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Agroindústria cresceu 3,9% em janeiro no comparativo anual, diz FGVAgro
EntrevistaMercado

Venda de máquinas agrícolas sobe 20,7%, mas tarifaço dos EUA traz incerteza

Por Redação 30/07/2025
Escrito por Redação

Venda de máquinas agrícolas sobe 20,7%, mas tarifaço dos EUA traz incerteza

Clarisse Sousa – O mercado de máquinas agrícolas cresceu 20,7% no primeiro semestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado, somando R$ 33,2 bilhões em faturamento, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira (30).

Somente no mês de junho, o setor faturou R$ 6,3 bilhões – um aumento de 12,2% em relação ao mesmo mês de 2024. Na comparação com maio deste ano, no entanto, houve um recuo de 3,6%.

“Esse crescimento de 20,7% é bastante expressivo. É, de fato, um número relevante e interessante”, avalia Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq.

A previsão para os próximos meses, no entanto, é incerta. Isso porque o mercado de máquinas agrícolas pode ser diretamente impactado pelo tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A preocupação maior recai sobre as cadeias do café, bovinos e laranja, que representam cerca de 17% das vendas de máquinas agrícolas no país, segundo Estevão.

“Desde o ano passado, vínhamos trabalhando com uma projeção de crescimento de 8% para 2024. Chegamos a discutir a possibilidade de rever esse número. Agora, passados seis meses, começamos a nos preparar para apresentar um resultado maior”, afirma Estevão.

“Isso considerando que o Plano Safra já está em vigor e que os volumes de recursos ficaram dentro do que esperávamos. Somando todas as linhas disponíveis, estamos falando de quase R$ 30 bilhões. É um valor bastante razoável, considerando que as taxas de juros estão abaixo da Selic. A taxa é boa? Não, ainda é alta. Mas, ao menos, o recurso está disponível”, completa.

Porém, o tarifaço dos EUA, que pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto, frustrou as expectativas do setor. “Com o tarifaço anunciado pelo governo Trump, o cenário ficou um pouco nebuloso. Alguns fatores ainda precisam ser avaliados em determinadas culturas. A verdade é que não sabemos o que vai acontecer.”

Enquanto as culturas de café, bovinos e laranja são diretamente afetadas, “as demais seguem em um clima de incerteza, com produtores inseguros e até desanimados. Enquanto esse imbróglio não for resolvido, continuamos sem saber o que está por vir”, avalia Estevão.

“Se as negociações não forem concretizadas, podemos perder 17% em faturamento. Além disso, quando falamos de exportações para os EUA, 10% dos nossos produtos têm como destino aquele mercado. Se as vendas forem interrompidas, estimamos uma queda de 1,7% nas vendas totais.”

Apesar do cenário instável, Estevão acredita que ainda há espaço para negociação. “Precisamos aguardar os desdobramentos desse tarifaço para entender qual será o impacto final no faturamento do setor de máquinas agrícolas.”

Exportações e importações

As exportações de máquinas agrícolas também apresentaram crescimento no primeiro semestre de 2025. No acumulado de janeiro a junho, o aumento foi de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho, as vendas externas cresceram 10,9% na comparação com maio. Frente a junho do ano passado, o incremento chega a 27,8%.

As importações, por sua vez, caíram 10,8% em junho ante maio e 4,7% em relação a junho de 2024. No acumulado do ano, houve recuo de 2,3%.

Tratores e colheitadeiras

O segmento de tratores e colheitadeiras também teve aumento nas vendas totais ao longo de 2025, com 27.415 unidades comercializadas até junho, frente às 23.756 registradas no mesmo período de 2024, um incremento de 15,4%.

 

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Agroleite: LS Tractor leva seus mais recentes lançamentos em tratores
Feiras & Eventos

Agroleite: LS Tractor leva seus mais recentes lançamentos em tratores

Por Redação 30/07/2025
Escrito por Redação

Agroleite: LS Tractor leva seus mais recentes lançamentos em tratores

Reconhecida como a Capital Nacional do Leite, a cidade de Castro, no Paraná, se prepara para receber mais uma edição do Agroleite. A feira, que se consolidou como uma vitrine da tecnologia voltada à cadeia leiteira da América Latina, celebra neste ano seu 25º aniversário com uma edição histórica, reunindo inovações e as principais tendências do setor. Ao todo, mais de 360 marcas estarão presentes.

