Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,3 bilhões em julho de 2026, o maior valor da história para o mês, segundo levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representa alta de 5% em relação a julho de 2025 e foi impulsionado principalmente pelo desempenho do complexo soja.

O principal destaque foi a soja em grãos, cujos embarques somaram 13,4 milhões de toneladas, avanço de 9,3% na comparação anual. A receita atingiu US$ 5,9 bilhões, sustentada também pela valorização dos preços internacionais. O farelo de soja registrou crescimento de 18% no volume exportado, enquanto o óleo de soja apresentou um salto de 130% sobre julho do ano passado.

Apesar do recorde em valor, o relatório mostra que parte importante da pauta exportadora registrou queda nos volumes embarcados. A carne bovina in natura recuou 18%, o açúcar bruto (VHP) caiu 19%, o milho teve retração de 20% e o café verde registrou redução de 5% em relação a julho de 2025.

No caso da carne bovina, a desaceleração das compras chinesas e os preços elevados reduziram a competitividade do produto brasileiro. Já o açúcar foi pressionado pelo aumento da oferta global e pela demanda internacional mais fraca, especialmente nos mercados asiáticos.

Entre os destaques positivos fora do complexo soja, a carne de frango apresentou forte desempenho, com crescimento de 25% no volume exportado e receita de US$ 876 milhões, refletindo a recuperação dos embarques para mercados do Oriente Médio.

No acumulado de janeiro a julho, o complexo soja continua sendo o principal motor das exportações do agronegócio brasileiro. As vendas externas de soja em grãos somaram 83 milhões de toneladas, crescimento de 8%, enquanto farelo e óleo de soja avançaram 12% e 45%, respectivamente.

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