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Mercado

Mercado interno de frutas segue negociando as primeiras laranjas da safra 2025/26

Por Redação 25/07/2025
Escrito por Redação

Mercado interno de frutas segue negociando as primeiras laranjas da safra 2025/26

Clarisse Sousa – Apesar da incerteza sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao suco brasileiro, o mercado interno de frutas segue ativo com a comercialização das primeiras laranjas da safra 2025/26 e com o fim da colheita das tangerinas poncã, segundo dados do Cepea.

As laranjas precoces continuam sendo a principal variedade entregue à indústria de suco. Já os limões tahiti estão com oferta limitada por causa da entressafra. No caso das tangerinas poncã, a safra está quase encerrada no Sudeste.

Ainda de acordo com o Cepea, por causa da indefinição sobre a tarifação americana, as indústrias brasileiras estão operando apenas no mercado spot ou com contratos já firmados. Novas contratações seguem suspensas.

Como a safra principal não começou e a maior parte das cargas é composta por variedades precoces, as frutas processadas atualmente apresentam limitações de qualidade, ressalta o Centro de Pesquisas.

 

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25/07/2025 0 Comentários
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Tecnologia

Preservação ambiental nas fazendas de algodão é destaque durante “Brazilian Cotton Dialogues”

Por Redação 25/07/2025
Escrito por Redação

Preservação ambiental nas fazendas de algodão é destaque durante “Brazilian Cotton Dialogues”

O cuidado com o solo e a preservação de áreas vegetais nativas foram o ponto alto dos dois primeiros dias do “Brazilian Cotton Dialogues”. Promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao programa Cotton Brazil, a iniciativa consiste em visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios de três dos principais estados produtores (MT, BH e GO). A comitiva reúne 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com objetivo de conhecer, de perto, o modelo de produção brasileiro.

Na etapa realizada em Mato Grosso, a programação contou com uma visita à fazenda Cidade Verde, do grupo WDF (Wilson Daltrozo e Filhos), em Primavera do Leste. Lucas Daltrozo, diretor de produção, explicou que o algodão entrou na propriedade como uma alternativa para o manejo da soja, mas o mercado mostrou que nova cultura era um bom negócio.

“Costumo dizer que, antes de qualquer coisa, somos cotonicultores, porque hoje o algodão ocupa cerca de 52% da nossa área”, afirmou. De 1997 para cá, quando começou o plantio do algodão, muita coisa mudou. Hoje, Lucas adota o que ele chama de sistema “três-três”, que consiste no cultivo de algodão como primeira safra por três anos consecutivos, seguido por uma cultura de cobertura e, em seguida, soja.

“Deu resultado. Conseguimos rodar o algodão em toda a fazenda, rotacionando com a soja, e funcionou. A produtividade aumentou, o material orgânico no solo também, e começamos a colher um fardo e meio a mais por hectare”, revelou Lucas. Anualmente, o grupo realiza análise de solo na fazenda e a necessidade de aplicação complementar de fósforo foi reduzida com o sistema “três-três”.

Agrônomo formado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Lucas Daltrozo leva a sério os cuidados com o solo. O grupo coordenado pela Abrapa visitou parte de uma área experimental de 1,5 mil hectares que Daltrozo mantém para testar diferentes tipos de cobertura – como braquiária, crotalária e sorgo. “O próximo desafio é integrar mais a pecuária dentro do sistema ‘três-três’. Quero colocar o animal dentro desta área de forma experimental, pra daí termos a total integração entre planta, animal e ambiente”, revelou.

Além da lavoura, a comitiva visitou a algodoeira do grupo WDF, em operação há 17 anos. “Levamos dez anos para termos a nossa usina. Nos meses de beneficiamento do algodão, ampliamos o quadro de colaboradores”, diz Lucas, explicando que, hoje, a fazenda emprega diretamente cerca de 130 profissionais.