Entre os destaques da feira está a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, que mais uma vez leva ao evento toda a sua tecnologia voltada para produtores de diferentes perfis. Neste ano, a empresa apresentará dois lançamentos recentes: o MT4.70 e o MT2.27E.

O modelo MT4.70 apresentado ao mercado brasileiro em maio deste ano, se destaca por ser o SUV dos tratores, um verdadeiro utilitário e fabricação nacional. Projetado para atender aos mais variados desafios do campo em pequenas, médias e grandes propriedades, o modelo combina, tecnologia e eficiência operacional, com o menor consumo combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e potência de 62 cv, apresenta um excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos principais concorrentes.

Disponível nas versões com cabine original de fábrica ou plataformado (Rops), o modelo está equipado com a transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. Sistema hidráulico com válvula de vazão variável com ajuste de 0 à 35 litros/minuto.

“Essa é uma excelente oportunidade para o produtor modernizar sua frota com um equipamento moderno, que oferece a maior eficiência operacional do mercado, 50% superior aos seus concorrentes, redução de custos e muito mais conforto para o operador”, destaca Astor Kilpp, consultor de produto da LS Tractor.

Para os produtores familiares, a marca apresenta o MT2.27E, trator de pequeno porte, porém robusto e ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções mais eficientes. O novo modelo conta com motor LS Diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado.

“Esse conjunto tecnológico garante ótimo desempenho, um trator de pequeno porte projetado para o uso intensivo, excelente conforto operacional e um baixo índice de consumo de combustível”, afirma Kilpp.

Versatilidade em campo

De acordo com Fernando Tadeu Aleixo, coordenador de vendas da concessionária Korea, de Ponta Grossa (PR), o modelo MT2.27E é ideal para produtores de leite e estará disponível na feira em uma versão demonstrativa, equipada com raspa frontal, muito utilizada na pecuária leiteira. “Os visitantes poderão ver de perto a funcionalidade do trator em operações típicas do dia a dia da atividade leiteira”, explica o especialista.

O MT2.27 também possui motor LS, diesel de 3 cilindros, TDP independente com acionamento eletro-hidráulico e transmissão de 12 marchas à frente e 12 à ré, com torque de 76,3 Nm. O sistema hidráulico de três pontos tem capacidade de levante de 820 kg, o maior da categoria, o que garante desempenho superior em diversas tarefas.

“Toda a nossa linha de tratores até 80 cv é elegível para financiamento pelo programa Mais Alimentos, com juros mais atrativos para o produtor rural”, ressalta Aleixo, são 11 modelos de 25 até 80 cavalos.

Segundo ele, a expectativa para o evento é bastante positiva, especialmente diante da retomada do crédito rural. “O público da região, em sua maioria descendente de holandeses e alemães, tem forte perfil inovador. O Agroleite é o principal evento leiteiro do nosso estado, e os visitantes vêm em busca de lançamentos e tecnologia. Com a liberação de crédito, acreditamos em um volume expressivo de negócios durante a feira”, finaliza.

 

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Primeira safra de feijão tem aumento de 55% de área plantada no Paraná
Mercado

Setor do agronegócio segue com superávit no comércio exterior

Por Redação 30/07/2025
Escrito por Redação
- Setor do agronegócio segue com superávit no comércio exterior

O setor do agronegócio registrou um superavit de US$ 13,1 bilhões //
Foto: Gilson Abreu

O Brasil exportou US$ 29,1 bilhões e importou US$ 23,3 bilhões em junho de 2025, resultando em uma balança comercial superavitária de US$ 5,9 bilhões, o que representa uma redução de 6,9% frente ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do ComexStat. O setor do agronegócio registrou um superavit de US$ 13,1 bilhões, apesar da queda internual de 3,9%. Já os demais setores apresentaram déficit de US$ 7,2 bilhões.

As exportações do setor agropecuário totalizaram US$ 14,6 bilhões em junho, com retração de 3,6% em comparação a junho de 2024. A soja em grãos, embora tenha se mantido como o principal item da pauta exportadora, registrou queda de 12,5%. Seu principal derivado, o farelo de soja, também apresentou forte recuo, de 23,3%.

Outro destaque foi o frango in natura, cujas exportações caíram 25,1%, impacto direto das restrições impostas por alguns países devido ao surto de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul, em maio. Contudo, em 18 de junho, o Brasil foi declarado livre da doença, o que permitiu a retomada parcial dos embarques.

