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Mercado

PIB do agronegócio pode crescer 9% em 2025, avalia economista

Por Redação 08/08/2025
Escrito por Redação

PIB do agronegócio pode crescer 9% em 2025, avalia economista

Apesar dos desafios do cenário externo e interno, o agro segue impulsionando o PIB brasileiro. O ano 2026 será tumultuado e com eleições, mas o setor está na fase ganhadora, crescendo 9% em 2025 e devendo manter esse índice em 2026, contribuindo positivamente. As previsões para este ano elevam o PIB em 2,2%. Essa é a avaliação de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, que ministrou palestra no Congresso Andav 2025, na última quarta-feira (6/8). O evento é uma realização da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), organizada pela Zest Eventos, e segue até amanhã, quinta-feira, 7 de agosto.

O ajuste fiscal é o ponto focal e deve acontecer em 2027, não porque o governo deseje, mas porque o cenário é complicado e, no entendimento do economista, isso é primordial para que o ciclo siga positivo.

Para Vale, os fatores geopolíticos externos têm papel importante nessas previsões, mas o Brasil tem ativos de interesse global, como petróleo, terras raras e alimentos, e um agro que responde por ¼ do PIB. Ele reconheceu ainda que a economia nacional segue com dificuldades, mesmo com reformas importantes tendo sido realizadas.

“O presidente do Estados Unidos usa as tarifas porque é o que tem a mão sem precisar do congresso, mas não significa que funcione”, disse o economista, que fundamenta sua análise pelo fato de que a tarifa empobrece o país, que hoje tem sua economia centrada em serviços, e depende de importação em muitas áreas.

Com o aumento dos preços devido às tarifas, o produto importado custa mais, a inflação aumenta no curto prazo e aumenta o risco de recessão. Desse modo, Vale ponderou que o pacote fiscal provocará aumento da dívida pública. “A alternativa, que não se sabe se Trump acatará, é aumentar impostos, porque não têm onde cortar despesas”, acrescentou.

Para o Brasil, Vale recomendou a necessidade de acelerar acordos comerciais com países ricos. “O Brasil precisa se afastar do “choque Trump”, e os empresários têm de aproveitar a nossa dinâmica interna e buscar reduzir ainda mais o que exporta para os EUA. Nesse sentido, o agro se sai melhor do que a indústria, mas é preciso buscar novos mercados. Vamos sofrer no curto prazo, mas precisamos ter consciência de que o tumulto externo não nos pertence”, finalizou.

 

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Ministério do Desenvolvimento Agrário abre inscrições para o Garantia-Safra 2025/26
Mercado

Ministério do Desenvolvimento Agrário abre inscrições para o Garantia-Safra 2025/26

Por Redação 06/08/2025
Escrito por Redação
Ministério do Desenvolvimento Agrário abre inscrições para o Garantia-Safra 2025/26

O benefício no valor de R$ 1.200 será pago às famílias que atenderem aos critérios técnicos e tiverem as perdas comprovadas // Foto: Albino Oliveira – Ascom/MDA

Agricultores e agricultoras familiares já podem se inscrever no Garantia-Safra 2025/2026, programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que oferece apoio financeiro a quem tiver perdas na produção em decorrência da seca ou do excesso de chuvas. O benefício no valor de R$ 1.200 será pago às famílias que atenderem aos critérios técnicos e tiverem as perdas comprovadas.

Podem participar agricultores com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado, renda bruta familiar mensal de até um salário mínimo e meio (excluindo aposentadorias rurais), que cultivem entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão e que não sejam proprietários de área superior a quatro módulos fiscais. É necessário, ainda, residir em municípios dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

As inscrições devem ser feitas online, pela plataforma sggs.mda.gov.br, ou presencialmente, com o apoio de prefeituras, sindicatos, associações ou Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATERs). Após a inscrição, uma comissão local fará a avaliação e homologação da lista de participantes. O pagamento do boleto de adesão só deve ser realizado após a homologação, e o benefício será disponibilizado apenas nos municípios que tiverem perdas superiores a 50% da produção, conforme critérios técnicos e normativos.

