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Manutenção

Avanço do percentual de biodiesel no diesel requer cuidados extras com máquinas agrícolas

Por Redação 12/08/2025
Escrito por Redação

Avanço do percentual de biodiesel no diesel requer cuidados extras com máquinas agrícolas

Com o avanço da política nacional de biocombustíveis, o percentual de biodiesel adicionado ao diesel comercializado no Brasil vem aumentando progressivamente. A mudança é positiva do ponto de vista ambiental, já que o biodiesel, produzido a partir de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais, reduz em até 80% a emissão de CO₂ quando comparado ao diesel. Por outro lado, o aumento do teor de biodiesel no combustível exige mais atenção do produtor rural em relação ao funcionamento das máquinas agrícolas.

De acordo com Jonas Carmo, gerente de Desenvolvimento de Negócios para o Pós-vendas AGCO América do Sul, percentuais mais altos de biodiesel, especialmente acima de 10%, podem aumentar o risco de formação de borra, entupimento de filtros e bicos injetores, além de acelerar processos de corrosão em vedações e componentes do sistema de combustível.

Também pode ocorrer aumento do consumo de combustível, especialmente em máquinas mais antigas ou com sistemas de injeção sensíveis.

Entre as principais recomendações para proteger o motor e evitar problemas estão:
Combustível de qualidade:

é essencial abastecer sempre em locais confiáveis, buscando diesel de boa procedência e dentro dos padrões de qualidade exigidos.

Uso de aditivos e bactericidas:

o uso regular desses produtos no diesel previne a formação de borra, melhora a lubrificação, protege contra a corrosão e contribui para a estabilidade do combustível, especialmente durante longos períodos de armazenamento.

Manutenção preventiva frequente:

Recomenda-se reduzir os intervalos de troca de filtros, realizar revisões periódicas no sistema de injeção e observar sinais como perda de potência ou aumento de consumo.

Armazenamento correto:

O ideal é manter o tanque das máquinas sempre cheio e aditivado quando o equipamento não estiver em uso, além de tratar os tanques fixos na propriedade com bactericida para evitar a proliferação de microrganismos.

Monitoramento do desempenho:

Qualquer alteração no funcionamento da máquina no campo, dificuldade de partida ou falhas durante a operação devem ser investigadas rapidamente para evitar danos.

Máquinas mais antigas, que não foram projetadas para operar com maiores proporções de biodiesel, exigem atenção redobrada com manutenção e monitoramento constante. Além dos tratores e colheitadeiras, é importante estender esses cuidados para caminhões, camionetes e demais veículos movidos a diesel que operam nas propriedades.

“A adoção do biodiesel é uma tendência mundial e traz avanços importantes na redução do impacto ambiental das atividades agrícolas. No entanto, seu uso seguro e eficiente depende de pequenos cuidados diários que garantem maior durabilidade dos motores, reduzindo custos com manutenção e evitando paradas não planejadas durante a safra”, finaliza Carmo.

 

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Fenasucro & Agrocana

Fenasucro: soluções ecologicamente corretas para manutenção ganham destaque no evento

Por Redação 12/08/2025
Escrito por Redação

Fenasucro: soluções ecologicamente corretas para manutenção ganham destaque no evento

A busca por mais eficiência e sustentabilidade na manutenção de equipamentos será um dos focos da Fenasucro & Agrocana 2025, principal feira do setor de bioenergia. Entre as tecnologias voltadas ao agronegócio, ganham espaço soluções que evitam paradas inesperadas, prolongam a vida útil de máquinas e estruturas e ajudam a reduzir custos operacionais — principalmente durante a entressafra.

Entre os expositores, a empresa Quimatic apresentará alternativas de reparo e proteção já utilizadas em usinas sucroenergéticas, que agora se estendem também à rotina no campo, com soluções voltadas à manutenção preventiva e corretiva de tratores, colhedoras, tubulações e superfícies metálicas em geral.

Reparos sem necessidade de substituição de peças

Destaque para o uso de resinas epóxi aplicadas a frio, que têm sido empregadas no reparo de componentes metálicos desgastados — como eixos, mancais e rotores — diretamente no local, sem necessidade de desmontagem ou envio a oficinas. Essas soluções da linha Plasteel evitam o descarte precoce de peças e podem reduzir em até 90% os custos em comparação à troca por novos equipamentos.

Além da alta resistência mecânica e química, as resinas não contêm compostos orgânicos voláteis (VOCs), permitindo o uso em ambientes com exigência ambiental e de segurança.

Proteção de tratores e colhedoras na entressafra

Outro ponto sensível para produtores é o armazenamento de máquinas agrícolas durante a entressafra. Para evitar a corrosão e manter o bom estado de conservação, vêm ganhando espaço os protetivos com películas ecológicas, que dispensam a remoção na retomada do uso.

Na linha de protetivos Agro da Quimatic, há uma opção que forma película semissecativa e brilhante, mantendo as máquinas com aspecto de novas, e outra com acabamento ceroso, oferecendo maior resistência à chuva e ao sol, além de repelência comprovada a roedores.

Ambos são isentos de componentes agressivos ao meio ambiente e não precisam ser removidos quando as máquinas voltam ao campo.

Reparos emergenciais em tubulações

Também voltada à manutenção emergencial em campo ou na indústria, uma das soluções que chamarão atenção na feira é a bandagem Taperepair, que efetua em poucos minutos a contenção de vazamentos em tubulações.

O material pode ser aplicado sobre superfícies úmidas ou irregulares, com cura funcional em aproximadamente 30 minutos, sendo útil em reparos temporários ou permanentes em locais de difícil acesso. A tecnologia é compatível com materiais como aço, PVC, concreto, cobre, entre outros.