Em São Paulo, as exportações totalizaram US$ 5,8 bilhões e as importações somaram US$ 7 bilhões em junho, resultando em um déficit comercial de US$ 1,2 bilhão. Desse total, o agronegócio contribuiu com um superávit de US$ 1,8 bilhão, enquanto os demais setores apresentaram um déficit de US$ 3 bilhões.

Agro paulista

No que diz respeito ao agronegócio paulista, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões em junho, representando uma queda de 7,6% frente ao mesmo mês de 2024.

Entre os principais produtos exportados pelo estado, destacam-se os recuos nas exportações do complexo sucroalcooleiro: o açúcar de cana em bruto caiu 25,1%, o açúcar refinado 38,8% e o álcool etílico 3,2%. Também chama atenção as quedas nas exportações de soja em grãos (-21,1%) e farelo de soja (-54,5%).

Por outro lado, houve aumento expressivo nas exportações de produtos bovinos: carne bovina in natura (+60,9%), carne bovina industrializada (+47,7%) e sebo bovino (+651,7%).

 

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Tecnologia

Ministério da Agricultura moderniza rede do Inmet para ampliar transmissão de dados meteorológicos

Por Redação 29/07/2025
Escrito por Redação

Ministério da Agricultura moderniza rede do Inmet para ampliar transmissão de dados meteorológicos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a instalação de novos transmissores para modernizar a rede de mais de 600 estações meteorológicas do país e fortalecer o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) diante dos desafios climáticos, especialmente no campo.

A primeira etapa ocorre no Rio Grande do Sul, onde 98 unidades estão sendo instaladas ou substituídas, segundo o diretor do Inmet, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz.

“O estado já contava com 44 estações, que agora recebem equipamentos mais modernos. Também estão sendo implantadas novas estações em outras localidades, em resposta aos eventos climáticos extremos recentes”, explicou. A previsão é concluir as instalações no estado até o fim do terceiro trimestre de 2026.

Entre as cidades que já receberam os novos equipamentos no Rio Grande do Sul estão Campo Bom, Canela, Porto Alegre e Teutônia, que passaram por retrofit, ou seja, tiveram estações antigas modernizadas. Também foram instaladas novas estações meteorológicas em localidades que antes não contavam com esse serviço, como Butiá, Cachoeirinha, Caxias do Sul , Charqueadas, Eldorado do Sul, Montenegro, Morro Reuter, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula, Sapucaia do Sul, Sertão Santana e Taquari.

A nova tecnologia permite transmissões mais rápidas e seguras, reduzindo o intervalo de envio de dados de uma hora para 15 minutos em situações de emergência.

“A instalação desses transmissores moderniza a coleta e o envio de dados meteorológicos. Com isso, conseguimos trabalhar de forma mais ágil e confiável”, destacou Camilo Mussi, subsecretário de Tecnologia da Informação do Mapa. Ele lembrou que antes as informações eram atualizadas apenas uma vez por hora.

“Agora podemos requisitar dados a cada 15 minutos, o que é essencial em eventos extremos e ajuda a prevenir desastres”.

Investimento e modernização

O plano de modernização do Inmet conta com investimento de R$ 150 milhões. Os recursos serão aplicados na instalação das 98 estações no Rio Grande do Sul, na ampliação do monitoramento e na atualização tecnológica de toda a rede.

Entre as melhorias previstas estão a substituição de equipamentos analógicos por sistemas automáticos, capazes de coletar e registrar dados meteorológicos e de solo em tempo real. O projeto também prevê a integração dessas informações com as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFAs), ampliando o uso dos dados no planejamento agropecuário.

Para reforçar a infraestrutura de transmissão, o Inmet firmou parceria com a Telebras. Além disso, o Instituto passará a ter status de secretaria do Mapa, ampliando sua capacidade de atuação diante das demandas da agropecuária e das mudanças climáticas.

Com dados mais completos e em tempo real, a modernização vai beneficiar produtores rurais, pesquisadores, gestores públicos e toda a sociedade. Essas informações são essenciais para decisões sobre plantio, colheita e prevenção de perdas causadas por fenômenos extremos.

 

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Mercado

Tarifaço pode derrubar exportações de café em 35%, aponta Fecap

Por Redação 29/07/2025
Escrito por Redação

Tarifaço pode derrubar exportações de café em 35%, aponta Fecap

A imposição de tarifas de 50% sobre produtos estratégicos das exportações brasileiras, com vigência prevista para 1º de agosto de 2025, configuraria um choque exógeno negativo de grandes proporções para a economia nacional, afetando diretamente o balanço de pagamentos, a atividade industrial e agropecuária, os níveis de emprego formal, a arrecadação tributária e a estabilidade cambial.

Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, os setores diretamente atingidos compreendem cadeias produtivas estruturadas e internacionalizadas, como o agronegócio (com destaque para café, suco de laranja e carnes) e a indústria de alta tecnologia (com foco na aviação comercial), além de setores tradicionais da indústria de base, como aço e alumínio.

“O grau do impacto econômico dependerá de variáveis como estrutura de mercado, concentração de destino das exportações, elasticidade-preço da demanda externa, barreiras não tarifárias e capacidade de diversificação geográfica e produtiva”, explica o professor.

Café

No caso do café, o Brasil detém cerca de 37% do mercado global de café verde, sendo o maior exportador mundial. A introdução abrupta de uma tarifa de 50% sobre esse produto elevaria significativamente o preço de importação nos mercados compradores, reduzindo a competitividade do café brasileiro frente a concorrentes como Vietnã, Colômbia, Etiópia e Honduras.

A elasticidade-preço da demanda nesse segmento é relativamente alta no curto prazo, sobretudo para cafés arábica de entrada e robustas industriais. Com isso, estima-se uma queda imediata entre 20% e 35% nos volumes exportados, o que representaria uma perda anual potencial acima de US$ 2 bilhões, considerando o atual patamar de US$ 6 bilhões anuais em receita cambial para o setor.

“Além disso, efeitos secundários sobre cooperativas, torrefadoras, exportadoras e redes de logística seriam inevitáveis, com forte impacto nos pequenos produtores e na geração de renda rural em estados como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo”, acrescenta El Khatib.

Suco de laranja

Quanto ao suco de laranja concentrado congelado (FCOJ), o Brasil responde por cerca de 70% da oferta mundial e abastece majoritariamente o mercado norte-americano e europeu. Apesar de a demanda por esse tipo de produto ser relativamente inelástica no curto prazo — em razão da limitação de oferta substituta — o aumento de 50% no preço final geraria uma contração de até 15% nos volumes importados, ao mesmo tempo em que pressionaria as margens das tradings brasileiras (como Citrosuco e Cutrale) e dos produtores.

Dado o caráter oligopsônico do mercado externo e o controle de poucas multinacionais sobre os canais de distribuição, a elasticidade-receita se tornaria ainda mais desfavorável. “Estima-se que as perdas de receita superem os US$ 700 milhões anuais. Além disso, a maior oferta interna pode levar à deterioração dos preços no mercado doméstico e à elevação dos estoques, com riscos de perdas perecíveis e descapitalização de pequenos citricultores”, complementa o professor da FECAP.

Carnes

O impacto sobre o setor de carnes tende a ser ainda mais expressivo, dadas a magnitude da produção brasileira e a sua forte inserção no comércio internacional. O Brasil é o maior exportador global de carne bovina e de carne de frango, com relevante participação também na carne suína.

No caso da carne bovina, a tarifa poderia reduzir as exportações em 25% a 40%, com quedas de receita estimadas entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões, considerando as exportações atuais que ultrapassam US$ 8 bilhões ao ano. Na carne de frango, a queda nos embarques pode chegar a 30%, com perdas superiores a US$ 2 bilhões.

Ahmed afirma que o redirecionamento forçado dessas proteínas ao mercado interno tende a pressionar os preços domésticos para baixo no curto prazo, beneficiando o consumidor, mas prejudicando profundamente as margens de frigoríficos e produtores integrados, o que pode desencadear uma contração da oferta, deterioração de contratos com pequenos avicultores e paralisação de plantas industriais.

Indústria

Na indústria, a situação mais delicada recai sobre o setor aeronáutico, particularmente sobre a Embraer, terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo.

Aproximadamente 85% do faturamento da empresa provém de exportações, concentradas nos EUA e na União Europeia. A eventual tarifação de 50% acarretaria uma quebra de previsibilidade contratual, aumento abrupto de custos para as companhias aéreas compradoras e a possível suspensão de encomendas — principalmente dos modelos E175, E190-E2 e E195-E2.

A projeção mais conservadora indica uma queda de até 60% nas entregas internacionais no segundo semestre de 2025, o que representaria perdas diretas superiores a US$ 1 bilhão no faturamento, sem considerar os efeitos indiretos sobre fornecedores de peças, engenharia, manutenção e aviação regional.

