Exportação de carne de frango é suspensa para 20 países, informa Mapa

Clarisse Sousa – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19), a suspensão da exportação de carne de frango por 20 países. Países como México, Coreia do Sul, Chile, Canadá, Uruguai, Malásia e Argentina manifestaram pela suspensão da importação da carne de aves de todo o Brasil.

Já para China, União Europeia, África do Sul, Rússia, Peru, República Dominicana, Bolívia, Marrocos, Paquistão e Sri Lanka a suspensão para todo o território nacional foi aplicada em atendimento aos requisitos sanitários em protocolos assinados com esses países parceiros.

De forma regionalizada, Reino Unido, Cuba e Bahrein suspenderam o estado do Rio Grande do Sul. Diversos outros países aplicam a restrição apenas à área afetada, o que, neste caso, não gera impactos comerciais, já que não há estabelecimentos exportadores localizados no raio do foco.

O Mapa ressalta que essa lista é dinâmica e é revisada diariamente, tendo em vista as tratativas em curso com os países parceiros, nas quais são apresentadas todas as ações que estão sendo executadas para erradicar o foco.

“Transparência no enfrentamento da gripe aviária”

Na ocasião, Fávaro reafirmou o compromisso do Brasil com a transparência e a robustez de seu sistema sanitário diante da identificação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em matrizeiro de aves comerciais. O ministro destacou o empenho do governo federal na contenção dos casos e na preservação da credibilidade das exportações brasileiras de produtos avícolas.

“A força do sistema e a transparência nos procedimentos nos credenciam a buscar a regionalização dos casos junto aos nossos parceiros comerciais. Quando conseguimos demonstrar que o foco foi contido na região onde se originou, temos um ativo de convencimento para propor protocolos que evitem o fechamento total das exportações”, afirmou Fávaro.

O ministro explicou que conter o foco é um passo essencial para que os países importadores considerem a adoção de protocolos regionalizados, evitando embargos nacionais. “Foi assim na França, foi assim nos Estados Unidos. Se conseguirmos mostrar que o sistema brasileiro é robusto e capaz de conter o vírus onde ele surgiu, é possível que os parceiros adotem o protocolo regionalizado”, completou.

Saiba mais: 

Mapa confirma 1º caso de gripe aviária em granja comercial no país

 

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