 

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Feiras & Eventos

Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 12, com foco no debate sobre o futuro da bioenergia

Por Redação 12/08/2025
Escrito por Redação

 Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 12, com foco no debate sobre o futuro da bioenergia

Com foco em temas como transição energética, mobilidade de baixo carbono e políticas sustentáveis, além do lançamento de tecnologias e inovações para toda a cadeia da bioenergia, começa nesta terça-feira, dia 12, em Sertãozinho/SP, a 31ª edição da Fenasucro & Agrocana. A maior feira mundial de bioenergia reúne mais de 600 marcas expositoras e visitantes de mais de 60 países e tem a expectativa de superar os R$ 10,7 bilhões movimentados na edição passada.

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

A abertura oficial tem início com a 12ª Conferência DATAGRO Ceise Br Fenasucro, às 13h30, trazendo o tema “Combustível do Futuro – Brasil Líder Mundial da Transição Energética”. Na ocasião, o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, receberá Arnaldo Jardim, presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde e relator do Combustível do Futuro para o debate.

Na sequência, às 15h, acontece o cerimonial de desenlace com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de autoridades e lideranças do setor.

“Estamos ansiosos para entregar mais uma edição histórica, com os principais nomes do setor, muita inovação, tecnologia e debates sobre os temas que vão trilhar o futuro da bioenergia”, afirma Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana.

Programação

A programação de conteúdo da 31ª edição da Fenasucro & Agrocana tem início às 9h com o painel: “A coletividade como ferramenta de impulso para aumentar a rentabilidade da atividade canavieira – Canaoeste”, que discutirá estratégias colaborativas para fortalecer o setor.

Almir Torcato, gestor corporativo da Canaoeste, e Raphael Delloiagono, analista de mercado da Pecege Consultoria e Projetos, trarão atualizações sobre o custo de produção de cana-de-açúcar, além de abordarem a expectativa de safra e perspectiva de preço e rentabilidade para a safra 2025. Na ocasião ainda será realizada a entrega de certificados do programa CanaoesteGreen.

31ª edição

Até sexta-feira (15), a feira reunirá mais de 600 marcas nacionais e internacionais e cerca de 3 mil produtos, apresentando tecnologias e inovações para toda a cadeia de bioenergia, incluindo biogás, hidrogênio verde, SAF, captura de carbono, mecanização, automação e gestão de processos. Serão mais de 100 horas de conteúdo nos Auditórios Fenasucro e Zanini e no novo espaço FenaBio, que estreia com discussões voltadas para temáticas em energias renováveis.

 

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Tecnologia

Calculadora nacional vai monitorar emissões de metano na pecuária

Por Redação 12/08/2025
Escrito por Redação

Calculadora nacional vai monitorar emissões de metano na pecuária

Com o desafio de alinhar a produção agropecuária à agenda climática global, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa e o Instituto 17, desenvolveram a calculadora nacional ABC+Calc, uma ferramenta inovadora voltada ao monitoramento das emissões no manejo de resíduos da produção animal (MRPA).

A iniciativa é fruto de uma cooperação no âmbito do Plano ABC+ e da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), programa liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que visa combater as mudanças climáticas e melhorar a qualidade do ar por meio da redução de poluentes de vida curta, como o metano.

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

A criação da ABC+Calc surgiu a partir da necessidade de melhorar a sistematização e centralização das informações nos níveis federal e estadual que atuam diretamente na implementação do Plano ABC+. Com a ABC+Calc, gestores públicos podem utilizar dados simples, como número de animais e o tipo de sistema de produção adotado, para estimar o potencial de mitigação de metano e monitorar a evolução das práticas de manejo nos territórios.

“A ferramenta facilita a compreensão do cenário de emissões, concentrando as informações em único ambiente”, explica o pesquisador Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves (SC).

Ainda de acordo com ele, a ABC+Calc se insere diretamente nas estratégias do Plano ABC+ ao oferecer uma base técnica para o monitoramento das ações ligadas ao Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA), um dos oito eixos dos Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de Produção Sustentáveis (SPS) que estruturam o plano.

“A ferramenta, portanto, é fundamental para medir os impactos das práticas adotadas e orientar as decisões técnicas e políticas com maior precisão”, enfatizou o pesquisador. O MRPA é uma estratégia fundamental para o Brasil, considerando que o setor agropecuário responde por 76% das emissões de metano do país, das quais 5,7% estão associadas ao manejo de dejetos animais. A redução dessas emissões é crucial para que o País atinja a meta de reduzir o metano em 30% até 2030 e avance na trajetória de neutralidade climática até 2050.

Uso prático e integração com políticas públicas

Voltada para o uso dos comitês gestores estaduais e pelo próprio MAPA, responsável pelo monitoramento nacional do Plano ABC+, a ABC+Calc é uma ferramenta de apoio às políticas públicas. Com ela, será possível gerar dados sistematizados que não apenas apoiam o cumprimento das metas do Plano ABC+, mas também atenderão diretamente as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) brasileiras no setor agropecuário.

A expectativa é que a calculadora seja, além de replicada em todos os estados, expandida para outras áreas dos SPS do plano ABC+, fortalecendo ainda mais a base de dados disponível para planejamento e acompanhamento climático. Há também a intenção de integrar os dados da ABC+Calc ao Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, sob responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Esperamos que a ABC+Calc se consolide como uma ferramenta pública estratégica para o Brasil, com alto potencial de replicabilidade em nível nacional. O objetivo é que ela esteja a serviço de políticas públicas eficazes na mitigação das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário — um passo fundamental rumo a uma produção mais sustentável e alinhada às metas climáticas globais”, enfatizou o pesquisador da Embrapa.

O desenvolvimento da metodologia da ABC+Calc

A ABC+Calc foi desenvolvida com o objetivo de apoiar o planejamento e o monitoramento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor agropecuário. Assim, a ferramenta permite estimar a quantidade de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) geradas no MRPA. Ela considerando as principais cadeias produtivas: suínos, aves, bovinos de corte e de leite. Ela organiza os dados, aplica metodologias reconhecidas internacionalmente, e fornece suporte técnico para que os estados possam definir metas e acompanhar resultados no contexto do Plano ABC+.