‘Além do risco financeiro, o Brasil enfrentaria uma ameaça de desmantelamento parcial de uma das poucas cadeias de valor industrial de alta tecnologia que possui inserção global e forte capacidade de inovação”, aponta o especialista.

Ao comparar os impactos entre os setores agropecuário e industrial, é possível afirmar que, embora ambos sejam gravemente atingidos, o padrão de danos é distinto.

O agronegócio sofrerá sobretudo em termos de volume exportado, emprego rural, renda agrícola e efeitos sociais derivados da ociosidade produtiva. Além disso, os produtos são fortemente comoditizados, com baixa diferenciação e competição acirrada por preço, o que limita a capacidade de repasse do custo tarifário.

Já o setor industrial, embora exporte menos em valor total, concentra produtos de maior valor agregado e contratos de longo prazo. A quebra de cadeias industriais globais pode ter efeitos de histerese, com perda definitiva de mercado e know-how técnico. No caso da aviação, por exemplo, a perda de mercado pode comprometer décadas de investimentos públicos e privados em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com repercussões de longo prazo para a soberania e autonomia industrial do país.

Impacto macroeconômico

Do ponto de vista macroeconômico, espera-se um impacto imediato sobre o câmbio, decorrente da deterioração das expectativas quanto ao superávit comercial brasileiro. A projeção de queda abrupta nas exportações líquidas reduzirá a entrada de divisas, gerando valorização do dólar frente ao real.

Modelos de previsão baseados em elasticidade da taxa de câmbio real (TCER) indicam uma depreciação do real na faixa de 5% a 10% no curto prazo, especialmente entre junho e julho de 2025, à medida que os agentes econômicos internalizarem a nova estrutura tarifária. Esse movimento pode ser amplificado por fatores de aversão ao risco, aumento do prêmio de risco-país (medido pelo CDS Brasil), fuga de capitais de curto prazo (carry trade) e encarecimento da rolagem da dívida externa corporativa.

Sob a ótica inflacionária, haverá uma redistribuição dos choques de preço entre os grupos que compõem o IPCA. Os produtos agroexportadores, com exportações comprimidas, terão parte de sua produção redirecionada ao mercado interno, provocando um arrefecimento temporário de preços nas categorias de alimentação no domicílio.

No entanto, esse efeito deflacionário será contrabalançado pela inflação de custos, causada pela valorização do dólar. Itens como combustíveis, insumos industriais importados, fertilizantes, defensivos agrícolas e produtos manufaturados sofrerão pressão altista, afetando tanto o varejo quanto a produção.

No saldo líquido, simulações indicam uma elevação do IPCA entre 0,3 e 0,6 ponto percentual em 2025, com maior impacto nos meses imediatamente anteriores à implementação da tarifa, devido à reprecificação de ativos e estoques.

Mesmo antes da entrada em vigor da medida, o mercado interno deverá sentir seus efeitos de forma pronunciada. A antecipação de embarques por parte de importadores estrangeiros pode gerar um pico artificial de produção e exportação no segundo trimestre, seguido de uma queda brusca no terceiro.

O professor da FECAP avalia que as empresas exportadoras tenderão a reagir com medidas defensivas, como redução de turnos, concessão de férias coletivas, demissões preventivas e postergação de investimentos. Muitos contratos internacionais, especialmente os baseados em preços CIF, poderão ser rescindidos ou renegociados com cláusulas de força maior ou de impossibilidade econômica sobrevida.

“A queda nas encomendas e na produção industrial deverá afetar diretamente o nível de atividade nas regiões mais dependentes do setor externo, como o Sul, o Centro-Oeste e o interior de São Paulo”, diz Ahmed.

Resposta do Brasil

Em termos de resposta institucional, o governo brasileiro dispõe de alguns instrumentos diplomáticos e legais. A principal frente é o acionamento do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), com base em possível violação do princípio da Nação Mais Favorecida (NMF), bem como da cláusula de previsibilidade tarifária (binding commitments). Ainda que o Brasil possa obter parecer favorável, esse processo é altamente técnico, sujeito a recursos e moroso, podendo levar anos até decisão definitiva.

Paralelamente, o Brasil poderá acionar canais diplomáticos bilaterais e multilaterais para costurar acordos ou suspensões parciais. Fóruns como G20, Mercosul, OCDE e BRICS são arenas estratégicas para a construção de coalizões.

