade, na altura adequada, diminuindo as perdas e preservando a integridade do canavial.

Destaca-se ainda o sistema de limpeza mais eficiente, com ventiladores radiais sopradores que limpam a cana em duas etapas; e a redução de compactação do solo ao transitar somente em metade das entre linhas que a colhedora de uma linha transita. Esta redução da compactação do solo proporciona a preservação da soqueira da cana e um maior número de cortes do canavial, com redução de investimento em renovação.

Tecnologia inédita

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Arbus 4000 JAV: solução autônoma para pulverização na cultura de citrus

Para o segmento de pulverização, a Jacto anunciou o lançamento do Arbus 4000 JAV: uma solução autônoma para pulverização na cultura de citrus. O equipamento traz embarcado uma inédita tecnologia de pulverização, que utiliza um sistema de escaneamento a laser para avaliar a massa foliar da planta, identificar o tamanho e proporção da planta, bem como onde existe massa verde. Estas informações servem de entrada para o controle do sistema de pulverização, que através de um conjunto individual de válvulas integradas ao sistema de multiventiladores funcionam de forma independente através de motores elétricos, permitindo uma pulverização de qualidade diferenciada com corte inteligente de seções, evitando assim desperdícios de produto e energia.

O Arbus 4000 JAV tem controle autônomo de operações, com monitoramento remoto e controle interativo do veículo através de um console que pode estar na mão do gestor da frota. A tecnologia permite trabalhar com mais de um veículo ao mesmo tempo, com a função comboio e alinhamento virtual das máquinas. O veículo apresenta também gerenciamento de controle de obstáculos inteligente, que para automaticamente quando identifica um obstáculo, sendo que o gerenciador do veículo pode decidir quais ações vai tomar. Em termos de design, o equipamento é moderno e compacto, sem superfícies que possam causar danos aos frutos e partes da planta.

Serviços também receberam investimentos

- Jacto investe em novos segmentos do mercado de máquinas agrícolas

O Ecossistema Digital da Jacto se solidifica como uma plataforma e apresenta novos módulos no Jacto Connect

Apresentado em maio deste ano, o Ecossistema Digital da Jacto se solidifica como uma plataforma e apresenta novos módulos no Jacto Connect. Estão disponíveis no mercado a partir de agora os módulos de atendimento ao cliente, banco de informações de produtos, chat da fazenda, gestão de operações, localizador de revendas, treinamentos, ferramentas para a agricultura e classificados de máquinas.

Os destaques nestes módulos são o serviço de mapas, que passarão a ser gratuitos, e haverá simulador de financiamentos de máquinas. “Com o Jacto Connect, vamos transformar a experiência dos nossos clientes, facilitando a navegação entre os softwares e aplicativos que já estão disponíveis. Além disso, vamos melhorar o fluxo do atendimento, facilitar a comunicação com os usuários e o acesso deles aos nossos serviços”, reforça Fernando Gonçalves Neto, diretor presidente da Jacto.

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Notícias

Acelera Esalq abre inscrições em parceria com faculdades da China

Por redação 19/08/2020
Escrito por redação

- Acelera Esalq abre inscrições em parceria com faculdades da China

O Acelera Esalq está com as inscrições abertas até o dia 13 de setembro no site do Centro de Inovação para Agricultura China-Brasil. O programa é resultado da parceria entre a Esalq/USP e as universidades chinesas China Agricultural University (CAU) e Hainan University.

A iniciativa propõe uma experiência de inovação e empreendedorismo para jovens universitários de escolas públicas e privadas. A programação terá início no dia 19 de setembro e o encerramento está marcado para 12 de dezembro, sendo, ao todo, oito encontros on-line, totalizando 32 horas de carga horária, de 4 horas cada (das 8h às 12h).

“O Acelera Esalq é um programa que selecionará ideias inovadoras para problemas do agronegócio brasileiro. As equipes terão contato direto com os principais nomes do ecossistema de inovação do agro, além de professores da ESALQ/USP”, frisou o diretor da Esalq, professor Durval Dourado Neto.

Segundo o professor Fábio Marin, coordenador do projeto na Esalq, a intenção é possibilitar aos jovens inscritos uma educação corporativa, apresentando o processo de inovação afim de estimular a personalidade empreendedora.

“As atividades pretendem despertar os alunos para o processo de inovação antes de partirem para a abertura de uma startup. Piracicaba é o vale do agro brasileiro e o nosso papel, enquanto universidade, é proporcionar essa formação interna e o diálogo com os hubs de inovação instalados no município”, disse.

