Principal oportunidade para o agro está no crescimento populacional

Um dos primeiros painéis do segundo dia do Global Agribusiness Festival, que acontece nesta quinta (5) e sexta-feira (6), no Allianz Parque, na capital paulista, reuniu representantes de algumas das principais cooperativas do Brasil para discutir os desafios e as oportunidades para essas organizações no agronegócio moderno.

Participaram do debate Cladis Jorge Fulanetto, vice-presidente da Cooperalfa; José Rossato Junior, membro do conselho da Coplana – Cooperativa Agroindustrial; Fernando Degobbi, diretor presidente da Coopercitrus; e Sandro José Amadeu, superintendente comercial da Copermota.

O painel foi moderado pelo representante da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Matheus Kfouri Marino, que apontou a força das cooperativas no país, apresentando alguns números. De acordo com Marino, o Brasil possui 4.509 cooperativas, que reúnem 23 mil cooperados e geram 550 mil empregos diretos.

Os especialistas apontaram que a principal oportunidade para o agronegócio está no crescimento populacional, que deve alcançar o pico de cerca de 10,3 bilhões de habitantes em meados da década de 2080, segundo projeção da Organização das Nações Unidas (ONU). “O agro vai ter que alimentar toda essa população”, afirmou José Rossato Junior.

No entanto, o desafio é atender um novo tipo de consumidor, pertencente a uma nova geração, que cobra rastreabilidade, sustentabilidade e saudabilidade em torno da alimentação. “As cooperativas tem a chance de atender tais demandas e fazer a ponte com o produtor rural”, afirmou Rossato Junior.

Cladis Jorge Fulanetto comentou sobre a importância das cooperativas como uma agregadora de valor aos produtos agrícolas a partir do processamento de commodities; Fernando Degobbi abordou sobre a importância das cooperativas incentivares seus cooperados à investir em correção do solo, antes de investir em conectividade.

“O principal problema da agricultura brasileira não é a conectividade, é a correção de solo. Não adianta ter uma boa conectividade e automatizar a máquina, se não tiver um solo adequado”, afirmou Degobbi.

Sandro José Amadeu pediu mais apoio do governo para com as cooperativas e comentou sobre o papel delas na qualificação de profissionais para trabalhar no campo e na garantia da sucessão familiar.

Fonte: Datagro

 

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