Ainda em Primavera do Leste, a comitiva visitou a UniCotton, cooperativa fundada há 27 anos, que reúne 108 produtores de algodão. Além de comercialização, beneficiamento, inteligência de mercado e pool de compras, a UniCotton é uma das unidades de classificação de algodão associada à rede de laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), coordenado pela Abrapa.

A programação em Mato Grosso incluiu um workshop técnico na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa). Além de dados sobre a cotonicultura no Brasil e em Mato Grosso, o evento contou com a apresentação de três cases sobre a cotonicultura sustentável, realizados pela Amaggi, Scheffer e Bom Futuro.

Ao longo da programação, o “Brazilian Cotton Dialogues” ficou aberto a perguntas, questionamentos e trocas de experiência. A implementação da rotatividade entre as plantações de algodão e milho ou soja, permitindo a colheita de duas safras completas em um ano, o aumento da produtividade e a preservação de áreas nativas dentro das propriedades rurais foram alguns dos assuntos que mais chamaram a atenção.

“Esses dois dias em Mato Grosso foram reveladores para todos nós. Principalmente por percebermos como o produtor brasileiro está empenhado em inserir a conservação ambiental no seu cotidiano”, declarou K.V. Srinivasan, presidente da International Textile Manufacturers Federation (ITMF).

“A transformação da cotonicultura brasileira começa quando o foco se volta para o melhor uso da terra. Somos o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador de pluma usando uma área inferior a 1% do território brasileiro”, contextualizou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.

Em Mato Grosso, além da Ampa, responsável por representar política e institucionalmente o setor, há ainda o Instituto Mato-grossense do Algodão (ImaMT), centro de pesquisas de melhoramento genético e desenvolvimento de tecnologia agrícola. Segundo Jean-Louis Belot, coordenador do ImaMT, “O aproveitamento do solo foi possível devido ao alto grau de organização dos produtores”.

“Devido ao nosso clima, estamos em uma área muito propensa à pressão de pragas. Nossa meta sempre foi aumentar a resistência das plantas a ameaças fitossanitárias e criar soluções para que o produtor fizesse o melhor controle biológico possível”, explicou Jean-Louis.

Após a etapa em Mato Grosso, o “Brazilian Cotton Dialogues” continua em Goiás e na Bahia, onde serão visitadas mais duas fazendas, algodoeiras e laboratórios. O evento é uma das ações do “Cotton Brazil”, programa que promove o algodão brasileiro em escala global.

 

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25/07/2025 0 Comentários
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Desembolso do crédito rural atinge R$ 2 bilhões nos primeiros quatro meses de 2025
Mercado

Desembolso do crédito rural atinge R$ 2 bilhões nos primeiros quatro meses de 2025

Por Redação 25/07/2025
Escrito por Redação

Desembolso do crédito rural atinge R$ 2 bilhões nos primeiros quatro meses de 2025

O agravamento das mudanças climáticas e a intensificação de eventos extremos, como secas prolongadas, têm imposto novos desafios à produção cafeeira no Brasil. Nesse cenário, o Seguro Rural se consolida como um instrumento indispensável para a sustentabilidade da atividade agrícola, especialmente para os cafeicultores das regiões Sudeste e Sul do país.

Entre janeiro e abril de 2025, o setor segurador, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras, desembolsou cerca de R$ 2 bilhões em indenizações no âmbito do Seguro Rural, alta de 8% em relação ao ano anterior, demonstrando a importância dessa proteção para mitigar perdas em lavouras atingidas por adversidades climáticas. O café, cultura de alta sensibilidade a variações de temperatura e precipitação, está entre as mais impactadas, e, por isso, entre as que mais demandam cobertura.

A urgência do tema se intensifica diante da recente inclusão das regiões Norte e Noroeste Fluminense no Mapa do Semiárido, oficializada pelo Governo Federal. O clima semiárido é marcado por baixa precipitação, altas temperaturas, chuvas irregulares e longos períodos de estiagem.