 “O Garantia-Safra é uma política pública fundamental para dar segurança para agricultoras e agricultores, especialmente nas regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas. É uma política que protege a renda das famílias e assegura dignidade para quem vive da terra. Nosso papel é garantir que essa rede de proteção chegue a quem mais precisa”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.

Confira os prazos de inscrição por estado:

● Até 21 de setembro de 2025 – Minas Gerais, Bahia e Piauí (Região I);
● Até 20 de outubro de 2025 – Maranhão (Região I);
● Até 21 de novembro de 2025 – Ceará, Paraíba, Pernambuco (Região I) e Maranhão e Piauí (Região II);
● Até 20 de dezembro de 2025 – Rio Grande do Norte (Região I), Ceará e Paraíba (Região II) e Maranhão (Região III)
● Até 15 de janeiro de 2026 – Pernambuco e Rio Grande do Norte (Região II);
● Até 20 de fevereiro de 2026 – Alagoas, Sergipe e Bahia (Região II);
● Até 20 de março de 2026 – Amazonas

 

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Mercado

Tarifaço entra em vigor a partir de hoje e deve impactar todas as regiões do país

Por Redação 06/08/2025
Escrito por Redação

Tarifaço entra em vigor a partir de hoje e deve impactar todas as regiões do país

O governo dos Estados Unidos anunciou, no último dia 30 de julho, a lista de produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 40 pontos percentuais (p.p.) sobre as importações. Após a nova medida, que eleva a tarifa total para 50% – maior já aplicada na história das relações comerciais entre Brasil e EUA, o Centro de Estudos do Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), elaborou a Nota Técnica sobre os aspectos econômicos e jurídicos do conflito tarifário Brasil-Estados Unidos, realizada por Cícero Lima e Leonardo Munhoz, ambos pesquisadores do FGV Agro.

A tarifa foi introduzida por meio de uma nova ordem executiva, ampliando a “Liberation Day Tariff” de 10%, imposta desde abril deste ano. Na prática, o aumento encarece os produtos brasileiros no mercado norte-americano, reduz a competitividade e provoca prejuízos tanto a exportadores brasileiros quanto a importadores e consumidores nos EUA.

Segundo os dados do COMEXSTAT (MDIC)[1] dos US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024, cerca de US$ 18 bilhões (44,6%) serão atingidos pela tarifa de 50%. Apenas US$ 2,7 bilhões do agronegócio ficaram parcialmente isentos – sujeitos apenas à tarifa de 10%.

Entre os produtos do agro com tarifa reduzida estão o suco de laranja, a polpa de laranja, a castanha-do-pará e a celulose de madeira. No entanto, cerca de 78% das exportações do setor ainda serão tarifadas com alíquota máxima, o que inclui carnes, tabaco e açúcar.

Impacto regional

A medida afeta todas as regiões brasileiras. A região Sul, cuja pauta exportadora inclui motores, geradores elétricos e tabaco, será uma das mais impactadas, com tarifa ajustada de 45%. Já o Sudeste, principal região exportadora, teve tarifa ajustada menor (29%) por concentrar vendas de derivados de petróleo e aeronaves – itens parcialmente protegidos.

Legalidade questionada na Justiça dos EUA

Especialistas apontam que as novas tarifas enfrentam forte fragilidade jurídica no direito norte-americano. O principal fundamento legal utilizado pela administração Trump – o International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) – exige, entre outras condições, a declaração de emergência nacional e ameaça concreta à segurança dos EUA, o que não foi comprovado.

Em maio de 2025, a Corte de Comércio Internacional dos EUA (Court of International Trade) já considerou inconstitucional a tarifa anterior de 50% no caso V.O.S. Selections, Inc. v. United States, afirmando que a medida viola a separação de poderes e extrapola os limites legais da autoridade presidencial. A nova tarifa, embora recente, repete os mesmos vícios e deverá ser alvo de nova contestação judicial.