A participação é aberta para alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação de Ensino Superior, em faculdades públicas ou privadas, sendo obrigatória a presença de, no mínimo, três e, no máximo, cinco integrantes na equipe.

O Acelera Esalq é um treinamento aprovado como Programa de Atualização pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, o qual distribuirá uma premiação de R$20.000,00 as melhores equipes classificadas ao final do programa em avaliação final por banca composta por representantes de renomadas empresas e docentes.

Fonte: Esalq USP

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Esalq e consulado da Dinamarca promovem webnários na área agrícola

Por redação 19/08/2020
Escrito por redação
- Esalq e consulado da Dinamarca promovem webnários na área agrícola

Sede da Esalq, na USP (Crédito: Gerhard Waller)

Entre 17 e 23 de setembro, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e o Consulado Geral da Dinamarca/Centro de Inovação Dinamarquês em São Paulo promovem a Série de webinários em Agricultura, Agronegócio e Inovação – Parceria Brasil e Dinamarca.

A proposta é estabelecer rede de cooperação em inovação entre Brasil e Dinamarca por meio de parcerias e projetos colaborativos de pesquisa, relacionados a Inovação e Soluções Tecnológicas. Serão discutidos tópicos relacionados com Agricultura, Agronegócio e Inovação, a fim de estabelecer rede de cooperação em inovação e fomentar projetos colaborativos de pesquisa e desenvolvimento entre o Brasil e a Dinamarca.

A série inclui 5 webinários que serão conduzidos em língua inglesa por meio da plataforma Zoom. Cada sessão será moderada por docentes da Esalq/USP e incluirá apresentações de soluções tecnológicas aplicadas à agricultura, trazidas por 3 a 6 startups e empresas dinamarquesas. As sessões acontecerão pela manhã, entre 10:00 e 11:15 (Horário de Brasília), todos os dias no período entre os dias 17 e 23 de setembro de 2020, conforme a seguinte programação:

– 17 de setembro (quinta): Agricultura de Precisão – Máquinas e Implementos Agrícolas

– 18 de setembro (sexta): Agricultura de Precisão – IOT, Sensores, Dados e Tecnologia

–  21 de setembro (segunda): Agricultura de Precisão – Controle Biológico de Pragas

–  22 de setembro (terça): Tecnologia de Sementes e Grãos – Remoção de Micotoxinas, Análise e Tratamento de Sementes

–  23 de setembro (quarta): Desperdício de Alimentos, Perda de Alimentos, Segurança Alimentar, Bioeconomia e Sustentabilidade (a ser confirmado)

- Esalq e consulado da Dinamarca promovem webnários na área agrícola

A atividade é voltada para público diverso, composto por docentes, pesquisadores, startups, empresas, empresários, representantes de associações e instituições públicas, órgãos de fomento e agências de exportação brasileiras e dinamarqueses. Os participantes serão convidados a submeter propostas para cooperação e projetos conjuntos, por meio do preenchimento de formulário eletrônico disponível em cada sessão.

Esta iniciativa é a primeira atividade da parceria entre a Esalq e o Consulado Geral da Dinamarca/Centro de Inovação Dinamarquês em São Paulo. Além disso, faz parte da agenda definida no Acordo de Cooperação para Inovação, firmado em outubro de 2019, entre Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Ministério da Economia e a Embaixada Real da Dinamarca no Brasil, Ministério das Relações Exteriores.

Acesse a programação detalhada e o formulário disponíveis no link www.en.esalq.usp.br/webinar-br-dk

Fonte: Esalq USP
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Colheita florestal é tema de workshop

Por redação 19/08/2020
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- Colheita florestal é tema de workshop

A Malinovski está promovendo o workshop sobre Colheita Florestal, com foco em Manutenção de Máquinas e Equipamentos e Gestão de Peças. O objetivo é formar uma comunidade de profissionais que estejam ligados direta ou indiretamente com a área para discussão sobre o tema.

O workshop será em ambiente online, nos dias 1 e 2 de setembro, terça e quarta-feira, das 15h às 18h. A comunidade conta com a participação dos mentores José Eduardo Paccola, Consultor na ZDP consultoria e Gilson Scofield dos Santos, Diretor da GSantos Engenharia, ambos com experiência sobre o assunto.

Profissionais das empresas Arauco do Brasil, Aremas, Bracell, Eldorado, Klabin, Suzano e Votorantim Cimentos foram convidados para realizar apresentações de temas específicos sobre os assuntos. Outras informações e inscrições no site.