O desenvolvimento da ferramenta levou cerca de 18 meses e contou com uma ampla revisão da literatura científica, com foco na realidade brasileira. Foram utilizados parâmetros técnicos adaptados da metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), reconhecida internacionalmente. Outro diferencial é que ela foi elaborada por meio de um processo colaborativo e multidisciplinar, envolvendo especialistas do setor produtivo, ciências agrárias, ambientais e climáticas.

“A ABC+Calc é um sistema web, cujo acesso pode ser feito por computadores ou smartphones conectados à internet a partir de qualquer localidade. Os dados ficam armazenados na nuvem institucional da Embrapa. O acesso requer um cadastro prévio, que é feito pelos gestores do sistema”, explica o analista da Embrapa Geordano Dalmédico, responsável pelo desenvolvimento do sistema.

Para esse desenvolvimento, foi levada em consideração a abordagem adotada no Plano ABC, considerando as lições aprendidas e os avanços científicos e tecnológicos desde então. “Todo o trabalho foi feito em alinhamento com o Inventário Nacional de Emissões, garantindo consistência com normas e protocolos reconhecidos internacionalmente. Além disso, as diretrizes do IPCC de 2019 foram rigorosamente seguidas para garantir robustez e credibilidade técnica e científica”, afirma Kunz.

Calculadora nacional vai monitorar emissões de metano na pecuária

A ABC+Calc tem quatro cenários de manejo, considerando as principais cadeias de produção animal:

  • Suínos: esterqueiras
  • Aves de postura: Criação sem cama coletora e estocagem sólida
  • Bovinos de leite: esterqueira
  • Bovinos de corte: lote seco e estocagem sólida

Esses cenários são as linhas de base para a inserção e análise dos dados. Já os tratamentos analisados em todas essas categorias incluem compostagem e digestão anaeróbia.

Fotos: Lucas Scherer (calculadora e compostagem)

Treinamento com GGEs como base para a implementação

Após a conclusão da ferramenta, no fim de 2024, a equipe gestora do projeto iniciou a fase de Capacitação em Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA) em diversos estados do Brasil. De acordo com a responsável pelos treinamentos, Deisi Cristina Tapparo, gestora técnica do projeto, o momento foi de transformar o conhecimento técnico em ação estruturada com a participação ativa dos GGEs do Plano ABC+, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e especialistas do setor.

Os treinamentos iniciaram em abril com o primeiro grupo. Foram selecionados estados com metas de MRPA no Plano de Ação Estadual (PAE) e o treinamento foi dividido em duas etapas, uma online (introdutória) e outra presencial.

“O objetivo foi aprofundar nas oportunidades e desafios específicos de cada estado no MRPA e a utilização da ABC+ Calc”, conta ela. Outro propósito foi o de capacitar os grupos para estruturar políticas estaduais e ações concretas para a implementação do MRPA”. De abril a julho foram capacitados gestores em Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Projeto e entregas

O desenvolvimento da calculadora é uma das entregas previstas no projeto “Integrando a Mitigação de Metano nas Estratégias Nacionais de Agricultura”, que está sendo conduzido na parceria entre as instituições Mapa, Embrapa, Instituto 17, CCAC.

De acordo com Deisi Tapparo, até fim de 2025, a iniciativa prevê três entregas estruturantes: fortalecimento da capacidade técnica dos estados; ferramentas de apoio à política pública, como a ABC+Calc; e levantamento e sistematização de informações técnicas sobre a cadeia pecuária e as soluções de manejo de resíduos da produção animal (MRPA).

Para o pesquisador Airton Kunz, por meio de uma abordagem técnica e territorial, o projeto deixa um legado robusto para a política pública agrícola brasileira, conectando conhecimentos locais às diretrizes nacionais e promovendo um campo mais sustentável, justo e eficiente.

 

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Tecnologia

Nova colhedora de café fabricada em Uberaba deve atender pequenos e médios cafeicultores

Por Redação 12/08/2025
Escrito por Redação

Nova colhedora de café fabricada em Uberaba deve atender pequenos e médios cafeicultores

A Oxbo, multinacional especializada em soluções para colheita e aplicações mecanizadas, apresenta a colhedora de café tracionada modelo 940+, primeiro lançamento da marca produzido na nova fábrica da empresa em Uberaba (MG).

Ao incorporar o sistema Dynarotor, já utilizado na automotriz 9240+, a companhia oferece uma alternativa de alta eficiência operacional e controles simplificados com menor investimento inicial, visando atender especialmente pequenos e médios cafeicultores.

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

A Oxbo 940+ é equipada com o sistema Dynarotor, tecnologia exclusiva que permite o ajuste operacional de forma simples conforme as condições da planta e da lavoura. O recurso, já validado na automotriz 9240+, permite colher com eficiência tanto cafeeiros jovens quanto de grande porte com mínimo dano à planta e maior qualidade do café colhido.

“Com a introdução da 940+, a Oxbo oferece o mesmo sistema eficiente, túnel alto e limpeza eficaz de uma colhedora automotriz, com um investimento inicial muito mais baixo,” explica a diretora de vendas e marketing da divisão de frutas da Oxbo, Kathryn Vanweerdhuizen.

Seu reservatório com capacidade de 2 mil litros oferece 10% mais capacidade de armazenamento. O equipamento pode ser operado com tratores de 75 cv e possui mecanismos de ajuste de peso, posições das hastes e velocidade de vibração para otimizar a qualidade da colheita, conforme a fabricante. Seus controles simplificados reduzem tempo de treinamento de mão de obra e aumentam a eficiência operacional.

O equipamento trabalha em velocidade de operação de 1,2 Km/h e foi projetado para atender às exigências de cafeicultores que buscam mecanização com foco em produtividade e qualidade.

“A 940+ entrega o mesmo padrão de colheita de uma automotriz, mas com custos de aquisição e manutenção significativamente mais baixos”, reforça Vanweerdhuizen.