Jurisprudência recente da Suprema Corte norte-americana reforça limites à atuação do Executivo em matéria tarifária, exigindo base legal clara, investigação formal e justificativa consistente.

A decisão final sobre o caso anterior ainda está pendente, com recurso em trâmite na Justiça Federal norte-americana. A expectativa é que o desfecho do caso defina os rumos das tarifas e da política comercial dos EUA com seus principais parceiros, incluindo o Brasil.

 

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Tecnologia

Brasil investe em pesquisa com planta da tequila para produção de etanol

Por Redação 05/08/2025
Escrito por Redação

Brasil investe em pesquisa com planta da tequila para produção de etanol

A Agave tequilana, planta amplamente utilizada no México na produção de tequila, começa a ganhar novos usos no Brasil. Em uma pesquisa conduzida pela Embrapa Algodão (PB) em parceria com a empresa Santa Anna Bioenergia (BA), a espécie está sendo estudada como alternativa para produção de etanol, sequestro de carbono e alimentação animal. A proposta é diversificar o uso do Agave como fonte de energia renovável adaptada ao Semiárido, impulsionar a bioeconomia e contribuir para a transição energética no País.

O estudo inclui também outras variedades promissoras do gênero Agave mantidas no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa, para produção de biomassa, entre elas a Agave sisalan

Vendas de tratores sobem 19,7% no primeiro semestre, diz Fenabrave

Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o estudo tem como objetivo desenvolver um sistema de cultivo para a produção de Agave tequilana e outras espécies com fins energéticos. O intuito é também promover o melhor aproveitamento dessas plantas, considerando que, atualmente, apenas 4% da biomassa da folha da Agave sisalana é utilizada no processo de industrialização.

O Brasil é o maior produtor mundial de Agave sisalana com 95 mil toneladas de fibra em 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de 95% da produção nacional se concentra no estado da Bahia, onde a cultura é uma das principais fontes de renda do chamado Território do Sisal. A Paraíba ocupa o segundo lugar no ranking nacional de produção da fibra de sisal em uma área de aproximadamente cinco mil hectares, de acordo com o IBGE.

O gênero Agave vem atraindo a atenção de empresas de energia como potencial matéria-prima para produção de bioenergia, a exemplo do etanol e compensação líquida de gases de efeito estufa devido às características de adaptação ao clima do Semiárido.

Bioenergia e justiça social

Além dos aspectos econômicos e ambientais, o pesquisador da Embrapa Algodão Tarcísio Gondim (foto à direita) destaca que a pesquisa tem uma importante contribuição social. “Essa inovação tecnológica pode contribuir para mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste brasileiro. Para isso, vamos utilizar plantas xerófilas – adaptadas a ambientes secos – com múltiplo propósito: produção de etanol, alimentação para ruminantes e captura de CO2 em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, explica.

Embora o ciclo do Agave seja mais longo que o da cana-de-açúcar, sua principal vantagem é a adaptação às condições semiáridas, onde outras culturas não alcançam rendimentos competitivos.

“O ciclo do Agave pode levar cerca de cinco anos ou mais para atingir a fase de colheita. No entanto, o escalonamento das áreas de plantio ao longo do período permitirá a estabilização da produção de biomassa para fins energéticos, garantindo competitividade na exploração comercial no Semiárido. Para que isso se concretize, é necessário investir em estudos para avançar na padronização de cultivares, no manejo da cultura, nos tratos culturais, na fertilidade do solo, na mecanização do cultivo e no processamento integral da biomassa”, explica Gondim.