“Nos últimos anos, estas regiões vêm experimentando menos chuva, temperaturas médias mais altas e maior evaporação, aumentando o risco climático para qualquer atividade agrícola”, alertou Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

O Noroeste Fluminense é o principal polo cafeeiro do Rio de Janeiro, responsável por cerca de 70% a 80% da produção estadual, composta majoritariamente por café arábica de alta qualidade. Há destaque crescente para cafés especiais, reconhecidos por premiações nacionais e internacionais.

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1.440/2019, que amplia a delimitação do Semiárido brasileiro, incluindo os 22 municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense na área reclassificada. Com a mudança, agricultores dessas regiões passam a ter direito ao Benefício Garantia-Safra, mecanismo de proteção contra perdas ocasionadas por estiagens e outros eventos climáticos adversos.

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a iniciativa terá um impacto econômico de R$ 22 milhões por ano, destravando o acesso ao crédito rural e estimulando investimentos na cadeia produtiva agroindustrial nas duas áreas geográficas. O PL se baseia em critérios técnicos apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Toyama acredita que, a proteção de riscos climáticos, através de seguros, proporciona mais tranquilidade para o sistema, e os agricultores podem investir em tecnologia, insumos, infraestrutura e práticas agrícolas resilientes, elevando a produtividade e reduzindo riscos.

“A cadeia produtiva agroindustrial envolve todos os segmentos ligados ao agronegócio: desde o plantio e manejo agrícola até a indústria de processamento, armazenagem, transporte e comercialização dos produtos. A iniciativa cria um ambiente mais atraente e seguro para investidores, acionando um ciclo virtuoso: mais crédito leva a mais investimentos, que aumentam o valor agregado dos produtos e geram novos negócios”.

A decisão, respaldada por dados da Embrapa e da Sudene, reconhece o avanço da aridez em municípios tradicionalmente produtores de café e outras culturas de base familiar. A nova classificação permitirá que os agricultores dessas localidades tenham acesso a políticas públicas voltadas ao semiárido, mas também acende um alerta sobre a necessidade de fortalecer os mecanismos de gestão de risco, como o seguro rural.

O deputado federal Wladimir Garotinho (PP-RJ) também reforçou essa pauta no Congresso ao apresentar o PL 1.440/2024, que trata de incentivos ao desenvolvimento sustentável em áreas atingidas por estiagens severas. A proposta menciona o seguro rural como peça estratégica para manter a renda do agricultor e garantir segurança alimentar no campo.

“O Seguro Rural deixa de ser uma alternativa e se torna uma necessidade diante das volatilidades climáticas que estamos enfrentando. Ele assegura a continuidade da produção e protege o cafeicultor da quebra total em anos de intempéries”, destaca Glaucio Toyama.

Além de proteger o patrimônio do produtor, o seguro é também uma ferramenta de estabilidade econômica, evitando o colapso de cadeias produtivas inteiras e reduzindo a pressão por renegociação de dívidas ou auxílios emergenciais.

Com a perspectiva de um futuro climático mais incerto, ampliar o acesso ao Seguro Rural e garantir recursos estáveis para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) se torna ainda mais urgente para que o café brasileiro continue sendo referência mundial, mesmo em tempos de solo seco e clima imprevisível. Até setembro deste ano, antes do início do plantio da próxima safra, o Governo Federal apresentará um novo modelo de seguro rural.

 

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25/07/2025 0 Comentários
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Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027
Manutenção

Saiba quais são as principais falhas nas colheitadeiras e como evitá-las

Por Redação 25/07/2025
Escrito por Redação

Saiba quais são as principais falhas nas colheitadeiras e como evitá-las

A chegada da safra é o momento mais aguardado pelo produtor rural e qualquer parada não planejada pode causar perdas consideráveis em eficiência e produtividade. Em lavouras de soja, por exemplo, é possível colher cerca de 29 toneladas em uma jornada de sete horas.

Se a máquina ficar parada por um dia, o prejuízo estimado pode chegar a quase R$ 450 mil. Mas o impacto não se limita ao rendimento, o cálculo de perdas inclui ainda caminhões parados, operadores ociosos e há o risco de perda de qualidade dos grãos, que devem ser colhidos no ponto ideal de acordo com o clima.