A Oxbo 940+ está disponível por meio dos distribuidores autorizados Oxbo Lipetral e Minas Verde, além de comercialização direta pela unidade de Patos de Minas (MG).

 

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Feiras & Eventos

Congresso da Abag debate importância de alianças para a competitividade do agro

Por Redação 11/08/2025
Escrito por Redação

Congresso da Abag debate importância de alianças para a competitividade do agro

O 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, acontece nesta segunda-feira (11), em São Paulo (SP), e debate caminhos para construir e fortalecer as agroalianças, superando desafios nacionais e internacionais, propiciando o crescimento sustentável do setor e a manutenção da competitividade para garantir a segurança alimentar e energética, por meio da produção sustentável e fornecimento de alimentos, fibras e bioenergia. O evento é realizado em formato híbrido e recebe cerca de 800 participantes no Sheraton São Paulo WTC Hotel.

Programação

Na programação, está prevista a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas; e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, além das presenças confirmadas de Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária; Jorge Viana, presidente Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil); Silvia Massruhá, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA); e Tirso de Salles Meirelles, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo – FAESP/SENAR).

Na abertura, Carvalho apresentou o documento “Agronegócio frente às Mudanças Climáticas”, posicionamento oficial do agronegócio brasileiro para a COP30, cujo objetivo é reiterar o papel do agro como parte da solução para os desafios do clima e o protagonismo do Brasil. O material aponta como o setor pode contribuir com a agenda de mitigação e adaptação, quais são os caminhos para destravar o financiamento na agropecuária sustentável e a relação entre o agro e o mercado de carbono.

O Embaixador Roberto Azevêdo, diretor geral da OMC (2013-2020), consultor da ABAG, presidente da 9G Consultoria e presidente Global de Operações da AMBIPAR, ministrará a palestra inaugural “Agroalianças e o Futuro”, que avaliará o atual cenário geopolítico e seus impactos para o agro brasileiro e reafirmará a importância da construção de parcerias estratégicas para o futuro do setor, em meio aos inúmeros desafios externos, especialmente, com a imposição de tarifas pelos Estados Unidos.

O painel “Alimentos, Energias e Inovação” contará com as análises de Alfredo Miguel, diretor LATAM da John Deere; Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS; Larissa Wachholz, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI); e Marcio Santos, CEO da Bayer e presidente da divisão Crop Science Brasil, sobre quais são os impactos do atual contexto geopolítico e o papel da inovação tecnológica e da digitalização na competitividade do setor. A moderação é do jornalista William Waack.

Abrindo a programação da tarde, o painel “Agrobrasil com Crescimento Sustentável: Financiamento e Mercado de Capitais” discutirá o mercado de capitais, as fontes de financiamentos verdes e crédito rural oferecido por instituições privadas para fomentar o uso de novas tecnologias e garantir a aquisição de insumos e equipamentos, resultando em eficiência e produtividade no campo e maior competitividade para o agro nacional.

Também moderado por Waack, contará com participação de Bruno Gomes, superintendente de Securitização e Agronegócio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Bruno Santana, CEO e fundador da Kijani Investimentos; Flavia Palacios, diretora da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA); Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3; e Raphael Silva de Santana, gerente Nacional de Agronegócios do SICOOB.

Homenagens 

A ABAG prestará homenagens ao Embaixador Alexandre Parola, que receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, e à ex-Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que será contemplada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade. As apresentações das homenagens ficarão a cargo de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da entidade e de Marcelo Ribeiral, presidente do Grupo Agroceres e de Eduardo Assad, consultor do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), respectivamente. Logo após, Roberto Rodrigues fará a saudação da homenagem ao Estadão, pelos 150 anos de história.

Considerado um dos mais importantes eventos da cadeia do agronegócio no país, o Congresso Brasileiro do Agronegócio será finalizado com a mesa redonda, que tratará os principais aspectos da “Transição Energética”. Moderada por Ingo Plöger, vice-presidente da ABAG, terá como debatedores Anelcindo Souza, vice-presidente de Marketing de Sementes da Corteva; o Embaixador Alexandre Parola; o deputado Federal Arnaldo Jardim; Luís Roberto Pogetti, presidente do Conselho de Administração da Copersucar; e William Vella Nozaki, conselheiro de Administração da Transpetro e gerente Executivo de Gestão Integrada da Transição Energética na Petrobras..

Serviço:

24º Congresso Brasileiro do Agronegócio – Presencial e On-Line

  • Tema: Agroalianças
  • Data: 11 de agosto de 2025
  • Horário: das 9h às às 18h
  • Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel – Av. das Nações Unidas, 12559
  • Informações e inscrições: https://congressoabag.com.br/
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Mercado

Preço pago ao produtor rural aumenta 18% no 1º semestre

Por Redação 11/08/2025
Escrito por Redação

Preço pago ao produtor rural aumenta 18% no 1º semestre

Os preços pagos aos produtores agropecuários apresentaram forte avanço no primeiro semestre de 2025. Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) cresceu 18,4% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2024.

O avanço do IPPA/Cepea ficou bem acima do registrado para os preços internacionais dos alimentos (FMI Food & Beverage Index – em US$), que subiram apenas 0,2% no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais) registraram alta de 5,6% e a taxa de câmbio (R$/US$) se valorizou 13,2%.

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

De acordo com pesquisadores do Cepea, a elevação do IPPA/Cepea no início deste ano está relacionada às fortes altas observadas para o IPPA-Cana-Café/Cepea, de 32,6%, para o IPPA-Pecuária/Cepea, de 27,3%, e para o IPPA-Grãos/Cepea, de 8,9%. Já o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea apresentou baixa no primeiro semestre de 2025, de 12,4%.