 

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Tecnologia

Parceria garante formação gratuita em máquinas agrícolas com alta tecnologia para jovens

Por Redação 05/08/2025
Escrito por Redação

Parceria garante formação gratuita em máquinas agrícolas com alta tecnologia para jovens

Com o objetivo de preparar novos profissionais para as demandas do setor agrícola, a Massey Ferguson, a concessionária Casa Nasser e a ETEC Francisco Garcia de Mococa firmaram uma parceria para capacitação gratuita de jovens para atuar nas áreas de manutenção, diagnósticos e tecnologias de agricultura de precisão.

“Investir na formação é essencial para garantir que o avanço tecnológico no campo seja acompanhado pela qualificação da mão de obra. Com esta parceria, queremos proporcionar aos jovens da região o acesso ao conhecimento mais atualizado sobre máquinas agrícolas e contribuir para sua inserção no mercado de trabalho”, destaca Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.

Com início em setembro de 2025, o curso beneficiará 20 estudantes. A formação abrange temas como motores, hidráulica, elétrica, diagnósticos em máquinas agrícolas e fundamentos de agricultura de precisão, além de tecnologias embarcadas, como piloto automático. As aulas serão realizadas em três formatos: e-learning, videoaulas e treinamentos práticos.

Os alunos terão duas semanas de atividades na concessionária Casa Nasser, em Mococa, com acesso a tratores Massey Ferguson de média e baixa potência, e uma semana de imersão no Centro de Treinamento da AGCO, em Jundiaí (SP), que conta com estrutura completa para formação técnica.

“Essa parceria é um passo importante para fortalecer a conexão entre a formação técnica e as necessidades reais do mercado. Ao aproximar os alunos da vivência prática, conseguimos acelerar o desenvolvimento de competências essenciais, como responsabilidade, proatividade e domínio técnico. Isso não só qualifica os profissionais, mas também gera mais oportunidades de emprego, movimenta a economia local e valoriza a mão de obra da nossa região”, afirma Gabriela Nasser, gerente de marketing da Casa Nasser.

A parceria também abre portas para futuras oportunidades. Os alunos que se destacarem durante o curso poderão ser indicados para vagas de estágio e efetivação na Casa Nasser, fortalecendo a conexão entre formação e empregabilidade no setor agrícola. “Para nós, é uma via de mão dupla: oferecemos oportunidades de crescimento e, ao mesmo tempo, formamos profissionais alinhados ao dinamismo do agronegócio”, reforça Gabriela.

Segundo ela, a expectativa é ampliar o projeto para outras unidades da ETEC em cidades onde a Casa Nasser também possui operação. “Queremos que esta seja apenas a primeira de muitas ações em parceria com instituições de ensino”, finaliza.

 

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EmpresasTecnologia

Valtra celebra 65 anos no Brasil com edição limitada do trator BM

Por Redação 05/08/2025
Escrito por Redação

Valtra celebra 65 anos no Brasil com edição limitada do trator BM

Para celebrar seus 65 anos de história no Brasil, a Valtra, primeira fabricante do segmento a se instalar no país, anuncia o lançamento de uma edição exclusiva da linha BM de tratores.

A edição comemorativa tem como premissa a manutenção dos diferenciais competitivos do BM, que está há mais de duas décadas no mercado e é reconhecida entre os produtores rurais. Solidificada através do motor AGCO Power de 4 cilindros, injeção mecânica e transmissão sincronizada multitorque, os modelos BM115 e BM135, com até 135 cv de potência, prometem até 15% de economia de combustível.

Disponíveis nas versões plataformada e cabinada e com opcionais de conforto como ar-condicionado e assentos ajustáveis, os tratores BM são ideais para diversas operações no campo.

Os diferenciais comemorativos trazem uma mudança no visual que chega totalmente estilizado, com pintura na cor “titan gray” na lataria — um tom de cinza metálico — teto e rodas na cor preta e logotipos Valtra em dourado, reforçando o caráter exclusivo e celebrativo da edição. A customização inédita homenageia a história da Valtra.

“A Valtra sempre teve uma ligação muito próxima com o agricultor brasileiro, e essa edição comemorativa traduz esse vínculo juntando pioneirismo, tradição, inovação e exclusividade. É uma forma de eternizar esse marco de mais de seis décadas ao lado dos nossos clientes”, afirma Fabio Dotto, diretor de marketing da Valtra.