Entender quais são os principais pontos de atenção na colheitadeira antes do início da operação e como preveni-los é essencial para garantir o desempenho das máquinas no campo durante todo o período de colheita.

Edison Souza, coordenador de pós-venda Massey Ferguson, empresa do grupo AGCO, listou as cinco falhas mais recorrentes que causam paradas durante a safra:

Rompimento de correias

Esse tipo de falha pode ser mais grave do que parece. Em determinados modelos, algumas correias quando se rompem podem levar ao rompimento das demais que estão próximas, comprometendo todo o sistema.

Falhas no sistema de corte

Componentes como caixa de navalha, dedos do molinete e facas da navalha estão entre os que mais sofrem desgaste, especialmente, se não passarem por revisão adequada.

Rolamentos danificados

As falhas relacionadas aos rolamentos são as que podem demorar mais tempo para corrigir, pois muitas vezes em função destas falhas, ocorre a quebra de engrenagens, carcaças ou outros componentes do sistema envolvido.

Problemas nos redutores finais

Vazamentos e falhas em rolamentos nos redutores finais afetam diretamente a tração e movimentação da máquina, sendo difíceis de corrigir durante a operação em campo.

Defeitos nos sistemas hidráulico e elétrico

Bombas hidráulicas e sensores de rotação e plataforma também são vulneráveis quando não recebem a manutenção preventiva necessária, afetando o desempenho da colheitadeira.

Souza explica que, para prevenir as falhas, é fundamental realizar a manutenção preventiva. “Muitos produtores deixam para fazer manutenção apenas quando a máquina quebra. É a chamada manutenção corretiva, que ocorre no pior momento possível, no meio da lavoura. O ideal é agir com antecedência, na entressafra, com base no histórico da máquina”, recomenda.

Segundo ele, a revisão preventiva, além de reduzir o risco de paradas inesperadas, diminui custo e permite um planejamento técnico mais eficiente. “Ao corrigir de forma preventiva apenas os componentes desgastados, evita-se a quebra de outras peças do mesmo sistema, o que gera economia na manutenção, além de permitir um melhor planejamento e execução por parte da concessionária”, detalha.

De olho no diesel

Outro fator que merece atenção é o diesel. Segundo o especialista, o combustível contaminado é um dos principais causadores de problemas durante a colheita.

“Quando não tratado, o diesel pode gerar problemas no sistema de injeção, começando com a saturação do filtro e perda de potência do motor, e em casos mais graves atingindo bombas injetoras e bicos injetores. O custo para realizar o tratamento é muito baixo se comparado ao risco que representa”, alerta.

Para facilitar o planejamento do produtor, a Massey Ferguson oferece condições especiais e prazos de pagamento em até 12 meses. “Nosso objetivo é apoiar o produtor para que ele consiga se preparar com tranquilidade, sem comprometer seu fluxo de caixa”, afirma.

Souza reforça ainda sobre a importância do uso de peças genuínas. “A utilização de peças originais garante montagem correta, funcionamento adequado e a disponibilidade que o produtor precisa, com garantia de 12 meses, o que traz mais segurança para a operação.”

Como alternativa para produtores com orçamento mais apertado, a marca também disponibiliza um portfólio de componentes remanufaturados.

“São peças com até 30% de economia em relação às novas, com a mesma especificação técnica e garantia de 12 meses. Oferecemos opções de motores, transmissões, injetores e turbinas, com a mesma confiabilidade das peças novas”, explica.

Com a safra se aproximando, antecipar o planejamento da manutenção contribui para uma colheita produtiva e sem interrupções. “Quanto antes o produtor se planejar, mais tranquilo será o período de colheita”, conclui.