No caso do IPPA-Cana-Café/Cepea, o avanço do Índice se deve especificamente às expressivas altas do café nos três primeiros meses de 2025, já que houve queda de 1,6% no segundo trimestre deste ano. Vale lembrar que levantamento do Cepea mostrou que o café foi negociado no mercado brasileiro a patamares recordes reais no primeiro trimestre de 2025, impulsionados pela oferta limitada do grão, pelos estoques apertados por conta da menor produção no Brasil e no Vietnã, pela demanda internacional firme e também por projeções que indicavam uma safra 2025/26 ainda pequena. No caso da cana, houve estabilidade (0,4%) entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2024.

Para o IPPA-Pecuária/Cepea, todos os produtos que compõem o Índice subiram no primeiro semestre de 2025: arroba bovina (36%), suíno (29,6%), leite (16,6%), ovos (16,5%) e frango (15%). Quanto ao IPPA-Grãos/Cepea, o Índice foi influenciado pelas valorizações observadas para o algodão (5,6%), milho (27,7%), soja (4,4%) e trigo (13,7%). Já para o arroz, as cotações recuaram com certa força no primeiro semestre, expressivos 26,3%.

Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, observa-se queda de 12,4% no Índice, o que se deve às retrações observadas para a batata (de significativos -51,3%), tomate (-20,5%), banana (-20,2%) e uva (-2,7%). Para a laranja, foi registrada estabilidade (0,1%).

Pesquisadores do Cepea indicam que o IPPA/Cepea nominal apresenta expressiva aderência com o FMI Food & Beverage Index (em R$) entre 2001 e 2025, sendo um indicativo forte da vigência da Paridade Preços Internacionais (PPI) entre os preços aos produtores agropecuários do Brasil e a média desses preços praticados no mercado internacional internalizados. Em determinados subperíodos, observam-se desvios moderados entre essas séries, possivelmente causados pela rigidez nos processos de ajuste de mercado. Por exemplo, em 2024, o IPPA/Cepea nominal foi superado pelo FMI Food & Beverage Index (em R$).

Após iniciar 2025 em aceleração, o IPPA/Cepea nominal perdeu ritmo no último trimestre, o que se refletiu em queda de 2% entre os dois primeiros trimestres de 2025. Em paralelo, o FMI Food & Beverage Index (em R$) manteve tendência de desaceleração desde o início do ano, com recuo de 7,6% entre os trimestres.

Fonte: Datagro

 

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ManutençãoReportagem especialTecnologia

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

Por Redação 11/08/2025
Escrito por Redação

Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

Ana Machado – A busca por sustentabilidade e eficiência energética tem impulsionado transformações importantes na indústria de máquinas agrícolas. Fabricantes de tratores e colheitadeiras, centros de pesquisa e startups do setor vêm investindo no desenvolvimento de motores agrícolas mais limpos e econômicos, sistemas de transmissão mais inteligentes e na adoção de combustíveis alternativos, como biodiesel e biometano. Embora a eletrificação no campo ainda seja incipiente no Brasil, a tendência é clara: o agronegócio está em processo de descarbonização, e os motores sustentáveis são uma peça-chave dessa transição.

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), mantido pelo Observatório do Clima, o setor agropecuário está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa no Brasil, sendo parte significativa proveniente da queima de combustíveis fósseis nas operações mecanizadas. Nesse contexto, a inovação tecnológica surge como ferramenta estratégica para conciliar aumento de produtividade com responsabilidade ambiental.

Combustíveis alternativos

Entre os biocombustíveis, o biometano tem ganhado destaque no campo brasileiro, especialmente por sua sinergia com sistemas de produção agropecuários. Derivado da biodigestão de resíduos orgânicos (como dejetos de suínos, aves e restos de culturas agrícolas), o biometano permite a autossuficiência energética nas propriedades rurais, além de ser considerado um combustível de “emissão negativa” quando comparado ao diesel fóssil.

Fabricantes como a New Holland têm apostado nessa fonte. O trator T6 Methane Power, lançado no Brasil em 2023, é o primeiro do mundo movido 100% a gás biometano, oferecendo desempenho equivalente ao diesel, mas com até 80% menos emissões de CO₂ e redução de até 30% no custo operacional, segundo a marca. A expectativa é que o uso desse tipo de máquina ganhe escala, especialmente em regiões com cadeias produtivas integradas e oferta de matéria-prima para produção local de biogás.

O biodiesel, por sua vez, já é uma realidade consolidada. O Brasil possui um dos programas mais avançados do mundo de mistura obrigatória – atualmente em 14% (B14), com meta de atingir B25 até 2030, conforme diretrizes do Renovabio. Além de reduzir a pegada de carbono dos motores a combustão, o biodiesel impulsiona cadeias produtivas ligadas à soja, ao sebo bovino e a outras oleaginosas.

Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa têm mostrado, em ensaios de desempenho, que motores agrícolas podem operar com blends superiores a B20 sem comprometer o rendimento, desde que observadas adaptações técnicas e boas práticas de manutenção.

Inovação em motores

Durante a Agrishow deste ano, em Ribeirão Preto (SP), a John Deere apresentou um protótipo de um trator com motor 100% movido a etanol – uma aposta da empresa em soluções energéticas mais limpas. O modelo 8R está em fase de testes no Brasil, especialmente nas culturas de grãos e cana-de-açúcar, onde o etanol é amplamente disponível.

Segundo a fabricante, o motor recebeu ajustes de software para garantir desempenho semelhante ao do diesel, com menor emissão de poluentes. E o Brasil foi escolhido como mercado inicial por sua liderança na produção de etanol e forte infraestrutura de distribuição.

Outra gigante que tem dedicado tempo ao desenvolvimento de um motor 100% a etanol é a Cummins. A empresa apresentou o conceito do motor B6.7 durante a Agrishow deste ano, revelando que o motor conceito terá potência de 325 cv para entregar desempenho similar ao de um motor a diesel, mas com a vantagem de operar com um combustível limpo e renovável.