Entre as versões disponíveis, nesta edição exclusiva, estão os tratores BM135, de 135 cv, e BM115, de 117 cv, máquinas versáteis para diversas operações e cultivos.

A série especial estará disponível para comercialização a partir do mês Setembro de 2025 na rede de concessionárias da marca no país. Os modelos, com design exclusivo, terão produção limitada a apenas 130 unidades.

“A linha BM é de extrema importância para a nossa história, por ter feito parte da história e do crescimento de muitos agricultores. Fazer dela a base desta edição especial é também uma forma de homenagear quem construiu esses 65 anos com a gente”, complementa Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

65 anos no agro brasileiro

Valtra começou a fabricar tratores em 1951, na Finlândia, totalizando 74 anos de tradição no setor agrícola. A empresa chegou ao Brasil em 1960, na cidade de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo e, desde então, tem sido protagonista em inovações voltadas às necessidades do agricultor nacional. Dentre diferentes inovações, foi pioneira no desenvolvimento do trator estreito para a cafeicultura, na introdução de tratores de tração 4×4 em 1981 e com cabines climatizadas em 1990. Em 2017, apresentou a Série T CVT, com o primeiro trator com transmissão continuamente variável (CVT) fabricado no Brasil.

Recentemente, a Valtra lançou a Série S6, uma linha de tratores que representa mais um avanço significativo em inovação e desempenho. Os tratores da Série S6 possuem o maior nível de potência em comparação com as outras linhas da marca, com potências máximas de 345 cv, 375 cv, podendo chegar até 425 cv e torque de até 1.750 Nm. Além disso, possuem tecnologia inteligente integrada e design focado em eficiência e conforto. São ideais para produtores que buscam alta performance em operações pesadas, como no cultivo de grãos e na produção sucroenergética.

 

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Mercado

Vendas de tratores sobem 19,7% no primeiro semestre, diz Fenabrave

Por Redação 05/08/2025
Escrito por Redação

Vendas de tratores sobem 19,7% no primeiro semestre, diz Fenabrave

Com crescimento acumulado de 19,7% no 1º semestre sobre igual período de 2024, as vendas de tratores têm se recuperado, mas ainda sobre uma base baixa, considerando a expressiva queda realizada no ano passado, indica acompanhamento da Fenabrave.

“Devemos considerar que, este ano, 73% das vendas estão relacionadas a tratores de até 100hp, percentual que estava em torno de 64% em 2024. Ou seja, o cenário se mantém, com alguns setores do agro investindo e outros em posição mais conservadora. Além disso, os incentivos do Plano Safra ao pequeno produtor, que consegue adquirir suas máquinas com taxas de juros de até 5% ao ano, incentiva a ampliação dos negócios para as máquinas de menor potência”, analisa o presidente da entidade, Arcelio Junior.

Na comparação entre maio e junho de 2025, houve crescimento de 1,7% na comercialização de tratores no sexto mês do ano e uma expansão de 9% se compararmos junho/2025 com junho/2024.

Colheitadeiras

Sofrendo com a sazonalidade deste mercado, as vendas de colheitadeiras, no atacado, fecharam o 1º semestre de 2025 com saldo positivo em 7,1% sobre mesmo período de 2024.

Depois de atravessar um mês de maio bastante ruim, junho surgiu com uma safra de milho forte, o que se traduziu numa expansão de 63,8% nas vendas, em junho.

Na comparação entre junho/2025 e junho/2024, o crescimento foi de 43,9%. “Estamos com um acumulado positivo, ainda que sobre uma base negativa em 2024, e com boas expectativas para o Plano Safra deste ano, mas o setor está conservador em relação a projeções de crescimento”, observa Arcelio Junior, que acrescenta: “incertezas que pairam sobre o agronegócio poderão influenciar nos negócios das Concessionárias de máquinas agrícolas”.