 

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Mercado

Brasil deve se preparar para futuro do comércio de soja com a China

Por Redação 24/07/2025
Escrito por Redação
Brasil deve se preparar para futuro do comércio de soja com a China

A relação comercial entre Brasil e China tem sido muito favorável ao setor agropecuário brasileiro, sobretudo na cadeia da soja // Foto: Gabriel Faria

A relação comercial entre Brasil e China tem sido muito favorável ao setor agropecuário brasileiro, sobretudo na cadeia da soja. Porém a interdependência entre os dois países demanda planejamento para garantia de uma segurança econômica futura. Essa foi uma das mensagens passadas durante a conferência “O que esperar da relação coma China na agricultura?”, realizada durante o 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja, em Campinas (SP).

A conferência foi conduzida em conjunto por Larissa Wachholz, da Vallya Agro, e Letícia Frazão Alexandre Leme, do Ministério das Relações Exteriores, e moderada pelo chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Em 2015, 17,5% das importações chinesas do agro eram provenientes do Brasil e 21,7% eram originadas nos Estados Unidos. Com a guerra comercial iniciada no primeiro governo de Donald Trump, houve uma mudança no cenário, e o Brasil se tonou o principal fornecedor para a China, com 24,4% das importações, enquanto a participação dos EUA recuou para 12,8%.

No caso da soja, em 2016 o Brasil era a origem de 45,7% da oleaginosa comprada pelos asiáticos, enquanto os EUA forneciam 40,5%. Em 2024 a participação brasileira saltou para 69%, enquanto a dos norte-americanos recuou para 22,8%.

A diplomata Letícia Leme explicou que esse cenário é resultado de uma decisão do governo chinês. Como o país tem limitação em áreas agricultáveis e em disponibilidade de água para irrigação, priorizou a produção local de arroz, trigo e milho. A sojicultura se resumiu à produção de materiais convencionais, destinados à alimentação humana. Dessa forma, desde 2013 os chineses passaram a importar cada vez mais soja.

“Para produzir internamente o volume de soja que demanda, a China precisaria de 40 milhões de hectares, um terço do total de área agricultável do país”, afirma a diplomata.

Apesar de ser um cenário planejado, o governo chinês não se sente confortável e trabalha publicamente para reduzir essa dependência. Um plano visa aumentar a produção local para de 15 a 30% do consumo até 2030.

Entre as ações em andamento está o investimento em genética própria, em estruturas logísticas na África e na América do Sul e em diferentes setores da cadeia produtiva da soja, inclusive no Brasil.

Riscos para o Brasil

Se por um lado a balança comercial da soja é muito favorável ao Brasil, por outro é possível ver que o Brasil depende muito de seu principal comprador. Em 2024, 73% das exportações brasileiras de soja foram para a China. O segundo maior cliente foi a Espanha, com 5% do volume exportado. Dessa forma, uma mudança na demanda do país asiático poderia trazer complicações para todo o setor produtivo.

Além da menor demanda devido aumento na produção local, há riscos de que novos acordos comerciais impliquem em maior compra da soja dos EUA, que surjam novos fornecedores de soja e até mesmo que a China encontre substitutos para a soja na ração animal.

“Nosso cliente se coloca abertamente sobre sua posição de reduzir a dependência da soja importada. Então nós brasileiros precisamos pensar de forma estratégica sobre como queremos estar em 15-20 anos e trabalhar para isso, inclusive com parceiros chineses”, afirma Larissa Wachholz.

Para Larissa, os investimentos chineses no Brasil, seja em logística, comercialização ou no próprio sistema produtivo são uma forma de ampliar a dinâmica política do relacionamento e a confiança na relação comercial.

“A atração de investimentos diretos da China é um instrumento de mitigação de riscos de eventual rompimento na relação comercial”, disse.

As conferencistas ainda apontaram outras oportunidades para o Brasil com captação de investimento chinês, como o plano nacional de recuperação de pastagens degradadas, que possibilitará ampliar as áreas produtivas no país. O desenvolvimento tecnológico de combustíveis renováveis para transporte marítimo (bunker fuel) e aviação (SAF) permitirão a agregação de valor às exportações. A ampliação da estrutura de armazenagem e logística é outro ponto, podendo tornar a soja brasileira mais competitiva e ainda sendo aproveitada por outros produtos agropecuários e não agropecuários.