“Em termos de retaliação, o país poderá aplicar medidas de reciprocidade autorizadas pelo sistema multilateral de comércio, impondo tarifas a produtos sensíveis do país que impôs as medidas, como automóveis, defensivos, eletroeletrônicos ou produtos farmacêuticos, sempre com base na cláusula de proporcionalidade e na retaliação cruzada permitida”, afirma do professor Ahmed.

Internamente, o governo poderá lançar mão de pacotes de estímulo emergencial, incluindo linhas de crédito com equalização de juros via BNDES, desoneração de impostos federais (PIS, Cofins, IPI), subsídios logísticos, ampliação de garantias públicas para exportações (via Proex ou Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação – SBCE) e estímulo à diversificação de mercados por meio da Apex-Brasil.

Quanto aos cenários possíveis até a entrada em vigor da tarifa, o mais provável é uma solução negociada que envolva a suspensão temporária da medida ou sua substituição por cotas tarifárias, escalonamento de alíquotas ou concessões setoriais recíprocas. Um cenário intermediário prevê a exclusão de setores estratégicos, como a aviação, mediante contrapartidas do Brasil em temas agrícolas ou regulatórios. Também é possível que grandes empresas entrem com medidas judiciais ou arbitrais, pleiteando compensações com base em tratados bilaterais de investimentos ou cláusulas de estabilização.

No cenário mais extremo e menos desejado — porém não impossível —, a medida tarifária pode ser interpretada como um movimento protecionista de cunho geopolítico, levando a um recrudescimento das tensões comerciais e à realocação das alianças estratégicas do Brasil.

“Nesse contexto, o país poderia buscar aprofundar sua integração com China, Índia, África e Oriente Médio, reposicionando-se como fornecedor preferencial em acordos bilaterais e plurilaterais alternativos ao eixo transatlântico”, finaliza o professor da Fecap.

 

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Tecnologia

Novo aplicativo facilita o acesso a informações sobre ILPF

Por Redação 29/07/2025
Escrito por Redação

Novo aplicativo facilita o acesso a informações sobre integração lavoura-pecuária-floresta

Está disponível para acesso gratuito nas plataformas Apple Store e Google Play o aplicativo móvel Responde ILPF, ferramenta desenvolvida para facilitar a consulta a informações técnicas sobre os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

O app apresenta uma interface intuitiva, na forma de perguntas e respostas, e fornece orientações que vão desde os fundamentos e benefícios dos sistemas integrados até instruções práticas para sua implementação no campo, incluindo também recomendações adaptadas a diferentes regiões e tipos de produção.

Oferecido pela Rede ILPF, o aplicativo utiliza como fonte de informações a publicação “Integração lavoura-pecuária-floresta: o produtor pergunta, a Embrapa responde”, da Coleção 500 Perguntas, 500 Respostas, integrada à ferramenta por meio de uma API.

“Com informações técnicas confiáveis e de fácil acesso, o app vem para auxiliar no planejamento e na gestão sustentável das propriedades agrícolas que já trabalham ou estão dando arranque à estratégia de ILPF. Também auxilia na capacitação de técnicos e produtores rurais, democratizando o conhecimento sobre sistemas integrados”, ressalta Francisco Matturro, presidente-executivo da Rede ILPF.

A novidade é resultado do projeto “Plataforma Web ILPF digital: sistema de informação para o fomento de sistemas ILPF”, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Embrapa Agricultura Digital e apoio da Rede ILPF que visa ampliar o acesso qualificado ao conhecimento sobre essa estratégia de uso da terra, considerada essencial para a agricultura sustentável no Brasil. A iniciativa vem sendo estruturada por meio da Câmara Temática de Agricultura Digital, a qual tem induzido a transformação digital da Rede ILPF.

Para o pesquisador Ladislau Skorupa, da Embrapa Meio Ambiente, o aplicativo móvel representa uma alternativa prática para quem busca informações confiáveis.

“Embora haja muitos materiais disponíveis sobre ILPF, o app concentra o que é mais relevante, com acesso direto e gratuito via celular”, afirma. O público-alvo inclui produtores rurais, consultores, técnicos, estudantes e empreendedores do setor agropecuário.

A iniciativa, segundo Francisco Matturro, aproxima a pesquisa do campo, fortalecendo a agricultura sustentável no Brasil. “Sua importância se destaca na disseminação de boas práticas, na democratização da inclusão digital, incentivando a adoção da ILPF como modelo de produção eficiente, ecologicamente equilibrado e que gera emprego e renda, e consequentemente desenvolvimento socioeconômico”, completa.