Fonte: Datagro

 

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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Mercado

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP

Por Redação 01/08/2025
Escrito por Redação

- Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP

A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”, conforme informa a Agência Brasil.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, diz comunicado do Cepea.

Tratativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.

 

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Empresas

Yanmar investe R$ 280 milhões em nova fábrica no Brasil para aumentar capacidade produtiva

Por Redação 31/07/2025
Escrito por Redação
- Yanmar investe R$ 280 milhões em nova fábrica no Brasil para aumentar capacidade produtiva

A Yanmar projeta um salto na produção de tratores, passando de 5.000 para 7.000 unidades por ano em turno único // Foto da fábrica atual da empresa em Indaiatuba (SP)/Divulgação

Clarisse Sousa – A fabricante japonesa de máquinas Yanmar anunciou nesta quinta-feira (31) a construção de uma nova fábrica no Distrito Industrial de Indaiatuba (SP), com investimento de R$ 280 milhões. O projeto, que será implementado em etapas até 2030, visa aumentar a capacidade produtiva, unificar operações e melhorar processos, consolidando o crescimento da companhia no país.

A decisão pela construção da nova unidade foi motivada pelo crescimento contínuo da demanda por tratores agrícolas e também por miniescavadeiras, colheitadeiras, motores e peças de reposição, exigindo mais espaço e melhor estrutura para atendimento eficiente.

A nova unidade ocupará um terreno de aproximadamente 140.000 m², três vezes maior que a área atual das fábricas em Indaiatuba, e deve gerar cerca de 100 novos empregos diretos e indiretos até 2029. A execução do projeto terá início nos próximos meses. A primeira fase, com aproximadamente 36.000 m², tem operação prevista para 2027.

Capacidade produtiva ampliada

Com a nova fábrica, a Yanmar projeta um salto na produção de tratores, passando de 5.000 para 7.000 unidades por ano em turno único. Já a fabricação de modelos com maior índice de nacionalização subirá de 10 para 15 tratores por dia na primeira etapa, chegando a 20 por dia em 2029. A empresa também implementará processos automatizados tais como uma linha de montagem tracionada e com controles automáticos de torques e inspeções e melhorias em logística, segurança e ergonomia.

Parte do investimento será direcionado à aquisição de novos equipamentos industriais, além de construídas docas com sistemas elevatórios para facilitar o deslocamento dos itens. Essas melhorias permitirão aumentar a capacidade produtiva e aprimorar a eficiência dos processos.

“Hoje enfrentamos desafios de espaço, estoque e logística de peças, além de buscarmos constantemente melhorias na segurança operacional. Esta nova fábrica será fundamental para superarmos esses obstáculos e atendermos a demanda do mercado. Nosso objetivo é continuar aumentando nossa participação no mercado. Hoje, temos 10% de market share no segmento de tratores e buscamos consolidar esse índice em 12% nos próximos anos. Além disso, queremos seguir avançando nos outros mercados, mantendo a liderança em miniescavadeiras e seguir crescendo nos demais segmentos em que atuamos”, afirma Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar South America.

“Temos crescido consistentemente no Brasil, liderando há seis anos as vendas de miniescavadeiras e conquistando a cada ano uma boa participação no mercado tratores. O mesmo quando olhamos para nosso crescimento gradual em motores e sistemas de energia. Essa expansão reflete nossa confiança no potencial do país e nosso compromisso em oferecer soluções cada vez mais eficientes aos clientes”, complementa.

O projeto também contempla a unificação das áreas fabris com os setores administrativo, comercial e diretivo, promovendo maior sinergia entre os departamentos, agilidade na comunicação e integração operacional.

A nova unidade implementará o Sistema de Produção Yanmar, que visa aumentar a eficiência operacional com base em práticas testadas e bem-sucedidas no Japão. Recentemente, a equipe brasileira visitou cinco fábricas no país asiático para conhecer boas práticas e avaliar sua aplicabilidade na nova planta.