Congresso Brasileiro de Soja

O 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja é promovido pela Embrapa Soja e ocorre no Expo Dom Pedro, em Campinas, de 21 a 24 de julho. Este é o maior fórum técnico-científico do complexo da soja e reúne cerca de 2 mil participantes de todos os setores da cadeia produtiva da soja.

 

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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025
Mercado

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025

Por Redação 24/07/2025
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,48 trilhão em 2025, o que representa crescimento de 11,71% em relação ao valor registrado em 2024, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país.

O faturamento estimado para a agricultura é de R$ 976,8 bilhões, o que representa uma alta de 11,73% em relação ao registrado em 2024. A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (37,2%), deve registrar aumento na produção de 14,7% e, à despeito da previsão de queda nos preços (-3,6%), a projeção de alta do VBP da oleaginosa é de 10,6% em 2025.

O milho, segunda cultura com maior participação no Valor Bruto da Produção agrícola (17,3%), deve registar aumento na produção (14,3%) e nos preços (17,3%). Com isso, estima-se que seu VBP cresça 34,1%. Já a cana-de-açúcar, terceira principal cultura no subgrupo agrícola (10,3% do VBP), deve registrar redução na produção (-1,94%) e nos preços (-1,2%), resultando em uma queda de 3,2% no seu VBP.

Das culturas com desempenho positivo em 2025, destacam-se ainda o café arábica e o robusta, com altas estimadas no VBP de 58,6% e 74,9%, respectivamente, resultante da valorização dessas commodities de 69,9% e 36,7%, respectivamente.

Já o faturamento estimado para a pecuária é de R$ 505,5 bilhões, o que representa alta de 11,66% em relação ao registrado em 2024. Dentro desse subgrupo, os destaques de crescimento são carne bovina e os ovos.

No caso da carne bovina, que corresponde a 48,2% do Valor Bruto da Produção pecuário, projeta-se um crescimento de 17,5% no VBP, impulsionado pela valorização de 18,1% nos preços, ante uma queda de 0,50% na produção.

Já em relação aos ovos, que representa 5,3% do VBP pecuário, estima-se um crescimento de 15,5% no VBP do produto. Para a produção de leite, que representa 19,5% do VBP pecuário, estima-se um aumento de 2,4% no VBP. Já a produção de carne de frango (18,2% do VBP pecuário), deve crescer o VBP em 8,8%, com altas na produção (1,8%) e nos preços (6,9%).

 

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CuriosidadeMercado

Uso de cana na Coca-Cola demandará 1,5 milhão de toneladas de açúcar por ano

Por Redação 23/07/2025
Escrito por Redação
Coca-Cola com uso de cana demandará 1,5 milhão de toneladas de açúcar por ano

Coca-Cola com uso de cana demandará 1,5 milhão de toneladas de açúcar por ano // Foto: reprodução/Instagram

Nesta terça-feira (22), a Coca-Cola anunciou o lançamento de uma nova versão de seu refrigerante adoçada com açúcar de cana produzido nos Estados Unidos — uma mudança que, segundo o presidente Donald Trump, atende ao desejo de substituir o xarope de milho atualmente utilizado na fórmula original.

A alteração, segundo estimativa de Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, deverá demandar cerca de 1,5 milhão de toneladas de açúcar por ano, com potencial para alterar significativamente o balanço global da commodity. Em entrevista à CNN Money, Nastari explicou que a projeção atual para o ano comercial 2025/26 indicava um superávit global de 900 mil toneladas de açúcar. Com a nova demanda da Coca-Cola, esse cenário se inverteria para um déficit de 500 mil toneladas.

O mercado norte-americano já conta com uma demanda expressiva por versões da Coca-Cola produzidas no México, que utilizam açúcar de cana em vez de xarope de milho. Essas latas e garrafas, importadas e vendidas nos EUA, chegam a custar até três vezes mais do que a versão convencional americana.