API Responde Agro

O funcionamento do aplicativo Responde ILPF está baseado numa tecnologia lançada pela Embrapa neste ano: a API Responde Agro. Glauber José Vaz, da Embrapa Agricultura Digital e responsável pela API, explica que ela permite o desenvolvimento de mecanismos de busca personalizados para o conteúdo da Coleção 500 Perguntas 500 Respostas, cujas obras são elaboradas a partir de questões formuladas por produtores e respondidas pelos pesquisadores.

A integração dessas informações com os sistemas web ou aplicativos acontece por meio de uma Interface de Programação de Aplicações, ou API, na sigla em inglês. A Plataforma Ater+ Digital é outro exemplo de ferramenta disponível ao público que também utiliza a API Responde Agro.

Desenvolvedores, empresas de tecnologia, startups, instituições públicas e privadas que queiram utilizar a ferramenta em suas próprias soluções digitais podem acessar a API Responde Agro por meio da Plataforma AgroAPI, que reúne também APIs com dados e modelos diversos gerados pela Embrapa de interesse do mercado de tecnologia voltado à agropecuária. 

 

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Tecnologia

Branco lança geradores de alta performance com foco em drones

Por Redação 29/07/2025
Escrito por Redação

Branco lança geradores de alta performance com foco em drones

A Branco, empresa de soluções para o agronegócio nacional, casa e jardim e construção civil, acaba de lançar dois modelos de geradores, o B4T-16.000 E3 (220V trifásico) e o B4T-16.000 E(3) (380trifásico/ 220V monofásico), projetados para aplicações profissionais que exigem alta potência e resistência aliadas à mobilidade e voltados para aplicações na construção, ordenhadeiras e drones agrícolas.

“Nossos geradores são referência em qualidade e destaques do portfólio no decorrer de nossa história. Agora, queremos apresentar versatilidade junto de uma alta potência e por isso, trouxemos os novos modelos da família B4T-16.000 ”, afirma Rodrigo Deneka, gerente de produto da Branco.

“Assim como os canteiros de obra precisam de energia para que a produtividade seja maximizada, os drones, que hoje fazem parte da rotina de trabalho em diversas situações, principalmente no campo, também necessitam de uma fonte de energia confiável, eficiente e estável”, acrescenta.

B4T-16000 E3

Para quem precisa de eficiência e durabilidade, o B4T-16000 E3 é a solução desenvolvida para atender a essa necessidade. O E3 é ideal para canteiros de obra e em qualquer atividade profissional mais exigente, pois conta com potência máxima de 17,5 kVA, motor de 2 cilindros e um tanque de 45 litros, que garante longas horas de funcionamento. O gerador opera em tensão trifásica (220/127V) e é capaz de alimentar os equipamentos mais exigentes.

B4T-16.000 E(3)

Os drones estão cada vez mais presentes em diversas áreas, como a do agronegócio; que conta com os drones pulverizadores, que promovem uma melhor opção a diversas propriedades e cultivos quando comparados com métodos tradicionais de pulverização, como a manual ou tratorizada. Para esse tipo de equipamento, o B4T-16.000 E(3) da Branco é ideal para garantir a alimentação e funcionamento .

Com um motor de 2 cilindros, tanque de 45 litros e 17,5 kVA de potência máxima em operação trifásica, seu principal diferencial é a chave seletora de fases, que pode alternar para oferecer plena carga tanto em monofásico 220V e trifásico 380V. O B4T-16.000 E(3) também é ideal para o trabalho no campo em geral.

 

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29/07/2025 0 Comentários
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Empresas

Consórcio New Holland cresce 40% em vendas no 1º semestre

Por Redação 28/07/2025
Escrito por Redação

Consórcio New Holland cresce 40% em vendas no 1º semestre

Nos seis primeiros meses do ano, o Consórcio New Holland totalizou R$ 678 milhões em créditos comercializados, registrando um aumento de 40% nas vendas. A comparação é feita em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializados R$ 484 milhões. Quanto ao número de cotas, o crescimentochegou a 27%.