Além da inovação industrial, o projeto também incorporará gradualmente conceitos de sustentabilidade, alinhados ao plano de negócios global da companhia, como o aproveitamento de luz natural, sistemas automatizados de controle de iluminação e o uso de energia fotovoltaica, promovendo eficiência energética e redução de emissões.

Fases do projeto
  • 2027 (1ª fase): Início da produção, transferência da fábrica de tratores, motores, geradores e estoque.
  • 2029 (2ª fase): Aumento da produção para 7.000 tratores por ano e expansão do centro de distribuição de peças de reposição.
  • 2030 (fase final): Conclusão da transferência de estoques, centro de treinamento e área administrativa.

“A nova fábrica representa mais do que um marco estrutural: é um reflexo do compromisso contínuo da Yanmar com o país, com a inovação e com o desenvolvimento da região. A manutenção da operação em Indaiatuba reforça a valorização dos colaboradores e da comunidade local. Nossa expectativa é de que a nova unidade fabril proporcione um ambiente de trabalho moderno, seguro, confortável e inspirador”, conclui Santaniello.

 

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Mercado

Moagem de cana atinge 256,14 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 31/07/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana atinge 256,14 milhões de toneladas na safra 2025/26

Clarisse Sousa – A moagem de cana-de-açúcar atingiu 256,14 milhões de toneladas no acumulado da safra 2025/2026 até 16 de julho, frente às 283,36 milhões registradas no mesmo período do ciclo anterior — uma queda de 9,61%. Na primeira quinzena de julho, as usinas do Centro-Sul processaram 49,82 milhões de toneladas, alta de 14,77% em relação às 43,41 milhões da safra passada.

Venda de máquinas agrícolas sobe 20,7%, mas tarifaço dos EUA traz incerteza

Operaram na primeira quinzena de julho 257 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 237 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 24/25, operaram 259 unidades produtoras,sendo 240 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex.

Para o diretor de inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “o clima mais chuvoso e as condições adversas para o desenvolvimento da lavoura observadas desde o início do ciclo também estão impactando negativamente a concentração de açúcares na planta”.

Ele destaca que, no acumulado da safra atual, a concentração de ATR na cana-de-açúcar já apresenta queda de 4,81%, sendo que, na última quinzena, a redução chegou a aproximadamente 10 kg por tonelada de cana. “Esses dados reforçam um cenário de deterioração na qualidade da matéria-prima, com implicações negativas no rendimento industrial da safra 2025/2026”, acrescenta o executivo.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de julho totalizou 3,41 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, a fabricação do adoçante totalizou 15,66 milhões de toneladas, contra 17,25 milhões de toneladas do ciclo anterior – queda de -9,22%.

Na primeira metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,19 bilhões de litros, sendo 1,33 bilhão de litros de etanol hidratado (+1,93%) e 865,66 milhões de litros de etanol anidro (+3,01%).

No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 11,62 bilhões de litros (-12,02%), sendo 7,45 bilhões de etanol hidratado (-11,39%) e 4,17 bilhões de anidro (-13,12%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de julho, 17,55% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,93 milhões de litros neste ano, contra 312,96 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 23%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,56 bilhões de litros – avanço de 22,25% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de julho, as vendas de etanol totalizaram 1,38 bilhão de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 517,99 milhões de litros – avanço de 2,71% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 858,12 milhões de litros – recuo de 6,15%.

No mercado doméstico, a quantidade de etanol hidratado comercializado pelas unidades do Centro-Sul totalizou 823,53 milhões de litros. As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 514,95 milhões de litros – avanço de 7,96%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, a comercialização de etanol pelas unidades do CentroSul somou 9,93 bilhões de litros, registrando queda de 2,68%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 6,35 bilhões de litros (-5,31%), enquanto o de anidro alcançou 3,59 bilhões de litros (+2,35%).

 

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31/07/2025 0 Comentários
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