A preferência por açúcar de cana se sustenta tanto pelo sabor diferenciado quanto por estudos médicos que apontam uma maior propensão à obesidade associada ao consumo de bebidas adoçadas com xarope de milho rico em frutose e glucose, em comparação com aquelas adoçadas com açúcar cristalizado da cana.

Fonte: Datagro

 

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Mercado

Rondônia deve colher 5,4 milhões de toneladas de grãos nesta safra, 30,6% maior que a anterior

Por Redação 23/07/2025
Escrito por Redação

Rondônia deve colher 5,4 milhões de toneladas de grãos nesta safra, 30,6% maior que a anterior

O Brasil deve colher cerca de 340 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, recorde histórico, com destaque para a soja e o milho, que juntos, responderão por 88,8% desse volume, conforme estimativas do 10º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Conab. A estimativa para Rondônia é que sejam colhidas 5,4 milhões de toneladas nesta safra, produção 30,6% maior do que a obtida na safra anterior, com expansão de 20,8% da área plantada, de pouco mais de 1,2 milhão de hectares.

Essas e outras informações sobre a produção agropecuária, com foco no estado de Rondônia, estão disponíveis na 17ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia. O documento, editado pela equipe da Embrapa Rondônia, traz dados sobre a estimativa da safra de grãos no estado, bem como informações sobre a produção de outros produtos agropecuários, tais como café, mandioca, banana, peixes, carne e leite.

Os dados apresentados foram obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Emater-RO, entre outros.

Com relação à produção de grãos a soja continua sendo a principal cultura agrícola do estado, com área plantada de 694 mil hectares e produção estimada de 2,6 milhões de toneladas, 15,5% superior à da safra 2023/2024.

A produção de arroz está estimada em 162,4 mil toneladas, com produtividade média de 3.691 kg por hectare, aumento de 9,8% em comparação com a safra anterior.

Calixto Rosa Neto, membro da equipe de elaboração do Informativo, chama a atenção para o crescimento significativo da área plantada com o milho segunda safra, que deve crescer 50,1% passando de 317,9 mil hectares na safra 2023/2024 para 477,2 mil hectares na safra atual.

A produção de café deve crescer 4,4% em relação à safra 2024, com estimativa de serem colhidas cerca de três milhões de sacas de 60 kg beneficiadas, com destaque para as exportações. No primeiro semestre de 2025 foram embarcadas 110,2 mil sacas de 60 kg de café beneficiado.

A mandioca deve apresentar redução da área plantada, de 17,6 mil hectares para 14,2 mil hectares, com a consequente diminuição da produção, estimada em 285 mil toneladas.

Já a banana, embora deva apresentar estabilidade com relação à área colhida, de 7,2 mil hectares, terá incremento significativo na produtividade, passando de 11,3 mil kg por hectare para 14,4 mil, com reflexo na produção, que deve crescer 25,9%.

No que diz respeito à produção pecuária, dados do primeiro trimestre de 2025 da Pesquisa Trimestral de Abates, do IBGE, indicam que, nesse período, foram abatidos 847 mil animais, com peso de carcaça de 199,5 mil toneladas, 6,7% e 1,8% maior do que os valores obtidos no mesmo período de 2024, respectivamente.

A produção de leite em 2024 foi de 541,2 milhões litros, 4,1% menor do que a obtida em 2023, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE. Esses dados referem-se ao leite cru, resfriado ou não, adquirido por 66 indústrias de laticínios do estado, sendo 16 de inspeção federal, 17 estadual e 33 municipal.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2025, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia (SPAT), está estimado em R$ 30,5 bilhões, com destaque para bovinos, café, soja, milho e leite que, juntos, devem responder por 89,7% do valor total, com destaque para o valor dos bovinos, que deve representar 48,1% do VBP rondoniense neste ano.

As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, em 2024, geraram juntas receitas de US$ 2,2 bilhões, com destaque para a carne, cujo valor exportado ultrapassou US$ 1 bilhão.