Fonte: Malinovski
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Tomra 3C: nova máquina de triagem para processadores de amendoim

Por redação 19/08/2020
Escrito por redação

- Tomra 3C: nova máquina de triagem para processadores de amendoim

A produção de amendoim tem merecido destaque em território nacional por sua crescente participação nas exportações de grãos e do óleo de amendoim

Uma máquina de triagem óptica validada em testes de campo no ano passado que alcança eficiência e rendimento de produção. Essas são as promessas da Tomra 3C, lançada pela Tomra Food Brasil. A empresa explica que, enquanto os classificadores mecânicos são adequados para tarefas de classificação mais simples, os classificadores ópticos oferecem níveis ainda mais altos de precisão, otimizando os rendimentos, reduzindo as rejeições falsas e permitindo a classificação precisa, para que alguns produtos que seriam rejeitados possam ser recuperados para uso. Por esses motivos, aponta, a maioria dos processadores de grande volume usa classificadores mecânicos e ópticos, e agora os processadores de menor volume também estão adotando tecnologias ópticas.

O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de amendoim da América Latina, com produção anual de mais de 500 mil toneladas, perdendo somente para a Argentina, que tem produção anual de cerca de 1 milhão de toneladas. Em 2019 a exportação brasileira de amendoim em grão foi de 196 mil toneladas, de acordo com dados do IEA – Instituto de Economia Agrícola. Segundo os dados mais recentes, com novas tecnologias no campo e sistemas modernos de secagem e seleção, a safra brasileira triplicou nos últimos 15 anos. Hoje, a receita das fazendas com a produção de amendoim chega a R$1,2 bilhões por ano.

A realidade nacional revela que muitos processos de produção ainda utilizam serviço manual e máquinas com tecnologias desfasadas. Dessa forma, “o caminho de automatização pode trazer aos produtores de amendoins mais vantagens como aceleração de processos, aumento da qualidade do produto para níveis muito altos, além de poupar recursos e reduzir custos a médio e longo prazo”, explica João Medeiros, Gerente Comercial da Tomra. “A Tomra 3C chega ao mercado brasileiro para mudar o jogo para os processadores de amendoins, castanha de caju e macadâmia”, acrescenta o responsável.

Apesar dos números serem positivos, a empresa entende que ainda existem obstáculos que necessitam ser superados. Recentemente, a companhia publicou um eBook em inglês, justamente para ajudar os processadores de amendoins a enfrentar os desafios operacionais subjacentes, que se intensificaram devido à pandemia do COVID-19.

Tecnologias combinadas

- Tomra 3C: nova máquina de triagem para processadores de amendoim

Combinação de tecnologias permite a detecção de imperfeições e contaminantes do produto

João Medeiros explica ainda que “a Tomra 3C não depende apenas de câmeras RGB traseira e dianteira, mesmo que estas (combinadas com iluminação LED de alta intensidade) sejam eficazes. A diferença crucial aqui é que as câmeras podem ser complementadas pela tecnologia de detecção a laser ou infravermelho próximo (NIR), para inspecionar  o produto de acordo com defeitos estruturais e biológicos, além de cor”.

Essa combinação de tecnologias, explica o executivo, permite a detecção de imperfeições e contaminantes do produto, mesmo quando as cores dos defeitos são idênticas às dos bons produtos. “Para dar apenas um exemplo disso, a diferença de cor entre avelãs marrons boas e ruins é tão pequena que as câmeras por si só não conseguem detectá-la, o que significa que, cascas marrons e pedras marrons podem ser rejeitadas”, aponta.

Os processos mecânicos do sistema de classificação da Tomra 3C, conforme o fabricante, são bem simples. Depois que o produto cai da tremonha para uma mesa vibratória, ele é espalhado uniformemente na calha de alimentação. A empresa aponta que, alguns milissegundos depois que o produto é inspecionado pelos dois lados por sensores ópticos, o sistema de ejeção inteligente desvia os defeitos, através de um tiro de ar, para um canal de rejeição e o bom produto segue o fluxo através da rampa de aceitação.

A Tomra 3C pode ser especificada com duas, três ou quatro calhas de 500 mm de largura. Embora quatro saídas possam ser executadas em paralelo para executar a mesma tarefa (uma máquina de 2000 mm pode lidar com 20 toneladas de amêndoas em casca por hora), as saídas também podem operar independentemente uma da outra, o que significa que os processadores também podem escolher, por exemplo, para dedicar uma ou duas saídas à pista de recuperação ou para reverter a classificação. Isso significa, conforme explica o fabricante, que a máquina pode ser instalada em diferentes pontos nas linhas de processamento para executar tarefas diferentes.