Seu sistema de injeção direta a 350 bar, cabeçote com duplo comando de válvulas e turbocompressor ideal para as condições operacionais brasileiras, promete alto potencial de eficiência energética e uma operação mais silenciosa e limpa, assim como manutenção facilitada.

biodiesel - Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações

Mauricio Biadola, diretor de Vendas da Cummins Brasil // Foto: Clarisse Sousa

“Dentro da estratégia Destino ao Zero, que guia a transição energética da empresa com base em inovação, colaboração e sustentabilidade, o etanol surge como um elemento viável e importante”, diz Mauricio Biadola, diretor de Vendas da Cummins Brasil.

“Essa estratégia parte do entendimento de que o caminho para a descarbonização passa por múltiplas rotas, respeitando a vocação energética e a infraestrutura de cada país. No caso do Brasil, além do gás natural, biometano e biodiesel, o etanol ocupa uma posição estratégica por sua disponibilidade, infraestrutura consolidada e potencial de redução de emissões”, completa.

Avanço das transmissões

Outra frente importante da sustentabilidade nas máquinas agrícolas está nas transmissões. O avanço de sistemas como CVT (Transmissão Continuamente Variável) e transmissões eletrônicas com múltiplas marchas automatizadas (como a Powershift) tem permitido uma gestão mais eficiente do motor, com menor consumo de combustível e melhor aproveitamento da potência.

Também na Agrishow deste ano, a ZF apresentou o eTrac, seu novo acionamento auxiliar elétrico desenvolvido para apoiar a tração principal do trator. A proposta é bastante prática: ele pode ser instalado nas rodas de implementos como arados ou transbordos de cana ou grãos, sendo ideal para trabalhar em conjunto com motores elétricos em terrenos com aclives ou declives.

“Por ser um sistema auxiliar elétrico, ele permite que o agricultor use um trator menor para fazer o mesmo trabalho que antes exigia um modelo mais robusto. Isso significa menos consumo, menos emissão e uma operação mais sustentável – sem perder desempenho e ainda preservando o solo”, explica Juliano Alquati, gerente sênior de Negócios de Tecnologia Industrial da ZF.

Estudos técnicos no Brasil mostram que transmissões como CVT permitem operar tratores com rotações otimizadas, melhorando a eficiência energética durante manejos com variação de velocidade, enquanto modelos FPS demonstram maior rendimento em tração e menor consumo horário em testes laboratoriais.

Máquinas equipadas com esse tipo de tecnologia, embora ainda tenham custo inicial mais elevado, tendem a oferecer melhor custo-benefício no longo prazo, por conta da economia de combustível e da redução de desgaste de componentes.

Tratores elétricos: um futuro ainda em construção

Enquanto motores híbridos e a gás ganham espaço no mercado brasileiro, os tratores elétricos são uma realidade mais palpável no exterior, com protótipos sendo testados nos Estados Unidos, China e Europa.

A startup americana Monarch Tractor, por exemplo, lançou um modelo 100% elétrico com autonomia de até 14 horas e equipado com tecnologia de conectividade em tempo real, voltado principalmente para agricultura de precisão e vinícolas.

A John Deere também tem apostado em um projeto ambicioso de eletrificação e com financiamento público, o GridCON 2. Ele se baseia nos resultados de inovações anteriores e investiga a abordagem de um trator elétrico a bateria que oferece desempenho consistentemente alto sem restrições no tempo de operação.

Como resultado, em meados de 2022, a multinacional apresentou o protótipo do SESAM 2, um trator autônomo e 100% elétrico, equipado com um com um módulo de bateria com capacidade total de 1.000 kWh. Segundo a divisão da empresa na Alemanha, o equipamento foi testado de forma completa e bem-sucedida em campo, chegando a operar produtivamente por um dia inteiro de trabalho sem recarga.

Um ano antes, a China apresentou um modelo elétrico, autônomo e já adaptado para operar com tecnologia 5G. A criação foi fruto de uma colaboração entre o Instituto Nacional de Inovação e Desenvolvimento de Máquinas Agrícolas (CHIAIC) e o Instituto de Pesquisa em Equipamentos Avançados de Tianjin, vinculado à Universidade Tsinghua.

Trata-se de um trator 4×4 equipado com um motor elétrico síncrono central, responsável por movimentar o eixo traseiro, enquanto cada roda dianteira é acionada por um motor elétrico individual. O destaque do sistema está no uso combinado de células a combustível de hidrogênio, que entram em ação quando a máquina está em operação leve ou em deslocamento, e de baterias de lítio, que são automaticamente acionadas em situações que exigem maior potência.

Cenário da eletrificação no Brasil

Por aqui, o uso de tratores elétricos ainda é restrito a testes e importações pontuais, principalmente por limitações de infraestrutura elétrica em áreas rurais, custo das baterias e desafios logísticos. Ainda assim, marcas como AGCO, CNH Industrial e Yanmar já demonstram interesse em tropicalizar essas tecnologias, e universidades vêm desenvolvendo estudos sobre viabilidade técnica e econômica da eletrificação no campo.

Em paralelo, há pesquisas em andamento sobre como adaptar modelos a diesel com motores elétricos. Um artigo recente publicado por pesquisadores da Faculdade Senai de Tecnologia Mecatrônica analisou a viabilidade técnica para a eletrificação de um trator agrícola de 132 cv de potência e motor a diesel. Após a substituição por um motor elétrico, os pesquisadores identificaram que o custo operacional por hora de trabalho chegou a ser 42% mais barato em comparação ao modelo original, considerando os atuais preços do diesel e da energia elétrica rural.

Segundo eles, a integração de um trator elétrico com sistemas de microgeração em propriedades rurais pode reduzir ainda mais esses custos, tornando as propriedades autossuficientes e ecologicamente corretas.

“A geração de energia em propriedades rurais está se tornando mais acessível. Micro hidrelétricas, rodas d’água, biodigestores, energia eólica e fotovoltaica são algumas opções. A queda no custo dos sistemas fotovoltaicos e os incentivos governamentais impulsionam essa tendência, tornando a produção de energia própria economicamente viável até mesmo para pequenos produtores”, descrevem os pesquisadores do Senai.