 

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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 12,1 milhões de toneladas em julho

Por Redação 23/07/2025
Escrito por Redação

Embarques de soja em grão devem atingir 12,1 milhões de toneladas em julho

Os embarques de soja em grão têm potencial para atingir 12,106 milhões de toneladas em julho, contra 9,597 milhões de igual mês do ano passado, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

As exportações de farelo devem alcançar 2,391 milhões de toneladas em julho, contra 2,011 milhões do mesmo mês de 2024. Já os embarques de milho devem chegar a 4,140 milhões de toneladas em julho, contra 4,707 milhões de igual mês do ano passado.

Fonte: Datagro

 

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Empresas

Mulheres na linha de frente da inovação: colaboradora da AGCO é destaque na soldagem robotizada

Por Redação 22/07/2025
Escrito por Redação

Raquel Stan Rodrigues de Oliveira, 33 anos, é operadora de robô de solda na fábrica da AGCO em Ibirubá (RS) e um exemplo de como diversidade, tecnologia e capacitação podem transformar vidas e, também, a indústria. Sua história com a empresa começou em 2012, quando conquistou sua primeira vaga para atuar na solda leve. Com o tempo, ganhou espaço também na solda pesada, trabalhando com componentes robustos.

“Foi desafiador no início lidar com as roupas de couro, o calor, o esforço físico, mas fui me adaptando, gostando do que fazia, aprendendo com os colegas. A fábrica era um ambiente novo para mulheres em funções como a minha, mas sempre encontrei apoio na equipe e na liderança”, relembra Raquel.

Após uma breve pausa, Raquel retornou à empresa em 2017. Em 2021, foi promovida e passou a operar robôs de solda. “A transição do trabalho manual para a programação de robôs exigiu novas habilidades e atualização profissional, mas também abriu portas para funções mais estratégicas e menos desgastantes fisicamente”, destaca.

Raquel ressalta a importância de um ambiente organizado e acolhedor, onde a presença feminina conquista cada vez mais espaço. “A presença de mulheres na soldagem é um movimento crescente e positivo, que traz benefícios para a profissão e para a indústria como um todo. Embora desafios e preconceitos ainda existam, a participação feminina é essencial para a diversidade e a inovação, além de inspirar outras mulheres a seguirem seus sonhos e talentos”, diz.

Para Cristian Henrique Wendler, líder de grupo sênior e supervisor direto de Raquel na AGCO, sua trajetória reflete um exemplo de dedicação e superação. “É uma profissional altamente engajada em todas as atividades que assume. Com ampla experiência na área de soldagem, destacou-se ao realizar com sucesso a transição do processo manual para a operação de robôs de soldagem. Demonstrando dedicação constante, atua de forma proativa na busca por soluções para os desafios diários, orienta colegas e contribui ativamente com melhorias.”

Cristian também destaca a importância da diversidade no ambiente produtivo. “A diversidade é extremamente valiosa, não apenas do ponto de vista ético ou social, mas também em termos de resultados concretos. Equipes diversas tendem a ser mais inovadoras, criativas e eficazes na resolução de problemas. Isso acontece porque pessoas com diferentes experiências, origens, formações e pontos de vista trazem abordagens complementares para os desafios. Trabalhamos para proporcionar um ambiente onde todas as pessoas se sintam valorizadas, ouvidas e com oportunidades iguais de crescimento”, afirma.

Atualmente, as mulheres representam cerca de 44% dos colaboradores com até um ano de empresa na AGCO América do Sul. Entre os profissionais com 11 a 15 anos de casa, elas somam 13%. A companhia também desenvolve ações contínuas voltadas à equidade de gênero, à formação profissional e à promoção de lideranças representativas.

“Acreditamos que o avanço da indústria passa, necessariamente, pelo desenvolvimento das pessoas. Histórias como a da Raquel mostram o impacto da diversidade aliada à tecnologia e reforçam o compromisso da AGCO em construir um ambiente inclusivo, onde cada talento tem a oportunidade de crescer, inovar e liderar o futuro do agronegócio”, afirma Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson.

 

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