Biocombustíveis devem receber R$ 106,7 bilhões em investimentos na próxima década

A indústria de biocombustíveis deve investir R$ 106,7 bilhões em bens de capital para ampliar a capacidade produtiva do Brasil na próxima década, estima da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em seu levantamento anual, que considera os aportes já anunciados e os previstos entre 2026 e 2035.

Segundo a empresa pública, o impulso nos investimentos deve vir das novas políticas de fomento ao setor, previstas na Lei Combustível do Futuro.

Sancionada em outubro de 2024, o programa Combustível do Futuro criou mandatos para diferentes tipo de biocombustíveis com o objetivo de aumentar a participação dessas fontes na matriz energética e reduzir as emissões de gases-estufa.

Entre seus principais pontos, a política estabelece metas de mistura para o etanol anidro, o biodiesel e o combustível sustentável de aviação (SAF), e cria uma meta de redução de emissões para o setor de gás natural com uso de biometano.

Quando a política foi sancionada, o governo divulgou que estimava destravar investimentos da ordem de R$ 270 bilhões.

Individualmente, estão previstos para os próximos dez ano, R$ 66,2 bilhões em capex no setor de etanol, tanto de cana como de milho e ainda de segunda geração (E2G).

A seguir, estão os investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde, com R$ 27,9 bilhões em capex previstos. Na sequência, espera-se R$ 9,5 bilhões em biodiesel, R$ 3 bilhões em biometano de resíduos sucroenergéticos e R$ 100 milhões em captura de carbono.

Fonte: Datagro

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