Desafios no processamento

Tal como explica o eBook da Tomra, alguns desafios no processamento de amendoins são duradouros, mas outros são novos e sem precedentes. Além disso, as tendências do mercado e as mudanças climáticas ameaçam abalar o setor. A publicação explica por que a demanda global por amendoins está crescendo e como isso está colocando os processadores sob pressão para obter maiores rendimentos e capacidade de produção. O eBook também analisa como se espera que os processadores, em aparente contradição à sua necessidade de velocidade, aumentem a qualidade do produto devido às expectativas elevadas dos consumidores e varejistas.

- Tomra 3C: nova máquina de triagem para processadores de amendoim

Essa mudança em direção a especificações de qualidade mais alta, avalia o fabricante, está no centro de outro conflito de objetivos: espera-se que os processadores simultaneamente contenham custos, principalmente agora que as economias globais são afetadas pela pandemia. E em mais um conflito, trabalho, água e energia estão se tornando mais caros e cada vez mais escassos. “À medida que os trabalhadores nos países em desenvolvimento se encontram com mais opções, muitos optam por não trabalhar em trabalho manual. E, a medida que as mudanças climáticas alteram os padrões de precipitação e a disponibilidade de água, as estações de crescimento e colheita são interrompidas de maneira a exigir que os processadores operem com mais agilidade”, destaca.

Um outro desafio são os padrões de segurança alimentar, conforme a publicação, uma vez que os consumidores estão cada vez mais conscientes de alérgenos, patógenos e aflatoxinas  e de seu poder, através das plataformas de mídia social, para transmitir qualquer insatisfação com os padrões do produto.

Como o eBook observa em sua seção final, as tecnologias de classificação  agora podem fazer mais do que detectar e remover materiais indesejados das linhas de processamento. As máquinas de classificação também reduzem a dependência de mão-de-obra, reduzem o uso de água, minimizam o desperdício de alimentos para maximizar a produtividade, permitem a rastreabilidade e ajudam os processadores a otimizar a produtividade e os lucros.

- Tomra 3C: nova máquina de triagem para processadores de amendoim

Fonte: Tomra

 

 

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Agronegócio representou mais da metade das exportações brasileiras em julho

Por redação 18/08/2020
Escrito por redação

- Agronegócio representou mais da metade das exportações brasileiras em julho

As vendas externas do agronegócio em julho representaram 51,2% no valor total exportado pelo país, somando US$ 10 bilhões no mês passado, alta de 11,7% em relação ao valor exportado em julho de 2019. De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), as importações, por outro lado, tiveram diminuição de 16,3% atingindo US$ 982 milhões em julho. O saldo da balança ficou em US$ 9 bilhões.

Produtos importantes da pauta brasileira de exportação agropecuária tiveram considerável aumento de volume comercializado: soja em grão (+39,4%), açúcar (+92,3%), celulose (+35,1%), algodão (+64,4%), carne suína (+45,0%) e carne bovina (+20,9%).

As exportações de soja em grão chegaram a 10,4 milhões de toneladas em julho deste ano e geraram US$ 3,61 bilhões em receitas para o Brasil. A China foi o principal país importador da soja em grão brasileira, registrando aquisições de 7,9 milhões de toneladas ou 75,8% da quantidade exportada pelo grão.

As vendas externas de açúcar subiram de US$ 526 milhões em julho de 2019 para US$ 964 milhões em julho de 2020. Um incremento de 83,4% no período em análise. O aumento de 92,3% na quantidade exportada, que atingiu 3,5 milhões de toneladas no mês de julho de 2020, contribuindo para o aumento das exportações.

As exportações de celulose aumentaram 35,1% em quantidade, mas a queda de 37,2% no preço médio do produto fez com que houvesse redução no valor de exportação, que ficou em US$ 480 milhões em julho de 2020 (-15,2%). Já o algodão, não cardado nem penteado, totalizou US$ 107 milhões, com vendas de 77 mil toneladas.

Entre as carnes, a suína e a bovina foram as de melhores desempenhos nas exportações. A expansão da carne bovina de 23%, subiram de US$ 631 milhões (julho de 2019) para US$ 776 milhões em julho deste ano. O aumento ocorreu principalmente em função das vendas de carne bovina in natura à China, que cresceram 143,3%, atingindo US$ 375,50 milhões. As exportações de carne suína tiveram incremento de 34,2% em valor, atingindo a cifra de US$ 202 milhões em julho de 2020. A China também foi o país responsável pelo aumento das exportações brasileiras, tendo adquirido US$ 106,68 de carne suína in natura brasileira em julho de 2020 (+90,3%). Já as exportações de carne de frango tiveram decréscimo no período de análise, passando de US$ 673 milhões em julho de 2019 para US$ 490 milhões em julho de 2020 (-27,2%).