Pesquisa brasileira acompanha as tendências globais

O avanço dessas tecnologias no Brasil também é impulsionado por uma crescente produção acadêmica voltada à sustentabilidade das máquinas agrícolas. Estudos de diversas universidades brasileiras abordam desde a análise de ciclo de vida de motores movidos a biodiesel até simulações de eficiência energética em tratores elétricos.

Apesar dos avanços, a transição para uma frota agrícola mais limpa ainda enfrenta desafios. O alto custo inicial das máquinas mais tecnológicas, a falta de infraestrutura para biometano e eletrificação, a necessidade de capacitação técnica e a dificuldade de acesso ao crédito são alguns dos principais entraves.

Por outro lado, o interesse crescente de cooperativas, grandes grupos do agronegócio e políticas públicas voltadas à sustentabilidade podem acelerar essa transformação. Programas como o Renovabio, linhas do BNDES voltadas à inovação verde e a pressão de mercados internacionais por cadeias produtivas com menor impacto ambiental reforçam esse movimento.

O cenário aponta para um novo ciclo no agronegócio brasileiro: mais digital, mais eficiente e mais limpo. A transição para motores sustentáveis em máquinas agrícolas não é apenas uma questão de inovação tecnológica, mas também de estratégia econômica e reputacional.

Perspectivas para um agro mais sustentável

Investir em energia limpa no campo, seja por meio do uso de biocombustíveis, eletrificação ou da adoção de sistemas de transmissão inteligentes, é um passo importante para manter a competitividade do Brasil como potência agrícola global e atender às demandas de um consumidor cada vez mais atento à sustentabilidade.

E sobre o papel do Brasil na agricultura do futuro, o professor Leandro Maria Gimenez, do Departamento de Engenharia de Biosistemas ESALQ/USP, afirma que o nosso país é e seguirá sendo mais eficiente que a grande maioria dos demais na produção de alimentos, mas precisa de um plano para agregar valor aos nossos produtos e ele passa necessariamente por um agro mais sustentável.

“Somos reféns da nossa vantagem competitiva na produção de bens agrícolas. É preciso virar a chave para se manter relevante. Talvez a nossa grande contribuição possa ser a da preservação do meio ambiente e a prestação de serviços ambientais ao mundo”, conclui.

 

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Empresas

Kepler Weber cresce 13,8% em carteira contratada de pedidos no trimestre

Por Redação 08/08/2025
Escrito por Redação

Kepler Weber cresce 13,8% em carteira contratada de pedidos no trimestre

A Kepler Weber encerrou o segundo trimestre de 2025 com uma carteira contratada de pedidos 13,8% maior, em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando boas perspectivas para os próximos ciclos operacionais. A receita líquida foi de R$ 311,1 milhões, sustentada pela diversificação de receitas, com destaque de crescimento dos segmentos de Agroindústrias, 9,2%, e Reposição & Serviços, 8,4%.

A área de Negócios Internacionais, com receita líquida de R$ 30,9 milhões, se manteve praticamente estável em comparação com o segundo trimestre de 2024, quando a companhia registrou R$ 31 milhões. Nos seis primeiros meses de 2025, a Argentina respondeu por 30% das vendas do segmento, com entregas programadas para os próximos trimestres, consolidando o país como mais um destino estratégico nas exportações da Companhia e marcando a retomada da atuação comercial na região.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 24,1 milhões no segundo trimestre de 2025, representando uma queda de 3% ante o mesmo período do ano passado, reflexo da consistência na gestão orçamentária. No semestre, recuaram 4,8% mesmo com pressão inflacionária, evidenciando a disciplina na gestão de custos e o foco em eficiência operacional.

“O final do segundo trimestre de 2025 foi marcado por sinais consistentes de estabilização no desempenho da Kepler Weber. Após um início de ano mais pressionado, encerramos o período com indicadores mais equilibrados e aderentes ao perfil de geração de valor que sustentamos ao longo dos últimos ciclos”, informou a empresa nesta quinta-feira (07).

Segundo a companhia, junho respondeu por 56% do EBITDA do trimestre, indicando uma retomada no ritmo de vendas e entregas. “Esse desempenho ao final do período reforça a perspectiva de aceleração operacional no segundo semestre, apoiada por uma carteira contratada robusta, maior previsibilidade nas entregas e sinais de recuperação gradual da demanda”.

O lucro líquido do período somou R$ 14,4 milhões, com margem líquida de 4,6%, uma redução de 6,7 pontos percentuais em comparação ao segundo trimestre do ano anterior. O EBITDA da companhia totalizou R$ 37,9 milhões, com margem de 12,2%.

A Kepler Weber também destaca que no primeiro semestre de 2025, alcançou a maior volumetria de embarques dos últimos dez anos, com crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2024, “evidenciando resiliência operacional mesmo em um cenário desafiador”.

Áreas de negócios

Com o segmento de Reposição e Serviços (R&S), responsável por gerar receita recorrente e estreitar o relacionamento de longo prazo com a base instalada, a Kepler Weber alcançou uma receita líquida de R$ 62,5 milhões, alta de 8,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

O número de clientes faturados cresceu 10,2% em relação ao segundo trimestre de 2024, “resultado de ações comerciais regionais e internacionais, programas de desenvolvimento de mercado e campanhas direcionadas”.

No acumulado de 2025, a receita chegou a R$ 135,7 milhões, crescimento de 18,4% na comparação com 2024.

Em Agroindústrias, a companhia reporta que fechou o trimestre com uma receita líquida de R$ 107,2 milhões, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“O crescimento foi impulsionado por uma expansão de 77,1% na base de clientes faturados em relação ao 2T24, resultado da estratégia de ampliar a atuação em polos industriais estratégicos e diversificar o perfil de clientes. Esse movimento é especialmente relevante diante de um cenário de maior seletividade nas decisões de investimento”, reforça a empresa.