“Com juros altos e crédito escasso no mercado, o consórcio tem se tornado cada vez mais atrativo para a aquisição de maquinários agrícolas. Os números positivos registrados no primeiro semestre refletem o aquecimento das vendas da modalidade e são resultado do nosso investimento em feiras e eventos voltados ao agronegócio brasileiro. Seguimos no mesmo caminho no restante do ano”, explica Eyji Cavalcante, gerente comercial do Consórcio New Holland.

Setor de consórcio aquecido

Números da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o consórcio de veículos pesados registrou, nos primeiros cinco meses deste ano, um crescimento de 11,8% no volume de créditos comercializados, com R$ 19,03 bilhões em negócios, em comparação a igual período de 2024. Hoje, a categoria conta com mais de 896 mil clientes ativos.

 

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28/07/2025 0 Comentários
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Mercado

Rendimento de trabalhador rural sobe 5,5% no 1º trimestre

Por Redação 28/07/2025
Escrito por Redação
- Rendimento de trabalhador rural sobe 5,5% no 1º trimestre

O rendimento médio do trabalhador dural resulta da grande variação do valor dos salários nas cinco grandes regiões brasileiras // Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Anuário Estatístico da Agricultura Familiar contabiliza que o rendimento médio mensal dos trabalhadores da agropecuária cresceu 5,5% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos absolutos, o salário de quem trabalha na agropecuária passou no período de R$ 2.022 para R$ 2.133, segundo a “Agência Brasil”.

O estudo é da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Abrange os empregados em atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

O rendimento médio resulta da grande variação do valor dos salários nas cinco grandes regiões brasileiras. No Norte, o incremento foi de 21%; no Nordeste, 7,5%; no Sudeste, 1,7%; e no Sul, 9,7%.

Diferente das demais, o Centro-Oeste registrou perda de renda de 7,9%. A despeito do mal resultado, a região mantém o maior valor médio pago de salário R$ 3.492 – bem acima dos valores do Nordeste (R$ 1.081) e do Norte (R$ 1.997); e também superior ao Sudeste (R$ 3.147) e ao Sul (R$ 3.147).

De acordo com a presidente da Contag Vânia Marques Pinto, a finalidade do anuário é fazer o monitoramento das remunerações e direcionar a atuação da entidade.

“A Contag vem pautando os entes federativos para rever e qualificar políticas públicas para os povos do campo, da floresta e das águas”, disse em nota à imprensa.

Trabalho feminino

O anuário também registra que houve, pelo terceiro ano consecutivo, redução do desemprego feminino no campo. Em 2024, a taxa foi de 7,6% – a menor desde 2015.

Afora a aceleração da atividade econômica, que abre vagas para ambos os sexos e permite ganhos salariais, Contag e Dieese assinalam um fator não conjuntural para a melhoria da oferta de emprego entre as mulheres no campo: a qualificação da força de trabalho feminina.

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve crescer 11,7% em 2025

“Segundo a pesquisa, o nível de instrução das mulheres acima de 15 anos que moram em zonas rurais avançou significativamente entre os anos de 2012 e 2024. O percentual das que possuem Ensino Superior triplicou, saindo de 2% para 6%. A fatia daquelas que concluíram o Ensino Médio também subiu significativamente, passando de 14% para 25% no período. Ao mesmo tempo, a população feminina rural sem instrução e com menos de um ano de estudo recuou de 14% para 10%, enquanto a parcela com Ensino Fundamental incompleto caiu de 50% para 38%”, registra a nota da Contag.

 

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Mercado

Mercado interno de frutas segue negociando as primeiras laranjas da safra 2025/26

Por Redação 25/07/2025
Escrito por Redação

Mercado interno de frutas segue negociando as primeiras laranjas da safra 2025/26

Clarisse Sousa – Apesar da incerteza sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao suco brasileiro, o mercado interno de frutas segue ativo com a comercialização das primeiras laranjas da safra 2025/26 e com o fim da colheita das tangerinas poncã, segundo dados do Cepea.

As laranjas precoces continuam sendo a principal variedade entregue à indústria de suco. Já os limões tahiti estão com oferta limitada por causa da entressafra. No caso das tangerinas poncã, a safra está quase encerrada no Sudeste.

Ainda de acordo com o Cepea, por causa da indefinição sobre a tarifação americana, as indústrias brasileiras estão operando apenas no mercado spot ou com contratos já firmados. Novas contratações seguem suspensas.

Como a safra principal não começou e a maior parte das cargas é composta por variedades precoces, as frutas processadas atualmente apresentam limitações de qualidade, ressalta o Centro de Pesquisas.

 

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