Países compradores

Quanto aos mercados compradores, o crescimento de quase US$ 1 bilhão nas exportações para a China explica a expansão das vendas externas em julho deste ano.
As vendas ao país asiático atingiram US$ 3,85 bilhões (aumento de 34,3%) ou uma participação de 38,4% de todo o valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio.

Fonte: Ministério da Agricultura

 

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John Deere lança aplicativo de realidade aumentada

Por redação 18/08/2020
Escrito por redação

Companhia investe na inovação tecnológica do setor agrícola, se aproximando cada vez mais dos produtores, sem a necessidade de estar fisicamente no local

- John Deere lança aplicativo de realidade aumentada

A John Deere Brasil acaba de lançar um aplicativo de realidade aumentada que permite a interação com o maquinário da companhia em casa, na rua ou na fazenda. Os clientes e apaixonados pela marca já podem ter informações técnicas do trator 5E, entrar na cabine, ligar o motor e ainda conduzir, de forma virtual, o maquinário.

“Esse app é uma clara demonstração de como a companhia valoriza a experiência completa com o produto, seja real ou virtual, desde o seu desenvolvimento até a demonstração final”, afirma Kelly Nakaura, gerente de marketing e comunicação da John Deere para América Latina.

O aplicativo de Realidade Aumentada John Deere oferece uma experiência de interação digital, no qual os usuários continuam em contato com o mundo real enquanto interagem com objetos virtuais em torno deles. A companhia iniciou o projeto com o Trator 5E. “A realidade aumentada nos abre um leque de oportunidades. É impressionante como atualmente a tecnologia está presente em tratores de todos os portes, o que nos inspirou a demonstrar o produto de uma forma tecnológica e absolutamente inovadora no setor”, diz Kelly Nakaura.

Em maio, a companhia também lançou o John Deere Conecta, que mudou a forma de se relacionar com os produtores rurais e operadores das áreas de construção e infraestrutura. Combinando o virtual com o real, a plataforma permite que o cliente acesse um hub de conteúdo e interaja de forma imersiva com todo o ecossistema John Deere.

O aplicativo de realidade aumentada está disponível na App Store e na Play Store​ .
Fonte: John Deere
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Patrulha Agrícola dá suporte a produtores rurais de Atibaia

Por redação 18/08/2020
Escrito por redação

Máquinas, equipamentos e assessoramento técnico podem ser requisitados por produtores de médio e pequeno porte à Secretaria Municipal de Agricultura que coordena o Programa Patrulha Agrícola Mecanizada

- Patrulha Agrícola dá suporte a produtores rurais de Atibaia

Com o objetivo de apoiar e facilitar as condições de trabalho dos produtores rurais da cidade, a Prefeitura de Atibaia disponibiliza o Programa Patrulha Rural Mecanizada, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, que coordena o Programa com apoio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – CMDR. Com maquinário específico para a lida agrícola e assessoramento técnico, os serviços da Patrulha podem ser requisitados mediante cadastro realizado na própria Secretaria de Agricultura de Atibaia.

O Programa também busca fortalecer a produção agrícola de produtores de médio e pequeno porte, além da agricultura familiar, que não dispõe de recursos para aquisição de maquinário específico como tratores e implementos agrícolas. Implantada por lei e regulamentada por decretos municipais, a Patrulha Agrícola Mecanizada oferta os serviços a um custo reduzido aos produtores.

Após a requisição dos serviços da Patrulha Agrícola Mecanizada, a equipe técnica da Secretaria de Agricultura realiza vistoria para identificar a melhor viabilidade de formas de cultivo. E, além do maquinário disponibilizado, o suporte técnico orienta sobre o preparo, correção do solo e plantio, implementos mais adequados e tipo de cultura, com enfoque na conservação dos solos, das águas e do meio ambiente.

A Patrulha Agrícola Mecanizada dispõe, dentre os maquinários, de seis tratores e três caminhões e, de implementos como: grades aradoras, grades niveladoras, arado, subsolador, roçadeiras, perfurador de solo, carretas, encanteiradeiras, distribuidores de calcário, plantadeiras, sulcador, plaina traseira, colhedor de forragem, ensiladeira, pulverizadores de barras, concha traseira e trituradores.

Acesso ao Programa

Para solicitar os serviços do Programa Patrulha Agrícola é necessário que o produtor se cadastre na Secretaria Municipal de Agricultura. Outras informações sobre o Programa pelo (11) 4414-3985.

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