No acumulado do primeiro semestre, o resultado da receita líquida dessa área de negócio somou R$ 208 milhões, avanço de 1,9% frente aos seis primeiros meses de 2024.

A companhia informa que entre abril e junho foram contratados projetos relevantes nos estados do Paraná, Goiás e Mato Grosso, totalizando aproximadamente R$ 58,2 milhões. Com início de execução previsto ainda em 2025, essas entregas devem impulsionar o faturamento dos próximos trimestres.

A receita do segmento de Negócios Internacionais apresentou crescimento de 2,9% no semestre, impulsionada pela continuidade das entregas no Paraguai e Uruguai, além do avanço em mercados como Panamá, Peru, Angola e Equador.

Com presença em cinco continentes e em mais de 50 países, a Kepler Weber reforça que “o trimestre foi marcado pela expansão do pipeline de vendas e avanço nas negociações de novos projetos, muitos já em fase inicial de execução com expectativa de faturamento nos próximos trimestres”.

Durante o segundo trimestre, foram firmados contratos relevantes com clientes da Argentina, Paraguai, Panamá e Angola, principalmente nos segmentos de beneficiamento de grãos e agroindústria integrada, que totalizaram aproximadamente R$ 42,4 milhões.

“Esses projetos fortalecem a presença estratégica da Companhia no mercado internacional e ampliam a visibilidade do pipeline global para os próximos trimestres, que tende a registrar aceleração no ritmo de vendas e expansão do portfólio internacional”, conforme Release de Resultados da companhia.

Em Fazendas, área responsável por atender diretamente o produtor rural, a Kepler Weber registrou uma receita líquida de R$ 95,8 milhões, recuo de 7,5% ante o segundo trimestre de 2024. Os executivos da companhia avaliam que o desempenho ligeiramente inferior no período ocorreu principalmente, em um contexto ainda marcado por juros elevados e preços deprimidos das commodities agrícolas.

“Apesar do contexto, o segmento apresentou expansão significativa na base de clientes faturados, com aumento de 32,9% no número de clientes faturados em comparação ao 2T24. Esse avanço está alinhado à estratégia da Companhia de ampliar sua presença no campo e fortalecer a capilaridade comercial”.

No acumulado do ano, a receita líquida do segmento somou R$ 227,5 milhões, retração de 3,4% em comparação com 2024.

Segundo o Release de Resultados da companhia, foram contratados dez novos projetos durante o segundo trimestre de 2025, que totalizam aproximadamente R$ 73 milhões, com entrega e reconhecimento de receita previstos para o decorrer dos próximos trimestres.. Os contratos foram firmados com produtores dos estados de Mato Grosso, Maranhão e Rio Grande do Sul, “reforçam a atratividade da proposta de valor da Companhia e sustentam perspectivas positivas para os próximos períodos”.

Na área de Portos & Terminais a receita líquida somou R$14,7 milhões, queda de 60,8% em relação ao mesmo período do ano passado. “Esse desempenho reflete uma base comparativa atipicamente elevada, impulsionada no ano anterior por dois marcos relevantes: a parceria com uma grande indústria de etanol de milho no Mato Grosso e a venda de transportadores enclausurados que ampliaram a capacidade operacional do porto de Santos. Sem projetos de porte semelhante em 2025, o faturamento do trimestre foi sustentado por entregas em andamento”.

Mesmo em um trimestre com menor volume de entregas, o segmento apresentou evolução qualitativa. A margem bruta atingiu 36,4%, avanço de 0,8 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre de 2024, número que reflete a priorização de projetos mais rentáveis e uma carteira com melhor composição. O número de clientes faturados cresceu 20%.

O mesmo cenário se aplica ao primeiro semestre de 2025, com receita Líquida de R$ 25,3 milhões, retração de 69,9% frente ao mesmo período de 2024. “A base excepcionalmente forte do ano anterior distorce a leitura da performance atual, que segue ancorada em uma carteira comercial ativa, com boa geração de novos contratos e foco em soluções de maior valor agregado e complexidade técnica”, reforça o documento.

No segundo semestre, a Kepler Weber dará continuidade à execução de contratos já firmados e que somam aproximadamente R$ 80 milhões. São projetos voltados para as cadeias de etanol e grãos. “Além disso, participa de processos competitivos relevantes, que podem resultar em novas receitas, refletindo sua capacidade de atuação em diferentes frentes e o foco na geração sustentável de valor”.

 

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Faturamento do setor de máquinas agrícolas recua 7% em seis meses
Mercado

Anfavea: setor de máquinas fecha 1º semestre com quase 25 mil unidades vendidas

Por Redação 08/08/2025
Escrito por Redação

Anfavea: setor de máquinas fecha 1º semestre com mais de 24 mil unidades vendidas

Clarisse Sousa – O setor de máquinas agrícolas encerrou o primeiro semestre de 2025 com 24.917 unidades de tratores e colheitadeiras vendidas, de acordo com dados divulgados pela Anfavea nesta quinta-feira (7). O volume foi impulsionado especialmente pela comercialização de tratores de rodas, que somou 23.443 unidades no período. As colheitadeiras de grãos contribuíram com 1.474 unidades, com destaque para junho, quando o segmento registrou seu melhor desempenho mensal, somando 367 unidades.

No mês de junho, a venda de tratores e colheitadeiras somou 4.921, contra 4.702 do mês de maio, o que representa um crescimento de aproximadamente 4,6%. 

De acordo com os dados divulgados pela Anfavea, as exportações mantiveram um ritmo estável: foram 2.868 máquinas enviadas ao exterior no semestre, somando tratores e colheitadeiras. O maior volume foi registrado em maio, com 554 unidades exportadas.

Os números refletem sinais de recuperação para o setor, sustentados tanto pelo mercado interno quanto pelo desempenho no comércio exterior — embora o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde a última quarta-feira (6), represente uma preocupação para os próximos meses.

 

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